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Remédios baixam de preço

29/07/2014


 Os medicamentos que passaram a ter a isenção de impostos chegam mais baratos nas farmácias desde  segunda-feira (21).

O Governo Dilma Rousseff  ampliou em 174 a lista de substâncias que ficam livres da cobrança de tributos, o que deve levar a uma redução de 12%, em média, nos preços dos remédios. A chamada “lista positiva”, com a inclusão dos novos medicamentos, já soma mais de mil itens com sistema especial de tributação, o que representa 75,4% dos medicamentos comercializados em todo o país.

Clique abaixo.

Atualmente, quase a totalidade dos medicamentos tarja vermelha e preta estão isentas do imposto PIS/COFINS. Essa medida visa reduzir o custo para a população brasileira com medicamentos essenciais, utilizados para o tratamento de artrite reumatoide, câncer de mama, leucemia, hepatite C, doença de Gaucher e HIV, AVC e infarto entre outros problemas de saúde.
Os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) na seleção das substâncias que terão o benefício levam em consideração as patologias crônicas e degenerativas; os programas de saúde do governo instituídos por meio de políticas públicas e a essencialidade dos medicamentos para a população. Para fazerem jus ao benefício, esses remédios  devem estar sujeitos à prescrição médica e estarem destinados à venda no mercado interno.

A Câmara de Regulação é responsável pelo monitoramento dos preços dos remédios e por garantir que as reduções tributárias sejam integralmente refletidas nos preços fixados como teto para os produtos.

Fonte: 
Ministério da Saúde



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Dilma repudia ação do Santander e rechaça “massacre” de Israel

 


‘Inadmissível’ e ‘lamentável ‘. Essa foi a classificação da presidente e candidata à reeleição, Dilma Roussef, nesta segunda-feira (28), a atitude do Banco Santander, sobre o comunicado aos correntistas intitulado “Você e seu dinheiro”, com claro posicionamento contra a presidente.

 
Presidenta chamou de "despropósito" as declarações de Aécio sobre os Mais Médicos
Presidente chamou de "despropósito" as declarações de Aécio sobre os Mais Médicos


As declarações de Dilma foram feitas durante sabatina organizada pelo jornal Folha de S.Paulo, o portal UOL, o SBT e a Rádio Jovem Pan, realizada no Palácio da Alvorada. Dilma disse que terá uma “atitude bastante clara em relação ao banco” e ressaltou que considerou o pedido de desculpas muito protocolar. O banco emitiu um comunicado aos clientes de alta renda em que alertava para o suposto ‘risco à economia brasileira’, caso Dilma vença as eleições. “É inadmissível, lamentável, para qualquer candidato”, afirmou a presidenta.

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No campo econômico, a presidente enfatizou que, desde 2008, o governo tem conseguido minimizar o impacto da crise financeira internacional, que afetou o crescimento dos países emergentes como o Brasil e a Índia.

Ela reafirmou que a recuperação virá e “a inflação ficará abaixo do limite superior da meta, numa trajetória decrescente”, apagando o fogo dos incendiários econômicos.

Mais Médicos

Dilma classificou como “despropósito” as declarações do candidato tucano Aécio Neves em relação ao programa Mais Médicos. Histérico com o fato de que os médicos cubanos são contratados por meio de convênio com o governo de Cuba, Aécio disse que mudaria o modelo. “Em pleno século 21, essa posição fundamentalista sobre Cuba é um despropósito”, afirmou a presidente.

Massacre israelense

“Na Faixa de Gaza está havendo um massacre, uma ação desproporcional”, disse ela sobre a agressão de Israel contra o povo palestino, que há três semanas já vitimou 1.030 palestinos. Para Dilma, Israel está promovendo um “massacre ao atingir a população civil, principalmente mulheres e crianças”.

Dilma lamentou as palavras do porta-voz da chancelaria de Israel, Yigal Palmor, que chamou o Brasil de ‘anão diplomático’ e que as declarações do porta-voz “produzem um clima muito ruim”.
Da redação, com informações das agências
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VIDA DE REI

                                                      para eles somos cucarachas ou seja: baratas
Diferentemente de como somos tratados lá fora, estrangeiro aqui é rei. Nunca encontrei um europeu, americano, judeu ou japonês entre mendigos; raros são os que moram nos bairros da periferia da cidade. Quase sempre são de classe média para cima. Nas prisões, temos africanos e latino-americanos. Europeus, americanos, japoneses e judeus são raros. O conhecimento dessa realidade acabou com meu projeto. Nunca mais dei importância a qualquer país além do Brasil. Fiquei enojado dessa gente que se acha melhor do que os outros; ridículos, porque usam o banheiro como todos.

Caso o projeto do PT de reeleger a presidente Dilma dê certo, muitos dos que possuem dinheiro vão pensar em sair do país, como muitos já fizeram. O crescimento econômico continuará pequeno, continuará não havendo oportunidade para especulação e ganhos indevidos. Haverá emprego para todos e a classe C continuará a expandir para os redutos da classe média. A economia continuará distributiva. Os programas como Bolsa Família e Bolsa Escola continuarão a funcionar. Os bancos não terão ajuda para tapar “buracos”; as indústrias usarão seus próprios recursos para gerar lucros; os jornais continuarão atacando o governo sistematicamente.

Azar de quem quiser partir; estes próximos anos prometem ser os mais fantásticos do país. Contestação, movimentos sociais em efervescência, confrontos entre polícia e manifestantes, brigas, discussões e retroalimentação da violência pelos meios de comunicação. A vida estará cheia de significados porque é tempo de afirmação do Brasil. Serão capítulos inéditos e de arrasar.  Quero acompanhar de perto essa movimentação. Como diria o poeta, só os peixes mortos vão rolar a favor da correnteza.


In Memórias de um sobrevivente

 
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Sete ganhadores do Nobel da Paz pedem embargos contra Israel




Um manifesto publicado no The Guardian e assinado por 64 pensadores, políticos e outras figuras públicas pede um embargo a Israel por conta do conflito na Faixa de Gaza.

O texto diz que Israel se beneficia de acordos de cooperação militar e ajuda dos EUA e da União Europeia e afirma que tal poder de fogo conquistado está sendo usado para uma guerra contra a Palestina.

Assim, eles pedem ao mundo um embargo militar, semelhante ao imposto ao governo sul-africano nos anos de apartheid.

Na lista, estão assinaturas de sete pessoas que já ganharam o Prêmio Nobel da Paz, entre eles o Arcebispo sul-africano Desmond Tutu.

Também assinam o manifesto figuras de esquerda conhecidas, como o linguista Noam Chomsky, o músico Brian Eno, o ex-Pink Floyd Roger Waters, o cineasta Ken Loach e o pensador Slavoj Zizek.

Um nome brasileiro assinou o manifesto: Frei Beto, teólogo da libertação, da ala da Igreja Católica mais envolvida nos movimentos populares de esquerda.


FREI BETO
O manifesto

“Mais uma vez, Israel lançou mão de toda a sua força militar contra a população palestina, particularmente na Faixa de Gaza, em um ato ilegal e desumano de agressão militar. A habilidade de Israel de lançar tais ataques devastadores com impunidade vem, em grande parte, da vasta cooperação militar internacional e do comércio que mantém com governos cúmplices ao redor do mundo. Durante o período 2008-2019, os Estados Unidos devem prover ajuda militar a Israel na ordem de 30 bilhões de dólares, enquanto as exportações militares anuais de Israel para o mundo atingiram bilhões de dólares.

Em anos recentes, países europeus exportaram bilhões de euros em armas para Israel; e a União Europeia tem fornecido a empresas militares israelenses bolsas de pesquisa na ordem de milhões. Economias emergentes como Índia, Brasil e Chile estão rapidamente aumentando o seu comércio e cooperação militar com Israel, apesar de seus estados apoiarem os direitos palestinos. Ao importar e exportar armas de Israel e facilitar o desenvolvimento da tecnologia militar israelense, os governos estão efetivamente mandando uma clara mensagem de aprovação para a agressão militar de Israel, incluindo os crimes de guerra e possivelmente os crimes contra a humanidade.

A tecnologia militar de Israel é marcada com o selo “testada em campo” e exportada para todo o mundo. O comércio militar e as pesquisas militares conjuntas reforçam a impunidade israelense ao cometer graves violações dos direitos internacionais e facilitam o enraizamento do sistema de ocupação israelense, colonização e negação sistemática dos direitos palestinos. Nós chamamos a ONU e os governos ao redor do mundo para tomar medidas imediatas para implementar um embargo militar claro e legal contra Israel, similar ao imposto à África do Sul durante o Apartheid”.


 Jornal do Brasil


 
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A histórica eleição de Cacareco

28/07/2014




 

Cinquenta e Cinco anos atrás, diante da corrupção na Câmara Municipal, o eleitorado paulistano fez do rinoceronte Cacareco o candidato mais votado em uma eleição para vereador

O ano era 1959. Getúlio Vargas havia morrido e, para muita gente, morreu também o que restava da moralidade nos poderes públicos. O governador de São Paulo era Adhemar de Barros, uma espécie de antepassado político de Paulo Maluf. Como esse tipo de coisa não muda muito, o eleitorado estava revoltado com a Câmara Municipal que, pra variar, não estava se comportando muito bem.

Daí, havia o rinoceronte Cacareco, que, vale dizer, era uma fêmea, apesar do nome.

Ele estava nas notícias porque havia vindo do Rio de Janeiro, emprestado por seis meses, para abrilhantar a inauguração do Zoológico de São Paulo. Os seis meses iam se passando e os paulistas cogitavam a ideia de dar um calote e não devolver o rinoceronte.

Veja você: no meio do mar de lama da Câmara Municipal, em pleno período eleitoral, o assunto era o rinoceronte.

Não que os políticos da época não ajudassem. Havia um de 230 kg, cujo slogan era “vale quanto pesa”. Outro andava por aí com uma onça e dizia: "Eleitor inteligente vota no amigo da onça".

O jornalista Itaboraí  Martins brincou com isso, lançando a candidatura de Cacareco ao cargo de vereador. E não é que a ideia pegou?

Naquela época, a eleição era na base do papel e do envelope. O eleitor recebia um envelope das mãos do mesário e, dentro dele, colocava a cédula do seu candidato, fosse ele quem fosse. No caso, houve uma adesão massiva à candidatura de Cacareco e várias gráficas, de brincadeira, imprimiram cédulas com o nome do bicho e muita gente achou legal ir pra rua e fazer campanha em nome do rinoceronte.

O que aconteceu a seguir parece piada, mas Cacareco recebeu coisa de 100 mil votos.

Parece coisa pouca diante do eleitorado de hoje, mas presta atenção no resto dos números. O candidato mais votado naquela eleição não teve mais que 11 mil votos, e mesmo o partido que elegeu a maior bancada teve, ao todo, 95 mil votos.

Sua excelência, o rinoceronte Cacareco nem pode comemorar. Dois dias antes da eleição, o bicho foi devolvido para o zoo do Rio, sem muito alarde, como um anarquista subversivo. Poucos anos depois, o rinoceronte vereador morreu prematuramente, antes de completar dez anos de idade.


O estrago, porém, já havia sido feito. Cacareco ganhou até as páginas da revista Time que citava um eleitor: "É melhor eleger um rinoceronte do que um asno".
 
R7
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O "causo" escandaloso do Aécioporto

27/07/2014





O escândalo do aécioporto foi o primeiro teste de vida real enfrentado pelo candidato do PSDB a presidente da República.

E ele foi reprovado.

Especular um pouquinho não mata ninguém, então vamos lá.

Um blogueiro amigo fez a pergunta: quem vazou a informação? Ora, agora que temos mais dados, sabemos que não era exatamente uma informação secreta.

 Há anos que Aécio usava o aeroporto de Claudio para descansar na fazenda de sua família, a seis quilômetros dali. Todo mundo na cidade via o aeroporto como uma propriedade privada da família Neves.

Ou seja, a informação pode ter vazado de mil maneiras. Por exemplo: o repórter da Folha, querendo alguma matéria sobre o candidato do PSDB, foi tomar uma cerveja num botequim em Belo Horizonte e o primeiro pinguço que conheceu na madrugada lhe contou o “causo” do aeroporto.

Acho mais provável isso do que a teoria de que Serra está por trás, embora também não a possa descartar.

Então os editores da Folha decidiram: “vamos fazer um teste com nosso candidato. Ele tem que mostrar couro duro se quiser ganhar eleição e manter um mínimo de estabilidade no governo. Afinal, teremos que publicar escândalos de vez em quando, e ele terá de aprender a lidar com isso”.

Talvez eles não esperassem o impacto profundo do escândalo nas redes sociais. O editorial da Folha deste domingo deixa transparecer a perplexidade do jornal com a magnitude do impacto do aecioporto nas redes sociais.
E aí eu faço outra especulação.

A repercussão gigantesca do escândalo do aecioporto não tem como pano de fundo nenhuma histeria moralista. Não acho sequer que se estourou mais uma dessas bolhas de ódio, que frequentemente atinge o PT.

Foto aérea do AÉCIOPORTO

Tenho a impressão que a repercussão alastrou-se tanto porque o episódio revela a personalidade política de Aécio Neves.

Preenche uma lacuna que já começava a incomodar os brasileiros: quem é, afinal, esse homem da oposição que apregoa ser o único capaz de derrotar a situação?

Mais que uma denúncia, é um episódio revelador, ilustrativo, pedagógico.
Aécio Neves revelou-se, para um Brasil profundamente angustiado pelo desejo de ter um governo mais moderno e mais ousado, um caso melancólico e contraditório.

Um coronelzinho metido a playboy carioca.

Construiu aeroporto, com verba pública, na fazenda ao lado da sua. Na fazenda que pertencia ao tio.

Outro aeroporto construído por Aécio, em Montezuma, também fica ao lado de uma grande propriedade que herdou do pai, o qual a obteve através de uma bizarra operação de “grilagem” legal de terras públicas do estado de Minas Gerais.

Á luz de tanto aereo-patrimonialismo, redescobrimos que FHC também tinha seu aeroportozinho particular, construído pela Camargo Correa num terreno ao lado da fazenda do presidente, logo após sua vitória em 1994.

Enfim, o escândalo do aécioporto parece ter causado sérios danos nas turbinas eleitorais do candidato.

Aécio tenta fugir do assunto dizendo que “está tudo esclarecido” e atribuindo tudo a uma grande conspiração do PT.

De fato, as coisas agora ficaram bem esclarecidas.

A máscara de “moderno”, de “ético”, de Aécio Neves, caiu no chão e se quebrou.

Pior que isso: ele não consegue reagir, porque não sabe o que fazer. Durante anos, em Minas, nunca ninguém lhe contestou.

O Brasil está conhecendo Aécio Neves apenas agora.

Não dá para saber se o escândalo afetará as próximas pesquisas, mas é fácil identificar o estrago profundo que ele já causou em sua candidatura, visto que esta é ancorada nas classes médias e altas, fortemente vulneráveis a essas ondas de escândalo das redes sociais."


Miguel do Rosário TIJOLAÇO
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Nem só de seca vive o Semiárido


                                                              Semiárido recebe incentivos federais
Enfrentando a maior seca dos últimos anos que afeta os produtores da região do semiárido, a presidente Dilma lembrou ao povo sertanejo que o governo está  investindo  cerca de R$ 33 bilhões em segurança hídrica, a exemplo de projetos de desenvolvimento para a região sem esquecer, também, da construção de cisternas que podem chegar a 750 mil unidades até o fim deste ano. “Fazemos uma espécie de distribuição de renda da água”, afirmou a presidente.
A construção de cisternas vem a ser uma das ações do Programa Água Para Todos

Além de cisternas para uso doméstico o programa desenvolve também cisternas de produção com capacidade de 250 mil litros de água, viabilizando, ainda, a instalação de reservatórios em escolas. 
No mesmo prisma, está em vigor o Plano Safra do Semiárido, lançado em maio deste ano, cujo objetivo é beneficiar  agricultores familiares e produtores rurais do semiárido nordestino que enfrentam uma das piores secas dos últimos 50 anos que  deixa 1297 cidades da região em estado de emergência.

A principal medida do Plano Safra será a suspensão das dívidas dos produtores da região até o fim do ano que vem. Também será concedido desconto de até 85% para a liquidação de operações de crédito contratadas até 2006 com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) ou do Tesouro Nacional.

O Plano Safra terá, ainda, medidas de estímulo à construção de silos para armazenagem de alimentos para que os pecuaristas possam alimentar seus rebanhos na época da seca. Atualmente, a escassez de milho, principal alimento dos animais, leva o governo a buscar o grão em outros estados e até a importar de países vizinhos, com um alto custo de deslocamento.

Os municípios do semiárido ou em situação de emergência por causa da seca receberam a retroescavadeira, a motoniveladora e o caminhão-caçamba e que já foram entregues 1.431 caminhões-pipa e 960 pás-carregadeiras. O valor de mercado do kit com as três máquinas está em torno de R$ 1 milhão e, com as cinco máquinas para o semiárido, em R$ 1,4 milhão.
Na Bahia a Presidente Dilma já entregou, desde março, 130 retroescavadeiras e 191 motoniveladoras para a construção de barragens e estradas e 250 ônibus escolares. No total, 287 municípios baianos foram contemplados com as máquinas e os veículos.

Com o Plano Safra da Agricultura Familiar 2014/2015, o governo Dilma rompeu com a armadilha da seca porque passou a olhar o semiárido como uma região produtiva que pode e será sustentável. Para isso o governo federal trabalha com afinco e vence todos as batalhas enfrentadas no campo político e social. 


Fonte: Portal Brasil


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Xiquexique  assiste, impotente e com perplexidade,  cenas desoladoras a partir  do canal do guaxinim  (foto)  cujas águas estão a secar, comprometendo o abastecimento de água da cidade e a impedir também a  navegação até o nosso porto fluvial na Ipueira.
É a escassez de água que aterroriza a população, culturas e criações de animais, seja ela decorrente de ciclos de estiagem ou mesmo derivada de outros fatores relacionados com a gestão de recursos hídricos. 
Recursos quase inexistentes ou mal aplicados.
Há os problemas  hidroambientais,  a exemplo do desmatamento a partir da margem do rio, há problemas  com a poluição, assoreamento, degradação das nascentes, com técnicas predatórias que impactam o ambiente fluvial. Problemas  com as  erosões que causam a degradação do meio circundante. Há, enfim, os problemas de consciência, educação e da sensibilidade de todos.
As  autoridades ainda não atentaram para os danos que estão a afetar  todas as regiões banhadas  pelo rio  São Francisco. Ficam, apenas, no velho discurso, nas palavras, mais palavras e nada mais. 

É forçoso afirmar que estão fazendo vistas grossas.  Enquanto isso  a  inanição do rio com  os seus problemas colaterais  vão se avolumando, não  devendo ninguém olvidar de  uma catástrofe de dimensões apocalípticas, na hipótese  do São Francisco desaparecer do mapa hidrográfico do País.
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Nós, os nordestinos da São Paulo de Piratininga



 

Grupos sociais que ajudaram a construir São Paulo, como os italianos, portugueses, japoneses, árabes, judeus, muçulmanos e espanhóis, encontraram na metrópole paulista espaço para enaltecerem suas origens e estudá-las. Museus, escolas ou bairros inteiros serviram de palco para representações de povos heróicos, sofridos, trabalhadores de extrema importância e influência cultural para os paulistanos.

Para os nordestinos, que somam com seus descendentes mais que o dobro da quantidade de representantes de origem estrangeira, restou o esquecimento e o preconceito dos que se julgam filhos mais legítimos de São Paulo.


A forma de tratamento que lhes cabem demonstra que quem veio do Nordeste parece incomodar a cidade. “Baiano”, “paraíba”, “ceará”,“cabeça chata”, “pau-de-arara”... Não são raros os termos de cunho pejorativo usados para se referir aos emigrantes como “gente feia, atrasada, brega e inferior”.

Essa imagem, que parece nunca ser retocada pelo tempo, encobre um dos mais significativos e atuais fenômenos sociais brasileiros, mas não impediu que São Paulo se tornasse de fato a capital mais nordestina do País.


Traços da cultura nordestina estão presentes na culinária, nas danças, festas, na política, nas artes e  até em algumas expressões e ditos populares. Falta apenas que essa herança cultural seja devidamente preservada, estudada, documentada e divulgada.



Avenida Paulista e o MASP
A trajetória das pessoas na região do semi-árido é pensada com uma quase paralisia histórica: nada muda, são sempre as mesmas abordagens e propostas recorrentes. É frequente encontrarmos nos discursos de historiadores afirmações como “O problema da seca e das migrações no sertão nordestino é histórico”.

Nesse contexto, “ser histórico” é aquilo que sempre ocorreu e que não tem solução, isto é, tem um sentido de permanência. A banalização e a invisibilidade acabam por transformar o semi-árido em uma região aparentemente sem história. “Quando afirmam que a pobreza e a migração são históricas, parece-me que lhes dispensam o mesmo tratamento dado às secas, ou seja, busca-se naturalizar um dado que é social”, comenta a professora  Isabel Guillen, do Departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco.


A falta de interesse dos intelectuais só começou a diminuir após a década de 1970, quarenta anos depois da intensificação do processo de migração. E ainda hoje, os estudos realizados sobre o assunto são escassos. Fotos, objetos, depoimentos, documentos, obras de arte, artesanatos e tudo aquilo que costuma fazer parte de estudos e acervos de museus, deixaram de ser recolhidos e podem ter se perdido para sempre.

O desinteresse de universidades e do poder público pelo resgate e a discussão dessa história vai ao encontro dos que querem manter as causas do êxodo sempre vivas – a concentração de terras, a falta de planejamento e políticas de desenvolvimento, e a existência de mão-de-obra sempre barata, graças ao desemprego abundante.


São Paulo, que perdeu há muito tempo a imagem de “Eldorado do Trabalho”, ainda atrai brasileiros que querem mudar de vida. Mesmo sem figurar como uma real alternativa à vida pobre do Nordeste, a falta de opções faz da cidade um destino tradicional e, de certa forma, familiar, já que carrega a cultura nordestina em todos bairros, avenidas, praças e ruas da maior metrópole da América Latina.
 
Fonte: Migrações de nordestinos para o sudeste
Cap. 13
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Aécioporto sob investigação

24/07/2014


O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou, terça-feira (22), na Procuradoria Geral da República (PGR), pedido de instauração de inquéritos civil público e criminal para investigar o uso de recursos públicos na construção de uma pista de pouso nas terras  da fazenda do tio-avô do candidato tucano Aécio Neves, foram solicitadas, também,  informações oficiais se o aeroporto opera com autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Segundo denúncia veiculada na imprensa escrita e falada, parentes próximos do candidato do PSDB à Presidência da República detêm as chaves do aeroporto da cidade de Cláudio (MG), (27 mil habitantes), construído durante o mandato de Aécio como governador de Minas Gerais. Há menção de que haveria falta de envio dos pertinentes documentos à ANAC para manter o controle do local, de propriedade privada, em que foi construído  o aécioporto com dinheiro público.
A construção e administração irregular do aeródromo se configurariam em ato de improbidade administrativa, desrespeito ao Código Brasileiro da Aeronáutica e em crimes de peculato, emprego irregular de verbas públicas e de prevaricação.


É inevitável , portanto, o questionamento dos gastos milionários em um aeroporto que é somente uma pista de asfalto como o de uma rua qualquer e que custou o mesmo que um aeroporto completo, com capacidade de receber Boeings 737 da aviação comercial.

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Matéria do Sertão Baiano sobre possível falta de água em Xique-Xique chama atenção da imprensa em todo Brasil

23/07/2014

Previsão apocalíptica é do diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto do Município; problema também pode afetar abastecimento da Região de Irecê.


Daniel Pinto

A cidade de Xique-Xique, no Vale no São Francisco, é conhecida em todo o estado pela exuberância das águas do Velho Chico. Entretanto, a escassez de chuva nos últimos 120 dias provocou uma baixa significativa no volume de água do Canal do Guaxinim, que atende a demanda dos mais de 50 mil moradores na sede e zona rural. “Se o cenário não for alterado, o abastecimento de Xique-Xique pode ser interrompido em 40 dias”, observou Edgardo Pessoa Filho, diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), autarquia da Prefeitura Municipal. A previsão apocalíptica foi feita nesta terça-feira (22), durante entrevista ao Jornal Popular, da Líder FM, apresentado por Jailza Saille.

Em conversa com a reportagem do Sertão Baiano, Edgardo Pessoa foi ainda mais incisivo: “pode ser 40 dias ou menos, depende exclusivamente da comunicação entre o Canal do Guaxinim e o São Francisco”. De acordo com o gestor, o problema afeta a navegabilidade do rio e impacta diretamente na agricultura familiar. “Em alguns trechos, não se pode mais passar com barcos de médio e até mesmo de pequeno porte. Em outros, especialmente em algumas ilhas, as pessoas têm que andar 8 kg para encontrar água. Esse transtorno prejudica diretamente a pesca, o consumo animal e a irrigação das culturas de subsistência”.

Segundo o diretor do SAAE, o racionamento não é a solução viável, já que o problema não é a quantidade de água e, sim, a fonte. “A grande questão é que o braço onde captamos água está perdendo a ligação com o rio. Podemos fazer a drenagem e alargar o canal, o que acaba sendo um paliativo se o volume de água continuar caindo. Outra solução é diversificar a fonte, mas essa opção depende de um grande investimento que o município não pode fazer sozinho”. Nesta quarta-feira (23), Edgardo Pessoa Filho e o prefeito de Xique-Xique, Ricardo Bessa Magalhães, vão inspecionar o Canal do Guaxinim para produzir diagnóstico atualizado.

Num cenário pessimista, onde haja queda no volume de água de todos os afluentes, o problema pode afetar a Adutora do São Francisco - que abastece a Região de Irecê - e também o Baixio de Irecê, perímetro de irrigação destacado pela Codevasf como alternativa para o fortalecimento da economia e desenvolvimento social de todo território.

sertaobaiano.com.br   

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Convite a Ariano Suassuna (Republicação)









CONVITE A ARIANO SUASSUNA
Autor: Nilson Machado de Azevedo

Esse cabra fi-da-mulesta
Não é um galego ariano
Nasceu em João Pessoa
No litoral paraibano
Ele é bom no repente
Mas vai perder no oxente
Pra mim que sou baiano!

Convido mestre Suassuna
Ele agora me explique
Se quer fazer cantoria
Na feira de Xiquexique...
Aceitando meu desafio
Com Elba Ramalho num trio
Nós vamos cantar um repente.

Ariano, traga João Grilo
Aquele cabra da peste
E o fi-duma-égua do Chicó
Pensando, ninguém merece...
O cangaceiro Severino
De valente virou mofino
E a gente se compadece.

Xiquexique está esperando
Vai ter ensopado de Jacu
Lá no meio da Jota Avenida
Com farinha, tomate e chuchu
Sem engasgar com  a jacusada
Vai ser uma farra danada
Com tira gosto de sobrecu.

Nilson Machado de Azevedo


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Morre o escritor Ariano Suassuna aos 87 anos

O escritor foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Real Português, em Recife (PE), na noite desta segunda-feira (21) após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Ele estava em coma e respirava com ajuda de aparelhos.
Ariano Suassuna nasceu em João Pessoa, em 16 de junho de 1927. Seu pai, João Suassuna, governou o estado da Paraíba entre 1924 e 1928 e foi assassinado no Rio de Janeiro em consequência da Revolução de 1930, quando Ariano tinha apenas 3 anos.
No mesmo ano, sua mãe voltou com os 9 filhos para uma cidade no sertão da Paraíba, Taperoá, onde o escritor começou a frequentar a escola. Doze anos depois, a família se mudou para Recife e, em 1946, Ariano entrou na Faculdade de Direito.
Seu interesse por teatro se manifestou logo. Ainda na faculdade, Suassuna fundou com outros colegas o Teatro do Estudante Pernambucano e escreveu sua primeira peça, “Uma mulher vestida de sol”, que foi premiada.
Formou- O escritor foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Real Hospital se em 1950, mas nunca abandonou seu interesse pelo teatro. Produziu diversas peças neste período e seu maior sucesso, “O Auto da Compadecida”, foi escrita em 1955.
Com ela, o autor ganhou prêmios e projeção nacional e internacional. O texto foi traduzido para nove idiomas e adaptado para o cinema pelo diretor Guel Arraes em 2000.
Em 1957, Ariano se casou com Zélia de Andrade Lima, com a qual teve seis filhos. Foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura, do qual fez parte de 1967 a 1973 e do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, no período de 1968 a 1972.
Em 1969, foi nomeado Diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, ficando no cargo até 1974.
Seu interesse pela cultura o fez lançar em Recife, em 1970, o “Movimento Armorial”, que buscava o desenvolvimento e o conhecimento das formas de expressão populares tradicionais.
O escritor também foi Secretário de Educação e Cultura do Recife de 1975 a 1978 e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) por mais de 30 anos, onde ensinou Estética e Teoria do Teatro, Literatura Brasileira e História da Cultura Brasileira.
Ariano Suassuna era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1989. 
Atualmente, estava engajado na campanha do candidato à presidência  Eduardo Campos (PSB), participando do lançamento de sua candidatura em abril em Brasília e também de um encontro com a militância de Campos no início de julho.


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Xiquexique pode ficar sem abastecimento de água


A escassez de chuva que atinge o Vale do São Francisco há 120 dias pode fazer com que a cidade de Xiquexique fique sem água se a situação não for revertida, afirmou Edgardo Pessoa Filho, (GAL) diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).


Edgardo Pessoa Filho (Gal)
“Se o cenário não for alterado, o abastecimento de Xiquexique pode ser interrompido em 40 dias”, observou Edgardo durante entrevista, ontem (22), que concedeu a uma emissora de rádio. Segundo ele, a falta de chuvas fez com que o volume de água do Canal do Guaxinim baixasse significativamente, o que afetou a navegabilidade e a agricultura da região. Gal alertou que o racionamento não é uma solução, já que o problema não é a quantidade de água e sim a fonte.

“A grande questão é que o braço onde captamos água está perdendo a ligação com o rio. Podemos fazer a drenagem e alargar o canal, o que acaba sendo um paliativo se o volume de água continuar caindo. Outra solução é diversificar a fonte, mas essa opção depende de um grande investimento que o município não pode fazer sozinho”, afirmou.

O Diretor do SAAE  e o prefeito Ricardo Magalhães deverão inspecionar o local para buscar um diagnóstico mais preciso.

 Fonte: Sertão Baiano

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TSE divulga perfil dos candidatos às eleições de outubro






O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou ontem  (22) o perfil dos candidatos às eleições de outubro. Segundo o tribunal, 24,9 mil candidatos vão disputar 1.709 vagas para os cargos de deputado federal, estadual e distrital, senador, governador e presidente da República, além de suplentes para o Senado e vices.

De acordo com o levantamento, o cargo mais concorrido é o de deputado distrital. São 1.003 candidatos para 24 vagas, o que representa uma concorrência de 41,79 por vaga. Deputado federal e estadual têm concorrência de 13,19 candidatos por vaga e 15,71 candidatos por vaga,  respectivamente.

O partido que mais tem candidatos é o PT, com 1.323, seguido pelo PSB (1.264); Psol (1.221); PMDB (1.198); PV (1092) e PSDB (1.086). A legenda com menos candidatos é o PCO (46).

De acordo com o grau de instrução, 45% dos candidatos (11.429) têm curso superior completo. Cerca de 30% têm ensino médio completo, e 1% (254) apenas lê e escreve.

O número de mulheres que vão disputar as eleições de outubro subiu em relação ao pleito de 2010, quando 5.056 registraram candidaturas (22,4 %  do total). Este ano, serão 7.437 mulheres (29,81% do total de candidatos).

Com relação à faixa etária, os dados mostram que 60% dos registros são de candidatos que têm entre 40 e 59 anos. Três registros são de pessoas maiores de 100 anos. A maioria dos pedidos de registros é de empresários (9,3%); advogados (5,5%); deputados (4,28%) e vereadores (4,21%).

Os números poderão ser atualizados até o dia da eleição, pois os pedidos de registro ainda serão julgados pelos juízes eleitorais e novas informações devem ser recebidas pelos tribunais regionais eleitorais. Após a decisão da Justiça Eleitoral, os candidatos estão aptos a concorrer. Além disso, as coligações podem mudar os candidatos que escolheram.

A entrega do registro não garante a participação do político nas eleições. Após parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), os pedidos são julgados por um juiz eleitoral, que verifica se as formalidades foram cumpridas.

Para estar apto a concorrer às eleições de outubro e ter o registro deferido pela Justiça Eleitoral, além de não se enquadrar na Lei da Ficha Limpa, os candidatos devem apresentar declaração de bens, certidões criminais emitidas pela Justiça, certidão de quitação eleitoral que comprove inexistência de débito de multas aplicadas de forma definitiva, entre outros documentos, como previsto na Lei das Eleições (Lei 9.504/97).

O primeiro turno do pleito deste ano será em 5 de outubro. O segundo está marcado para o dia 26, nos casos de eleições para governador ou à Presidência da República em que o primeiro colocado não obtiver 51% dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.

 
 
 
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Classe média no Nordeste cresce e supera pobres

22/07/2014



O Nordeste assistiu à diminuição significativa de sua população pobre nos últimos dez anos.



A classe média está ultrapassando o total de pobres e vulneráveis na única região do país em que ela ainda não era maioria. No Nordeste, segundo levantamento da consultoria Plano CDE com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012, a classe C conta com 23,9 milhões de pessoas e há outros 23,7 milhões entre a D e E. Apesar de o primeiro grupo ser ligeiramente maior, ambos representam 45% da população.

Com essa estrutura, a pirâmide de renda da região, semelhante à do Brasil em 2004 - quando tanto a classe C quanto a D e E representavam cerca de 42% do total -, encontra mais espaço para o desenvolvimento social e uma consequente expansão do consumo, pondera Luciana Aguiar, sócia-diretora da consultoria. No Sudeste, por exemplo, 54% estão na classe média e 17% na baixa renda.

O Nordeste assistiu à diminuição significativa de sua população pobre nos últimos dez anos. Entre 2001 e 2012, o ganho de renda das famílias, mais expressivo entre as classes D e E, reduziu a participação da chamada base da pirâmide de 66% para 45% dos nordestinos. A tendência de crescimento real da renda entre os domicílios mais pobres da região indica que esse movimento deve continuar nos próximos anos.

O país passou por uma dinâmica semelhante, mas a "virada" aconteceu antes. Os dados da Pnad de 2012 apontam que pouco mais de 50% dos brasileiros fazem parte da classe média. Há outros 25% na classe baixa e 21% de ricos


Para Luciana, a tendência de aumento nos rendimentos mais forte entre as famílias de baixa renda deve se sustentar na região nos próximos anos, garantida pela manutenção de políticas de distribuição de renda como o Bolsa Família e pelo forte investimento governamental e privado nos polos industriais - Pecém no Ceará e Suape em Pernambuco, por exemplo. O ritmo, contudo, deve ser influenciado pela desaceleração da atividade no último ano e perder fôlego, ressalva.

Em outra frente, a economia da região pode ser impulsionada pela composição atual da estrutura etária. "O Nordeste ainda vai passar pelo bônus demográfico", ressalta Luciana, referindo-se à participação dos jovens de 15 a 29 anos na população local, de 26%. Esse vetor, porém, está condicionado ao processo de qualificação profissional da classe média e dos pobres e vulneráveis na região. "Sem uma preparação para competir por um bom emprego, eles podem perder a oportunidade", avalia.

Um dos achados mais importantes da pesquisa da Plano CDE trata do empreendedorismo individual no Nordeste. Segundo os números da Pnad, metade da classe média é formada por informais ou trabalhadores por conta própria. Essa característica explica, por exemplo, o sucesso do segmento porta a porta - que também resolve a dificuldade de distribuição e penetração que o varejo tem entre as classes de menor renda - e pode virar oportunidade de negócio para as empresas interessadas em investir na região. "Elas podem ganhar muito se virem o consumidor também como parceiro de negócios", defende.

Além dos exemplos das marcas de cosméticos, Luciana lembra a iniciativa mais recente da Danone, que anunciou expansão da venda porta a porta de iogurte - que vinha sendo testada desde 2011 na Bahia - para outros Estados da região. Em entrevista ao Valor no fim de 2013, a diretora de sustentabilidade, Adriana Matarazzo, afirmou que as 300 mulheres capacitadas em Salvador durante o projeto conseguiam vender, juntas, em média 40 toneladas de iogurte por mês, ou 400 mil unidades.

Fonte: Valor Econômico


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