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FREI TITO UM HOMEM TORTURADO

5 de fev de 2016



O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF) denunciou dois agentes da repressão pela tortura do Frei Tito de Alencar Lima durante a ditadura militar. Homero César Machado, na época capitão de artilharia do Exército, e Maurício Lopes Lima, capitão de infantaria, chefiavam equipes de interrogatório na Operação Bandeirante (Oban), que depois foi transformada no Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi).

Homero e Maurício eram responsáveis pelas ordens aos demais agentes da unidade e participaram diretamente das sessões de tortura a Frei Tito.

Frei Tito foi preso em novembro de 1969, em uma operação realizada pela polícia de São Paulo contra religiosos dominicanos acusados de apoio a Carlos Marighella, da Ação Libertadora Nacional (ALN). Ele ficou no Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP) e no Presídio Tiradentes e depois foi levado para a Oban, onde ficou de 17 a 27 de fevereiro de 1970.

De acordo com o MPF, durante esse período ele foi vítima de agressões físicas e psicológicas para que desse informações sobre membros do clero católico que se solidarizavam com os que se opunham ao regime militar.

Os documentos e depoimentos que embasaram a denúncia do MPF mostram que Frei Tito foi colocado no "pau de arara" – instrumento de tortura que, além de provocar dores no corpo, pode causar deformações na espinha e nos membros superiores e inferiores.

Conforme a denúncia, ele também recebeu choques elétricos e pancadas na cabeça. "A vítima sofreu queimaduras com pontas de cigarros e foi golpeado com uma palmatória até que suas mãos ficassem roxas e inchadas, a ponto de não ser possível fechá-las."


Após as sessões de tortura, Frei Tito tentou suicídio e foi levado de volta ao Presídio Tiradentes. Em janeiro de 1971, ele foi banido do Brasil após ser incluído entre os presos políticos que deveriam ser soltos em troca do embaixador suíço Giovanni Enrico Bucker, sequestrado por opositores da ditadura militar. Passou pelo Chile e Itália e se estabeleceu na França, onde, em setembro de 1974, aos 31 anos, enforcou-se em uma árvore.

Os dois agentes da repressão foram denunciados por crime de lesão corporal grave, resultante em perigo de vida. Os procuradores da República Ana Leticia Absy e Anderson Vagner Gois dos Santos, autores da denúncia, requerem ainda o reconhecimento das circunstâncias agravantes, como emprego de tortura e outros meios cruéis, abuso de poder e o fato de a vítima estar sob a imediata proteção das autoridades.

O Ministério Público pede que os envolvidos tenham aposentadorias canceladas e, caso condenados, percam medalhas e condecorações. Segundo o MPF, "por terem sido cometidos em contexto de ataque sistemático e generalizado à população, em razão da ditadura militar, o delito denunciado se qualifica como crime contra a humanidade, sendo, portanto, imprescritível e impassível de anistia".
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Feira de Santana é considerada uma das cidades mais violentas do mundo

3 de fev de 2016



Feira de Santana apareceu no ranking das cidades mais violentas. Não do Brasil, mas do mundo.

Justamente no ano de 2015, em que os homicídios tiveram significativa queda. Mesmo assim, 282 cadáveres garantiram uma taxa de 45,50 mortes por 100 mil habitantes, o que  coloca Feira em 27° lugar no maldito ranking mundial (a instituição mexicana que fez o levantamento considera somente cidades com mais de 300 mil habitantes).

Já em 2014, por exemplo, os assassinatos foram 353. Isto deu uma taxa bem maior, de 57,67 mortes por 100 mil habitantes, que elevava Feira de Santana acima de Natal-PB (que teve naquele ano 57,62). Consequentemente, Feira em 2014 estava em 12ª lugar no mundo! Mas parece que ninguém ficou sabendo e  sempre se fingiu normalidade com essa matança.
Como os crimes voltaram a cair em janeiro de 2016, a tendência positiva que vem desde 2015 poderá mantida. Mas se quiser mesmo sair desta lista infeliz, Feira de Santana teria que obter uma façanha. Ter menos de 200 assassinatos em 2016. Ou seja, a redução este ano teria que ser superior a 30%. Os 10% a menos de janeiro passado não bastam.

Com informações do jornal Tribuna Feirense
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A ORIGEM E A ESCOLHA




Nas eleições de 1989, a Nação tomou conhecimento, horrorizada, de que Lula, o operário de origem nordestina, tinha um som três em um.


Como se atrevia? A sua condição de integrante da nossa Senzala exigia que ele tivesse, no máximo, um modesto radinho de pilha. Seu adversário, Collor, bem-nascido na Casa Grande, podia ter o som que quisesse. Afinal, desigualdades e privilégios herdados desde as capitanias são o negócio e a alma do Brasil. É algo natural.


Agora, a Nação toma conhecimento, de novo com horror moral, que Lula frequenta um sítio em Atibaia, onde pesca lambaris e tilápias a bordo de um nababesco bote de R$ 4 mil. Não bastasse, Lula teria tentado comprar um apartamento a beira-mar. Tentou e não comprou. Mas o horror moral permanece. Como se atreve? Tendo a sua origem em nossa Senzala, Lula poderia almejar, no máximo, uma casinha do Minha Casa Minha Vida, quiçá uma bucólica palafita, em alguma periferia infecta.


Agora, imaginem se essas “acusações” fossem esgrimidas contra algum grande político da oposição, como FHC ou Aécio. Seriam motivo de chacota generalizada, é claro. Mesmo se insinuassem, sem provas, como fazem com Lula, que tais imóveis teriam sido reformados por alguma empreiteira, ninguém acharia nada de mais.


Por quê? Porque empreiteiros, grandes empresários e destacados políticos conservadores fazem parte da mesma classe social. São provenientes da nossa Casa Grande. Têm os mesmos interesses. São “amigos”, são “sócios”. Moram nos mesmos bairros, frequentam os mesmos lugares. Estudaram nos mesmos colégios.


Assim, quando se revelou que a estrada da fazenda de FHC teria sido construída por uma empreiteira, a nossa destemida imprensa não achou nada de mais. Também acham natural quando tomam conhecimento que FHC frequentaria luxuoso apartamento em Paris, propriedade de um “amigo”.


Agora, imaginem se tais informações fossem relativas a Lula. Que a estrada para o sítio de Atibaia tivesse sido construída por uma empreiteira. Que Lula frequentasse apartamentos na Avenue Foch. Ou, ainda, que no sítio de Atibaia tivessem mandado construir um aeroporto com verba pública. Qual seria a reação da nossa isenta e profissional imprensa? Não é preciso muito esforço de imaginação, não é?



No caso de políticos bem-nascidos e conservadores, essa promiscuidade entre poder econômico e poder político é considerada natural. Ela está legitimada pela origem social e até mesmo por relações pessoais.


No caso de Lula, político da Senzala, essa relação, mesmo que ocasional e distante, será sempre considerada corrupta.   Lula pegou carona num jatinho de um empresário? “Aí tem”. Aécio fez a mesma coisa? “Nada de mais, os caras são amigos, sócios”. Lula adoeceu? “Tem de se tratar em hospital público e frequentar filas do SUS. Afinal, quem está pagando essa conta?” Figueiredo ficou doente? “Tem de mandar ele para o exterior, se tratar num hospital de ponta.”


FHC defendeu nossas empreiteiras na exportação de serviços e ainda elogiou o Odebrecht?  “Tudo bem, como estadista, ele estava defendendo os interesses do país e de suas empresas”. O Lula fez a mesma coisa? “Ah! Aí tem, mesmo! O petralha deve ter ganhado uma baba de propina para fazer isso.”


O mesmo vale para os partidos. Partidos da Casa Grande podem ter relações estreitas com o poder econômico. Partidos que tiveram sua origem na Senzala, não. Nesse último caso, qualquer relação será corrupta. O PSDB e seus candidatos receberam grandes doações de empreiteiras? “Natural. Doaram por acreditar numa causa justa”. O PT também? “Ah! Isso aí só pode ser propina disfarçada de doação legal.”


E o que é mero pecadilho em um pode se transformar num enorme escândalo em outro. O PSDB montou um esquema de caixa dois de campanha? “É fato corriqueiro, um erro isolado, que deve ser julgado, sem alarde, na justiça comum”. O PT usou do mesmíssimo esquema? “Ah! Nesse caso, trata-se do maior escândalo de corrupção da História do Brasil! Tem de ser julgado, com enorme alarde, pelo Supremo.”


O PSDB pedalou? “Tudo bem. Estavam tentando ajustar o Orçamento e cumprir seus compromissos de governo”. O PT pedalou também? “Ah! Aí tem. Justifica o impeachment.”

Entretanto, o problema maior de Lula, para os nossos reacionários neoudenistas, não está na sua origem, está nas suas escolhas.


Lula não é apenas um político oriundo da nossa Senzala. Lula fez a escolha fatal de ser um político para a Senzala.


Lula tomou a decisão de incluir a Senzala na Casa Grande. De incluir os excluídos. De eliminar a pobreza. De reduzir a nossa desavergonhada desigualdade. De combater atávicos privilégios.

Lula cometeu o erro imperdoável de combater nossa principal e histórica corrupção: a miséria e a desigualdade.


O grande erro de Lula foi ter tentado transformar nosso capitalismo selvagem num capitalismo minimamente civilizado. Sonho da clássica socialdemocracia, pesadelo de nossa elite predatória e excludente. 


Tivesse Lula mudado de lado, governado exclusivamente para Casa Grande, como sempre se fez, ainda assim ele seria um outsider, um penetra na festa dos “donos do poder”. Mas seria um penetra tolerado. Cumpriria, em nosso sistema político, a mesma função que o isolado articulista progressista cumpre num jornal maciçamente conservador: legitimar o conservadorismo sob o disfarce da pseudopluralidade política.


Porém, como fez a escolha que fez, Lula não é apenas um penetra, é um perigoso subversivo. Ainda mais agora, quando a crise mundial impõe, aos olhos dos verdadeiros donos do poder, a volta da desigualdade e do desemprego como condição sine qua non para a retomada do crescimento.


Lula, com sua possível candidatura em 2018, ameaça a recomposição das grotescas taxas de lucro. Esse é o ponto. É isso que verdadeiramente escandaliza e amedronta as nossas elites. Não é o “triplex” que não obteve; é a terceira vitória eleitoral que fatalmente obteria, caso não seja impedido. O problema é o “triplex” político; não o apartamento no Guarujá.


Lula é o grande obstáculo à pretendida restauração neoliberal, que ameaça varrer com todas as experiências progressistas recentes da América Latina.


Por isso, deve ser destruído, custe o que custar.


Para isso, não são necessárias provas, não são necessários sequer indícios. 


Basta a cortina de fumaça de suspeitas constantemente alimentada pela fogueira midiática do autodefinido maior partido de oposição e pela ação investigativa partidarizada de autoridades que não têm pejo de se desfazer de qualquer resquício de republicanismo. Basta levantar suspeitas até sobre o proletário isopor das pescarias. 


Basta o ódio da oposição sem propostas que, quem diria, acabou no Guarujá.


Basta brandir, aos quatro ventos, a origem e a escolha. 

MARCELO ZERO
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Tucanos amolecados infestam o Congresso Nacional

 
Em 1991, só alguns dias depois de tomar posse no Governo do Rio de Janeiro, Leonel Brizola compareceu a uma assembléia do Sepe – o sindicato dos professores do Estado – para discutir a pauta de reivindicações da categoria diante do caos financeiro deixado por Moreira Franco, inclusive com uma cabulosa “confissão de dívida” com as empreiteiras do Metrô.
Mal ele entrou na Concha Acústica da UERJ, o grupo mais radical da militância sindical explodiu numa sonora vaia.
Brizola ouviu, sorriu, deu meia volta e foi embora.
Depois, explicou aos repórteres: o problema não eram as divergências que surgissem do diálogo que, abertamente, estava disposto a travar, numa atitude – salvo engano meu – inédita entre os governantes: ir a uma assembléia de servidores tratar de suas reivindicações. O problema, dizia ele, era o método: que vaiava antes de sequer ouvir, não queria nem ouvir, nem falar, apenas debochar.
Era inevitável que a cena me viesse à cabeça hoje, com a grosseria dos tucanos e de seus aliados ao vaiarem Dilma Rousseff em sua ida ao Congresso para a abertura do ano legislativo.
Com a diferença que são parte de um poder da República.

Não querem ouvir, não querem falar, querem apenas debochar, enquanto o país se debate em dificuldades terríveis.
As cenas são fartas em mostrar deputados amolecados, de bonequinhos infláveis, num comportamento de fazer corar adolescentes.
É o “efeito Aécio” que se espalhou na política.

No Congresso e na mídia, estamos reduzidos à estatura de moleques.
Os jornais parece que se regem pelos hidrófobos frequentadores de seus portais.
A Folha investiga um bote de lata.
O Globo, uma cota de um “pombal” no Guarujá.
O Estadão virou um boletim oficial dos vazamentos,
Ignoram que, se desonesto, Lula poderia ter estalado os dedos, tamanho era seu prestígio, e feito aparecer apartamentos e lanchas quanto os quisesse.
Todos se lixam para o fato de que o país e o mundo estão em grave crise e que isso significa que todos os dias gente perca o emprego e as condições de sustentar suas famílias.
Tentam ridicularizar – e há meses – qualquer tentativa do governo de dialogar.
O diálogo é bom, positivo e civilizado em quase todas as circunstâncias, exceto numa.
Quando o desejo de fazê-lo torna excessivamente tímido, além do aceitável, o exercício de fazer o que é o dever de quem tem a delegação do poder popular.
Descobrimos que Kim Kataguiri, em espírito, foi alçado não apenas a colunista da Folha, mas a líder da oposição parlamentar.
Não surpreende que outra manobra tenha levado à estaca zero o processo disciplinar de Eduardo Cunha num parlamento assim.
É mais um poder da República que desanda para a molecagem e para brincadeiras de marketing.
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Exclusivo: Leonardo Boff alerta sobre a persistência do ódio na sociedade brasileira

2 de fev de 2016




É fato inegável: há muito ódio, raiva, rancor, discriminação e repulsa na sociedade brasileira. Ela sempre existiu de alguma forma. Ou alguém acha que os milhões de escravos humilhados e feitos “peças” e as mulheres à disposição da volúpia sexual dos patrões e de seus filhos, não provocava surdo rancor e profundo ódio? É o que explica os centenas e centenas de quilombos por todas as partes no  Brasil. E o ódio dos patrões que com o chibata castigavam seus escravos desobedientes no pelourinho?


O ódio pertence à zona do de mistério. A própria Bíblia não sabe explicá-lo e o vê já presente desde o começo, no jardim do Éden; o primeiro crime ocorreu com Caim que por inveja, que produz ódio, matou a seu irmão Abel. O mandamento era claro: ”Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo”(Levítico 19,18; Mateus 5,43). O ódio é inimigo dos homens e de Deus e ele semeia a cizânia na terra (Mt 13,19).


Mas eis que vem Jesus e reverte a lógica do ódio: ”Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”(Mt 5, 44). Ele mesmo sucumbiu ao ódio de seus inimigos mas, aceitando livremente a morte, “venceu  a morte pela morte” e assim derrubou “o muro da inimizade que dividia a humanidade”(Ef 2,14-16). Prega e vive o amor incondicional para amigos e inimigos. Inaugurou assim uma nova etapa de nossa  humanização.


Mas esse ideal nunca se transformou em cultura nos países cristianizados. Estamos ainda no Velho Testamento do “olho por olho, dente por dente”.

No Brasil a raiva e o rancor histórico foi acrescido depois das eleições de 2014. Houve quem não aceitou a  derrota e deslanchou um torrente de raiva  e de ódio que contaminou não apenas o partido vencedor, mas toda a sociedade. Inegavelmente criou-se um consenso ideológico-político de alguns meios de comunicação que, com total desfaçatez, difundem esse sentimento.

O  que leva um radialista da Rádio Atlântica FM, ligada à RBS gaúcha, conclamar a população a “cuspirem na cara do ex-Presidente Lula” senão um ódio explícito e incontido? A verdadeira perseguição judicial que Lula  está sofrendo, tentando enquadrá-lo em algum crime, é movida não tanto pela fome e sede de justiça, mas pela  vontade de punir, de desfigurar seu carisma e liquidar sua liderança. Grassa um maniqueísmo  avassalador que amargura toda a vida social. Bem dizia Bernard Shaw:”o ódio  é a vingança dos covardes”.


Mas tentando ir um pouco mais a fundo na questão do ódio, precisamos reconhecer que ele se enraíza em nossa própria condição humana, um feixe de contradições. Somos, por natureza, e não por desvio de construção, seres contraditórios, compostos de ódios e de amores, de abraços e de rejeições. É a escolha que fizermos que irá dar rumo à nossa vida: ou a benquerença ou  a aversão.  Mesmo escolhendo o amor, o ódio nos acompanha como uma sombra sinistra. Se não cuidamos dele, ele invade nossa consciência e produz sua obra nefasta.


Esse realismo o encontramos na Bíblia. Mas também num pensador como Bertrand Russel que observou com acerto: ”o coração humano tal como a civilização moderna o modelou, está mais inclinado para o ódio do que pra a fraternidade”. Lógico, se ela colocou como eixo estruturador a concorrência e não a colaboração e a luta de todos contra todos em vista da acumulação privada, entende-se que predomine a tensão, a raiva, a inveja a ponto de o lema de Wall Street ser :”greed is good”: a cobiça é boa.


Mas há  um ponto que precisa ser referido, observado já por F. Engels quando escreveu uma introdução ao livro de Marx sobre “A luta de classes na França”: ”Se houver alguma possibilidade de as massas trabalhadoras chegarem ao poder, a burguesia não admitirá a democracia sendo até capaz de golpeá-la”. Ora, através de Lula, o PT e seus aliados, vindo das massas trabalhadoras, chegaram ao poder. Isso é inadmissível pelos “donos do poder”(R. Faoro).  Estes procuram inviabilizar o governo de cunho popular, desconsiderando o bem comum.


Aqui valem as palavras sábias do velho do Restelo de Camões: “Ó glória de mandar, o vã cobiça/Desta vaidade a quem chamamos fama./Ó fraudulento gosto, que se atiça/Com uma aura popular que honra se chama” (Cântico IV, versos 94- 95). Por detrás da busca ”da glória de mandar” e do poder, revestido de raiva e de  ódio, se esconde, atualmente, a vontade  daqueles que sempre o detiveram e que agora o perderam e fazem de tudo para recuperá-lo por todos os meios possíveis. 



Leonardo Boff  é filósofo, teólogo e professor aposentado de Ética da UERJ
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OAB emite nota contra desrespeito aos advogados baianos




A presidência da secção baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu comunicado na tarde desta segunda-feira (1º) protestando por Ana Patrícia Dantas Leão, Vice-presidente da ordem, não ter sido convidada para compor a mesa de honra durante a posse da nova presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargadora Maria do Socorro. Ana Patrícia foi a cerimônia representando o presidente da ordem, Luiz Viana, que está em Brasília em virtude da eleição do novo presidente nacional da entidade.

O comunicado classifica a ação como o “último ato de desrespeito à advocacia baiana” perpetrado pelo desembargador Eserval Rocha. “Um ato que ficará na memória das advogadas e dos advogados baianos como distintivo de uma presidência do Tribunal de Justiça marcada por uma anacrônica falta de diálogo com advogados, magistrados e servidores”, diz.

A nota também critica a gestão de pessoas e recursos orçamentários, lembrando o episódio do atraso de salários dos servidores e magistrados no final do ano passado.  

A nota termina desejando boa sorte a nova mesa diretora do Tribunal de Justiça e fazendo votos de que seja possível promover uma união entre os três poderes e a sociedade baiana em prol da “reestruturação do judiciário”.

Site BahiaNoticias
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Os coxas da Globo querem incendiar o país


Em sua nova "bomba", Época calculou que o ex-presidente Lula foi 111 vezes a um sítio em Atibaia (SP), que fica a menos de 50 km de distância de seu apartamento em São Bernardo do Campo (SP); o curioso é que as 124 viagens de Aécio Neves, como governador Minas, ao Rio de Janeiro, em aviões oficiais, jamais foram tratadas como escândalo pela Globo; jihad da família Marinho contra Lula pode incendiar o País



A nova polêmica que a Globo tenta emplacar na perseguição ao ex-presidente Lula, sobre suas viagens ao sítio de Atibaia, não leva em conta, por exemplo, que o líder da oposição, senador Aécio Neves (PSDB), usou mais vezes aeronaves oficiais para ir ao Rio de Janeiro.

A Globo publicou, no site de Época, que Lula visitou, em pouco mais de quatro anos, 111 vezes a propriedade em Atibaia (SP) pertencente aos sócios de um de seus filhos, como isso representasse um crime.

O grupo dos irmãos Marinho não cita, no entanto, o relatório produzido pelo atual governo mineiro, comandado pelo PT, sobre as 124 viagens de Aécio Neves ao Rio de Janeiro, nos sete anos e três meses que governou Minas Gerais (2003-2010), em aeronaves do Estado.

A maioria das viagens foi entre quinta e domingo. Além disso, há em 2008 e 2009 seis passagens para Florianópolis, onde morava a namorada e hoje mulher do tucano, a ex-modelo Letícia Weber, inclusive no período do Carnaval.

O uso de aeronaves pelo tucano era regulado por um decreto assinado por ele mesmo, que permitia o uso de aviões oficiais pelo governador "em deslocamento de qualquer natureza, por questões de segurança" (leia mais).
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As forças populares vencerão o trio coxa

 
 
Já não se pode mais dizer que o que move a Globo numa de suas maiores campanhas já empreendidas contra um líder político seja apenas jornalismo.
 
A guerra santa dos irmãos Marinho contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, só comparável à movida pelo patriarca do clã a Leonel Brizola, hoje parece ser uma disputa de vida ou morte.
No novo capítulo da série, a Globo publicou, no site de Época (leia aqui), mais uma "denúncia" contra Lula: a de que ele visitou, em pouco mais de quatro anos, 111 vezes um sítio em Atibaia (SP) pertencente aos sócios de um de seus filhos.
 
Como visitar a propriedade de amigos nos fins de semana não é crime – basta lembrar que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso jamais foi acusado do crime de visitar com frequência o apartamento do amigo Jovelino Mineiro na Avenue Foch, em Paris –, a denúncia da Globo não seria publicada em tempos normais.
 
Mas o Brasil, definitivamente, não vive dias normais. Os irmãos Marinho, que possuem uma fortuna de US$ 25 bilhões, forjada graças ao maior monopólio de comunicação existente no mundo, de dar inveja a Rupert Murdoch, decidiram que a guerra contra Lula insere-se na lógica "matar ou morrrer".
 
Basta notar na entonação de todos os repórteres da Globo, quando se referem ao apartamento que poderia vir a ser de Lula no Guarujá (SP), mas não será, porque foi devolvido à OAS. Todos parecem ter sido orientados a acentuar a palavra triplex – e se puderem fazer carinha de nojo, melhor ainda.
 
Na edição desta segunda-feira do Jornal Nacional foi evidente o "body language" dos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos, quando se referiam a Lula. A cara era de rejeição explícita. Coincidência ou não, um apresentador de uma rádio do grupo Zero Hora, afiliada da Globo, sugeriu que cuspissem na cara de Lula – o dono do TRIPLEX e que, agora, visitou 111 vezes um sítio durante quatro anos.
 
Nesta guerra, no entanto, não se deve desprezar o outro lado. Por mais que a Globo tenha construído com seu monopólio de comunicação a maior fortuna do Brasil, Lula deixou a presidência da República com 80% de aprovação e possui capacidade de mobilização junto à sociedade e aos movimentos sociais.
 
A Globo talvez receie que, numa eventual volta ao poder, Lula aja de maneira distinta do que fez em seu primeiro mandato, levando adiante o projeto de regulamentação da mídia defendido pelo ex-ministro Franklin Martins.
 
No poder, logo que foi eleito, Lula concedeu sua primeira entrevista na bancada do Jornal Nacional e depois fez o que pôde para que a Globo, que se encontrava em situação de default junto aos credores internacionais, pudesse reestruturar suas dívidas. Apostou na conciliação e hoje paga o preço de suas escolhas.
 
O Brasil vive uma guerra atômica entre um grupo de mídia que se acostumou a mandar no País desde a ditadura e seu maior líder popular. Quem vencerá?

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Brasil um país de elegância classista, racista e preconceituosa

1 de fev de 2016




Sei apenas que a presunção de ser dono de um triplex no Guarujá é inequivocamente associada à corrupção e a presunção de ser dono de um apartamento em Paris não tem nada a ver, obviamente, com corrupção.

Especialmente se o apê do Guarujá for um tanto novo-rico e o apê de Paris, um tanto elegante.

A questão é estética.

Lula carregando uma caixa de isopor e sendo dono de um barco de lata é uma cômica farofa. Se FHC carregasse uma caixa de isopor e fosse dono de um barco de lata seria uma concessão à humildade.

A questão é classista.

Um Odebrecht sentado à mesa com FHC é um empresário rico. O mesmo Odebrecht sentado à mesa com Lula é um pagador de propina.

Nada disso tem a ver com corrupção. Nada disso revela qualquer preocupação com o país.

A cada dia que passa, é mais evidente que o que está em discussão é quem são os verdadeiros donos do poder.

E os donos legítimos do poder são os elegantes. Aqueles com relação aos quais não interessa saber como amealharam riqueza porque, simplesmente, a riqueza lhes cai bem.

A casa grande tem um perfume que inebria toda a lavoura arcaica e sensibiliza até a senzala. É o que estamos assistindo.

Tudo o mais, tudo o que não é casa grande é Lula e os amigos de Lula!

A questão é preconceito.

Vejam como um fraque cai naturalmente bem em FHC. Um fraque assim em Lula, certamente, deveria ter sido roubado.

O Brasil é o país dos elegantes. De uma elegância classista, racista e preconceituosa deitada eternamente no berço esplêndido do aristocrático século 19."

         
          Flavio de Castro, via facebook
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Eserval deixa a presidência do Tribunal de Justiça





De saída do cargo de presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o desembargador Eserval Rocha fez um balanço de sua administração na manhã desta segunda-feira, durante a posse da nova gestora, a desembargadora Maria do Socorro Santiago.

O governador Rui Costa esteve presente à solenidade e acompanhou Eserval a uma visita à cripta de Rui Barbosa, no Fórum Ruy Barbosa. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), Luiz Viana, e o procurador-geral de Justiça, Márcio Fahel, não compareceram à solenidade.

Em seu discurso, Eserval discorreu sobre as funções públicas – “não me cabe o exercício de cargos públicos como distinção pessoal ou cargo honorífico” – e medidas adotadas durante seu período à frente do tribunal, como a campanha pela implantação de uma gestão participativa e a auditoria externa da folha de pagamento do TJ-BA. “As finanças foram saneadas”.

O magistrado citou também o concurso público para servidores, juízes leigos e conciliadores, além do fomento à conciliação por meio da Fonte 120. “Com concurso público, a meritocracia anda de mãos dadas com a eficiência”, afirmou.

Eserval mencionou ainda que, em sua gestão, combateu nepotismo, demitindo nos casos que apresentaram irregularidades, incluindo 135 estagiários; a criação de novos cargos de desembargador e de novas varas (tendo triplicado o número de vagas referentes á violência doméstica).

Seu principal feito, em sua opinião, foi a instalação da Câmara do Oeste. O desembargador encerrou sua fala tratando da economia realizada com a não-renovação de contrato do vale-refeição, da empresa de publicidade, com a implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) e outras medidas, que permitiram fazer a reforma de fóruns no estado. 

BAHIA NOTICIAS
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Sintaj faz 'varrição' e queima de fogos para saída de Eserval Rocha da presidência do TJ



O Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário da Bahia (Sintaj) promete fazer uma festa de despedida para o desembargador Eserval Rocha, que deixa o cargo de presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) nesta segunda-feira (1º), quando será empossada no cargo a desembargadora Maria do Socorro. Eserval Rocha esteve no comando do TJ-BA por dois anos, e teve uma gestão criticada por fechar o diálogo com os sindicatos, associações e com a OAB.

Durante a despedida, o Sintaj vai realizar uma “varrição” no TJ-BA. Os trabalhadores, de vassouras em punho, irão varrer, simbolicamente, da Corte todas as características negativas associadas ao mandato do atual líder do Judiciário, como injustiça, autoritarismo, desrespeito, falta de diálogo, entre outras.

Também haverá a queima de fogos de artifício, para “saudar o que se espera que seja o começo de uma nova era no Tribunal”. A manifestação acontecerá às 9h da manhã. O ato é a culminância da campanha intitulada #Jávaitarde, lançada pelo Sintaj em 21 de novembro de 2015, com o objetivo de expor para a população e toda comunidade jurídica os problemas da gestão de Eserval Rocha.

Com informações do site Bahia Noticias
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Nova presidente do Tribunal de Justiça da Bahia toma posse hoje




A posse da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago na presidência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), agendada para esta segunda-feira (1º), é cercada de expectativa por entidades representativas ligadas à Justiça baiana.

Enquanto o desembargador Eserval Rocha, que se despede da direção do TJ-BA, teve a gestão marcada por críticas (veja mais aqui), Maria do Socorro produz uma perspectiva otimista para quem acompanha o dia-a-dia o Tribunal.

O coordenador do Sindicato dos Servidores Auxiliares do Tribunal de Justiça da Bahia (Sintaj), Antônio Jair, se diz otimista com o que há por vir. “Entendemos que ela não vai querer administrar os problemas e as soluções do Tribunal de Justiça sem a participação dos servidores”, analisa.

O tom do discurso é o mesmo adotado pelo presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinpojud), Zenildo Castro, que também acredita que a nova gestão será aberta ao diálogo, e que, nos próximos dois anos, “os servidores e magistrados possam ter acesso a gestora para discutir os problemas do judiciário” e juntos busquem melhorias, dentro do possível, para o Judiciário.

A entidade vai apresentar uma pauta de reivindicações para a nova presidente do TJ ainda na semana da posse. Para Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), a nova gestão dá sinais de que restabelecerá o diálogo entre as entidades com o tribunal. “A desembargadora tem um perfil que busca o diálogo, que busca a conciliação, que tem disponibilidade de ouvir e de resolver a questão de forma consensual. É um alento”, diz a juíza Marielza Brandão, que preside a associação.

O otimismo também atinge a Ordem dos Advogados do Brasil. O presidente da seccional baiana, Luiz Viana, afirma que tem uma expectativa muito positiva diante da nova mesa diretora do TJ-BA, que será presidida pela desembargadora Maria do Socorro. “A OAB da Bahia está à disposição do Tribunal para discutir temas que permitam fazer desse o melhor judiciário da federação”, finaliza o presidente da OAB-BA.

Bahia Noticias
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NOVO CRIME DE LULA: VISITAR UM IMÓVEL




Como foi revelado pela Folha de S. Paulo no último sábado, a ex-primeira-dama Marisa Letícia cometeu um "crime" gravíssimo: ela comprou uma canoa de lata, de R$ 4,1 mil, com nota fiscal e pediu que a mesma fosse entregue num sítio de amigos, visitado ocasionalmente pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (leia mais aqui).

Agora, descobre-se, pelas manchetes de Globo, Folha e Estado, que ela e o ex-presidente Lula cometeram mais um crime terrível: visitaram um imóvel que poderia ser deles, no Guarujá (SP).

"Lula admite ida a triplex com OAS, mas nega ser dono", diz a manchete do Globo.
"Lula admite visita a triplex; MP vê incoerência na defesa", reforça o Estado de S. Paulo, que ouviu ainda o promotor Cássio Conserino, que, de cara, desqualificou a defesa de Lula, afirmando que sua versão seria "inconsistente".

Na Folha, "Lula admite que visitou triplex investigado". (detalhe: só é investigado porque poderia vir a ser de Lula).
Ontem, por meio de nota, o Instituto Lula desmontou a farsa do caso (leia aqui).
Ele publicou um dossiê completo em que disponibilizou todos os documentos referentes ao famoso "triplex" do Guarujá.
Lula forneceu seus contratos com a Bancoop, sua declaração de Imposto de Renda, a declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral e os contratos que compravam a desistência da ex-primeira-dama Marisa Letícia em continuar com o imóvel.
"A mesquinhez dessa 'denúncia', que restará sepultada nos autos e perante a História, é o final inglório da maior campanha de perseguição que já se fez a um líder político neste País", apontou a nota do Instituto Lula; "Sem ideias, sem propostas, sem rumo, a oposição acabou no Guarujá. Na mesma praia se expõem ao ridículo uma imprensa facciosa e seus agentes públicos partidarizados".
No entanto, para o cartel da mídia no Brasil, Lula e Marisa não tinham o direito de visitar um imóvel que poderia vir a ser deles.
Um imóvel que só foi devolvido depois do circo armado pela mídia. Um circo que, por sinal, também prejudicou outros proprietários do mesmo imóvel.


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Com documentos, Lula desmonta a farsa do triplex

31 de jan de 2016




Por meio do Instituto Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de publicar um dossiê completo em que disponibiliza todos os documentos referentes ao famoso “triplex” do Guarujá; Lula publica seus contratos com a Bancoop, sua declaração de Imposto de Renda, a declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral e os contratos que compravam a desistência da ex-primeira-dama Marisa Letícia em continuar com o imóvel; “A mesquinhez dessa ‘denúncia’, que restará sepultada nos autos e perante a História, é o final inglório da maior campanha de perseguição que já se fez a um líder político neste País”, diz a nota do Instituto Lula; “Sem ideias, sem propostas, sem rumo, a oposição acabou no Guarujá. Na mesma praia se expõem ao ridículo uma imprensa facciosa e seus agentes públicos partidarizados”.

Por meio do Instituto Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de publicar um dossiê completo em que disponibiliza todos os documentos referentes ao famoso “triplex” do Guarujá.

Lula publica seus contratos com a Bancoop, sua declaração de Imposto de Renda, a declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral e os contratos que compravam a desistência da ex-primeira-dama Marisa Letícia em continuar com o imóvel.

“A mesquinhez dessa ‘denúncia’, que restará sepultada nos autos e perante a História, é o final inglório da maior campanha de perseguição que já se fez a um líder político neste País”, diz a nota do Instituto Lula. “Sem ideias, sem propostas, sem rumo, a oposição acabou no Guarujá. Na mesma praia se expõem ao ridículo uma imprensa facciosa e seus agentes públicos partidarizados”.

Confira a íntegra, acessando: jornal@acaopopular.com.net
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CHUVAS DEVEM DIMINUIR

30 de jan de 2016



Avenida J.J. Seabra em Xique-Xique BA

O tempo deve abrir depois da série de transtornos causados pela chuva em municípios baianos, informou o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

Segundo o meteorologista do órgão, Heráclio Alves, a redução das chuvas deve ocorrer "por conta da volta da massa de ar quente e seco que voltou a atuar desde quarta-feira (27) em maior parte do estado". Ele explica que a massa de ar já chegou às regiões norte e nordeste do estado, que devem registrar cerca de 36ºC nos próximos dias.

 "A massa de ar quente resulta na redução da nebulosidade e de chuvas até terça e quarta-feira", informou ao G1.

Porém, de acordo com Alves, o vale do São Francisco ainda deve receber chuvas no final da semana, mas elas diminuirão a partir de segunda-feira (1º). Em Salvador, o predomínio nos próximos dias será de céu ensolarado e temperaturas entre 24º e 32º.
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Canoa de 4 mil reais é o novo 'crime' de Lula e Marisa


Manchete da Folha berra que "Nota fiscal de barco reforça elo de Lula com sítio em SP"; quem vê a capa imagina um iate, mas a reportagem interna traz a imagem de uma pequena embarcação, quase uma canoa, usada pelo ex-presidente para pescar no lago da propriedade; o preço foi de R$ 4.126,00; em nota, o ex-presidente Lula afirmou que é de conhecimento público que frequenta o sítio em Atibaia (SP), registrado em nome de Jonas Suassuna, sócio de seu filho Fábio Luis Lula da Silva

O ex-presidente Lula e a ex-primeira dama Marisa Letícia cometeram um novo "crime": compraram uma pequena embarcação, quase uma canoa motorizada, de R$ 4.126,00.

É o que sugere a Folha de S. Paulo na manchete deste sábado, que grita: "Nota fiscal de barco reforça elo de Lula com sítio em SP" (leia aqui a reportagem).

Em nota divulgada ontem, Lula afirmou que frequenta o sítio em Atibaia, registrado em nome de Jonas Suassuna, sócio de seu filho Fábio Luis Lula da Silva.
Folha hoje se supera.

Apresenta como “prova” da ligação de Lula com o sítio que ele nunca negou frequentar, em Atibaia, um barco comprado por D. Mariza, sua mulher e mandado entregar lá.

A “embarcação”, como se vê no próprio jornal,  é um bote de lata comprado por R$ 4.100.

Presta para navegar num laguinho, com a mulher, dois amigos e o isopor, se ninguém fizer muita gracinha de se pigar em pé, fazendo graça.

É o “iate do Lula”, quase igual ao Lady Laura do Roberto Carlos e só um pouco mais modesto do que as dúzias de lanchas que você vê em qualquer destes iate clubes que existem em qualquer cidade praiana.

A pergunta, obvia, é: e daí que o Lula frequente o sítio? E daí que sua mulher tenha comprado um bote, sequer a motor, para pescar umas tilápias, agora que já não pedem, como nos velhos tempos, fazer isso na represa Billings?

Qual é a prova de que a reforma do sítio foi paga pela Odebrechet (segundo a Folha) ou pela OAS (segundo a Veja)?

E se o Lula frequentasse a mansão de um banqueiro? E se vivesse nos iates – os de verdade – da elite rica do país?

O que o barquinho mixuruca prova a não ser a absoluta modéstia do sujeito que, quatro anos atrás, escandalizava essa gente carregando um isopor para a praia?

Os jornais, a meganhagem e a turma do judiciário – que já não se separam nisso – estão dedicados a destruir o “perigo lulista”.

Esqueçam o barquinho: o que eles querem é ter de novo o leme do transatlântico.

Perderam até a noção do ridículo, convencidos de que já não há resistência a ele nas mentes lavadas do país.

E acabam revelando que, em suas mentes,  o grande pecado  de Lula, que ganha em  palestras pagas o suficiente para comprar uma “porquera” daquelas por minuto que passe falando, ou para alugar uma cobertura na Côte D’Azur do Guarujá  é continuar pensando como pobre:  querendo comprar apartamento em pombal e barquinho de lata para ficar de caniço, dando banho em minhoca.

É que ter nascido pobre é um crime que até se perdoa, imperdoável mesmo é continuar se identificando com eles.
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Carnaval de antanho








Reprisa no fundo do baú de minha memória um carnaval de apenas três dias quando, ao  ostentar pela Avenida J.J. Seabra, usei uma fantasia confeccionada pelo exclusivo e  inimitável alfaiate João Pacheco. A fantasia simbolizava um gavião de terno e gravata que pulava na folia à caça de andorinhas, odaliscas e colombinas.



O Abre Alas, com percussão de triunfante cadência, tinha no seu comando a batucada regida por Silvio Bandeira e o  "Balancei a roseira/ a rosa caiu/ rosa tem espinhos/ rosa me traiu" letra de  um  samba muito em voga, incluído no repertório da batucada de Silvio.



Os clubes sociais Sete de Setembro e Operária, concorrentes, esmeravam-se na decoração momesca, disputando a participação do inesquecível maestro e saxofonista Mário Rapadura, bem assim, do inconfundível Hermes que fazia do seu trombone o instrumento das marchinhas idílicas com inigualável competência, além de Pedro Cachaça, exímio baterista e o discreto Manoel Guerreiro, tocador de banjo.



O tríduo momesco  espalhava-se pela cidade até a dispersão no periférico cabaré de Lourenço, ao tempo em que as graciosas cabrochas da rua do Perau desfilavam com seu estandarte de coloridas lantejoulas e paetês, recebendo merecidos aplausos  do cordão dos marmanjos e dos velhos assanhados que caiam no ráli-gáli, sassaricando na esquina da rua Monsenhor Costa com a praça Dom Máximo.



O aguadeiro Bonitinho não precisava nem usar "máscara de careta", Galo Cego, vigia do hospital, Queném, Eremita, Marciano, Dionísia e outros símbolos  populares das ruas, também se esbaldavam no carnaval com as suas fantasia do dia-a-dia, sempre alvos de brincadeiras da indiscreta rapaziada do Momo.



Os entrudos, já em plena decadência, consistiam em jogar foliões na Ipueira, da rampa da praça Getúlio Vargas, permitido pelo  rio cheio no mês de fevereiro, havendo riscos de afogamentos, alguns etílicos, embora sem registros fatais, porquanto todos sabiam nadar e comer água indiscriminadamente.



Pelo sim pelo não, mudou o carnaval, mudou XiqueXique, mas não mudei eu, continuo na mesma festa saindo no bloco dos Incutidos, talvez  vá de  “Burrai”   na Quarta-Feira de Cinzas de 2017, porque neste bendito  ano de 2016 não haverá carnaval em Xique-Xique  e  dizem que é por causa da chuva.





Nilson Machado de Azevedo
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Chuvas em Xique-Xique fazem prefeitura decretar situação de emergência

28 de jan de 2016



Após fortes chuvas, a prefeitura de Xique-Xique decretou situação de emergência, nesta quinta-feira (28).

Desde o começo do mês, já foram registrados mais de 560mm de chuva. Na cidade, ruas estão completamente alagadas e a forte enxurrada invadiu comércios e diversas casas. A correnteza levou até um jacaré com quase um metro para o meio da rua.

O trânsito também está caótico e oferece riscos aos motoristas e pedestres. Muitas famílias que tiveram suas casas tomadas pela água, se abrigam em casas de parentes ou amigos.

A prefeitura também disponibilizou prédios escolares para acolher os desabrigados. Por conta dos inúmeros transtornos, o início do ano letivo foi adiado para 11 de fevereiro, e o prefeito também cancelou o carnaval de rua.

“Não dá para pensar em festa diante de uma situação dessa. O foco é ajudar as famílias e, depois das chuvas trabalhar para reparar os danos”, disse o prefeito Ricardo Magalhães (PT).


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