Pesquise no A Voz

Carregando...



PRESTE ATENÇÃO ELEITOR

sexta-feira, 30 de setembro de 2016





Às vésperas do primeiro turno das eleições municipais, os eleitores devem estar atentos às resoluções e normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Propagandas partidárias no dia das votações, por exemplo, são crime. Ir à seção eleitoral sem documento com foto pode impedir o seu voto. E nem pense em tirar uma selfie para registrar a urna! Esclareça, aqui, algumas dúvidas sobre o dia do pleito.

Qual é o horário da eleição?

O eleitor pode ir a sua seção eleitoral e votar das 8h às 17h, considerado o horário local de seu município.

Preciso levar o título ou só um documento com foto?

O eleitor vota com o título de eleitor, mas é possível votar apenas com o RG, desde que o eleitor esteja com a situação eleitoral regularizada. Além do RG e título, é possível votar com o passaporte, certificado de reservista, carteira de trabalho, carteira nacional de habilitação e carteira de categoria profissional. No momento da votação, não são aceitas certidões de nascimento e casamento como documento de identificação.

Voto nulo pode anular a eleição?

Não, pois votos nulos não são considerados válidos.

Nulo é diferente de branco?

Sim. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, por exemplo, "00", e depois a tecla "confirma". O TSE considera como voto nulo aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto. Já o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Hoje em dia, para votar em branco é necessário que o eleitor pressione a tecla "branco" na urna e, em seguida, a tecla "confirma". Atualmente, o TSE considera apenas os votos válidos, que são os votos nominais e os de legenda, para os cálculos eleitorais, desconsiderando os votos em branco e os nulos.

Não vou poder votar. Como justifico a ausência? Precisa ser no dia?

O eleitor que não estiver na cidade onde vota pode justificar a ausência. Para isso, é preciso levar o título de eleitor e documento de identificação com foto à seção eleitoral mais próxima. A justificativa pode ser feita no dia da eleição e também até 60 dias após a votação. É necessário justificativa para cada turno em que o eleitor foi ausente.

Quem tem preferência para votar?

Eleitores maiores de 60 anos, enfermos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, grávidas e lactantes, aqueles acompanhados de criança de colo, candidatos, juízes eleitorais, funcionários a serviço da Justiça Eleitoral, promotores públicos a serviço da Justiça Eleitoral e policiais militares em serviço.

Que tipo de campanha é permitida no dia da votação?

A legislação permite a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos. Mas, é vedado, até o fim do horário de votação, qualquer ato que caracterize manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos, tal como a aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado.

E quais propagandas são proibidas no dia da eleição?

É crime fazer propaganda de boca de urna, como entregar "santinhos". A lei estabelece a punição de detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de R$5 mil a R$15 mil. Também constituem crimes, no dia da eleição, segundo a lei: o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata; e a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos.

O eleitor que for flagrado praticando tais crimes receberá as mesmas punições. Com relação a práticas vedadas ao eleitor, é proibido trocar voto por dinheiro, material de construção, cestas básicas, atendimento médico, cirurgia, emprego ou qualquer outro favor ou bem, assim como cobrar pela fixação de propaganda em seus bens móveis ou imóveis.

Meu candidato pode me oferecer transporte para ir votar?

Nenhum veículo ou embarcação poderá fazer transporte de eleitores desde o dia anterior até o posterior à eleição, salvo: se a serviço da Justiça Eleitoral; coletivos de linhas regulares e não fretados; de uso individual do proprietário, para o exercício do próprio voto e dos membros da sua família; e o serviço normal, sem finalidade eleitoral, de veículos de aluguel.

Posso levar aparelhos eletrônicos, como celular, para a cabine eletrônica ou fazer selfie na hora da votação?

Para garantir o sigilo do voto, é proibido ao eleitor o uso de celular, inclusive para tirar selfie, durante o voto. Máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação ou qualquer instrumento que possa comprometer esse sigilo também são proibidos. Cabe à mesa receptora reter esses objetos enquanto o eleitor estiver votando.

É permitido levar uma "cola" eleitoral na hora do voto?

Sim. O eleitor pode levar uma "cola" com números de seus candidatos no dia da eleição, para agilizar o tempo de votação. Porém, essa "cola" não pode estar em aparelhos eletrônicos, apenas em papel.

Posso votar usando camisetas, broches ou adesivos do candidato de minha preferência?

Sim. É permitida, no dia das eleições, a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, através do uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos. O uso de vestuário ou objeto com qualquer propaganda de partido político, de coligação ou de candidato, porém, é proibido aos servidores da Justiça Eleitoral, aos mesários e aos escrutinadores, nas seções eleitorais e juntas apuradoras. Os fiscais partidários, nos trabalhos de votação, podem usar apenas crachás com o nome e a sigla da legenda ou coligação a que sirvam, também sendo vedada a padronização do vestuário.

Se eu topar com algo irregular, a quem recorrer?

O eleitor que presenciar infração de candidato com propaganda irregular nas zonas eleitorais pode enviar denúncia, com foto, pelo site do TSE ou registrá-la pessoalmente em cartórios eleitorais. Ao denunciar, o cidadão precisa se identificar e descrever a infração, informando o local (endereço), a data e hora do ocorrido, o candidato ou partido que foi beneficiado. Não são aceitas denúncias anônimas, mas o sigilo da identidade do denunciante é garantido.

Como funciona a lei seca?

Não há uma Lei Federal que estabeleça a proibição da venda de bebidas alcoólicas no dia da eleição, segundo o TSE. O que normalmente ocorre é a edição de portarias pelas Secretarias de Segurança Pública estaduais ou municipais. Eventualmente, essas portarias são assinadas em conjunto com o presidente de TRE ou com o juiz eleitoral da circunscrição do pleito e sua divulgação é feita pela forma que tiver maior alcance (internet, rádio, televisão, jornais e etc).

Crianças podem acompanhar o eleitor na hora de votar?

Somente pessoas que tenham alguma restrição de acessibilidade, que tenham dificuldade de locomoção, de visão ou que precisem de um auxílio para votar podem ser acompanhadas na cabina de votação por uma pessoa de sua confiança. Ou seja, um eleitor que tenha plena condição de votar não pode ser acompanhado pelo filho ou filha ou outro parente na cabina.

Qual a regra para ter segundo turno? Se tiver, quando vai ser?

Pela Constituição Federal, deve haver eleição em segundo turno para prefeito quando nenhum dos candidatos obtém, no primeiro turno, mais da metade dos votos válidos, ou seja, dos votos dados exclusivamente aos candidatos que concorreram ao cargo em cidades com mais de 200 mil eleitores. Nesse caso, disputam o segundo turno os dois candidatos a prefeito mais votados. São Paulo é o estado com maior número de municípios com mais de 200 mil eleitores, sendo 28 no total. O segundo turno será realizado no dia 30 de outubro.
Leia Mais

Pela primeira vez na história, funcionários do Itamaraty entram em greve



Ela está passando quase despercebida, sem tsunamis nem marolas significativas na mídia. Trata-se da primeira greve dos funcionários do Itamaraty.
Começou no dia 22 de agosto. Até o momento, teve a adesão, além dos sediados no Brasil, de funcionários de 112 repartições diplomáticas brasileiras pelo mundo.
Com a greve, ficaram prejudicadas algumas atividades do serviço consular, como, por exemplo, a emissão de passaportes, certidões e outros serviços. Nota Bene: a greve era dos chamados "funcionários de chancelaria", não dos diplomatas de carreira.
Há uma série de reivindicações ligadas à carreira funcional. A mais importante delas é a de equiparação salarial às demais carreiras chamadas "de Estado", como Polícia Federal, Receita, Tesouro Nacional. Caso atendida, a reivindicação vai significar um reajuste de cerca de 30% nos salários.
No dia 21 de setembro, durante a presença de Michel Temer em Nova Iork, para abrir a Assembleia Anual da ONU, os funcionários lotados nesta cidade, em Chicago e em Boston fizeram uma manifestação em favor das reivindicações. Entregaram uma carta a José Serra, assinada pela presidenta do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério de Relações Exteriores (Sinditamaraty), Suellen Paz.
Os grevistas têm se queixado da dificuldade de negociar com Serra. Este determinara o corte do ponto dos que aderiram a greve. Entretanto o Superior Tribunal de Justiça Federal determinou a suspensão do corte, reconhecendo a legalidade da greve, o que foi considerado uma vitória pelo sindicato.
O Sinditamaraty também denunciou práticas de assédio moral, antissindicalistas e intimidatórias contra os grevistas.
Diante destes desenvolvimentos, a greve parece encaminhar-se para o final. O sindicato, depois de assembléia presencial realizada em Brasília, na quarta-feira (28), encaminhou votação neste sentido pela internet a partir das 20 h daquele dia até as 20h de sábado (1º).
As informações podem ser confirmadas no site do sindicato: www.sinditamaraty.org.br .
A greve e a entrega da carta poderiam ajudar a explicar o clima de chilique do ministro ao retornar da viagem aos EUA, que teria ameaçado demitir todos os seus assessores, menos um. Como costuma acontecer nestes casos, não deu para confirmar a notícia. Mas também não houve nenhum desmentido.
Leia Mais

GAL PESSOA, UM VEREADOR ESPECIAL

Gal  Pessoa é o nosso candidato a Vereador 2016 em Xique-Xique.

Ele  já demonstrou, de forma cabal, com provas e  convicções,  que é o melhor candidato, quer pela  sua vitoriosa administração à frente do SAAE, quer por  suas  ideias progressistas,  por seu caráter, pela sua comprovada honestidade, pela cultura  e  inteligência.


*QUARTA VITÓRIA SEGUIDA DE GAL CONTRA OS ADVERSÁRIOS!*

1ª: Todas as CONTAS de Gal foram APROVADAS no SAAE;
2ª: A denúncia feita pela oposição foi ARQUIVADA pelo TCM por falta de provas;
3ª: A JUSTIÇA ANULOU o Ato 119/2016 da Câmara, fazendo GAL Retornar como Vereador....
4ª: O Ministério Público deu parecer para ANULAÇÃO DO PROCESSO DA CÂMARA DESDE O SEU INÍCIO!

Quatro Vitórias que denotam a conduta correta de GAL junto ao SAAE.

Mais uma vez o bem e a verdade vencem o mal a mentira, e o bem e a verdade continuarão a vencer, pois Deus, a Justiça e as pessoas de bem estarão no comando dos destinos do nosso município.


Viva Xique-Xique com o nosso vereador  GAL!

Gal Pessoa é candidato a vereador de Xique-Xique pelo PDT na coligação O MELHOR PARA XIQUE XIQUE.   (PP / PSD / PSDB / PSB / PDT / PT / PC do B)

Nome

Edgardo Pessoa da Silva Filho (GAL PESSOA)

Idade

47 anos

Nascimento

24/11/1968

Naturalidade

Xique Xique - BA

Estado Civil

Divorciado

Ocupação
Empresário


Grau de Instrução

Superior Completo


GAL PESSOA  12345
Leia Mais

Por falar o óbvio, Meirelles golpista vai ganhar o premio Nobel de Economia



Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, critica as "obviedades" ditas pelo ministro da Fazenda, como a de que “teremos a recuperação da arrecadação assim que a economia retomar seu crescimento”; "Não diga, Ministro! Genial, acho que vão lançar sua candidatura ao Nobel de Economia", ironiza.

Por Fernando Brito, do Tijolaço


A falta de qualquer projeto econômico para o país senão o de cortar “custos” (custos, leia-se, são aposentadorias, salários, educação, saúde, não confunda com juros altos nem reajuste para os altos salários), o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não faz jus à sua inteligência dizendo obviedades como a que está aí acima, reproduzida do Estadão:

“Teremos a recuperação da arrecadação assim que a economia retomar seu crescimento”

Não diga, Ministro! Genial, acho que vão lançar sua candidatura ao Nobel de Economia, concorrendo com afirmações tautológicas como “nossos gastos vão diminuir quando as despesas diminuírem” ou “a receita da empresa vai aumentar quando as vendas aumentarem”.


Mas permita uma perguntinha ingênua, de quem não tem a sua sapiência: quer dizer que se a arrecadação cresce quando a economia se recupera, não será igualmente verdade que quando a arrecadação afunda é porque a economia está afundando?

E quando a arrecadação afunda de forma muito forte não é sinal de que porque a economia está desacelerando de forma intensa?

Vou dar um exemplo, bem básico. A produção de caminhões – um excelente indicador do nível de atividade das empresas, num país onde o transporte rodoviário é tudo, caíram 6,1% em agosto em relação a julho e 24,3% frente agosto de 2015.

Ministro Meirelles, o que está ficando claro, mesmo, é que se dependesse do senhor – e não das cobranças públicas de Lula por redução de juros e estímulo à economia – o tsunami não teria sido marolinha…
Leia Mais

Greve: OAB pede prisão de presidente do Sindicato dos Bancários




Liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a abertura das agências por duas horas por dia durante o período da greve

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Pernambuco (OAB-PE) pediu a prisão da presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, caso a entidade não cumpra determinação judicial de garantir quantidade mínima de funcionários em atendimento nos caixas durante a greve da categoria.

Uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a abertura das agências por duas horas por dia durante o período da greve, com 30% dos funcionários trabalhando. O sindicato argumentou que já está cumprindo a Lei de Greve, com 30% da categoria em serviço, não necessariamente em todas as agências.




Na ação civil pública apresentada hoje (29), além da prisão da sindicalista, a OAB pede o aumento do valor da multa por descumprimento da ordem, de R$ 10 mil para R$ 100 mil diários.

A origem do embate entre a OAB e o Sindicato dos Bancários é o pagamento de alvarás, que só pode ser feito nos caixas dentro das agências. Os alvarás são ordens de pagamento da Justiça em favor de uma pessoa física que servem, por exemplo, para o recebimento de pensão alimentícia depositada em juízo, de valores resultantes de reclamações trabalhistas ou de discussões locatícias. Se o pagamento do alvará não é feito, os advogados ficam sem a sua remuneração, já que os honorários são um percentual cobrado, normalmente, em cima do recurso ganho judicialmente.

Em assembleia, os bancários decidiram que a responsabilidade de organizar o atendimento (usando o contingente que não aderiu à greve) é dos bancos, e não do movimento grevista. O sindicato considerou o pedido da OAB à Justiça um desrespeito ao direito de greve e disse que lei que determina o funcionamento de 30% do serviço já vem sendo cumprida e que os alvarás deveriam ser pagos em agências que estão dentro dessa margem.

A presidente do sindicato, Suzineide Rodrigues, disse que o Banco do Brasil se organizou para disponibilizar o pagamento dos alvarás, mas a Caixa Econômica Federal se negou a fazer o mesmo.“A Caixa não quer convocar, porque ela tem gente na agência. Inclusive em notas oficiais ela tem dito que tem 40% do contingente trabalhando. A categoria aprovou por unanimidade que a Caixa pode abrir a agência que o sindicato ou os bancários não vão intervir. Qual é o problema? É que querem que o sindicato faça uma coisa que não é de sua alçada, que é impor aos bancários que estão de greve, que tem a função de caixa, que trabalhem. A gente não tem esse poder”, argumentou.

Sobre o pedido de prisão, a sindicalista disse que não pode ser responsabilizada por uma decisão que cabe aos bancos. “Eu não respondo pela Caixa. Eu respondo pela política do sindicato, pela greve, pela convocação, pelas assembleias, mas não pela gestão do banco. Mas se eu for presa é por uma causa justa, porque estou defendendo um interesse da categoria e estou seguindo rigorosamente o definido em assembleia.”

Em nota, a Caixa informou “que a federação e o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários devem providenciar o cumprimento da decisão, convocando os empregados para que ao menos 30% compareçam para trabalhar, propiciando o atendimento mínimo necessário, conforme determinação judicial”.

O presidente da OAB-PE, Ronnie Duarte, disse que a cobrança foi feita ao sindicato, e não aos bancos, porque a entidade é a responsável pela deflagração da greve. “É ele quem representa todos os bancários. A instituição bancária não pode convocar funcionários em greve sob pena de ser acusada de assédio moral.”

“O direito de greve é legítimo, a reivindicação é razoável, mas o exercício desse direito vem ocorrendo em desacordo com a legislação. A adesão dos caixas ao movimento é integral, então as atividades bancárias como o pagamento de alvarás, que não pode ser feito por via eletrônica, vem sacrificando a população”, argumentou.

A OAB diz que o percentual de 30% de funcionários em serviço determinado por lei não está sendo cumprido, porque há serviços totalmente parados.


GREVE

Os bancários estão em greve há mais de três semanas em todo o Brasil. Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 14,78%, dos quais 5% são de aumento real. A pauta inclui reajuste sobre a participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales alimentação e refeição, e auxílio-creche/babá no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880).

Atualmente, os bancários têm um piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 para os funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria). Até agora, a proposta dos bancos, apresentada no último dia 9, foi de reajuste de 7% para os salários e benefícios, além de um abono de R$ 3.300. O reajuste seria aplicado também ao PLR.
Leia Mais

Candidato a prefeito é morto a tiros e vice-governador baleado em carreata

quinta-feira, 29 de setembro de 2016


candidato José Gomes, de camisa vermelha, minutos antes de ser morto
O ex-prefeito e candidato à prefeitura de Itumbiara (GOJosé Gomes da Rocha (PTB), o Zé Gomes, foi morto a tiros durante carreata eleitoral nesta quarta-feira (28) na cidade, localizada a 204 quilômetros de Goiânia. O vice-governador de Goiás, José Eliton (PSDB), participava do ato e também foi baleado.


O vice-governador passou por uma cirurgia e não corre risco de morte. Ele foi levado de helicóptero a Goiânia, tendo sido antes internado no Hospital de Urgências da cidade de Itumbiara

O atirador era auxiliar de serviços gerais da Secretaria Municipal de Saúde de Itumbiara. No crime, ele usou uma pistola 40 mm. O advogado da prefeitura de Itumbiara, Célio Rezende, também foi atingido. Um policial que servia de segurança na carreta também foi baleado e morto.


O crime aconteceu por volta das 18h, quando o carro que levava o candidato e o governador em exercício passava pela avenida Modesto de Carvalho, próximo ao bairro Novo Horizonte. O autor dos disparos e um policial militar morreram minutos depois do atentado em tiroteio.

O atirador dirigia o carro na direção contrária à carreata. Ninguém percebeu o que ele iria fazer até que se ouviu os disparos. "Deu para ouvir uma sequência muito grande de disparos. Depois, foi a vez de um dos seguranças da carreata reagir e aí teve mais tiros", disse uma testemunha, participante da carreata politica transformada em tragédia.
Leia Mais

EXTRAÇÃO DE MEL DE ABELHA DÁ LUCRO NO SEMIÁRIDO BAIANO





Agricultores familiares de municípios do Norte da Bahia, como Campo Alegre de Lourdes, Casa Nova, Remanso, Pilão Arcado, Juazeiro, Uauá, Curaçá, Sobradinho e Sento Sé, apostaram na potencialidade que a apicultura oferece e estão se especializando na produção de mel e cera.

Somente Campo Alegre de Lourdes, de janeiro a abril desse ano (melhor período para exploração da apicultura), comercializou cerca de 160 toneladas de mel. O valor do quilo do produto, na cidade, gira em torno de R$ 4,30. Dessa forma, a apicultura contribuiu para circulação no comércio local com aproximadamente R$ 666,5 mil reais. O mais relevante em relação ao produto é que o custo de produção não passa de R$1,50, o que proporciona aos apicultores familiares um lucro real em torno de 65%, por quilo de mel.

Na região, a produção de mel, em 2011, ficou dessa forma: Remanso, com 64 toneladas (t); Pilão Arcado, 63t; Canudos, com 61t; Casa Nova, 62,08t; Juazeiro, 22,02t; Uauá, 26t; Curaçá, 17,24t; Sobradinho, 11,72t; e Sento Sé, com 858kg, totalizando, somente no território do Sertão do São Francisco, uma produção de 483.128 quilos de mel.

Para potencializar a qualidade de vida do sertanejo, a apicultura é uma das atividades com o melhor custo benefício para investimento da agricultura familiar. O primeiro passo foi intensificar as ações através de capacitações e dias de campo, realizados junto aos agricultores do território. O sucesso foi imediato e pode ser sentido este ano, onde a produção de mel foi potencializada em 89%, em relação ao ano passado.


Exemplos exitosos

Um exemplo de sucesso da apicultura, dentro do território, está na comunidade de Riacho Grande, em Casa Nova (a 570 quilômetros de Salvador). É o agricultor familiar, José Carlos Azevedo, 44, que, através de uma oficina de apicultura, realizada pela EBDA- Empresa Baiana  de Desenvolvimento Agrícola-  se estimulou a produzir mel e hoje atingindo excelentes resultados, tornando-se um multiplicador de conhecimentos em sua comunidade.

“Em 2010, recebi dois treinamentos, elaborei um projeto junto com a EBDA, voltado para apicultura, e logo em seguida procurei o banco e financiei 60 colmeias, que me proporcionaram passar, de 200kg por ano, em 2009, para 1,2kg de mel, no ano seguinte. Hoje, mais qualificado com a atividade, já consigo produzir o dobro de mel, com as mesmas 60 colmeias. A apicultura se tornou, para mim e minha família, a principal atividade de geração de renda,” comentou o apicultor.

O envolvimento de José Carlos e de sua esposa, Silvia Brasil, também agricultora familiar, com a apicultura, é medido pela sua filha, Lorena Azevedo, de 6 anos, que já possui seu próprio macacão de apicultora e que já colhe, junto com seu pai, o mel produzido na propriedade. “Quando eu crescer quero ser apicultora e ter minhas próprias colmeias” disse a pequena Lorena.

Os agricultores familiares que desejarem investir na apicultura devem procurar um dos escritórios da EBDA

          
Rua Vasco Filho, 70 - CA - - Centro - Feira de Santana, BA - CEP: 44001-400
        ( Perto da Concessionária Fiat Jacuípe da Av. Presidente Dutra)
        Telefones:
  • (75) 3623-4198
  • (75) 3623-8303
  • (75) 3623-8308
  • e solicitar uma visita técnica. A empresa pretende incentivar o aumento do beneficiamento dos apicultores familiares, que devem ter em seus projetos comerciais a aquisição do selo do Serviço de Inspeção Federal (SFI) o que os tornam, legalmente, aptos para comercializar em qualquer estabelecimento comercial.
Leia Mais

"O PT pode ter cometido erros. Mas veja quantos erros a elite cometeu."





O ex-presidente Lula fez campanha na noite desta quarta-feira 28 pelas cidades de Campinas e Sumaré, no interior de São Paulo, onde Marcio Pochman e Tito disputam a Prefeitura pelo PT, respectivamente. Lula destacou que o próximo domingo, quando ocorrerá a eleição, "não é dia de depositar ódio na urna. É dia de depositar sonhos e esperança".

Em Sumaré, Lula pediu aos eleitores para que comparem os anos de governo do PT com os "500 anos de história" para ver o melhor resultado. "É verdade que o PT pode ter cometido erros. Agora, compare os 500 anos de história e vejam quantos erros a elite cometeu neste país", disse.

Lula voltou a fazer duras críticas ao governo de Michel Temer. "Essa gente vai esperar passar as eleições e vai aprovar a PEC 241 para congelar o gasto com saúde e educação durante 20 anos", alertou. "Significa que vai piorar a educação e a saúde. Eles querem aumentar a idade de aposentadoria, inclusive a da mulher", acrescentou.

Mais cedo, em Campinas, ele voltou a denunciar a perseguição judiciária contra ele com as denúncias da Lava Jato. "Quero que façam todas as investigações que tiverem que fazer. Só quero que me respeitem como eu respeito eles", declarou.

O ex-presidente provocou ainda os candidatos dos partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff. "Por mais defeitos que alguém achasse na Dilma, ela teve 54 milhões de votos. Eles caçaram esses votos... e agora vêm pedir voto pra vocês", disse. Para Lula, "esse país chegou a ser muito respeitado no mundo" e "não merece ter um governo surgido num golpe parlamentar".
Leia Mais

Após o "pito" que levou da Globo, Michel Temer telefona, cabisbaixo, para Faustão para se explicar

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Ô LÔCO, BICHO

Há algo mais vergonhoso do que Temer ligar para o Faustão se explicando: é o Faustão vazar a conversa.
A coluna de Josias de Souza, no Uol, contou a história. Michel quis falar para o apresentador sobre o que o levou a baixar a reforma do ensino médio por medida provisória.
No domingo passado, como se sabe, Fausto Silva fez um de seus desabafos pseudo espontâneos.
“Essa porra desse governo nem começou, não sabe se comunicar e já faz a reforma sem consultar ninguém”, discursou, metido numa camisa vermelha.
“Então, o país que mais precisa de educação faz uma reforma com cinco gatos pingados que não entendem porra nenhuma, que não consultam ninguém e aí, de repente, tiram a educação física, que é fundamental na formação do cidadão”, continuou.
“Aí, quando você percebe, um país como esse, que tem uma saúde de quinta, não tem segurança, não tem emprego, não tem respeito a profissões básicas. O país que não respeita professor, pessoal da polícia e pessoal da área de saúde e um país que não oferece o mínimo aos seus cidadãos”.
De acordo com Josias, Carlos Magno disse a Faustão que não é verdadeira a versão de que a educação física foi excluída do currículo e que os resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) “revelaram um desempenho sofrível dos estudantes brasileiros”.
A coisa teria terminado com as reminiscências de Faustão dos tempos em que era repórter e entrevistou Temer no cargo de secretário de Segurança de São Paulo nos anos 80.
Esse tipo de baixo expediente, de que Temer sempre foi useiro e vezeiro em sua carreira feita nas sombras, fica patético e humilhante quando o sujeito é presidente.
O interlocutor, a quem o infeliz Michel certamente pediu confiança, jogou a conversa no ventilador. O vazamento certamente veio acompanhado de risadas. “O sem noção me ligou, dá para acreditar?”
O que Temer esperava que resultasse disso? Ia se justificar? Ganhar um amigo? Provocar a comiseração de Faustão de modo a ser tratado com mais carinho e respeito?
Ele vai ligar para todos que o criticarem na TV ou apenas para os da Globo?
O “problema de comunicação” do governo Temer não será resolvido pelos paus mandados do MBL, por Bill Gates ou por Saddam Hussein porque ele se chama Michel Temer.
Um corrupto inepto escala uma equipe de corruptos ineptos e falastrões e espera que o som produzido seja qual? O de uma orquestra afinada?
O vexame da ligação para Faustão mostra o grau de desespero da gestão do golpe. Desandou geral. 2017 a Globo manda trocar. Ô loco, bicho.

KIKO NOGUEIRA




Leia Mais

Ministros como Alexandre de Morais só são possíveis num país governado por golpistas. Por Carlos Fernandes




Almas gêmeas

A Lava Jato subiu de vez nos palanques políticos do PSDB. Se alguém ainda tinha alguma dúvida da partidarização da operação que vem trucidando direitos constitucionais e jogando o país inteiro nos primórdios do obscurantismo, o atual ministro da Justiça, Alexandre de Morais, tratou de pôr fim às especulações.

Neste domingo (26), em pleno comício de Duarte Ribeiro, candidato PSDBista à prefeitura de Ribeirão Preto, Morais, num discurso empolgado, antecipou a plenos pulmões o que deveria ser mais uma operação sigilosa da Polícia Federal.

Que vazamentos seletivos à mídia condescendente foram uma regra ininterrupta durante todo o decurso da Lava Jato, sabemos todos. A novidade agora é que nos dias que antecedem o primeiro turno das eleições municipais, as aparências foram jogadas às favas e todo o aparato institucional ligado ao Ministério da Justiça – e não só a ele – serve abertamente a um propósito exclusivamente político.

É bem verdade que na prática o que Alexandre de Morais fez não é algo muito diferente do que o juiz Sérgio Moro já há muito tempo faz ao ser figurinha carimbada em eventos patrocinados por políticos do PSDB como João Dória ou a escandalosa antecipação em redes sociais que o editor da revista IstoÉ, Diego Escosteguy, fez quando a PF sequestrou o ex-presidente Lula através de uma igualmente escandalosa condução coercitiva.

O que torna o episódio ainda mais infame é a constatação clara de que o Ministério da Justiça, com a importância e o significado que lhes são peculiares, foi entregue a um sujeito que mais do que ser incapaz de separar as suas posições políticas pessoais do seu dever republicano e constitucional enquanto ministro de Estado, opera descaradamente para que a lei sirva não ao combate das injustiças, mas exatamente em prol de sua proliferação.

E o que é pior – porque sempre pode ser pior – é que a incompetência, o descaso com as regras democráticas, o autoritarismo e a falta de diálogo que se vê presente no Ministério da Justiça são igualmente compartilhados por todos os outros ministérios desde que o golpe de Estado foi homologado pelo Congresso Nacional.

O desmonte da educação brasileira, o desmantelamento das leis trabalhistas, os retrocesso nos direitos sociais e o retorno da subserviência econômica ao capital externo caminham paralelos à definitiva politização do sistema judiciário brasileiro.

Cada qual em sua área, a equipe ministerial formada por um presidente sem um único voto, trabalha incansavelmente para que o Brasil dos anos 70 volte a ser uma triste realidade no cotidiano de milhões de brasileiros que mesmo após duas décadas de ditadura militar ainda não aprenderam o verdadeiro valor da democracia.

Ministros como Alexandre de Morais só são possíveis em países que possuem juízes como Sérgio Moro, Procuradores como Deltan Dallagnol, membros da mais alta corte como Gilmar Mendes, presidentes do Parlamento como Eduardo Cunha e presidentes da República como Michel Temer.

Em suma, ministros como Alexandre de Morais só são possíveis em países que são governados por golpistas.

DCM
Leia Mais

Jornal conservador de São Paulo pede a cabeça do "Ministro da Justiça" de Michel Temer



O Estadão decreta hoje que o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, perdeu as condições de permanecer no cargo, “se é que algum dia as teve”.

Numa e noutra questão, até aí, o velho jornal paulista pouco faz senão registrar o óbvio.

O mais significativo é o que vem logo a seguir, no texto:

Infelizmente, porém, o presidente Michel Temer, sabe-se lá por que razões, preferiu contemporizar, correndo o risco de ter de enfrentar novas crises em razão do comportamento irresponsável de Moraes. No momento em que precisa demonstrar ao País que seu governo está à altura do desafio de superar o desastre herdado da administração lulopetista, Temer não pode ter ministros que sofrem de incontinência verbal e exploram a visibilidade de seus cargos de maneira oportunista.

Daí em diante, para tentar fugir de outro óbvio, o de que Moares tinha todas as informações sobre o que iria acontecer, o jornal aceita como acaso as “coincidências” que o Marcelo Auler listou ontem. O encontro, parte dele reservado, com o chefe da PF em são paulo na sexta feira, antes de ir para Ribeirão Preto “vazar” a prisão de Antonio Palloci – ex-prefeito da cidade – vai na conta da mega-sena.

A Lava Jato, tal como é conduzida seletivamente, é intocável. Delegados e procuradores são a entourage celestial do Deus Moro.

Mas Temer não é e o jornalão, como diz a gíria gaúcha, tacale pau:

“Só velhas relações de compadrio (com Temer, por suposto) podem explicar como o dono desse desastroso currículo virou ministro da Justiça”.

A esta altura, o coro “Capitão Nascimento” de pede pra sair sobre  Moares é ensurdecedor, dentro e fora do Governo.

Como só Temer e Moraes sabem a razão do compadrio, o presidente usurpador está perto de arranjar seu  segundo Cunha, dono de segredos que podem mostrar que ele, além de não ser belo, não vive num mundo tão lá recatado.
Leia Mais

Norte-Americanos da Shell agradecem ao vendilhão Temer pelo excelente negócio com abertura do Pré-Sal

terça-feira, 27 de setembro de 2016







O presidente da Shell, Ben van Beurden, reuniu-se nesta terça-feira 27 com Michel Temer e afirmou que o Brasil é um dos principais países de interesse para a petroleira investir e ter "parceria" com a Petrobras.
"Trabalhamos com a Petrobras há muitos anos e ela é uma empresa de classe mundial no que se refere à capacidade técnica e isso não mudou. É obvio que acompanhamos as manchetes sobre Petrobras e isso traz algum grau de preocupação, mas a grande pergunta era se a empresa conseguiria manter os investimentos e ela tem feito escolhas adequadas em seus programas de investimentos", afirmou Beurden.
O CEO disse que a Shell se tornou a maior sócia da Petrobras após comprar a britânica BG e anunciou que a empresa deverá realizar novos investimentos no Brasil nos próximos anos.
"Não temos um anúncio ou um pedido a fazer, só viemos sublinhar a importância do Brasil para a empresa. A indústria do petróleo tem um tempo de vida muito grande e os investimentos são feitos pensando no longo prazo", observou. "Tudo o que ouvi hoje dá suporte para um lugar seguro para investimentos", completou.
As declarações foram praticamente um agradecimento ao governo Temer por abrir o mercado do pré-sal, grande riqueza do País, o que beneficia diretamente as multinacionais como a Shell.
Pouco antes do encontro, Temer esteve com Fernando Bezerra Coelho Filho, e com o usurpador presidente da Petrobras, Pedro Parente, que entregou a ele o plano de investimentos da estatal para o período 2017-2021 e voltou a defender a abertura da exploração do pré-sal para empresas estrangeiras. Entre os sindicalistas da Federação Única dos petroleiros, o usurpador ganhou o apelido de "Mishell Temer".
Leia Mais

Pequena história noturna de um trem de ferro (republicação)



Dizem os mais velhos que em meados  do Século XX saiu um trem da Estação do Piranga em Juazeiro com destino a Salvador com muitos mendigos e doentes recolhidos em algumas cidades do Vale e embarcados no Vapor Jansen Melo até Juazeiro e daí seguiram  de trem  até à capital baiana.

Diante da inexistência de hospitais em toda a região do São Francisco as autoridades municipais, prefeitos e delegados de polícia, colocavam em um vagão de trem da Viação Férrea Leste Brasileiro todos os indigentes, doentes crônicos e os enviavam à capital baiana.

A chegada dos doentes se fazia por volta das 23 horas em virtude do horário de  chegada do trem na Estação da Calçada em Salvador. Os doentes que vinham se socorrer dos serviços da Santa Casa de Misericórdia tinham os corpos descarnados, malcheirosos, enrolados em trapos, minados pelas doenças e pelas intermináveis horas de viagem, sem conforto, sem ter o que comer ou beber, criaturas semimortas, algumas já nem podendo engolir, eram levadas para o saguão interno do hospital onde eram depositados.

O médico de plantão começava então uma revisão sumária desses moribundos e a irmã de caridade do serviço noturno, não tendo comida a oferecer porque o serviço já estava encerrado, providenciava um pouco de chá, o único alimento possível àquela hora. Estavam dados os primeiros cuidados, agora era só aguardar o amanhecer para ver os que ainda continuavam vivendo. Conta-se que, dada a situação precária daqueles infelizes, quase todos amanheciam mortos. 

Nascia assim a lenda do “chá da meia noite”, bebida altamente mortífera que seria distribuída à meia-noite entre os doentes incuráveis, para que mais depressa conseguissem o descanso pela morte. Até hoje se tem como certo que essa eutanásia espúria era o meio empregado pelas autoridades médico-sanitárias de se livrar dos elementos que constituíam “peso morto” à sociedade  do Brasil republicano, embora esse costume maléfico do chá da meia noite tivesse origem no Brasil imperial do Século XIX.

Nilson Machado de Azevedo
Leia Mais

A viagem clandestina de Michel Temer



Michel Temer fará uma visita “clandestina” à Argentina no próximo mês. O país vizinho alegou que não poderá recebê-lo com status de chefe de Estado porque ele se recusa a visitar o Congresso e o Senado, onde os deputados e os senadores rechaçaram o golpe no Brasil contra Dilma Rousseff.
 Na Argentina, manifestantes rechaçam o golpe no Brasil.
Depois de se ausentar do encerramento das Olimpíadas para não ter de ouvir as vaias da população, agora Temer se esconde de seus opositores no país vizinho. Em seu discurso na 71ª Assembleia Geral da ONU, na semana anterior, exaltou o processo de impeachment, mas não vai encarar de frente quem fez questão de deixar claro que discorda desta afirmação.
Maurício Macri, da Argentina, foi um dos primeiros presidentes a reconhecer o governo de Temer depois do golpe. Assim como seu Legislativo foi o primeiro a fazer um protesto incisivo contra a destituição de Dilma.
Para evitar ter de “fugir” dos parlamentares argentinos, Temer vai chegar ao país numa segunda-feira, dia que não há sessão no Parlamento. Para tentar amenizar a situação, a chanceler argentina, Susana Malcorra, disse em entrevista à golpista Folha de S. Paulo que não haverá tempo para preparar uma visita de Estado ao presidente brasileiro.
Leia Mais

Lula: "Montei uma quadrilha que tirou 36 milhões da miséria"



O ex-presidente Lula participou na noite de segunda-feira, 26,  de ato de campanha em apoio a Jandira Feghali (PCdoB) no Rio de Janeiro. Em seu discurso, ele voltou a criticar as denúncias da Lava Jato contra ele e disse que, se a intenção era tirá-lo da disputa de 2018 à presidência, ele, que não era candidato, agora é.

Lula disse ser hoje “um cidadão indignado”. “Não posso aceitar as ofensas de meninos procuradores que dizem que eu montei uma quadrilha para governar”, criticou, em relação à denúncia em que o Ministério Público o acusou de ser o comandante geral do esquema de corrupção na Petrobras investigado na Lava Jato.

“Formei, sim, uma quadrilha, que tirou 36 milhões de pessoas da miséria, incluiu 40 milhões na classe média, que gerou 22 milhões de empregos”, rebateu o ex-presidente. "É isso que vocês não suportam?", questionou. Lula disse ainda que "podem investigar" sua vida, mas provocou os procuradores: "não venha com convicção. Convicção não é prova".

Lula disse ainda que sabe que “o povo brasileiro fica orgulhoso em ver que, pela primeira vez, rico está sendo preso”, mas que isso não é “por causa do MP ou da PF, é pelas coisas que eu e Dilma fizemos”. "Quem criou o Portal da Transparência? Quem deu independência à PF? Quem indicou o primeiro da lista do MP? Não foram eles", destacou.
Leia Mais

O Brasil tem ministro da justiça fora da lei


O deputado e ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Patrus Ananias (PT-MG) constata que o Brasil tem um ministro da Justiça fora da lei.

Em nota sobre o episódio do vazamento por Moraes da 35ª fase da Lava Jato, que prendeu Antonio Palocci, Patrus, que é advogado, diz "não há a menor sombra de dúvida" de que Moraes violou a lei e "abusou do poder político".

"A ditadura em marcha passou a exibir um elemento novo, tenebroso e escandaloso: o atual ministro da Justiça, já reconhecido protagonista de inúmeros atos antidemocráticos, travestiu-se agora, fora da lei, em arauto de operações policiais, em pregoeiro de ações de polícia a serviço de interesses eleitorais", escreve Patrus.

Ele acrescenta que não somente o ministro da Justiça "cometeu o crime de violação de sigilo funcional", mas também "abusou do poder político ao se valer da condição de Ministro de Estado da Justiça e, portanto, de superior hierárquico da Polícia Federal, para influenciar eleitores".

Abaixo, a íntegra da nota:

Um ministro da Justiça fora da lei

A ditadura em marcha passou a exibir, desde o último fim de semana, um elemento novo, tenebroso e escandaloso: o atual ministro da Justiça, já reconhecido protagonista de inúmeros atos antidemocráticos, travestiu-se agora, fora da lei, em arauto de operações policiais, em pregoeiro de ações de polícia a serviço de interesses eleitorais.
Domingo, ao participar de comício pelo candidato do PSDB à Prefeitura de Ribeirão Preto, o ministro Alexandre de Moraes anunciou para esta semana uma nova etapa da Operação Lava Jato. O que o ministro anunciou ontem, a Polícia Federal executou hoje.

Na mesma Ribeirão Preto do comício de campanha do PSDB, a instituição comandada pelo ministro Moraes cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do ex-prefeito e ex-ministro Antonio Palocci, a quem prendeu em São Paulo.

Não há a menor sombra de dúvida de que no comício de domingo o ministro da Justiça violou de uma só vez, frontal e gravemente, o Código Penal Brasileiro, a Lei da Ficha Limpa e outras regras.

Alexandre Moraes abusou do poder político ao se valer da condição de Ministro de Estado da Justiça e, portanto, de superior hierárquico da Polícia Federal, para influenciar eleitores.

Mais grave ainda: o Ministro da Justiça cometeu o crime de violação de sigilo funcional, previsto no art. 325 do Código Penal, ao revelar fato que deveria manter em segredo e de que somente teve ciência pelo seu status de ministro. Serviu-se disso exclusivamente para fins eleitorais, num comício público, cometendo usurpação inaceitável de sua função pública.

É escandaloso que alguém possa se achar no direito de usurpar dessa forma o cargo de Ministro de Estado da Justiça.

O comportamento de Alexandre Moraes mancha gravemente não só a autoridade ministerial, mas também a de seu superior hierárquico, o Presidente da República, Michel Temer. E mancha inclusive a Operação Lava Jato ao reforçar as suspeitas de seu uso puramente eleitoreiro, para prejudicar campanhas de oposição ao atual governo.

Polícias políticas são próprias de ditaduras – e nós conhecemos bem os malefícios que já causaram ao Brasil. São assustadores os indícios de que estão de volta.
São assustadores os indícios de que estão de volta, entre eles a infiltração de agentes do Exército em ações de opositores ao governo golpista.

Que o povo do Brasil, que os homens e mulheres de bem possam se indignar e se levantar contra um Ministro da Justiça que age, diuturnamente, para consolidar no Brasil um Estado Policial em que a repressão política é o maior e único objetivo. 

Leia Mais

De volta ao passado, governo golpista se reune com o FMI

segunda-feira, 26 de setembro de 2016



O golpe de 2016 trouxe o Brasil, definitivamente, de volta ao passado; neste exato momento, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está reunido com representantes do Fundo Monetário Internacional, em Brasília; desde que o governo Michel Temer assumiu, o déficit fiscal foi ampliado em mais de R$ 100 bilhões, mas, a despeito das promessas de "volta da confiança", a arrecadação de impostos tem caído mês a mês; Brasil segue o caminho da Argentina, de Maurício Macri, que reabriu as portas do País para as missões periódicas do FMI; quando Lula foi presidente da República, o Brasil quitou sua dívida com o FMI.

Desde que o governo Michel Temer assumiu, o déficit fiscal foi ampliado em mais de R$ 100 bilhões, mas, a despeito das promessas de "volta da confiança", a arrecadação de impostos tem caído mês a mês. Estados e municípios estão prestes a decretar estado de calamidade pública.

O Brasil segue o caminho da Argentina, de Maurício Macri, que reabriu as portas do País para as missões periódicas do FMI (leia aqui).

Quando Lula foi presidente da República, o Brasil quitou sua dívida com o FMI.
"O Brasil já não tem mais dívida com o FMI, que se transforma em um parceiro importante no debate de políticas econômicas", disse o então diretor-gerente da entidade, o espanhol Rodrigo Rato, em janeiro de 2006.

"Esta visita mostra que as relações não terminaram, mas mudaram de nível e qualidade. O Brasil quer ter uma maior representatividade no Fundo, e aumentar sua cota no órgão", disse Lula, à época.


Leia Mais