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GOLPE NO GOLPE

4 de set de 2015


 
O PMDB planeja fazer coro ao pedido da oposição que quer a saída de Dilma Rousseff da Presidência. De acordo com a coluna "Painel" da Folha de S. Paulo, os peemedebistas pretendem romper com o governo até o congresso do partido, agendado para 15 de novembro. A previsão deles é que a crise econômica estará pior, sendo o momento oportuno para apoiar o impeachment ou renúncia da petista.

O primeiro secretário da Executiva Nacional do PMDB e presidente da legenda na Bahia, Geddel Vieira Lima, nega que haja um prazo para o rompimento, mas confirma que há "um processo em curso" para que isso aconteça. O partido deve deixar o governo em breve.

"Cresce ainda mais no partido quem pensa como eu, que chega de PT. Não tem mais como dar sustentação. Mas não tem um prazo (para rompimento), não tem como marcar uma data", afirma Geddel.

Mesmo sem estabelecer o congresso como prazo, o peemedebista reconhece que o evento deve ser um momento crucial para articulação deste movimento. "Acho que vai ter uma explosão dos diretórios estaduais. As posições vão ficar mais claras", avalia.

O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, não acredita em um rompimento total do PMDB com o governo de Dilma. Ele explica que o "PMDB não é um partido que tenha unidade interna" e lembra que desde as eleições já tinha uma ala da legenda que foi contrária ao apoio ao PT. Mas o petista avalia que esse grupo não aumentou.

"Parte já entrou rompido, mas a ampla maioria (deve continuar com o governo). Há exemplo do (vice-presidente Michel) Temer, Renan (Calheiros, presidente do Senado) e (o ministro de Aviação Civil, Eliseu) Padilha", pondera Everaldo Anunciação.

Temer

Ainda segundo a Folha de S. Paulo, a ideia dos peemedebistas seria convencer o PSDB a manter o vice-presidente Michel Temer (PMDB) no comando de um governo de transição, no caso da saída de Dilma. Ele seria o responsável por controlar a crise política e econômica.

Geddel nega que o partido tenha essa intenção: "Não há articulação, mas Temer é vice-presidente, evidentemente que em caso de impedimento de Dilma, ele assume. Mas esse não pode ser o objetivo, pode ser no máximo uma consequência do desgoverno de Dilma".

Temer também negou nesta quinta-feira, 3, que esteja articulando assumir o governo. "Muitas e muitas vezes dizem assim: 'O Temer quer assumir o lugar da presidente'. Eu não movo uma palha porque aí sim eu seria oportunista. Aí, eu violaria a minha história", respondeu ao ser chamado de oportunista durante debate em São Paulo.

No entanto, o vice-presidente cogitou que Dilma possa não resistir mais três anos e meio de gestão com os atuais índices de popularidade. "Hoje, realmente o índice é muito baixo. Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo. Muitas vezes, se a economia começar a melhorar, se a classe política colaborar, o índice acaba voltando ao patamar razoável. O que nós precisamos não é torcer, é trabalhar para que nós possamos estabilizar essas relações. Se continuar assim, eu vou dizer a você, para continuar 7%, 8% de popularidade, de fato fica difícil passar três anos e meio", afirmou.

De acordo com pesquisa Datafolha, divulgado no dia 8 de agosto, 8% dos entrevistados aprovavam o governo da petista e 71% reprovavam.

 

A TARDE
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É mais fácil o Vasco ser campeão do que haver um golpe


 
Alguns círculos progressistas na internet continuam assombrados com a possibilidade de um golpe.

É uma questão psicológica, sem nenhuma ligação com os fatos reais.

Quando a Globo anunciou que gostaria que o sucessor de Dilma fosse escolhido pelas urnas, foi porque os Marinhos perceberam que 2015 não é 1964.

Você teria um país virtualmente em guerra civil com um golpe. Do ponto de vista internacional, o Brasil voltaria a ser visto como uma República das Bananas.

Sem o patrocínio da Globo, as coisas se tornaram inviáveis para os golpistas. Não bastasse isso, uma peça-chave na trama, Eduardo Cunha, está hoje mais preocupado em escapar da cadeia e da multa de 80 milhões de dólares do que com qualquer outra coisa.

Se era um general da tropa do golpe, hoje é um recruta.

Tudo isso posto, os ânimos deveriam serenar. Mas basta FHC, Aécio ou Gilmar Mendes abrirem a boca para os corações progressistas dispararem.

Então, numa derradeira tentativa de tranquilizar as pessoas, recorro a uma imagem futebolística: é mais fácil o Vasco ser campeão do que haver um golpe.
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FILME DE TERROR


 


Ao participar de um debate promovido pelo Movimento Política Viva, na noite dessa quinta-feira (3), em São Paulo, o vice-presidente da República, Michel Temer, disse, ao ser indagado sobre a atual baixa popularidade do governo, que ninguém resiste três anos e meio com esse índice, de acordo com áudio, de parte do debate, desponibilizado pelo Portal G1.

"Hoje, realmente o índice é muito baixo. Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo. Muitas vezes, se a economia começar a melhorar, se a classe política colaborar, o índice acaba voltando ao patamar razoável”, afirmou.

Temer disse ainda que não basta torcer para o índice de popularidade melhorar, é preciso trabalhar para isso. “O que nós precisamos não é torcer, é trabalhar para que nós possamos estabilizar essas relações.

Se continuar assim, eu vou dizer a você, para continuar 7%, 8% de popularidade, de fato fica difícil passar três anos e meio".

Diante disso, convém lembrar que o senador Antonio Carlos Magalhães apelidava Michel Temer de “Mordomo de Filme de Terror”.


Agência Brasil
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DEM sugere atuação da Força Nacional de Segurança em Salvador




'Diante da onda de violência que vem vitimando a juventude soteropolitana', a bancada do DEM na Câmara Municipal de Salvador sugeriu que o governo do Estado solicite a Força Nacional de Segurança 'para restabelecer a ordem na capital e na Bahia como um todo'.

"Salvador está vivendo uma crise dramática de uma guerra civil. Todos os dias homens e mulheres de bem morrem vitimadas pela crescente violência e nos finais de semana, os números são mais assustadores ainda. Precisamos de uma resposta imediata. É preciso a ajuda da tropa de Segurança Nacional de Segurança", disse o líder do DEM na Câmara, vereador Leo Prates. O democrata lembra que cidades como Vitória, no Espírito Santo, já tiveram apoio da Força Nacional.

O vereador cita como exemplo a estudante Marianna Teles, de 22 anos, assassinada em tentativa de assalto no bairro do Costa Azul, no sábado (29). No mês passado, Felipe Cabral, de 25 anos, foi morto em assalto no bairro do Imbuí.

"A violência está generalizada na cidade. Nos bairros de classe média e nas periferias. Nos finais de semana, os números de assassinatos sempre têm dois dígitos. Quinze, vinte, trinta assassinatos por final de semana. Precisamos garantir a ordem e a segurança", diz Leo Prates.
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DE QUEM É A CULPA?



 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso candidamente sugeriu à presidente Dilma Rousseff que tenha "a grandeza de renunciar" –ainda que defenda agora que sua fala tenha sido mal interpretada.

As razões para a renúncia seriam o declínio de sua popularidade, a recessão e consequente queda de governabilidade. Esquece-se o ex-presidente de que já esteve em posição idêntica com dificuldades iguais, e não renunciou.

Todavia, o que melhor evidencia a sua pequenez como homem público e como intelectual é a falta de originalidade, pois sua proposta não é nada mais que um plágio impudente, para não dizer descarado, do que lhe foi referido pelo ex-presidente Lula quando lamentou que o então presidente FHC não tivesse tido a grandeza de renunciar.

De fato, é verdade que o Brasil está com grandes dificuldades no setor econômico e que há problemas sérios de governabilidade e que, em parte, esta condição é de responsabilidade da atual administração que, como reconheceu recentemente a presidente Dilma, deve-se em parte à demora com que o governo percebeu a gravidade da situação.

Pois bem, aproveitando-se das dificuldades, membros do PSDB, do DEM e outros partidos da oposição, em consonância com a grande mídia escrita, falada e televisada, exigiram um reconhecimento explícito da presidente Dilma de responsabilidade pela crise, uma espécie de mea-culpa.

É, portanto, indispensável que antes de culparmos alguém verifiquemos quem são os verdadeiros culpados e quais os mecanismos que foram necessários para que acontecesse esse particular debacle econômico e político.

Façamos como o famoso detetive Sherlock Holmes. Quais seriam as razões principais para os problemas que enfrentamos na economia e na política nacionais.

1) A recessão mundial com a preponderância da China, que vem reduzindo suas compras de produtos brasileiros nestes últimos anos. Desse e de outros países não podemos cobrar uma mea-culpa por razões óbvias. Acho que não há economista decente que não concorde com essa escolha. Talvez até José Serra.

2) O "mensalão" e as revelações da Operação Lava Jato, pois desmoralizam o PT e suas administrações.

3) A voracidade pelo poder e pelo dinheiro e os despudorados métodos de chantagem da maioria dos membros do nosso infeliz Congresso Nacional, capitaneada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, discípulo e apaniguado de Paulo César Farias.

4) A campanha colérica, apoplética, vociferante da oposição.

5) A obsessão dos meios de comunicação, da mídia elitista pelo debacle do poder político alcançado pelo operariado, pela plebe.

Ora, parece haver consenso de que a recessão é em grande medida resultado da falta de investimento como consequência da derrocada da confiança do cidadão e do capital no futuro do país.

Há, portanto, uma culpa compartilhada pela oposição, pelo Congresso, pela administração do PT e pela grande mídia por essa recessão em que se encontra o país. O mea-culpa deve começar por aqueles que dos outros estão a exigi-la.
 
Professor Rogério Cézar de Cerqueira Leite

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Aécio é o ‘pai adotivo’ do advogado que ameaçou Dilma.

2 de set de 2015

 
Sabe aquele sujeito que enche as pessoas de cachaça numa festa e depois reclama que elas se comportaram como bêbadas?
É Aécio falando do advogado desvairado que gravou um vídeo no qual ameaça Dilma de morte.    (Assista no final do texto).
 

Aécio semeando ódio

Desde que perdeu as eleições Aécio vem distribuindo cachaça a analfabetos políticos e desvairados em geral com sua patética inconformidade em aceitar que foi batido nas urnas.
E agora mostra espanto, finge indignação?
O envenenamento do ambiente político pós-eleições, a divisão crescentemente explosiva entre brasileiros – tudo isso deve muito a Aécio com seu comportamento de Presidente de Manicômio.
Desde o começo ele insuflou os antipetistas, os antibolivarianos, os anticomunistas e os idiotas em geral com a mentira de que as eleições foram roubadas.
Até as urnas eletrônicas foram colocadas em questão.
É cachaça e mais cachaça para a tigrada, e agora Aécio se surpreende com o vídeo criminoso de um filiado do PSDB?
Mesmo o moderado Alckmin, que concedeu chamar Dilma de “presidenta”, deu agora para falar que o PT é uma “praga”. Isso foi repercutir do blogueiro da Globo Noblat, que num de seus frequentes momentos de desvario patronal escreveu que é preciso jogar “pesticida” no governo.
Aécio herdou o sobrenome, mas não a maior virtude de seu avô Tancredo, um conciliador de enorme talento.
Já caminhando para os 60 anos, fato que procura disfarçar com botox, implante de cabelo e embranquecimento de dentes, age como um adolescente irresponsável, com a cumplicidade sinistra do octogenário FHC.
Quer ser presidente?
Faça algo que nunca fez: vá trabalhar. Percorra o Brasil, os rincões nacionais, e não só as praias e bares cariocas. Mostre aos eleitores humildes, os 99%, que pode melhorar sua vida e, com isso, reduzir a vergonhosa desigualdade social que enlameia o Brasil.
Talvez obtenha votos.
Mas em vez disso ele dá cachaça à turma numa festa de desequilibrados, e depois parece surpreender-se com o fato de que os bêbados agem como bêbados.


DCM
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Stanislaw Ponte Preta: A Velha Contrabandista


 
Era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Dizem que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.
- Juro – respondeu o fiscal.
- É lambreta.

(Atualização do A VOZ: onde se lê  "lambreta", leia-se "moto"),
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A Bahia tem mais de 15 milhões de habitantes

1 de set de 2015


A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia detalhou os dados populacionais para o estado divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Bahia já conta com uma população estimada em 15,1 milhões de habitantes, ocupando o 4º no ranking dos estados brasileiros. Já a população estimada para o Brasil, em 2015, é de 204,5 milhões de habitantes distribuído pelos 5.570 municípios que compõem as Unidades da Federação.
As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios.
Entre 2014 e 2015 a Bahia apresentou uma taxa de crescimento populacional de 0,51%.
Salvador é o município mais populoso do estado da Bahia, com 2,921 milhões de habitantes, concentrando 19,2% da população total do estado, seguida pelos municípios de Feira de Santana (617,5 mil), Vitória da Conquista (343,2 mil), Camaçari (286,9 mil), Itabuna (219,7 mil) e Juazeiro (218,3 mil). O estado de São Paulo é o mais populoso do País, com 44,1 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais (20,7 milhões) e Rio de Janeiro (16,5 milhões), enquanto que o município de Xique-Xique tem,  aproximadamente,  50.148 habitantes.
As estimativas das populações residentes nos municípios brasileiros foram apresentadas com data de referência de em 1º de julho de 2015.
 
 
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Entre 39 deputados federais pela Bahia, 12 respondem ações penais no STF


 
O site Congresso em Foco divulgou nesta segunda-feira, 31, um levantamento com os nomes de 132 deputados federais que respondem a inquéritos ou a ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF). Considerando os 513 eleitos que compõem o casa legislativa, o número levantado corresponde a 26% do total. Doze deputados baianos compõem a relação de investigados.

Ainda segundo o site, o percentual é inferior ao de senadores que respondem a processos no Supremo, que é de 40%. Mas aponta motivos. O primeiro seria que, provavelmente, o STF - foro exclusivo para o julgamento de deputados e senadores - não recebeu processos que tramitam nos estados. O segundo motivo apontado seria que muitos deputados ainda não têm tempo de vida política suficiente para que sejam detectados atos ilícitos em sua trajetória.

A lista traz nomes como do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), Jair Bolsonaro (PP-RJ) e José Mentor (PT-SP). Cunha, por exemplo, responde a inquérito por corrupção passiva e lavagem de dinheiro dentro da Operação Lava Jato; Bolsonaro responde por incitação a prática de crime, quando disse que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) "não seria estuprada porque não mereceria". Os motivos dos inquéritos são variados.

Os baianos citados são Afonso Florence (PT), Arthur Oliveira Maia (SD), Bacelar (PTN), Benito Gama (PTB), Caetano (PT), Fernando Torres (PSD), Félix Mendonça Junior (PTN), João Carlos Bacelar (PR), Paulo Magalhães (PSD), Roberto Brito (PP), Ronaldo Carletto (PP) e Valmir Assunção (PT).
 
 
 
Explicações
Os deputados baianos citados, a exemplo dos 120 parlamentares de outros estados, respondem a diferentes tipos de processos. Florence responde por improbidade administrativa; Maia e Bacelar, por lavagem de dinheiro e peculato; Gama, por crime de calúnia; Caetano, desvio de fundos do Fundeb; Torres, crime contra a ordem econômica.
João Bacelar responde por peculato, falsidade ideológica e crimes eleitorais; Magalhães, tráfico de influência e crime eleitoral; Brito é acusado de receber de R$ 30 mil a R$ 150 mil no Petrolão; Carletto responde por crimes contra o sistema financeiro, peculato e lavagem de dinheiro; e Assunção, por crimes eleitorais.
A TARDE conseguiu falar com quatro dos doze listados. Félix Mendonça disse que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento de seu caso. "Foi o caso de um cliente que comprou um apartamento que não tinha alvará", disse o pedetista.
Luiz Caetano diz que, quando foi prefeito de Camaçari, não utilizou verbas do Fundeb para realizar obras, mas para pagar a servidores da educação. "Reunimos todos os documentos que mostram que não houve utilização irregular das verbas do Fundeb", diz o petista.
Gama disse que seu processo prescreveu. "Foi uma acusação de calúnia por  um discurso que fiz nas eleições de 2012, em Ituaçu". Já Arthur Maia disse que esperará o julgamento para tomar medidas judiciais contra o acusador.
 
Fonte: A TARDE
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Falar mal de político pode dar cadeia

31 de ago de 2015

 

Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados pode causar polêmica caso seja aprovado. O texto prevê punições para quem ofender ou difamar políticos na internet via redes sociais ou em sites de notícias.

Elaborada pelo deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), a proposta tem como objetivo obrigar os provedores de internet a analisarem todas as denúncias de ofensas contra políticos. O texto diz que todo conteúdo julgado ofensivo deverá ser retirado do ar o mais rápido possível.

Se alguém criar um perfil falso nas redes sociais para cometer difamação contra algum parlamentar, tanto o criador da página como a rede social deverão responder à Justiça.

"Às vezes, a pessoa faz um 'fake' ofensivo à honra de qualquer pessoa e essas empresas não têm nenhum tipo de controle sobre esses atos criminosos e permitem que eles sejam divulgados. A nossa tese é que quem pratica o crime tem de responder. E quem ajuda a divulgar esse crime tem de ser corresponsável", afirma o deputado.

Ainda de acordo com Cajado, o projeto de lei pode beneficiar também usuários comuns, pois pode facilitar a identificação de quem cometer crimes de injúria ou promover ódio na internet, caso seja ampliado para fora do escopo político.
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A Bahia e o Velho Chico



Waldeck Ornelas autor deste artigo
Em épocas de grande seca, e só nesses momentos, recorrentemente volta a ser lembrado o grave flagelo humano, ambiental, econômico e social que resulta da contínua degradação do rio São Francisco – no passado o importante “rio da unidade nacional”, hoje inteiramente órfão.

De competência federal, onde não é prioridade, o rio também não recebe, da Bahia e dos baianos, a atenção devida, embora seja a maior bacia hidrográfica em seu território e percorra vasta área do seu sofrido semiárido.

Ressalve-se o período da Constituição de 46, em que a bacia hidrográfica teve recursos vinculados, uma iniciativa do deputado Manoel Novais, tendo dado origem à Comissão do Vale do São Francisco, que muito realizou no contexto e nas condições da época.

A fase subsequente, da Suvale/Codevasf, demonstrou a importância e a viabilidade da agricultura irrigada, enquanto a Chesf e a Cemig aproveitam o seu potencial hidrelétrico. Basta enumerar essas agências governamentais para ressaltar a importância estratégica e a relevância dessa bacia hidrográfica para o Nordeste e o país.

Esse reconhecimento, contudo, não existe, embora, diante da necessidade, as suas águas sejam sempre lembradas até mesmo como solução milagrosa (vide a famigerada transposição...) para os problemas do semiárido nordestino e suas secas inclementes. Mas não se cuida de preservá-las.  

Todos querem tirar proveito de seu potencial, várias agências públicas têm interferência na sua gestão, mas não há uma governança capaz de assegurar a sua sobrevivência. No presente, já se trata de um caso de revitalização.

Sempre afirmei que a revitalização no mínimo precedia a transposição, cuja viabilidade ainda está por ser provada. O bom senso contudo não prevaleceu. Destaque-se aqui a heroica resistência de D. Cappio, bispo da Barra, pela recuperação do rio.

Revitalização que, de resto, não pode ser confundida com o simples esgotamento sanitário das cidades ao longo do seu curso. Faz parte sem dúvida, mas isto é função da política setorial de saneamento básico. Face à degradação, são bem mais graves o desaparecimento de suas matas ciliares, o assoreamento de seu leito, a negligência com os seus recursos hídricos.

Uma das formas de valorizar é usar. Nesse sentido a hidrovia constitui um bem que precisa ser recuperado. Para seu funcionamento é preciso que o rio tenha vigor e saúde. A degradação do rio levou também ao fim da navegação. Mesmo travessias locais são prejudicadas. E o benefício econômico e social que a hidrovia propiciou no passado desapareceu de vasta e carente região.

Nesse sentido, o trecho Ibotirama-Juazeiro constitui um segmento estratégico, o primeiro que deveria ser restabelecido, viável mesmo nas condições atuais do rio. Hoje em dia, apenas o transporte de algodão é feito, ainda assim teimosamente. E são mínimos os investimentos necessários, com grandes benefícios para o Oeste baiano e o Polo Juazeiro/Petrolina.

Dediquei boa parte do meu mandato no Senado  à defesa do rio: logo no primeiro ano consegui criar uma comissão especial para discutir o desenvolvimento do Vale; em 2001 voltei à carga, com o tema da revitalização. Já na Constituinte de 88 tentara manter a vinculação de recursos para a bacia hidrográfica, mas não havia clima para a vitória. Depois dos meus mandatos, cuidei ainda dessa questão, por meio do SOS Velho Chico.

Fato é que a imensa maioria dos baianos não conhece o Rio São Francisco. Uma boa parte sabe da sua importância na geração de energia; outros tantos têm noticia dos prodígios da agricultura irrigada às suas margens; certamente muitos conhecem a sua história.

Waldeck Ornélas, autor deste texto, é especialista em planejamento urbano-regional e ex-secretário do Planejamento, Ciência e Tecnologia da Bahia.

CORREIO DA BAHIA
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Agosto, diante do exposto, chega ao fim


 
Agosto, mês do desgosto. Assim vaticinavam os colunistas políticos que esperavam que o Brasil vivesse uma nova tragédia política neste agosto de 2015.

Foi num dia 24 de agosto, o de 1954, que Getúlio Vargas se matou. E foi num dia 25, o de 1961, que Jânio Quadros renunciou à presidência da República, num movimento que colocou em marcha as engrenagens para o golpe militar de 1964.

Antes desse agosto de 2015, bem que a presidente Dilma Rousseff avisou não ter vocação nem para Getúlio, nem para Jânio. Mas muitos preferiam não escutá-la. E tentaram fazer de tudo para que ela sofresse um processo de impedimento pelas chamadas 'pedaladas fiscais' – um caso já adiado para outubro.

Turbulências, de fato, aconteceram. No dia 16, milhares de pessoas foram às ruas, em várias capitais, pregando o 'Fora, Dilma!'. Como rescaldo desse movimento, a direita brasileira tem desfilado em pontos de alta concentração urbana com um boneco do ex-presidente Lula vestido como presidiário. Da mesma forma, uma militante da União da Juventude Socialista furou o boneco e outros prometeram furar quantos mais forem lançados pela extrema direita.

Nesse carnaval político, todos puderam se manifestar, mas o fato é que a elite brasileira vem clamando por um mínimo de paz. Em entrevistas recentes, empresários de peso, como Abílio Diniz (Brasil Foods), Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Roberto Setubal (Itaú-Unibanco), Rubens Ometto (Cosan) e Robson Andrade (CNI), têm clamado por respeito às urnas e um mínimo de apoio para que a presidente Dilma tenha governabilidade.

No entanto, ninguém se manifestou de modo tão oportuno como o procurador-geral da República, ao arquivar uma das representações movidas pelo PSDB a respeito das eleições presidenciais de 2014. "Não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem: os eleitos devem poder usufruir das prerrogativas de seus cargos e do ônus que lhes sobreveem. Os derrotados devem conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito", disse ele.

Ainda falta todo o dia de hoje para o mês de agosto chegar ao fim, mas o fato é que o Brasil merece paz. Sem ela, a economia não sairá do atoleiro em que se encontra e o 'quanto pior, melhor' não deveria interessar a nenhuma liderança política do País. Nem aos que pretendem ser governo amanhã.
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'Fernando Henrique Cardoso é um oportunista de elite', diz o compositor Aldir Blanc

30 de ago de 2015



O compositor e escritor Aldir Blanc fez duras críticas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) em artigo publicado no Globo neste domingo, 30.
"FHC não é príncipe coisa nenhuma. Trata-se de um oportunista de elite, com o demagógico pé na cozinha. Duda Cucunha é mais do que o bandido-mor do país", afirmou. 
"Cucunha é praga propinada devastando o país, como provam suas ações contra o ajuste fiscal, para depois "orar", e ganhar mais dinheiro. Como um lacaio de PC Farias, que poderia, no máximo, fazer comercial tipo "antes eu era assim" contra caspa, preside aquela casa de tolerância, cacetada, é fenômeno putulítico, sendo o "lítico" aí significando Idade da Pedra. As duas primeiras sílabas não preciso explicar", critica.

Sobrou também para o ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do TRibunal Superior Eleitoral (TSE) e relator das contas da presidente Dilma Rousseff. "Não quero um Brasil no qual o missinistro Gilmar legisle pra um lado só. Não quero um país onde uma bruaca ateromatosa lamente que Dilma não tenha sido enforcada no DOI-Codi. Não suporto anomalias esperneando porque não mataram todos em 64. E onde o protótipo do corno pergunte ao filho no colo: "O que Dilma é?". A criança: "p(*)ta". Desejo um país onde haja clamor nacional contra essa barbárie", afirmou o letrista da música "dois pra lá dois pra cá". 
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Horário de Verão divide opinião dos baianos



Fora do Horário Brasileiro de Verão há 14 anos, a Bahia volta a ter polêmica sobre a adesão ou não ao programa de redução de consumo de energia elétrica do governo federal. Pelo fato de o assunto dividir opiniões sugere-se, ao governo do Estado que,  antes de qualquer decisão,  faça uma "consulta simples" à população.

O assunto é polêmico e divide os baianos. Para alguns, a mudança de horário não faz diferença, mas para outros é um momento de adaptação que demora para acontecer, desregula os hábitos diários e muda parte do cotidiano de trabalhadores que precisam levantar uma hora mais cedo para ir para o serviço.

O horário de verão na verdade beneficia os grandes empresários, mas para o trabalhador talvez não seja uma medida bem vinda. Como estamos  num regime democrático, a consulta à população nada mais é  do que imperiosa.
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Prefeitura de Xique-Xique proporciona acesso a água na zona rural



A Prefeitura Municipal de Xique-Xique continua a entregar sistemas de abastecimento de água na zona rural.

Em parceria com a Companhia de Engenharia Hídrica da Bahia (Cerb), o município de Xique-Xique conta com vinte e oito poços artesianos, sendo que 14 já estão em pleno funcionamento e os demais em andamento, inclusive o do povoado de Alto Grande que usufrui do Sistema Simplificado de Abastecimento de Água (SSAA) e atende atualmente o consumo de 40 famílias, proporcionando o direito humano fundamental de acesso à água com qualidade e quantidade, numa perspectiva de segurança alimentar, nutricional e de melhoria da qualidade de vida do povoado.

Nesse sábado passado (29/08) o povoado de Alto Grande  comemorou o festejo do Bom Jesus, com batizados, missa e a animação de Erisvaldo e Banda. A Prefeitura Municipal de Xique-Xique apoiou o festejo, a população abrilhantou o evento e conheceu o novo Sistema Simplificado de Abastecimento de Água do Alto Grande, um dos trabalhos  do prefeito Dr. Ricardo Magalhães
com a participação do governo do estado. 

Ascom/PMXX

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Sudestinos, Sulinos, Nordestinos e as breguices de todo dia

29 de ago de 2015

buchada paulista


 
Porque muitos brasileiros passaram a chamar a letra É de Ê?

Alguns palpites sobre a breguice.  

O que é ser brega? Uma das características mais marcantes do brega é querer agir como se ele fosse outro. Outro que ele talvez admire sinceramente ou que é induzido a admirar (pela mídia, pelo grupo no qual está inserido naquele momento da sua vida, etc.)

Leia  toda essa matéria e comente.
 
Não é por acaso que um dos exemplos mais típicos de breguice, um dos que mais chama a atenção e provoca o riso, é a modificação do jeito de falar. Um brasileiro que passa algum tempo morando no exterior e volta falando diferente, com sotaque.

A pessoa que está estudando uma língua estrangeira e passa a utilizar palavras e expressões dessa língua na sua conversa diária, trivial, com os interlocutores. A pessoa que passa a falar “difícil” propositadamente perante o seu grupo.
 
Quando o brega age como brega ele quer impressionar os outros, seduzir (e assim assumir um certo status de superioridade sobre os outros). Ele acha que é chique imitando alguém que ele acha que é chique ou que foi induzido a achar. E quer que os outros o achem chique quando faz essa imitação. É... A breguice é um modo de sedução. Que funciona entre outros bregas, mas é letal num meio mais cultivado, onde só provocará o deboche.

Isso estou dizendo eu, um simples leigo no assunto. Os estudiosos do brega podem talvez dizer mais sobre a breguice.
 
Parece que já li em algum lugar, não sei onde, que uma diferença entre ser caipira e ser brega é que o primeiro é autêntico e o segundo não. Quem sabe não se pode acrescentar que o caipira não tem pretensão de ser considerado chique e o brega sim. E com essa “chiqueza” quer ter alguma preponderância sobre os outros. Quer ser mais considerado, em suma, quer ter poder.
 
De uns tempos para cá, mais precisamente desde fins da década de noventa, ou pelo menos foi a partir daí que passei a notar com mais atenção o fenômeno, a “elite” brasileira, puxada pela Rede Globo, passou a achar extremamente chique pronunciar a letra “é” com o som fechado “ê”. Imitando os brasileiros sulistas de origem italiana, alemã e espanhola.
 
Quase todo brasileiro aprendeu a pronunciar as vogais do velho ABC assim: A, É, I, Ó, U. 
Hoje em dia, especialmente na Rede Globo e nas vozes da propaganda, e especialmente em São Paulo, se você não chamar o “é” de “ê” e até mesmo o “ó” de “ô” faz feio, não é chique.
E, não contentes com a mudança da letra isolada, para serem coerentes, mudaram também a pronúncia do “é” nas palavras.

Essas pessoas não querem mais dizer “éducação”  e  sim “êducação”. República, com “é” bem aberto que vem das palavras latinas res publica, com o “e” de res bem aberto, só deve ser pronunciada “rêpública”, para ser chique. Mesmo que para isso o fôlego necessário para fazer a aspiração fechada seja maior, deixando a conversação mais cansativa. O importante é ser “chique”.
 
As sucessivas reformas ortográficas da língua portuguesa vêm facilitando essas “chiquezas”. Houve tempo em que “e” aberto tinha quase sempre o acento agudo “ ´ ” para diferenciar do “e” fechado que tinha o acento circunflexo “ ^ “. 

Mas as reformas ortográficas foram abolindo esse chamado acento diferencial. A reforma de 1971 (Lei 5765/71 do General Médici) é a principal responsável pela extinção do acento.

Recentemente tivemos nova reforma que reduziu mais ainda o uso de acentos diferenciais. O objetivo alegado sempre foi o de simplificar a escrita, nunca o de mudar a pronúncia das palavras.
 
Entretanto o que vemos hoje é uma avalanche de ê-falantes no português do Brasil. Tem-se a impressão de que cada repórter e cada locutor de propagandas na TV e no rádio vão diariamente para a frente do espelho treinar falar “ês” fechados para não cometerem gafes. E que temos fonoaudiólogas da Globo em todos os estúdios treinando os repórteres a falar “chique” com “ê” fechado.
 
Assim a regra é ouvirmos:
 
Êlêtrônicos (embora ainda não ousem chamar elétrons de êlêtrons).
Êspêcial (embora não possam chamar espécie de êspêcie).
Êlêtricidade, êlêtricista, êlêtrizante, (embora não ousem pronunciar êlêtrico em vez de elétrico).
Cêlular (embora ainda pronunciem normalmente célula).
Nôrmal (embora ainda pronunciem norma com “ó” aberto).
Sêxual (embora não tentem mudar a pronúncia de sexo, de “é” para “ê” por ficar ridículo).
 
Acabo de ouvir um repórter da CBN tascar um “aprêssar”, chiquérrimo, pena que não se pode falar prêssa, por ficar estranho. Outra, na TV Globo, acaba de soltar um “mistêrioso”, que aparentemente se origina de “mistério”. Antigamente, na época do Cid Moreira e Sérgio Chapelin, o Jornal Nacional era anunciado assim: jórnal nacional. Agora os locutores dizem: jôrnal nacional, jôrnal hoje, enfatizando bem o “ô”. Gente fina fala assim.
 
Na Copa das Confederações de 2013 um jovem repórter fez uma matéria em um sítio de quilombolas para o Esporte Espetacular. Ele perguntava aos negros: você já ouviu falar de Pêlé? Fiz uma retrospectiva mental tentando lembrar se em algum lugar do Brasil ou do exterior, nas TVs e nos rádios eu já ouvira alguém pronunciar o famosíssimo nome de Pelé com o primeiro “é” fechado. Nunca. Sempre o que se escuta é Pélé.

Deve ser a força do hábito de transformar tudo em “ês” mais chiques, para diferenciar desses falantes de Minas Gerais para cima, especialmente dos feios nordestinos, que em tudo são feios e pobres, até no falar –não importa se os nordestinos são mais fiéis ao português de Portugal ou ao ancestral latino.
 
Na língua portuguesa –na verdade em todas as línguas românicas- há o fenômeno histórico chamado metafonia. Na formação de plurais (ôlho > ólhos; côrpo > córpos; ôvo > óvos; pôrto > pórtos, etc.). Em conjugações verbais (dêver: eu dêvo, tu déves, ele déve, nós dévemos, vós dêveis, eles dévem), etc.  Em alemão há o fenômeno do Umlaut que é similar ao da metafonia. Alguns plurais se formam acrescentando um ä  que corresponde ao som da letra “é”, aberta.
 
No Brasil parece que fazemos uso mais equilibrado dos dois sons. Sempre tivemos bolsões de ê-falantes, especialmente no estado de São Paulo e nos estados do Sul, em regiões de forte imigração italiana, alemã e de língua espanhola (fronteiras com países falantes do espanhol). Mas eles eram minoria e bem delimitados.
 
O problema parece ter começado com as fonoaudiólogas da Globo.  O problema parece ter realmente se avultado quando a “elite” brasileira se descobriu como melhor que o resto da população, mais rica, mais bonita, mais européia.

Essa elite despreza raízes portuguesas, aqueles baixinhos, atrasadinhos da Europa. Despreza os nordestinos com suas cabeças chatas e sua pobreza. Despreza todos esses é-falantes.
 
Na eleição de 2010 uma propaganda de Serra colocava uma voz nordestina falando, totalmente estereotipada, com todos os sons abertos, os “t” e os “d” sempre linguodentais, e essa voz ao falar PT dizia Pé-Tê. Ninguém no Brasil fala PT assim. Desconheço quem pronuncie no Brasil a letra “p” como “pé”.  Mas achei isso uma prova sensacional da politização fascista dessa questão linguística.
 
Parece que os bregas do Sul/Sudeste do Brasil estão conseguindo fazer uma metafonia ao contrário: agora tudo que é aberto vai se tornar fechado.

Zé Gomes     
GGN
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