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No Brasil, erro médico mata mais que câncer, trânsito e violência

segunda-feira, 19 de novembro de 2018



A intransigência ideológica de Bolsonaro em demonizar Cuba e em destruir as políticas públicas,  deixará 28 milhões de brasileiros sem assistência médica. O dado é da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).


Seis pacientes morrem a cada hora nos hospitais, públicos e particulares, do Brasil. Em 2017 foram 54,76 mil mortes. Os erros médicos já são a segunda maior causa de mortes no país (a primeira são doenças do coração) e custaram, só em 2017, R$ 10,6 bilhões ao sistema privado de saúde.

Os dados são do 2° Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar publicado, em 2017, pelo Instituto de Pesquisa da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FELUMA) e pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

"O Anuário foi calculado com uma amostra de 456.396 pacientes internados em hospitais da rede pública e privada ao longo de 2017. E como os dados foram coletados em municípios de grande porte e com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) acima da média nacional, 'é possível que os números nacionais sejam maiores do que os encontrados', indica o documento.

"O fato de os hospitais analisados no estudo serem considerados 'de primeira linha' e apresentarem esses números indica que a média nacional projetada a partir da amostra estudada provavelmente está subestimando o problema. É possível que ainda mais brasileiros morram por eventos adversos do que o detectado', comentou Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS." (GALILEU, 2018).

Despesa com erros médicos no SUS pode ser maior que pagamentos à Cuba

A despesa com erros médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) não pôde ser calculada devido a variações de receita nos hospitais públicos. Porém, tendo como base o prejuízo de R$ 10,6 bilhões do sistema privado, podemos presumir que o gasto com erros médicos no SUS, em apenas um ano, tenha ao menos igualado a estimativa dos R$ 7,1 bilhões repassados aos médicos cubanos e à Cuba desde 2013.


Brasil 247
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TUPI OR NOT TUPI, EU PREFIRO GUARANI

domingo, 18 de novembro de 2018

Aqui no Brasil somos diferentes! Quem circular por alguns bairros brasileiros terá a impressão de estar no exterior, tal a quantidade de letreiros em inglês!

Já não temos mais “intervalos” ou “pausas para lanche” – um evento elegante deve ter “coffee break”. O Brasil já não exporta mais matérias-primas, gêneros agrícolas ou minerais – exporta “commodities” (deve ser mais bonito falar assim).

O comércio brasileiro acabou com as “liquidações” – nossas vitrines exibem orgulhosamente avisos de “sale” ou “off”, o que tornariam mais sofisticadas as nossas lojas (muitas com nome também em inglês).

Nas fachadas dos nossos mais toscos botequins tornou-se comum a expressão “Happy Hour”. Já não temos propaganda – temos “marketing”. Almoçamos em “self-services”. 

A cada dia temos menos academias de ginástica e mais “fitness centers”. Nossos carros já não são equipados – passam por um “tuning”.

Nossos jovens andam pelas ruas vestindo camisetas feitas por brasileiros para brasileiros – mas contendo letreiros, símbolos e emblemas de times, escolas ou instituições estrangeiras.

Nossos aparelhos eletrônicos, no mais das vezes feitos por brasileiros apenas para brasileiros, quase nunca têm botão de “liga” e “desliga” – somente “on” e “off”.

Cheguei a ouvir de um empresário paulista, fabricante de equipamentos de ginástica, que seus produtos ficavam encalhados até o dia em que ele trocou os painéis em português por outros em inglês – aí finalmente suas vendas cresceram.

Nos jornais são frequentes as reclamações quanto ao procedimento para obtenção de um singelo visto, que importa, não raro, em longas filas e humilhações para os brasileiros. O fato é que há que se perguntar até onde somos correspondidos em nossa admiração provinciana.

Dia desses encontrei em uma festa de aniversário a filha de um amigo com uma camiseta na qual via-se estampada a bandeira norte-americana. Caí na besteira de perguntar se ela tinha alguma coisa contra a bandeira brasileira. A resposta: “não tio, é brega”!


Não prego o isolamento. Temos muito a aprender com outros povos e outras culturas. Isto nos faria bem. Temos que nos integrar ao resto do mundo. Sei muito bem que ao falar  inglês posso ser compreendido em diversas partes do planeta. Quem tem boca vai a Roma e quem fala Inglês vai pra qualquer lugar


Apenas defendo que um pouquinho mais de amor-próprio não nos faria mal, apesar da eleição do Jair!


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VENCEU A INSENSATEZ DA TRAGÉDIA

quinta-feira, 15 de novembro de 2018



Uma tragédia para a vida e a saúde de 30 milhões de brasileiros.

Um caos para a organização do SUS, que depende da atenção básica para coordenar o acesso às redes regionais e garantir a universalidade e a integralidade da saúde.

Colapso no sistema de saúde nas 2.885 prefeituras que participam do programa e contam com médicos cubanos, em particular em 1.575 municípios, a maioria com menos de 20 mil habitantes, distribuídos em todas as regiões do país e que dependem exclusivamente dos médicos do Programa Mais Médicos (PMM).

Um vexame internacional que abala a relação do país com a Organização Pan-Americana de Saúde (OMS) e que desencadeará um cenário de desconfiança generalizada nas relações com outros países, parceiros do Brasil em inúmeros projetos na área da saúde.

Sem mais de 8.500 equipes de Saúde da Família completas com médicos cubanos, voltaremos ao dramático quadro vigente até 2013.

Antes do Mais Médicos, brasileiros que viviam em áreas de alta vulnerabilidade não tinham acesso às ações de promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento. Estavam à própria sorte ou eram obrigados a procurar PS ou hospitais para cuidados básicos.

A atenção básica é capaz de resolver mais de 80% dos motivos que levam alguém a procurar serviços de saúde. Tudo isso será perdido e quem pagará a conta serão os que mais precisam do SUS, graças ao total despreparo do presidente eleito, incapaz de medir suas palavras.

Aos que festejam o rompimento da parceria do Ministério da Saúde com a OPAS e Cuba, certamente por nunca terem tido problemas para conseguir uma consulta médica em suas vidas, é preciso relembrar que as UBS onde estão lotados os médicos cubanos estão localizadas na floresta amazônica, nas aldeias indígenas, no semiárido nordestino, nos municípios do G-100, quilombolas e povos ribeirinhos, no Vale do Ribeira, Vale do Jequitinhonha e na periferia dos grandes munícipios brasileiros.

Lugares onde os médicos brasileiros não querem ir. Os argumentos utilizados são falácias corporativas.

A maioria dos médicos brasileiros não quer e não sabe fazer atenção básica.

Foram formados apenas para serem especialistas, num modelo elitista, restritivo e sem compromisso social. Não têm nenhuma preocupação com os 30 milhões de brasileiros que ficarão sem nenhum atendimento médico.

Fingem querer uma carreira de Estado, mas todos sabemos que não largarão seus consultórios particulares para se embrenharem Brasil afora.

Nem o presidente eleito alocará mais recursos para isso, como deixou claro essa semana.

Aliás, o orçamento aprovado para 2019, graças a EC-95 (teto dos gastos), será quase 2 bilhões menor do que o de 2108, incapaz até de recompor a inflação e manter o que hoje já precariamente funciona.

Acompanhei a chegada dos médicos cubanos como Ministro da Saúde. Todos tinham mais de 10 anos de formados. Todos tinham residência em medicina geral e comunitária, mais de 50% uma segunda especialização e 40% tinham pelo menos mestrado.

Além disso, os dois mil primeiros que vieram ao Brasil já tinham participado de pelo menos uma missão no exterior.

Bolsonaro, ao lançar desconfiança pública sobre a capacidade e veracidade da formação médica dos cubanos e impor mudanças na forma de contratação e funcionamento do Programa Mais Médicos-PMM de forma unilateral, autoritária e inconsequente, desrespeitando os canais de negociações estabelecidos e a soberania do país parceiro, implodiu o Programa Mais Médicos-PMM e junto com ele o SUS e a esperança de milhões de brasileiros.

As ações do PMM voltadas à abertura de novas escolas médicas só garantirão número de médicos brasileiros formados em quantidade suficiente a partir de 2026 para suprir nossas necessidades.

Portanto, é inconsequente a postura do presidente eleito que culminou nessa decisão do governo cubano sem sequer se preocupar com um plano alternativo.

Mais inconsequente e risível ainda é a proposta do quase-indicado para o comando do Ministério da Saúde (quase, já que os problemas enfrentados como ex-gestor municipal de saúde em Campo Grande parece que não permitirão que seja alçado ao cargo), que liderou incansavelmente os ataques ao PMM no Congresso Nacional nos últimos anos.

Agora, sugere o serviço médico militar obrigatório para os recém-formados.

Será interessante assistir aos médicos que lideraram a oposição ao Programa Mais Médicos  verem seus filhos trabalharem por 3 anos em favelas, aldeias indígenas, e quilombolas…

Talvez mudem para Miami ou peçam aos colegas cubanos que voltem com urgência…

Portanto, o que têm a comemorar os opositores do PMM?

Bolsonaro e seus apoiadores serão responsabilizados pelo aumento da mortalidade infantil, materna, por hipertensão, diabetes, doenças respiratórias e outros problemas sensíveis à atenção básica que serão profundamente afetados com o fim do Programa Mais Médicos - PMM.

É um crime contra quem mais precisa de saúde.

É uma lástima terminar assim um programa reconhecido e elogiado internacionalmente e que, como tem sido demonstrado por inúmeros estudos, pesquisas e teses, teve um impacto excepcional sobre a saúde do povo brasileiro.

Venceu a insensatez. Perde o Brasil.

Só me resta pedir aos médicos e ao povo cubano desculpas e agradecê-los por tudo que fizeram por nossa gente.


Por Artur Chioro em Vi o Mundo
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APÓS EXIGÊNCIAS DE JAIR BOLSONARO, CUBA ANUNCIA A SAÍDA DOS SEUS MÉDICOS DO BRASIL





 A Bahia é o 2º estado com mais médicos cubanos no Brasil 

Os estados de São Paulo e da Bahia têm o maior número de cubanos atuando pelo programa Mais Médicos no país. O governo de Cuba anunciou sua saída do programa nesta quarta-feira (14), citando posicionamentos do presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos cubanos no Brasil

Do total de médicos cubanos no Brasil pelo programa, São Paulo lidera com 16% dos profissionais - 1.394. A Bahia tem quase 10%, com 822 cubanos, e aparece em segundo lugar.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia  disse que, em cinco anos, o programa atendeu mais de 5,6 milhões de pessoas. São realizadas  cerca de 800 mil consultas por mês. Atualmente, o estado possui 1.522 médicos do programa, que estão alocados em 363 municípios. "Além de possibilitar o acesso ao atendimento, o Mais Médicos  oferece  atendimento de qualidade, mais humanizado à população", diz o secretário  Fábio Vilas-Boas.

O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado.

Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual".

O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados.

"Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo.

"As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde.

De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo.

Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff.

Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado".
 
CORREIO
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15 de Novembro de 1889: A REPÚBLICA PROCLAMADA EM CIMA DE UM CAVALO

quarta-feira, 14 de novembro de 2018


 

Nas horas que antecederam a queda da monarquia brasileira, o marechal alagoano Manoel Deodoro da Fonseca estava gravemente enfermo. Passava o tempo todo na cama. Ao visitá-lo, o advogado Francisco Glicério, de Campinas, interior de São Paulo, ficou impressionado com seu aspecto ao vê-lo às voltas com uma crise de dispneia, falta crônica de ar produzida por arteriosclerose. Atirado sobre o sofá, envolto em um roupão, o marechal sequer reunia condições para vestir a farda. O peito arfava e ele mal conseguia falar.

O estado de saúde de Deodoro espalhou o pânico entre as lideranças republicanas. Temia-se que morresse a qualquer momento. Sem o marechal, revolução não teria qualquer chance de sucesso. Naquele momento, era ele o único chefe militar com autoridade suficiente para erguer a espada contra o Império.

O dia Quinze de Novembro estava amanhecendo quando Deodoro recebeu a notícia de que, mesmo sem ele, as tropas do exército haviam se rebelado contra o governo e marchavam do bairro de São Cristóvão para o centro do Rio de Janeiro. Eram comandadas pelo tenente-coronel João da Silva Telles, tendo ao lado o tenente coronel e ídolo da mocidade militar Benjamin Constant Botelho de Magalhães.

Fraco e cambaleante, Deodoro vestiu a farda, pediu que colocassem o selim de sua montaria dentro de um saco e tomou uma charrete em companhia do alferes Augusto Cincinato de Araújo, seu primo, para ir se encontrar com as tropas do exército. Na Rua Senador Eusébio, altura do Gasômetro, viu as forças sublevadas que vinham na direção contrária. Como ainda se sentia muito debilitado, continuou de charrete o restante da jornada.

Ao chegar próximo do Campo de Santana (atual Praça da República, em frente à estação da Central do Brasil), o marechal pediu para montar a cavalo, apesar dos protestos dos oficiais, temerosos de que o velho comandante não tivesse forças para se manter sobre o animal. Por precaução, o alferes Eduardo Barbosa cedeu-lhe o cavalo baio número 6, considerado o menos fogoso na tropa do Primeiro Regimento de Cavalaria. E foi com esse cavalo que Deodoro depôs o imperador Pedro II.
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Bahia terá aplicativo para mapear casos de racismo no estado

segunda-feira, 12 de novembro de 2018



 
A partir de 19 de novembro será possível denunciar episódios racistas

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) lançará no dia 19 de novembro um aplicativo para mapear os casos de racismo no estado. Quem for vítima ou testemunha de episódios racistas poderá denunciar através do celular. A partir do lançamento, o 'Mapa do Racismo' estará disponível para qualquer cidadão que queira baixá-lo no seu celular.

Na data de lançamento, comemora-se o Dia da Consciência Negra. O evento será na sede do MP-BA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, a partir das 9h. 

A iniciativa é do Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (Gedhdis), coordenado pela promotora de Justiça Lívia Vaz, e do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (Caodh), coordenado pela promotora de Justiça Márcia Teixeira. O 'Mapa do Racismo' possibilitará o georreferenciamento dos casos de racismo e disponibilizará ao público os dados estatísticos dos registros por município.

A ferramenta trará informações que vão ajudar as pessoas a identificar casos de racismo e possibilitará o registro de denúncias anônimas de discriminação racial, intolerância religiosa, injúria racial e racismo institucional. Será possível enviar fotos, áudios, textos, vídeos e digitalizar documentos.

Também no dia 19, será lançada a campanha publicitária 'Racismo não se discute, se combate', com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância do enfrentamento ao preconceito. Além disso, será haverá estímulo para que os cidadãos baianos baixarem o aplicativo. Em todo o estado, até o final de novembro, serão veiculados spots de rádio, outdoors, além da publicação de vídeo e outras peças nas mídias sociais online do MP.-BA

Segundo a promotora de Justiça Lívia Vaz, o aplicativo permitirá a rápida distribuição das notícias registradas pelos cidadãos aos membros com atribuição nas respectivas comarcas do estado para adoção das medidas cabíveis. Os usuários cadastrados terão total segurança para realizar as denúncias, pois seus dados pessoais e os relatos registrados serão mantidos em sigilo.
 
Assim que um cidadão fizer uma denúncia, o sistema do 'Mapa' emite automaticamente um código numerado e registra a ocorrência junto ao Caodh, que após análise, encaminhará a notícia de fato ao promotor de Justiça com atribuição no combate a crimes de racismo e intolerância religiosa no local da ocorrência do fato.

Correio
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Parada Gay! Final dos Tempos?

sábado, 10 de novembro de 2018



O mundo é povoado pelos animais ditos irracionais, como os de estimação e os silvestres. Cada espécie tem seu grau de evolução, comunicam-se entre si de várias formas seja através do som, odores, cores, de acordo com as Leis da Natureza, que são perfeitas e  o animal Homem que é  racional de acordo com o meio em que vivemos no decorrer de milênios, da sua evolução. Somos feito de carne e ossos, como todos os seres vertebrados deste planeta. Nascemos, crescemos, vivemos, e morremos. 

A natureza é sábia. A fêmea foi feita para procriar, possui seios para amamentar, útero para gerar. Já, o homem, o macho tem o pênis propício para ser recebido pela vagina, onde ejacula seus espermatozoides, que com o óvulo da mulher forma o ovo e o começo de uma nova vida.
Não me cabe julgar, mas é uma realidade: O homem não nasceu com seios e seu ânus não foi feito para receber um pênis. É antinatural. Coloca-se silicone e faz-se uma vagina artificial, mas o útero e a mente de ser um homem. É complicado. Não se trata de homofobia, devemos respeitar o livre arbítrio de cada um. Em sua grande maioria são seres bons.

"Quatro milhões" numa parada gay!!! É um caso a refletir. Acredito que está na cabeça de cada um. Uma sociedade moderna? Só se for moda ser gay!!!

A gente ama tanto um homem quanto uma mulher pelos seus valores, conteúdos e não somente pelo sexo.

Jesus disse: Crescei e multiplicai-vos.

É um assunto delicado. É!!!

Final dos tempos!
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RESPOSTA A UM CIDADÃO ( publicado no Facebook)

quarta-feira, 7 de novembro de 2018



Certa vez quando eu ainda trabalhava na Corregedoria Geral da Justiça da Bahia, fui procurado por um cidadão que necessitava exercitar o seu direito comezinho de contribuinte, segundo ele próprio afirmou.

Apontava-me a sua coerente revolta de haver sido considerado tal qual uma bola de ping-pong empunhada nas raquetes burocráticas das instituições públicas.

Enfatizava o decurso de três anos, inglórios, quando iniciara uma ação judicial movida contra uma conhecida companhia de seguros e que, até aquela data, não lhe haviam garantido a prestação jurisdicional que o Poder Judiciário é, por lei orgânica, obrigado a oferecer aos seus jurisdicionados.

Com mais ênfase arguiu que o Juizado Especial Cível, para o qual foi distribuído o seu processo, deixava a desejar quanto ao andamento, mesmo nesta era digital informatizada, sendo-lhe dito em alto e bom som pelo burocrata do cartório que se ele quisesse fosse consultar um advogado, pois ali não se dava informações às partes. E que tudo hoje em dia na justiça brasileira é eletrônico, informatizado e cibernético.

Dizendo-se impossibilitado de falar presencialmente com o ocupadíssimo e, segundo ele, inacessível Juiz de Direito, o referido cidadão havia resolvido abordar-me, também, por WhatsApp e Facebook. Dissera-me que lia o jornal A VOZ e em razão disso sentia-se à vontade de falar comigo, agora pessoalmente.

Pois bem. Não sou palmatória do mundo, tampouco sou Juiz, nem sou partidário do Dr. Sergio Moro, hoje Ministro do Sr. Bolsonaro. Sei, contudo, que a busca da solução desses assuntos, ora assomados, já se tornaram lugar comum no meu dia-a-dia aqui no Jornal, embora já me apresente com sinais de cansaço por exaustão.

Numa democracia, é habitual que os cidadãos tenham direito de criticar o desempenho do poder judiciário, máxime quando há efeitos procrastinatórios, por inação do próprio poder.
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Creio que os senhores Juízes de Direito não são assim tão inacessíveis e  creio mais ainda, que eles não estão acima do bem e do mal, como asseverou alhures o preclaro cidadão. Os Juízes, acredito eu, são seres humanos falíveis como todos nós, arrisco-me a dizer.

Sobre o Conselho Nacional de Justiça - CNJ, como aqui foi questionado, informo que esse órgão, instalado em junho de 2005, já condenou mediante processos administrativos, magistrados acusados de irregularidades no exercício da profissão.

Muitos foram punidos com a famigerada aposentadoria compulsória, que é a pena máxima no âmbito do órgão administrativo. Outros foram afastados em decisões liminares.

Além disso, juízes foram colocados à disposição, removidos de seus postos originais e outros tantos censurados. A demissão é aplicada somente por meio de sentença penal transitada em julgado.

Quanto à pergunta que confidencialmente me foi formulada, poderei responder ao consulente no meu escritório, com dia e hora marcada.

Nilson Machado de Azevedo
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ACIDENTES COM MOTOS SÃO ALARMANTES



Apesar de corresponderem a apenas 27% da frota de veículos no Brasil, as motos são as principais causadoras de mortes no trânsito, e causa preocupação entre as autoridades e especialistas. Falta de habilitação, de equipamentos de segurança, uso de forma incorreta e desrespeito entre motoristas e motociclistas são as principais causas dessas mortes. Dos 37.345 óbitos no trânsito, 12.036 foram de motociclistas, o que representa 32% do total. (Dados de 2017).


Qualquer acidente de moto, via de regra, é um acidente grave, vai ter alguma sequela, algo considerável. O grande problema que nós temos, principalmente no interior do País, é o que o motociclista não usa capacete, muita gente pilota com mais três ou até quatro pessoas em uma moto. Outro problema é a relação agressiva entre motociclistas e motoristas. É comum ver ciclistas que não respeitam a sinalização por mudança de faixa, por exemplo, e motoristas que não mudam de faixa quando vão ultrapassar uma moto.


O caminho para mudar essa realidade, passa pela fiscalização e a educação. Além das ações do poder público, o motociclista precisa ter consciência quando estiver pilotando e os motoristas devem respeitar quem está sob duas rodas

 Habilitação

Por lei, o processo de habilitação para motos (categoria A) começa com a abertura do processo em uma clínica habilitada pelo departamento de trânsito do estado. Para iniciar esse processo é preciso ter 18 anos ou mais; saber ler e escrever; ter documento de identidade e Cadastro de Pessoa Física (CPF). Quem cumpre esses requisitos, passa por uma avaliação psicológica, além de realizar exames físicos e mentais. Em seguida, o candidato aprovado nessa etapa faz um curso teórico.


Terminado o curso, é aplicado um exame no qual é preciso acertar 70% das questões. Depois, há um curso de direção em ambiente fechado. Por fim, o candidato passa por um exame de direção em via também em circuito fechado. Para ser aprovado, é preciso não cometer nenhuma falta eliminatória nem atingir mais de 3 pontos nas demais. É assim que diz a Lei que pouco é aplicada ou respeitada.
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APOSENTADORIA DE 51 MILHÕES DE BRASILEIROS ESTÁ AMEAÇADA

sexta-feira, 2 de novembro de 2018





 Os cerca de 51 milhões de trabalhadores que contribuem com o INSS correm o risco de ver o sonho de aposentadoria ir por água abaixo. A Reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro defende a criação de um modelo de capitalização com contas individuais, que substituiria o atual sistema.

O modelo de capitalização por contas individuais já foi adotado na Argentina e no Chile com resultados catastróficos. Nos dois casos, os governos tiveram que voltar atrás e fazer novas reformas.

Marilane Teixeira, pesquisadora do Cesit, Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho, conta que, nos anos 90, a Argentina optou por um modelo de contribuição que migrava para um sistema privado.

"A experiência com o regime de capitalização tem se demonstrado um verdadeiro fracasso, porque quando se contrata um sistema de capitalização, é como se estivesse contratando uma seguradora. E apenas dois terços do que você está contribuindo mensalmente vai para o fundo. Um terço paga as taxas da seguradora”, disse.

Além disso, o valor do fundo é aplicado em títulos de dívidas públicas, outros fundos e ações, cuja rentabilidade a longo prazo pode não ser a esperada.

“É uma das operações das mais arriscadas. Essas seguradoras não dão absolutamente nenhuma segurança sobre isso. A experiência da Argentina foi tão fracassada que, no ano passado, eles tiveram que propor uma outra reforma”, disse.

No Chile, a experiência com o sistema de capitalização aconteceu na época da ditadura militar do general Pinochet e gerou uma grave crise na hora de pagar as aposentadorias.

“Elas começaram a se aposentar com uma renda em torno de 20% a 30% do que elas recebiam na ativa. Então, o que aconteceu no Chile. O estado está tendo que complementar a renda dos mais pobres. Porque o que elas estão recebendo hoje de benefício não é suficiente para sobreviver”, disse.

Se aplicada a proposta de Jair Bolsonaro para a previdência, a mudança será introduzida paulatinamente e os trabalhadores terão que escolher entre o sistema “novo” e o “velho”.

Hoje, é aplicado o modelo de repartição, onde as contribuições das empresas, dos trabalhadores e dos recursos da Seguridade Social cobrem as despesas com o pagamento de benefícios e aposentadorias.

No Brasil, o sistema de pagamento das aposentadorias foi fortalecido pelos governos petistas a partir de 2002, como explica o ex-ministro da Previdência Social, nos governos Lula e Dilma, Carlos Alberto Gabas.

“Existia, após a Constituição [em 1988], um sistema de proteção social fundamentado no conceito de seguridade social, que é Previdência, Assistência e Saúde. E depois que o Lula foi eleito, em 2002, iniciou o governo em 2003, fortalecendo essas políticas ampliando a proteção social, garantindo mais recursos para que este sistema pudesse, de fato, alcançar as pessoas mais pobres”, disse.

O plano de Bolsonaro fala em “criar um fundo de reforço da Previdência”, mas não diz de onde deverá vir este dinheiro. Isso porque, no modelo atual, o pagamento dos benefícios e aposentadorias em vigor depende das contribuições mensais e, por conta da transição, deixaria de existir.

 Fonte: Brasil de Fato

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"JAMAIS ENTRARIA NA POLITICA" DISSE SERGIO MORO EM 2016

quinta-feira, 1 de novembro de 2018



 "Jamais entraria para a política", disse Sérgio Moro em entrevista de novembro de 2016 ao Estadão. "Sou um homem de Justiça e, sem qualquer demérito, não sou um homem da política", havia afirmado há dois anos. Hoje, Moro aceitou o convite para atuar politicamente e ser ministro do presidente de extrema-direita eleito Jair Bolsonaro.

Naquele ano, Moro já acumulava prêmios de jornais, reconhecimentos, além de homenagens de parte da população, que o começou a tratar como "heroi". Por isso, naquela ocasião, o repórter perguntou se o juiz de primeira instância teria intenções "político-partidárias" em um futuro: "Não existe jamais esse risco", frisava.

"Sairia candidato a um cargo eletivo? Ou entraria para a política?", foi a pergunta do Estadão. "Não, jamais. Jamais. Sou um homem de Justiça e, sem qualquer demérito, não sou um homem da política. Acho que a política é uma atividade importante, não tem nenhum demérito, muito pelo contrário, existe muito mérito em quem atua na política, mas eu sou um juiz, eu estou em outra realidade, outro tipo de trabalho, outro perfil. Então, não existe jamais esse risco", respondeu.


Naquela mesma entrevista, Moro disse que achava "errado tentar medir a Justiça por essa régua ideológica", quando foi questionado pelo entrevistador sobre as acusações de que atuava como algoz do PT. Também perguntado se alguma vez já votou em Lula, reafirmava a posição de "o mundo da Justiça e o mundo da política não devem se misturar".


GGN
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REMÉDIOS DE ANTIGAMENTE


Tomei muita Emulsão de Scott. Aliás, fui uma das vítimas desse famigerado e detestável óleo. Muito usado para fazer limpeza intestinal.

Para prisão de ventre, no entanto, a solução mais em conta era o óleo de rícino.
A sua aplicação posológica era a mais antiga; o pai ou a mãe com o cinto de prontidão numa das mãos e com a outra a colher, daquelas grandes, com o rícino.

A alternativa para o pobre-coitado do paciente era beber ou beber. Depois, aguardar o resultado, que não tardava muito. Era fulminante. Saía tudo que não prestava das entranhas do indivíduo.
O óleo de rícino, além de horrível para ser tomado, tinha efeito laxativo devastador.

E o sal de fruta Eno? Num vidrinho azul. Ainda existente e na ativa, dizem. Não sei. Contra azia e má digestão, tome sal de fruta Eno. Aí vinha aquele chiado da sua efervescência.

O sujeito, acreditando no efeito profilático, enchia o bucho de mocotó ou de carne de porco, das bem gordurosas, mais farinha-d’água, e, para prevenir o efeito catastrófico, recorria ao sal de fruta, que servia até mesmo para combater ressaca. Sal de fruta Eno ajudou muita gente a trabalhar na segunda-feira.

Também gozou de muito prestígio o Leite de Magnésia Phillips. Um laxante e tanto. Fui também sua vítima.

Portador de prisão de ventre, com medo das dores, tomei uma dosagem de Lei de Magnésia. Foi tiro e queda. Quando a coisa veio, veio como se fosse uma avalanche. Recomendação médica: tive que deitar com as pernas pra cima.

O Leite de Magnésia Phillips fez um estrago incontornável.

Suportamos muitas intempéries com esses remédios. Meu avô tinha sempre às mãos o famoso Elixir Paregórico, indicado para gases, dores estomacais e intestinais.

Serviu, ao lado da Coramina, de uso rotineiro, para que ele, que sofria de muitos males, vivesse até os 95 anos de idade.

Deus dá o frio conforme o cobertor. Os nossos remédios nos ajudaram a vencer o tempo. Quem sabe, um dia, vencerão a morte.
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APÓS TIRAR LULA DO JOGO POLÍTICO, SERGIO MORO ACEITA SER MINISTRO DA JUSTIÇA DE BOLSONARO


O juiz federal Sérgio Moro acabou de aceitar, na manhã desta quinta-feira (1), o convite do presidente eleito de extrema direita Jair Messias Bolsonaro (PSL) para comandar o superministério da Justiça. O magistrado ainda irá divulgar uma nota detalhando os termos da proposta que aceitou.
A ideia proposta por Bolsonaro é que a pasta do Ministério da Justiça passe a ter a responsabilidade de cuidar também da Segurança Pública. Nesse sentido, Moro passará a comandar também a Polícia Federal, hoje subordinada ao recém-criado Ministério da Segurança Pública.

No entanto nesta quarta-feira (31), o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão fez duras críticas a essa movimentação por parte do magistrado. Aragão aponta que o mesmo juiz que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inabilitando-o a participar de um processo eleitoral em que o petista era favorito a vencer ainda no primeiro turno, é aquele que ocupará o cargo de ministro da Justiça de Jair Bolsonaro ja partir de 1º de Janeiro de 2019.

“Isso apenas confirma tudo o que a gente disse até hoje, de que verdade ele não era juiz. Ele estava atrás de uma vantagem pessoal para sua carreira, cultivando a sua vaidade e, na verdade, chegou onde ele conseguiu chegar”, afirmou Aragão.

A professora de direito constitucional da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Cláudia Maria Barbosa, também tinha feito o alerta de que, após empossado no cargo político, os abusos de Moro não terão o mesmo tratamento que tiveram na magistratura.

“A ocupação, pelo juiz, do Ministério da Justiça, escancara a politização indevida do Judiciário, e isso já é um sinal para que a população e a própria imprensa esteja atenta. Por outro lado, o Ministério da Justiça não é o Judiciário. Então, as garantias de imunidade que, enquanto juiz, o Sérgio Moro teve quando cometeu excessos e abusos, ele não teria dentro do Ministério da Justiça, afinal é um cargo de livre nomeação, mas também de livre destituição”.

Aragão relembra os vários casos controversos em que o juiz Moro extrapolou suas atribuições para “perseguir”  Lula e seus familiares.

“Do ponto de vista ético, é algo lamentável. Do ponto de vista da história do senhor Moro, na verdade, isso prova apenas que o crime compensa. O que ele tem feito ao longo do processo da Lava Jato em relação ao Lula e sua família foi criminoso. Abriu sigilos que foram quebrados de forma ilegal, fora do período autorizado, deu publicidade a conversas particulares entre Dona Marisa e seu filho. 

Moro foi tudo menos um juiz. Ele foi mais um carrasco do que um juiz. Depois, aquele episódio em que ele protagonizou uma disputa com o desembargador Favretto, saindo de suas férias, despachando sem qualquer competência e determinando a Polícia Federal a não cumprir uma decisão de um desembargador. Por fim, também, no que diz respeito a este desafio, Moro não está no tamanho dele. Ele é uma pessoa pequena, que prova apenas a pequenez do governo ao qual ele irá servir”.

O ex-ministro afirma que o aceitamento de Moro ao cargo pode servir como mais um argumento de suspeição do juiz para julgar os processos relacionados ao ex-presidente Lula. Mas pondera que a decisão final caberá às cortes superiores que até o momento não têm assumido sua responsabilidade. 

“Aqui, mais uma vez, nós teríamos uma arguição de suspeição do Sérgio Moro. Já foram interpostas várias arguições de suspeição. Todas elas flagrantes, por opiniões que ele deu publicamente, pela forma como ele procedeu. Podemos até arguir, mas resta saber se o Judiciário vai assumir a sua responsabilidade. Infelizmente, até agora, não fez”. 

Com a aceitação do cargo, Sérgio Moro terá que abandonar a carreira na magistratura, pré-condição estabelecida em lei.

Edição: Luiz Felipe Albuquerque
Brasil de Fato
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A PRAGA DO PADRE CHICÃO

terça-feira, 30 de outubro de 2018


Juram os céticos que a praga lançada e aspergida sobre Xiquexique pelo padre Francisco Sampaio, no limiar do século XX, jamais será remida ou exorcizada. 


A praga que  até hoje ecoa, misteriosamente, desde a Ilha do Miradouro até o acesso da Vila de Santo Inácio no Portal da Serra do Assuruá, irradiando a maldição já conhecidíssima, ad nauseam, por gerações e gerações de  xiquexiquenses: “Terra maldita que crescerá tal qual rabo de cavalo. Dizem que nem reza de São Cipriano da Capa Preta neutralizará os efeitos do epíteto deflagrado pelo vigário indignamente ultrajado.

Não participo do rol dos pessimistas. Creio que o perdão emergirá das mesmas águas são-franciscanas aonde os antigos coronéis e seus sequazes fizeram embarcar, compulsoriamente, na marra mesmo, o padre Chicão a bordo da lendária canoa furada.

Interessa-me saber, no entanto, quem enterrou uma caveira de burro na Praça Dom Máximo, no meio do jardim,  a fim de  aplicar, sumariamente,  ao malévolo autor ou autores a pena de excomunhão, prevista no Código Canônico quando buscaremos convencer às nossas lideranças políticas o enfrentamento e as soluções, com os espíritos desarmados, uma vez que se multiplicam os enormes desafios que se lhes apresentaram  nestes tempos pós-modernos do ano de 2018.


A nossa urbe barranqueira está, ano após ano, a clamar um compromisso de todos os seus cidadãos que depositaram seus votos, repletos de esperanças alvissareiras, nos dirigentes do município, objetivando retirar das pranchetas burocráticas o desenho do desenvolvimento de que a séculos necessitamos, até mesmo no que se refere à agressiva paisagem que contorna a Ipueira, legado da enchente de 1979-1980 e da  ditadura militar, que até hoje  obstaculiza a visão romântica do ocaso do sol em pinceladas de rosicler desde a beira da Ipueira.


Se preciso for, prometo que estarei no final da  avenida J. J. Seabra, bem em frente ao Colégio Senhor do Bonfim,  dirigindo uma retroescavadeira até à Praça Dom Máximo para desenterrar a famigerada caveira de burro que está enterrada no anfiteatro que se distingue  na paisagem da bucólica Praça. 


Na alvorada desse dia, quando o sol der início ao seu brilho ardente na orla do Parque Aquático Ponta das Pedras, vamos todos  à Igreja Matriz do Senhor do Bonfim, em procissão, cantando salmos e benditos, para fazer penitência e orar pela alma do Padre Francisco Sampaio e com a sua intercessão, rogaremos ao Padroeiro que uma brisa de perdão e  civilização  volte a dar um  sopro de alento e paire  sobre a cidade.


Nilson Machado de Azevedo
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RESISTIR É PRECISO

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Resistir ao fascismo é imprescindível.

E resistir é, acima de tudo, o único caminho que a história reserva aos democratas, aos libertários e aos humanistas do Brasil e do mundo.

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Uma eleição não é garantia automática de democracia. Hitler ascendeu ao poder na Alemanha em 1933 depois de ter sido eleito. Em questão de meses, o hitlerismo foi convertido em filosofia oficial e em política de Estado do nazismo.

Não temos o direito de ser ingênuos. O mesmo pode acontecer no Brasil, se nada for feito para deter o itinerário que leva ao precipício nazi-fascista. A justiça eleitoral, entendo eu, dá evidentes sinais de ter se convertido em quartel-general do bolsonarismo.

Bolsonaro não é um acidente de percurso. Ele é a opção consciente, a aposta escolhida pela classe dominante para cumprir 2 missões especiais no próximo período.

A primeira missão consiste em exterminar o petismo, os progressistas, os democratas e tudo o que a esquerda representa e que o neoliberalismo desconstrutivo da democracia tolerou, como a diversidade, a igualdade, a pluralidade, a justiça social, a liberdade, a democracia e os pobres no orçamento e nas prioridades públicas, para implantar um regime duro, de terrorismo econômico, político e social.

Bolsonaro deixou isso claro na manifestação macarthista que fez no Facebook depois que sua eleição foi matematicamente confirmada: "não podíamos mais flertar com o socialismo".

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A segunda missão do nazi-bolsonarismo consiste em implementar um projeto econômico selvagem e ultraliberal de caráter anti-povo, anti-nação, anti-soberania e anti-democracia que unifica todas as frações da classe dominante em torno de um novo pacto de dominação do establishment diante da crise mundial do capitalismo iniciada em 2008.

O posicionamento dúbio de expoentes da burguesia nacional [como FHC]; do PSDB, do MDB e de intelectuais orgânicos da classe dominante diante do avanço do nazi-bolsonarismo é clara evidência da funcionalidade do Bolsonaro aos interesses estratégicos e históricos da elite.

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Na Alemanha dos anos 1930 a adesão da aristocracia, da burguesia e do grande capital alemão; assim como da elite, das monarquias e de todo estamento europeu ao hitlerismo e a Hitler adotou estas 2 premissas infames. A resultante, todos sabemos, foi o holocausto; uma das maiores tragédias da história da humanidade.

Auschwitz, que Hitler considerava o "ânus da Europa", a chaminé que livraria a Alemanha dos judeus, é o que Bolsonaro representa hoje, como encarnação do antipetismo racista.

É preciso, antes de tudo, ter a consciência de que o fascismo não é um fenômeno datado, um episódio guardado na prateleira da história do período entre-guerras do século 20 – e, portanto, um fenômeno inofensivo que só pertenceu ao passado.

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O fascismo, segundo ensina o historiador britânico Roger Griffin, é uma tradição política que se situa entre o liberalismo e o socialismo e, portanto, representa uma ideologia viva de poder que pode se tornar majoritária em processos eleitorais formais.


O peso crescente da extrema-direita nas eleições europeias desde os anos 1980 na Europa são prova disso.

O fascismo no Brasil finalmente saiu do esgoto das redes sociais e das mídias digitais. Agora está presente na arena pública através da figura torpe, ridícula e estúpida do Bolsonaro.

O fascismo ocupará a presidência no Brasil não sem a oposição de mais de 47 milhões de brasileiros e brasileiros que terão no Haddad, no PT, no PSOL, no PCO, no PCdoB e em todos os setores democráticos, humanistas e libertários, o enfrentamento e a resistência que farão abreviar sua existência.

No discurso final de campanha, Haddad declarou que um professor não foge à luta. Nós não faltaremos a essa missão histórica;

Eles não passarão.


Brasil 247
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JAIR BOLSONARO É ELEITO

domingo, 28 de outubro de 2018




 Bolsonaro é eleito depois de uma campanha baseada no estímulo ao ódio no país, de fundo misógino, homofóbico e racista, com ataques a todos os avanços sociais dos últimos anos, como o Bolsa Família e as políticas de cotas. Um dos vetores da eleição foi uma campanha de fake news pelas redes sociais considerada sem precedentes na história pela OEA, Organização dos Estados Americanos.
No último domingo, no comício de encerramento de sua campanha, Bolsonaro discursou por telefone a seus apoiadores reunidos na Avenida Paulista. Foi o mais ameaçados dos discursos de toda a campanha, quando afirmou que os opositores de um eventual governo seu seriam presos ou deveriam buscar o exílio, ameaçando diretamente o outro candidato, Haddad, Lula e o senador Lindbergh Farias; no discurso ele ainda disse: "Pretalhada, vai tudo vocês para a ponta da praia".
A expressão "ponta da praia" é a forma como os militares conheciam, na ditadura, a base militar da Marinha na Restinga de Marambaia, em Pedra de Guaratiba, no Rio de Janeiro. O local foi um dos mais terríveis centros de interrogatório e tortura do regime militar, um verdadeiro centro de extermínio, onde dezenas de opositores foram assassinados, frequentemente sob tortura.
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JAIR MESSIAS BOLSONARO, A TRAGÉDIA QUE FOI ANUNCIADA




Não são apenas as inclinações autoritárias e as opiniões truculentas, racistas, misóginas e homofóbicas que fazem de Jair Bolsonaro um presidente perigoso. O perfil ultradireitista, ao estilo dos autocratas fascistoides de nosso tempo, é deplorável, mas pelo menos há instituições que podem conter investidas nesses campos –Constituição, leis, Justiça, movimentos sociais, oposição congressual.
Há outros aspectos, talvez menos comentados, que a meu ver fazem do capitão reformado um risco anunciado na Presidência da República.

1 – Bolsonaro não tem vivência como gestor público e não possui nenhum enraizamento partidário ou base social minimamente estruturada.
É uma espécie de Capitão Nascimento eleitoral. Uma projeção infantil de setores da sociedade brasileira, que na eterna busca por autoridades paternais e salvadores da pátria acreditam que os problemas do país possam ser resolvidos com a contratação de um segurança. 

2 – Na ausência de alicerces políticos e estrutura na sociedade civil, Bolsonaro procura preencher o vazio com a única instituição que parece realmente prezar: o Exército. Este, no final das contas, é o seu “partido”. Além de Mourão, seu vice trapalhão, ao menos nove generais e um brigadeiro atuam em posições estratégicas de sua campanha. Alguns deles e outros tantos serão convocados a assumir ministérios.

3 – Embora estejam todos na reserva, já que militares não podem participar da política, tal condição não os isola do oficialato e da tropa. Foram todos comandantes ou colegas de gente que permanece na ativa -tenentes que hoje são majores, capitães que se tornaram coronéis etc. Tais laços são um atalho para uma situação potencialmente explosiva e indesejável: a politização das Forças Armadas.

4 – As visões econômicas de Bolsonaro são, para dizer o mínimo, precárias e confusas. Paulo Posto Ipiranga Guedes, um mitômano, na definição de Pérsio Arida, é quem fala pelo candidato –e o faz de maneira inquietante.  Foi "desautorizado" pelo chefe ao dar declarações sobre a volta da CPMF e a redefinição de alíquotas do Imposto de Renda.

5 – Ainda na área econômica, não são desprezíveis as chances de que ocorra uma guinada. Seus colegas de Forças Armadas são tradicionalmente mais inclinados ao nacionalismo estatizante, do qual o general Ernesto Geisel foi um exemplo, do que a defender a perspectiva ultraliberal.
Militares são em geral a favor de defender as riquezas nacionais e estão com frequência preocupados com o interesse “do americano” ou “do estrangeiro” em se apoderar da Amazônia e de nossos recursos naturais.
Programas privatistas radicais, que preconizem a venda de todas as empresas do Estado, além de outros bens públicos, como sugere Guedes, possivelmente vão enfrentar mais resistências do que encontrar eco na caserna.

6 – Considerando suas fragilidades, a inexperiência administrativa, as difíceis condições do país e a forte oposição que enfrentará, Bolsonaro corre o risco de fazer um governo marcado pela instabilidade. Naturalmente, nesse cenário, seu impulso será buscar apoio de seus colegas de farda e da massa de eleitores. Em caso de um eventual impeachment ou de algum outro problema que possa afastá-lo do Planalto, o Brasil na prática será governado por um regime militarizado.

7 – Bolsonaro é uma holografia, uma fantasia, uma quimera. Seu prestígio político não é da ordem da racionalidade. Como insistem seus próprios seguidores, é um mito. E o Brasil a essa altura não precisa de mitos, embora tenha nele votado tragicamente.
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