Pesquise no A Voz

Carregando...



A Bahia está tirando de letra na economia

25 de jun de 2016




A Bahia tem a melhor nota do Nordeste e a terceira melhor do país no que diz respeito à capacidade de pagamento de dívidas e outros compromissos, de acordo com avaliações técnicas do Tesouro Nacional. Com o conceito B, a Bahia ficou abaixo apenas de Pará (A-) e Tocantins (B+).

O ranking traz os maiores estados do país nas últimas posições. O Rio de Janeiro, que decretou calamidade pública em função da crise nas finanças estaduais, é o pior colocado, com nota D, ao lado de Alagoas. Minas Gerais e Rio Grande do Sul, junto com Goiás, ficaram com D+, a segunda pior nota. Este grupo é considerado, de acordo com a Folha de S. Paulo, em situação de desequilíbrio fiscal. São Paulo fica logo depois entre os de pior desempenho, com nota C-.

O Sul do país apresenta os piores desempenhos por região, tendo como maior nota a do Paraná: C+. As notas são calculadas, ainda segundo a Folha, quando os estados pedem o aval do governo federal para obter empréstimos e financiamentos. Quando a nota é C ou D, há mais restrições aos pleitos.

Gestão das finanças

Além da Bahia, outros seis estados tiveram nota B: Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá, Federal e Espírito Santo. De acordo com o secretário da Fazenda do Estado, a boa posição da Bahia no ranking reflete a gestão de finanças nos últimos anos, caracterizada por recuperação da capacidade do fisco e controle dos gastos, conforme foi determinado pelo governador Rui Costa.

"Mesmo com a queda nas transferências federais e as dificuldades produzidas pela crise, que trouxeram queda real na receita no primeiro quadrimestre deste ano, temos mantido nossos compromissos em dia, a operacionalidade da máquina e a capacidade de investimento", afirma o secretário.

O Secretário da Fazenda destaca ainda que o ranking do Tesouro evidencia o confortável perfil de endividamento da Bahia. Hoje, a dívida corrente líquida do Estado equivale a 54% da receita corrente líquida, enquanto alguns dos grandes estados já estão próximos ou acima do limite máximo de 200%, estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O perfil favorável da dívida justifica o principal pleito da Bahia junto ao governo federal: o aval para novas operações de crédito, fundamentais para a continuidade dos investimentos em infraestrutura mantidos pelo Estado na capital e no interior.
Leia Mais

Lançamento do 2 de julho-Independência da Bahia e do Brasil

24 de jun de 2016




"Um povo que não conhece sua história, não é capaz de construir bem seu presente e futuro. Por isso é importante garantir que os nossos jovens saibam como aconteceu a Independência da Bahia em detalhes. O livro, por meio da Empresa Gráfica da Bahia, vai passar a fazer parte do acervo nas bibliotecas das escolas da rede estadual. Além do compromisso de promover melhorias de infraestrutura, o Governo do Estado está empenhado em melhorar as condições de aprendizagem nas instituições de ensino", afirmou o governador Rui Costa durante o evento de lançamento do livro '2 de Julho - Independência da Bahia e do Brasil', que terá o segundo lote, com dois mil exemplares, distribuído em todas as escolas da rede estadual de ensino.

A publicação foi lançada na segunda-feira passada (20), na sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), na Piedade, em Salvador. Financiado pela Casa de Cultura Carolina Taboada, o primeiro lote, com quatro mil exemplares que contam a história da Independência da Bahia e a sua importância para a Independência do Brasil, será distribuído gratuitamente na capital e no interior baiano. “O livro é de fundamental importância, pois a história da Bahia é pouco falada em nível nacional. O livro vai despertar em nossos estudantes a importância da nossa história”, garante o historiador Álvaro Pinto.

Para o comandante da 6ª Região Militar, general do Exército Arthur Costa Moura, a obra é uma das mais ricas fontes de aprendizado e pesquisa. “Esse é um registro importante para que as novas gerações possam conhecer a nossa história. É um dever conhecer nossa história e aprender com aqueles que construíram o nosso país”.

Escrito em dois anos pelos historiadores baianos Álvaro Pinto Dantas de Carvalho Junior e Ubaldo Marques Porto Filho, o livro visa à divulgação da história da Bahia para baianos e visitantes. “Nós procuramos um caminho diferenciado, pouco explorado pelos historiadores. Conseguimos escrever uma obra bem didática e clara para todos e condensada em 144 páginas”, explica Ubaldo Marques.


O primeiro lote, com quatro mil exemplares, será distribuído gratuitamente na capital e no interior do estado. O segundo lote, com dois mil exemplares, será distribuído em todas as escolas da rede estadual de ensino.
Leia Mais

Opinião perdida no tempo mas ganhando espaço




Sei apenas que a presunção de ser dono de um triplex no Guarujá é inequivocamente associada à corrupção e a presunção de ser dono de um apartamento em Paris não tem nada a ver, obviamente, com corrupção.

Especialmente se o apê do Guarujá for um tanto novo-rico e o apê de Paris, um tanto elegante.

A questão é estética.

Lula carregando uma caixa de isopor e sendo dono de um barco de lata é uma cômica farofa. Se FHC carregasse uma caixa de isopor e fosse dono de um barco de lata seria uma concessão à humildade.

A questão é classista.

Um Odebrecht sentado à mesa com FHC é um empresário rico. O mesmo Odebrecht sentado à mesa com Lula é um pagador de propina.

Nada disso tem a ver com corrupção. Nada disso revela qualquer preocupação com o país.

A cada dia que passa, é mais evidente que o que está em discussão é quem são os verdadeiros donos do poder.

E os donos legítimos do poder são os elegantes. Aqueles com relação aos quais não interessa saber como amealharam riqueza porque, simplesmente, a riqueza lhes cai bem.

A casa grande tem um perfume que inebria toda a lavoura arcaica e sensibiliza até a senzala. É o que estamos assistindo.

Tudo o mais, tudo o que não é casa grande é Lula e os amigos de Lula!

A questão é preconceito.

Vejam como um fraque cai naturalmente bem em FHC. Um fraque assim em Lula, certamente, deveria ter sido roubado.

O Brasil é o país dos elegantes. De uma elegância classista, racista e preconceituosa deitada eternamente no berço esplêndido do aristocrático século 19."
Por Flávio de Castro via facebook
Leia Mais

Michel Temer corta mais R$14,00 do Bolsa Família



A mesquinharia do governo não é apenas ridícula. É sádica. Vingar-se nos mais pobres é uma decisão política inacreditavelmente sórdida. A economia do governo, ao não pagar o bolsa família com reajuste de 9%, é de R$ 1 bilhão.

Enquanto isso, o mesmo governo deu reajuste a juízes e procuradores que representam quase R$ 60 bilhões em gastos adicionais. Ou seja, quem ganha R$ 200 mil ao mês, terá um generoso reajuste, enquanto o cidadão que depende de R$ 162 para comprar alimentos para seus filhos, teve negado

R$ 14!

Esse é governo Temer, sem compromisso nenhum com as necessidades da população, porque não foi votado, não passou pelo filtro democrático. Sustentado apenas pela imprensa golpista, ele já governa o Brasil sem se importar com a vida de milhões de brasileiros em estado de vulnerabilidade, porque para ele só importa o apoio de João Roberto Marinho.

De um lado, vai aprovar um aumento no déficit público de R$ 170 bilhões, de outro nega R$ 1 bilhão que ajudaria a alimentar mais de 40 milhões de pessoas e movimentaria um pouco mais a economia de pequenas cidades e periferias pobres.

Todas as decisões de Temer parecem curtidas em pura malvadez, como foi também a de recusar a entrada de refugiados sírios no Brasil, interrompendo o acordo que Dilma tinha costurado na ONU, de fazer o Brasil ajudar o mundo a acolher essas pessoas.

Miguel do Rosário -O Cafezinho
Leia Mais

Reino Unido liderado pela Inglaterra deixa de fazer parte da União Europeia




Os eleitores britânicos votaram pela saída do Reino Unido da União Europeia, após 43 anos, em um plebiscito histórico nesta quinta-feira.

Em uma eleição apertada, 52% dos britânicos votaram a favor da saída, contra 48% que votaram a favor da permanência.

Os eleitores de Londres e da Escócia votaram em sua grande maioria pela permanência do país no bloco, mas os resultados do restante do país, com uma maioria clara pela saída, acabaram definindo o resultado.

Os mercados financeiros, que na véspera vinham mostrando uma aposta na permanência do Reino Unido na UE, sofreram um forte impacto com o resultado, com a queda da libra ao menor patamar em relação ao dólar desde 1985.

Disputa acirrada

Na semana anterior ao pleito, o país assistiu a uma disputa acirrada nas pesquisas e nos ânimos, incluindo o trágico assassinato da deputada trabalhista Jo Cox por um suspeito com fortes elementos de extrema direita e que se declarou favorável à saída britânica do Reino Unido.

BBC
Leia Mais

Justiça Federal do Rio Grande do Sul autoriza presidente Dilma a usar aviões da FAB, sem restrições

23 de jun de 2016




A Justiça Federal do Rio Grande do Sul autorizou, em liminar, nesta quinta-feira (23) a presidente afastada Dilma Rousseff a usar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) em trechos além de Brasília-Porto Alegre, contrariando determinação da Casa Civil. Ainda assim, Dilma terá de ressarcir o custo dos voos. As informações são do jornal Correio do Povo.

A liminar também garantiu o mesmo direito aos assessores da presidente afastada e a manutenção da estrutura do gabinete pessoal. Os assessores também foram autorizados a viajar em aviões da FAB, nas mesmas condições, com ressarcimento.

A decisão, publicada à tarde desta quinta-feira, 23, é da juíza gaúcha Daniela Cristina de Oliveira Pertile. Ela levou em consideração a questão da manutenção da segurança pessoal de Dilma para justificar a decisão. Conforme ela, o fato impossibilitaria viagens de Dilma em voos comerciais.

A magistrada acolheu o pedido da defesa de Dilma contra a União, que pedia a manutenção da determinação expedida pelo Senado Federal quando a afastou do exercício devido à admissibilidade do processo de impeachment. Cabe recurso da decisão.
Leia Mais

É festa de São João em toda Bahia



"CAMIM DA ROÇA"

Enquanto em Xique-Xique a tradição é se comemorar A Festa de São Pedro, Amargosa, Senhor do Bonfim, Santo Antonio de Jesus e Cruz das Almas são as cidades baianas mais procuradas para os festejos juninos de 2016. Segundo pesquisa feita com os internautas que acessam o site São João na Bahia, divulgada pelo jornal Correio da Bahia, os quatro municípios representam mais de 60% da preferência entre as 586 pessoas sondadas.

A cidade de  Amargosa lidera a lista que conta ainda com cidades como Conceição do Jacuípe, Cachoeira, Uauá,  Ibicuí, Mucugê,  Barra e Irecê. A estrutura e a distância em relação a Salvador são dois fatores que pesam bastante na escolha da cidade para a festa junina, bem assim, as atrações musicais.

Entre os eventos que ocorrerão paralelamente às festividades das praças públicas, destaque para o Forró do Piu Piu, que foi lembrada por 41% dos internautas, seguida pelo Forró do Sfrega (22%), Forró do Lago, Meu Xodó e Forró Sertão.

Perfil – A maioria dos 93% que disseram pretender viajar para o interior durante o São João tem idade entre 26 e 40 anos. Já com relação à renda, 54% disseram ganhar entre 1 e 3 salários mínimos.

No que se refere ao transporte, 73% afirmaram que irão de veículo próprio ou de amigo. As outras opções foram excursão com agência e pacote de viagem (12%), excursão independente (11%) e ferry-boat (4%).

O gasto médio diário dos turistas juninos  deve variar de R$ 100 a R$ 1000.
Leia Mais

Empresário procurado pela Polícia Federal é encontrado morto

22 de jun de 2016





O empresário Paulo Cesar de Barros Morato foi encontrado morto na noite desta quarta-feira (22), em um motel no bairro de Ouro Preto, em Olinda, de acordo com a Polícia Federal. Morato era considerado foragido pela Polícia Federal desde a terça-feira (21), quando foi deflagrada a Operação Turbulência.

"Quem vai cuidar da investigação por enquanto é a Polícia Civil. Mas já foi designado um policial federal para acompanhar os trabalhos da perícia. Se for constatado que as circunstâncias da morte têm ligação com a Operação Turbulência, aí Polícia Federal pode entrar nas investigações", afirmou o assessor de comunicação da Polícia Federal, Giovani Santoro.

Ainda não se sabe a causa da morte de Morato.

A advogada do empresário, Marcela Moreira Lopes, afirmou que ele já havia tentado suicídio anteriormente.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Morato é o “verdadeiro responsável pela empresa Câmara & Vasconcelos Locação e Terraplanagem LTDA”. O inquérito da PF diz que, por meio dessa e outras pessoas jurídicas, Morato teria “aportado recursos para a compra da aeronave PR-AFA (que caiu com o ex-governador Eduardo Campos em 2014) e recebido recursos milionários provenientes de empresas de fachada utilizadas nos esquemas de lavagem de dinheiro, engendrados por Alberto Yousseff e Rodrigo Morales e Roberto Trombeta, além de provenientes da construtora OAS”.
Leia Mais

Clima esquentou no aeroporto de Brasília




O conflito entre o senador José Aníbal (PSDB-SP) e o advogado Bruno Rodrigues de Lima, que o chamou de "golpista" e "traidor do Brasil" na manhã de ontem, na área próxima do desembarque de passageiros do  Aeroporto JK, em Brasília, é um retrato atualizado do momento político brasileiro.


Para quem se habituou, desde o julgamento da AP 470, também conhecida como Mensalão, a assistir ao linchamento moral de personalidades ligadas ao governo Lula e ao Partido dos Trabalhadores, a cena mostra uma situação oposta. José Aníbal foi o quarto caso de político ligado ao presidente interino Michel Temer que foi hostilizado publicamente.


Não é pouca coisa, quando se considera que Temer mal completou 30 dias de interinidade e, em teoria, teria uma imagem sem manchas nem desgastes para oferecer ao eleitorado.


Suplente empossado no cargo há pouco mais de um mês -- depois que o titular José Serra foi nomeado por Michel Temer para o Itamaraty -- ao desembarcar na Capital Federal José Anibal ouviu xingamentos equivalentes aos que eram dirigidos aos petistas.



"O menino só falava a verdade," garantiu ao 247 um motorista que havia deixado um cliente no aeroporto e preparava-se para ir embora quando ouviu os gritos de Anibal e resolveu registrar o que via na câmara do celular, produzindo um dos vídeos que acompanham essa reportagem. "O político estava completamente descontrolado."


Em declarações publicadas no portal G1, Aníbal disse: “ele me xingou de ladrão, eu xinguei ele de volta. Fui pra cima dele não para agredir, mas para interpelar. Dei um chute na mala dele e ele escorregou, quase caiu. Eu estava com uma página de jornal na mão, mas não o agredi”.


As imagens disponíveis mostram um senador bem mais agressivo, capaz de avançar várias vezes sobre Bruno. Numa das vezes, exibe um jornal na mão. Em outro momento,  empurra o advogado e faz movimentos para lhe dar um tapa -- que a câmara não registra inteiramente.   


"José Anibal só não me atingiu porque eu me protegi com o braço," diz o advogado, que faz curso de Direito na Universidade de Brasília e naquele momento pretendia embarcar para Salvador, onde tinha uma causa a defender.



O conflito de Brasília irá prosseguir na Justiça. Bruno já registrou queixa e é provável que o senador tome uma iniciativa equivalente.


A questão é política, porém, e gera um sinal negativo para o governo Temer, até porque não faltam antecedentes.


No domingo, Paulinho da Força e Beto Mansur foram vaiados durante um voo São Paulo-Brasília. Uma semana atrás, Henrique Eduardo Alves, ainda ministro do Turismo, foi obrigado a trancar-se no banheiro de um avião para fugir de vaias. Em maio, quando desembarcou em Manaus após a aprovação do pedido de impeachment pela Câmara, o deputado Pauderney Avelino enfrentou situação semelhante.


Embora o protesto de Bruno Ribeiro de Lima tenha tido um caráter individual, improvisado, como se vê pelas imagens, a experiência ensina que nem sempre essas manifestações podem ser consideradas inteiramente espontâneas.


Em vários casos,  tanto os protestos contra integrantes do governo Lula-Dilma como aqueles que atingiram Temer e seus aliados tiveram a participação direta das partes interessadas.


A questão é saber como se portam aquelas pessoas que fazem o papel de platéia e  apenas assistem  ao conflito. Podem mostrar-se solidárias com um dos lados e adversárias de outro. Ontem, quando José Aníbal chegou a dizer que estava sendo agredido por "petistas", uma senhora que a tudo assistia, calada, reagiu:

-- Não é só petista não, disse.
Leia Mais

Michel Temer admite ser golpista




O interino Michel Temer concedeu uma entrevista reveladora ao jornalista Roberto D'Ávila, na noite de ontem, na Globonews. Num ato falho, admitiu a existência de um golpe contra a presidente Dilma Rousseff. Numa inconfidência, revelou que só tomará medidas duras, como aumentos de impostos e da idade mínima para a aposentadoria, após a segunda votação no Senado. E, numa demonstração de certo receio, sinalizou que não irá processar Sergio Machado, o ex-presidente da Transpetro que o acusa de pedir doações oriundas de propina para a campanha de Gabriel Chalita, em 2012.

O ato falho ocorreu quanto Temer explicou por que impede que a presidente Dilma Rousseff utilize o avião presidencial em seus deslocamentos. Ele afirmou que ela "utiliza o avião, ou utilizaria, para ir fazer campanha denunciando o golpe", sem falar em "suposto golpe" ou "o que ela considera ser um golpe".

"A senhora presidente tem o palácio da Alvorada, tem o palácio do Torto, tem avião para se locomover para o seu estado. Sim, porque, convenhamos, ela não está no exercício da presidência, portanto não tem atividades de natureza governamental", disse ainda Temer, que também afirmou que "jamais faltou comida" para a presidente afastada – numa referência ao bloqueio dos cartões de crédito do Alvorada.

Plebiscito sobre novas eleições

Temer também questionou a tese sobre novas eleições, defendida por setores do PT e pela própria presidente Dilma Rousseff. 

"Eu não acho útil para a senhora presidente. Porque, no instante em que ela diz que aceita um plebiscito para eleições, é porque ela deseja voltar para depois não governar. Não é útil porque, se vai voltar para depois convocar eleições, então é porque não quer governar", disse Temer.

Na verdade, o que se busca, com o plebiscito, é apenas uma saída democrática para o País, que devolva à população um governo com legitimidade. A tese de novas eleições também já é defendida pela maioria do povo brasileiro, como comprovam pesquisas de opinião já realizadas.

Reforma da previdência

Na entrevista, Temer também explicitou a lógica de seu governo. Na interinidade, benesses para os aliados. Após o impeachment, medidas duras, como o aumento de impostos e da idade mínima para aposentadoria.

"Então certas questões que neste momento ainda não deu tempo de tratar, eu tratarei depois. A questão da reforma da Previdência. Acho que eu só poderei pleitear uma reforma da Previdência se tiver a efetivação", afirmou. Ele também disse que não pensou em elevar impostos "ainda".

Caso Sergio Machado

Citado na delação de Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro que o acusa de pedir uma doação oriunda de propina para Gabriel Chalita, Temer também disse por que não irá processar seu acusador.

"O que ele [Machado] mais deseja é isso. [...] Ele quer polarizar com o presidente da República. Eu não vou dar esse valor a ele. Eu não falo para baixo", afirmou o peemedebista.

Ao comentar a situação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de manter diversas contas no exterior, Temer disse que o correligionário "está se defendendo como pode" e que é "batalhador no campo político e no campo jurídico."

Brasil 247
Leia Mais

RESPOSTA INACABADA

21 de jun de 2016

Deparei-me com algumas mensagens  no facebook, e-mail e  no celular,  a mim endereçadas por um internauta, cidadão comum que necessita de exercitar o seu direito comezinho de contribuinte, segundo ele próprio afirmou.

Apontava-me a sua  revolta de haver sido considerado tal qual uma bola de ping-pong empunhada nas raquetes burocráticas das instituições públicas.

Enfatizava  os três anos, inglórios, quando iniciara uma ação judicial movida contra uma companhia de seguros e que até hoje  não lhe garantiram a  prestação jurisdicional que o Poder Judiciário, aliás,
é  obrigado a oferecer aos seus jurisdicionados.

Com mais ênfase, arguiu que o Juizado Especial Cível para o qual foi distribuído o processo deixa a desejar, quanto ao seu andamento, mesmo na era digital informatizada, sendo dito em alto e bom som pelo burocrata do cartório que se o cidadão quisesse fosse consultar um advogado, pois ali  não se dava informações às partes.

Impossibilitado de falar com o ocupadíssimo Juiz de Direito, o referido cidadão resolveu abordar-me com extensos e-mails, por WhatsApp e facebook. Disse-me que lê o A VOZ  e em razão disso sentia-se à vontade de falar comigo.

Pois  bem.  Não sou palmatória do mundo, nem sou Juiz. Sei, contudo, que a busca da solução desses assuntos já se tornou  lugar comum no meu dia-a-dia, embora já me apresente com sinais de exaustão.

Numa democracia, os cidadãos têm direito de criticar o desempenho do poder judiciário, máxime quando nele há corrupção.

É indiscutível que  nenhuma instituição democrática pode se eximir  de controles externos.

Creio que os Juízes de Direito não são inacessíveis, tampouco estão acima do bem e do mal, como asseverou o internauta. Os Juízes são seres humanos falíveis, como todos nós.

Sobre o Conselho Nacional de Justiça - CNJ, como foi questionado,  informo ao Internauta que esse órgão, instalado em junho de 2005, já condenou mediante  processos administrativos, magistrados acusados de irregularidades no exercício da profissão. Muitos  foram punidos com aposentadoria compulsória, que é a pena máxima no órgão administrativo. Outros foram afastados em decisões liminares. Além disso, juízes foram colocados à disposição, removidos de seus postos originais e outros tantos censurados.

De qualquer sorte, confesso  que excepcionalmente escrevo sobre esse assunto no A VOZ.

Entretanto, em face de obstinado pedido, eis aqui a matéria publicada. Contudo,  a resposta à consulta formulada  só no escritório, com dia e hora marcada.
Leia Mais

Somos reis baianos para gregos e troianos

20 de jun de 2016





Foi a Rede Globo quem inventou esse negócio de  que nós baianos  chamamos todo mundo de “meu rei”,  no instante em que nós  nos  comunicamos  com os companheiros  daqui,  d'alhures ou  d’além mar.

Desde que emigrei de Xique-Xique para estudar em Salvador, no limiar dos anos 70, jamais ouvi alguém, no território baiano, dizer para mim: “e aê meu rei”?

Talvez seja mesmo invencionice forçada da Globo.  Alguns de nós baianos sabemos  que o  baianês, com  pimenta malagueta na  moqueca de surubim, foi inventado por um famoso estilista, que residia na Rua 6 do renomado bairro do BNH Novo em XiqueXique  e que, atualmente,  se gaba por  atuar  num decorado atelier de alta costura localizado  no aprazível bairro de São Miguel Paulista, em   São Paulo.

Esse artista da moda divulgou o tal de “ meu rei” com nuances de “minha rainha”  e  assim o fez para  vingar-se,  por  ciúmes,  de  um outro xiquexiquense,  tocador de berimbau e de  axé, patrocinado pelos transeuntes  da Praça da Sé em São Paulo. Ouvi dizer que esse herói estaria de conluio com mais outro artista xiquexiquense, cantor do escatológico sertanejo universitário e seus convizinhos, de repertório eventualmente controverso.

De qualquer modo, quando, raramente, mantenho alguma conversação inteligente com raros turistas que, transitórios, se apoderam  desta terra baiana,  afortunada por Todos os Santos,  pelos Orixás e  pelo  Nêgo D’Água,  argumento e assevero que aqui na Bahia, o nosso sotaque é o mais puro, de charme discreto, que desponta  desde a existência do  Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves!

Nilson Machado de Azevedo

Leia Mais

Gerente do Planejamento do governo usurpador pode ser o próximo a cair entregue pela Globo

18 de jun de 2016




Depois de Romero Jucá, do Planejamento, Fabiano Silveira, da Transparência, e Henrique Eduardo Alves, do Turismo, quem será o quarto ministro do governo interino de Michel Temer a ser demitido?
"Todo dia nos perguntamos: quem vai cair hoje?", ironizou a presidente eleita Dilma Rousseff (leia mais aqui), sobre o desmoronamento da administração Temer.

No que depender do jornal O Globo, da família Marinho, a bola da vez será o titular da Educação, Mendonça Filho (DEM), neófito na área, que se notabilizou por ouvir as propostas de Alexandre Frota e dos Revoltados Online para o setor.
Mendoncinha aparece na capa do Globo deste sábado, como mais um investigado na Lava Jato. O motivo: uma suposta propina de R$ 100 mil, paga pela UTC Engenharia, que ele nega. A notícia também foi veiculada no Estado de S. Paulo, mas não ganhou a manchete principal.
Ontem mesmo soube-se que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de inquérito contra Mendonça Filho. 
Segundo O Globo, ele deve pedir para sair. "O presidente interino, Michel Temer, determinou que todo ministro que tiver envolvimento com irregularidades deve pedir demissão", informa o jornal.
Leia Mais

Temer, filho de imigrante libanês, fecha as fronteiras brasileiras para refugiados sírios




Quando Michel Temer usurpou o poder, afora as comemorações em altas rodas, só um lugar teve “festa na rua”.
A pequena Btaaboura, de 300 habitantes,de onde migraram os Temer, como milhões de outros libaneses que foram recebidos de braços abertos, festejou.
Achavam que o gigante Brasil, que tem mais libaneses que o Líbano, tinha tudo para iniciar um período de cooperação.
Agora, vê-se que festejou antes da hora.
Temer, o descendente de libaneses (e de sírios, porque são quase um só povo) mandou fechar as fronteiras para seus irmãos que estão vivendo o drama de uma guerra que mata às centenas de milhares.
A BBC narra que, no ano passado, Dilma disse que o Brasil estava de “braços abertos” para acolher refugiados. Em 2013, o governo passou a facilitar o ingresso de sírios ao permitir que viajassem ao país com um visto especial, mais fácil de obter (a modalidade também é oferecida a haitianos). Desde então, cerca de 2 mil chegaram ao país.
Dois mil, um nada, perto dos  5 milhões de sírios deixaram o país desde o início da guerra civil.
Mas veio a ordem direta para fazer o mal a essa gente sofrida. “Duas pessoas que acompanhavam o diálogo disseram à BBC Brasil que a suspensão foi ordenada pelo novo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e comunicada a assessores e diplomatas numa reunião nesta semana.Segundo eles, a decisão segue uma nova – e mais restritiva – postura do governo quanto à recepção de estrangeiros e à segurança das fronteiras.”

Imagine se o senhor Nahul Temer, pai de Michel, que veio sem nada do Líbano senão os três filhos, tivesse sido submetido a uma “política mais restritiva” de imigração.
O traidor vai sempre buscando novas formas de trair. É o seu prazer, a sua “superioridade”.
No fundo, a prova do lixo moral que crê ser a sua maior virtude.
Leia Mais

Temeroso deixa de pagar reajuste do Bolsa Familia já previsto no orçamento da União

17 de jun de 2016



 O presidente interino Michel Temer não concedeu o reajuste de 9% previsto para este mês aos beneficiários do programa Bolsa Família. A informação foi confirmada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, responsável pela gestão do programa, que atende 13,9 milhões de famílias no país.

O anúncio do reajuste foi feito pela presidente Dilma Rousseff durante ato no dia 1º de maio, em São Paulo (relembre aqui). O reajuste elevou o benefício médio para R$ 176 (aqui).

"O governo Dilma ficou dois anos sem dar reajuste no Bolsa Família. Estamos fazendo uma avaliação nos cortes promovidos pelo governo anterior, que chegam a R$ 1,6 bilhão, para poder conceder o reajuste", informou o ministério em nota ao portal UOL. O texto diz ainda que não há data para a conclusão de estudos sobre as possibilidades de reajuste do benefício.

O pagamento do benefício do mês de junho começou nesta sexta-feira (17), contemplando as famílias com número final de inscrição "1". Ao todo, o pagamento do programa social ocorre em dez datas diferentes. Este mês, o calendário oficial vai até o dia 30 de junho, quando são pagos os beneficiários com número final "0".

Quando anunciou a medida, Dilma explicou que a proposta estava prevista na proposta de orçamento enviada para o Congresso, em 2015. "Essa proposta estava prevista, e diante do quadro atual, tomamos medidas que garantem aumento na receita neste ano e nos próximos para viabilizar esse aumento no Bolsa Família. Tudo isso sem comprometer o cenário fiscal", afirmou ela.

Em Recife, nesta sexta-feira (17), Dilma Rousseff comentou o não pagamento do reajuste e disse que se trata de "mesquinharia".

"Não pagaram o reajuste do Bolsa Família, de 9%, que nós tínhamos deixado os recursos e aprovado direitinho, todas as condições para ser pago. Aí vocês vejam, quanto custa isso? Custa menos de R$ 1 bilhão, mas ao mesmo tempo vão e aumentam o deficit e dão aumento para todos que lhe interessam, que montam na casa de R$ 56 bilhões. Para o povo pobre, R$ 1 bilhão é muito; para os ricos, R$ 56 bilhões é pouco. É esse o governo da desigualdade, da mesquinharia com o nosso povo. Não pagar o reajuste do Bolsa Família é uma mesquinharia com o povo pobre desse país", disse.
Para Dilma, essa decisão "mostra a verdadeira alma, o verdadeiro intuito, o verdadeiro objetivo desse governo provisório, ilegítimo e interino, que é reduzir o máximo que puderem dos direitos conquistados, dos direitos sociais, dos direitos de cada um dos brasileiros, principalmente daqueles mais pobres.

Brasil 247

Leia Mais

Caixão da misericórdia para o governo usurpador



Sérgio Machado, tucano por quase dez anos [foi deputado federal e senador pelo PSDB] e peemedebista nos últimos quinze anos, denunciou nominalmente mais de 20 caciques políticos do PMDB, PSDB, DEM e PP, partidos que historicamente se beneficiam de esquemas de propinas e corrupção montados na Petrobrás.
Ele revelou em detalhes os valores roubados entre 2003 e 2014 – que, atualizados, devem ultrapassar a casa dos R$ 300 milhões. E revelou, também detalhadamente, as circunstâncias de distribuição de dinheiro e o modo preferido de cada político para receber a propina – se diretamente, através de prepostos, de intermediários, disfarçado em contribuição eleitoral etc.
O conspirador Michel Temer e outros golpistas proeminentes como Aécio Neves, Romero Jucá, Agripino Maia, Sarney, Heráclito Fortes [ex-DEM, hoje PSB], Henrique Alves são citados com uma impressionante riqueza de detalhes. Michel Temer, por exemplo, em certa ocasião reuniu-se com Sérgio Machado na Base Aérea da FAB para organizar a distribuição de propina.
Sérgio Machado, assim como Delcídio do Amaral, é outro elo da corrupção histórica na Petrobrás. Ambos transitavam com intimidade pelas entranhas podres do reino dos golpistas corruptos.
Esses dois criminosos desviaram centenas de milhões de reais em corrupção na Petrobrás em pouco mais de duas décadas. Além deles, a ação continuada de outros criminosos do gênero do Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, Renato Duque, Pedro Barusco e outros ex-diretores que atuavam na estatal desde o governo FHC, elevam as cifras roubadas ao patamar dos bilhões de reais.
Considerada, todavia, a corrupção em outras estatais convertidas em capitanias hereditárias dos partidos políticos [Furnas, por exemplo, é um feudo do Aécio] e nos escândalos como Zelotes [que envolve propinas para a compra de anistia fiscal], a soma de dinheiro público roubado atinge a casa de centenas de bilhões de reais.
A classe dominante inoculou o Estado brasileiro com uma cultura corrupta, que se reproduz e se perpetua através de um sistema político totalmente deformado pela dominância do dinheiro e do tráfico de interesses privados/empresariais.
A delação do Sérgio Machado põe a nu a usina de corrupção que financia os golpistas; ela não deixa pedra sobre pedra. O sistema político ruiu; os pilares que o sustentam estão apodrecidos.
O presidente-usurpador Michel Temer, capitão-mor do golpe de Estado, foi atingido mortalmente, junto com seus sócios do PMDB, PSDB, DEM, PP e satélites. O governo usurpador acabou, não tem a menor condição de continuar sua interinidade.
O ministro-usurpador da Casa Civil, Eliseu Padilha, incrivelmente se apressa em defender o fim da Lava Jato. Melhor faria se propusesse [1] a continuidade e aprofundamento das investigações sem seletividade, [2] a renúncia do governo usurpador e a devolução do mandato da Presidente Dilma e [3] a convocação imediata de uma Constituinte para a reforma política.




Leia Mais

Não dá para enganar nem criança que usa chupeta




É preciso bater um recorde mundial de hipocrisia para simular surpresa diante da denúncia de que o presidente interino Michel Temer recebeu 1,5 milhão de reais do esquema apurado na Lava Jato para entregar à campanha de Gabriel Chalita em 2012.

Nem o desmentido formal merece mais credibilidade do que qualquer outra resposta padrão nesses tempos, redigida com a linguagem calculista dos advogados. Faz parte do show.

Da mesma forma que, após um rápido intervalo, quando as cortinas se reabrem.
Para completar, Henrique Eduardo Alves, que virou a casaca de ministro de Dilma para permanecer no mesmo cargo com Temer, pede demissão para evitar novas crises de um governo que mal foi empossado.

Sabemos que o financiamento da política brasileira sempre se fez dessa maneira, numa troca de interesses entre partidos em busca de recursos e empresários atrás de favores do Estado. Levantar recursos para candidatos, como descreve a denuncia contra o vice, na página 41 do depoimento ao Ministério Publico, faz parte das atribuições essenciais da maioria dos lideres políticos do país.

Temer é personagem de destaque nessa categoria, não pela liderança popular, que nunca teve, mas pela atuação nos bastidores.

Podemos lembrar que a presença de Temer na lista dos denunciados não é prova de culpa. Está bem. Mas, se o gravador de Sergio Machado falou a verdade sobre Renan Calheiros, sobre Romero Jucá, sobre José Sarney, por que estaria mentindo sobre Michel Temer?


O tratamento hipócrita que será dado a essa denúncia levanta outro temor, igualmente conhecido -- a seletividade das acusações de corrupção.


Nestor Cerveró, o diretor da Petrobras que antecedeu Machado no palco dos grandes delatores, afirmou que nenhuma propina superou um montante equivalente a US$ 100 milhões, numa negociação da Petrobrás na Argentina. Nenhuma outra das dezenas de tratativas grandes, pequenas ou médias, chegou a este montante. Alguém foi investigado? Preso? Delatou? Nada.

Não chega a ser novidade lembrar um detalhe:  estas negociações milionárias ocorreram em 2002, quando Fernando Henrique Cardoso ocupava a presidência. Já na primeira CPI sobre a Lava Jato, em 2014, este caso rondava as investigações. Nunca foi adiante, embora seja um montante considerável para um acerto só.


Basta ler o Diário da Presidência escrito por Fernando Henrique Cardoso para encontrar, na página 793 do volume 1, a descrição detalhada de um esquema de desvios e abusos na Petrobras. O livro informava nomes de quem comandava o que, em nome de quem – e a confissão de que nada se fez. FHC estava no início do governo. A negociata denunciada por Cerveró ocorreu no final.  



Em 2016, o fato de uma denúncia de igual teor atingir o vice de uma presidente que enfrenta um golpe de Estado do qual foi um dos arquitetos e maior beneficiário direto  apenas demonstra que a justiça do espetáculo se esgotou e não pode sobreviver, a não ser amparada em atos de exceção.


Não é a primeira vez que isso ocorre com o vice, a rigor.  Temer, hoje, já é um beneficiário da condição de quem recebe um tratamento desigual para uma denúncia igual. Estou falando das acusações de pedaladas fiscais. Se serviram para afastar Dilma da presidência, deveriam ter impedido que Michel Temer assumisse o cargo. 


O ministro Marco Aurélio Mello já determinou que o Congresso forme uma Comissão para investigar as responsabilidades do vice Temer em decretos que assinou, no valor de alguns bilhões de reais. Até agora, nem a Comissão se formou.


O país não precisa de campeões de moralidade nem de espertalhões que utilizam a máquina pública para proteger amigos e perseguir inimigos. Este é o caminho de uma ditadura policial, que se constrói pela manipulação da Justiça e polícia, mobilizadas para atuar em nome de interesses políticos.


O país precisa de uma Justiça que faça seu trabalho, num ambiente de isenção e serenidade, sem questionar a separação entre os Poderes, compreendendo que seu papel, acima de tudo, consiste em proteger os direitos democráticos do cidadão perante o Estado.


“A hora do espetáculo está acabando. Deve começar a política”. Se é indispensável tentar vislumbrar algum futuro para nosso sistema político, nem que seja como homenagem a filhos e netos, cabe reconhecer que a origem da crise encontra-se na incapacidade da elite brasileira em admitir o resultado das urnas e que o primeiro passo envolve o acerto de contas com o passado recente -- o retorno aos direitos e garantias previstos na Constituição de 1988, a mais progressista de nossa história.

É de se defender e recuperar um regime de liberdades construído com sacrifícios por uma população que se emancipava de uma ditadura e nem por um minuto deseja retornar a um passado de trevas, impotência e  medo. É preciso separar o que é crime e corrupção daquilo que não passa de notória perseguição política e compreender que a  democracia só será recuperada e restaurada por homens e mulheres que a população reconhece como seus líderes e dirigentes. Mais do que nunca, fora Temer. Não é um grito de rua, muitas vezes um cumprimento que substitui bom dia ou até logo.

O retorno de Dilma nunca foi tão necessário. Como expressão do elo direto com a soberania popular, a saída da crise pode levar a muitas medidas posteriores, mas necessariamente passa por ela.


Alguma dúvida?

Leia Mais