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A condenação de uma presidente digna e inocente por um bando de corruptos

sábado, 27 de agosto de 2016

Artigo de Leonardo Boff


Era uma vez uma nação grande por sua extensão e por seu povo alegre, embora injustiçado. Em sua maioria, sofria na miséria, nas grandes periferias das cidades e no interior profundo. Por séculos era governado por uma pequena elite do dinheiro que nunca se interessou pelo destino do povo pobre. No dizer de um historiador mulato, ele foi socialmente “capado e recapado, sangrado e ressangrado”.

Mas lentamente esses pobres foram se organizando em movimentos de todo tipo, acumulando poder social e alimentando um sonho de outro Brasil. Conseguiram transformar o poder social num poder político. Ajudaram a fundar o Partido dos Trabalhadores. Um de seus membros, sobrevivente da grande tribulação e torneiro mecânico, chegou a ser presidente. Apesar das pressões e concessões que sofreu dos endinheirados nacionais e transnacionais, conseguiu abrir uma significativa brecha no sistema de dominação permitindo-lhe fazer políticas socias humanizadoras.

Uma Argentina inteira saíu da miséria e da fome. Milhares conseguiram sua casinha, com luz e energia. Negros e pobres tiveram acesso, antes impossível, ao ensino técnico e superior. Mais que tudo, porém, sentiram resgatada sua dignidade sempre negada. Viram-se parte da sociedade. Até podiam, em prestações, comprar um carrinho e até tomar o avião para visitar parentes distantes. Isso irritou a classe média, pois esta via seus espaços ocupados. Daí nasceu a discriminação e o ódio contra eles.

Ocorreu que, nos 13 anos de governo Lula-Dilma, o Brasil ganhou respeitabilidade mundial. Mas a crise da economia e das finanças, por ser sistêmica, nos atingiu, provocando dificuldades econômicas e desemprego que obrigaram o governo a tomar medidas severas. A corrupção endêmica no país densificou-se na Petrobras, envolvendo altos estratos do PT, mas também dos principais partidos. Um juiz parcial, com traços de justiceiro, focou, praticamente, apenas o PT. Especialmente a mídia empresarial conservadora conseguiu criar o estereótipo do PT como sinônimo de Corrupção - o que não é verdade, pois confunde a pequena parcela com o todo correto.

Mas a corrupção condenável serviu de pretexto para que as elites endinheiras e seus aliados históricos tramassem um golpe parlamentar, pois mediante as eleições jamais triunfariam. Temendo que esse curso voltado aos mais pobres se consolidasse, decidiram liquidá-lo. O método usado antes contra Vargas e Jango foi agora retomado com o mesmo pretexto: “de combater a corrupção” - na verdade, para ocultar a própria corrupção. Os golpistas usaram o Parlamento no qual 60% estão sob acusações criminais e desrespeitaram os 54 milhões de votos que elegeram Dilma Rousseff.


Importa deixar claro que atrás desse golpe parlamentar se aninham os interesses mesquinhos e anti-sociais dos donos do poder, mancomunados com a imprensa que distorce os fatos e sempre se fez sócia de todos os golpes, juntamente com os partidos conservadores, com parte do Ministério Público e da Polícia Militar (que substitui os tanques) e uma parcela da Corte Suprema que, indignamente, não guarda imparcialidade.

O golpe não é só contra a governanta, mas contra a democracia com viés participativo e social. Intenta-se voltar ao neoliberalismo mais descarado, atribuindo quase tudo ao mercado que é sempre competitivo e nada cooperativo (por isso, conflitivo e anti-social). Para isso, decidiu-se demolir as políticas sociais, privatizar a saúde, a educação e o petróleo e atacar as conquistas sociais dos trabalhadores.

Contra a presidenta não se identificou nenhum crime. De erros administrativos toleráveis, também feitos pelos governos anteriores, derivou-se a irresponsabilidade governamental contra a qual aplicou-se um impeachment. Por um pequeno acidente de bicicleta, se condena a presidenta à morte, castigo totalmente desproporcional. Dos 81 senadores que vão julgá-la, mais de 40 são réus ou investigados por outros crimes. Obrigam-na a sentar-se no banco dos réus, onde seus algozes deveriam estar. Entre eles se encontram 5 ex-ministros.

A corrupção não é só monetária. A pior é a corrupção das mentes e dos corações, cheios de ódio. Os senadores pró-impeachment têm a mente corrompida, pois sabem que estão julgando uma inocente. Mas a cegueira e os interesses corporativos prevalecem sobre os interesses de todo um povo.

Aqui vale a dura sentença do apóstolo Paulo: “eles aprisionam a verdade na injustiça. É o que atrai a ira de Deus”(Romanos 1,18). Os golpistas levarão na testa, pela vida afora, o sinal de Caim, que assassinou seu irmão Abel. Eles assassinaram a democracia. Sua memória será maldita pelo crime que cometeram. E a ira divina pesará sobre eles.

*Leonardo Boff é ex-professor de Ética da UERJ e escritor.
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Revitalização do São Francisco pode custar cerca de R$ 30 bilhões


Todas as ações necessárias para a revitalização da Bacia do Rio São Francisco devem demandar um investimento de cerca de R$ 30 bilhões. A estimativa consta do caderno de investimentos do novo plano gestor de recursos hídricos da bacia do rio, que está sendo finalizado este mês pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco 

Todas as ações necessárias para a revitalização da Bacia do Rio São Francisco devem demandar um investimento de cerca de R$ 30 bilhões. A estimativa consta do caderno de investimentos do novo plano gestor de recursos hídricos da bacia do rio, que está sendo finalizado este mês pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

A discussão em torno da revitalização do Velho Chico tomou impulso na última semana a partir do lançamento do plano Novo Chico. O presidente em exercício Michel Temer assinou decreto que remodela o Programa de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco, instituído em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.



Na último dia 15, a Câmara Técnica do programa fez a primeira reunião e criou grupos de trabalho para detalhar as ações e os custos. Durante o encontro, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, disse que as intervenções devem custar cerca de R$ 7 bilhões em um período de 10 anos.

A apresentação do plano de ação decenal está previsto para daqui a 90 dias, mas antes desse prazo, já em setembro, o comitê deverá lançar o plano gestor da bacia, que também tem um horizonte de 10 anos. O presidente do comitê, Anivaldo Miranda, acredita que o documento vai antecipar a definição das primeiras decisões do comitê gestor e da câmara técnica.

“Nesse plano, fizemos um diagnóstico e identificamos cenários atuais e futuros para a demanda hídrica até 2035 e definimos também eixos de atuação, metas e prioridades. Vamos oferecer o plano como contribuição. A partir daí, o programa da revitalização poderá economizar tempo e dinheiro e partir para estabelecer quanto será gasto a cada ano.”

Segundo o vice-presidente da CBHSF, Wagner Soares Costa, o novo programa de revitalização cria mecanismos que permitem ter maior controle das ações. “A grande novidade foi a criação do comitê gestor, que vai estabelecer o monitoramento das ações em implantação. Hoje, o que se sabe é que há muitas ações inacabadas e não iniciadas. O que se quer daqui para frente é que a ação comece, se desenvolva e tenha um término com data definida. Com isso, se materializa o resultado esperado da ação.”

Na lista dessas ações anteriores, estão obras de esgotamento sanitário e de abastecimento de água, que somam investimentos de R$ 1,1 bilhão. O plano Novo Chico absorveu essas obras e colocou a estimativa de término delas para 2019.

Segundo o presidente do comitê, os R$ 30 bilhões em investimentos para a recuperação da bacia do São Francisco deverão ser a soma de todos os recursos destinados pelos governos federal, estaduais e municipais e também pela iniciativa privada. 


“O programa da revitalização não pode ser entendido como programa do governo federal, mas como programa da União, dos estados da bacia, das prefeituras e inclusive da iniciativa privada. É um novo programa que tem que envolver toda a sociedade, todos os usuários da água e todo o Poder Público num esforço conjunto para vencer esse desafio.”

De acordo com Costa, o levantamento das ações necessárias para a revitalização do Rio São Francisco envolvem, entre outros, a recuperação de áreas degradadas, a recomposição de matas ciliares e a implantação de saneamento básico em todos as cidades que compõem a bacia do rio (são 507, no total).

Além do saneamento, ele aponta que é prioritário recuperar áreas degradadas para que voltem a absorver águas pluviais. Com isso, haveria uma recarga dos lençóis freáticos e a melhora das nascentes. A Bacia do Rio São Francisco envolve os biomas da Caatinga, da Mata Atlântica e do Cerrado. Para o vice-presidente da CBHSF, essa questão faz parte de uma nova visão sobre os recursos naturais.

“Um dos motivos da degradação sempre é a antropização, com a ocupação do solo de maneira desordenada. Para degradar, nós gastamos muito dinheiro. Para recuperar, teremos também que gastar muito dinheiro, pois tivemos uma mudança no sentido econômico do uso dos bens naturais. De 20 anos para cá, essa conscientização veio mais forte e está sendo transformada em ações para que tenhamos os resultados de recuperação.”

Nesse sentido, ele indica que a iniciativa privada, onde estão alguns dos grandes usuários das águas do São Francisco, participem de perto do plano de revitalização do rio.

Conceito

Neste primeiro momento de funcionamento do programa, Anivaldo Miranda alerta para a necessidade de se firmar um conceito de revitalização. Para ele, é preciso tomar cuidado para não confundir oferta com demanda de água.

“Revitalização tem que ser entendida nesse momento como um conjunto de investimentos cujo foco é oferta de água, de melhorar a quantidade e a qualidade da água. É claro que, ao fazer o programa de revitalização, é preciso compatibilizá-lo com outras agendas, como saúde, indústria e economia em geral. São agendas que avançam paralelamente, mas as agendas da revitalização precisam ser conceituadas de forma precisa.”

Dentre as atividades que demandam mais água do rio São Francisco, está a transposição, que vai levar água do Velho Chico para Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e uma parte de Pernambuco. Para Miranda, a obra é um motivo a mais para acelerar a revitalização, somado a expansão de outros projetos econômicos que vão exigir mais água do rio.

“Os estados que vão se beneficiar com os canais da transposição agora começam a fazer parte da grande família do São Francisco – para o bônus e para o ônus. Isso significa que o programa de revitalização passa a ser de interesse direto desses estados. É um grande motivo para unir todas essas forças para tornar esse programa de fato realidade.”

Com informações do Brasil 247
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Tropa de choque da Lava Jato entrou no desespero




Em nota publicada na noite de ontem, o ex-presidente Lula fez sua crítica mais direta à força-tarefa da Lava Jato e disse que seu indiciamento no caso Guarujá visa afastá-lo do processo político por "vias tortuosas e autoritárias".

Confira abaixo:

O relatório do delegado Marcio Anselmo sobre o Edifício Solaris, divulgado hoje (26/08), é a prova cabal de que, após dois anos de investigações marcadas por abusos e ilegalidades, os operadores da Lava Jato não encontraram nenhuma prova ou indício de envolvimento do ex-presidente Lula nos desvios da Petrobrás.

      Não encontraram porque este envolvimento nunca existiu, como bem sabe a Lava Jato. Mas seus operadores não podem admitir, publicamente, que erraram ao divulgar, por tanto tempo e com tanto estardalhaço, falsas hipóteses e ilações. Por isso, comportam-se de forma desesperada, criando factoides para manter o assunto na mídia. O relatório do delegado Anselmo é "uma peça de ficção", de acordo com a defesa de Lula (leia nota dos advogados ao final do texto)

      Lula não é e nunca foi dono do apartamento 164-A do Solaris nem de qualquer imóvel além dos que declara no Imposto de Renda. O relatório do delegado Anselmo não acrescenta nada aos fatos já conhecidos. É uma caricatura jurídica; um factoide dentre tantos criados com a intenção de levar Lula a um julgamento pela mídia, sem provas e sem direito de defesa.

      É simplesmente inadmissível indiciar um ex-presidente por suposta (e inexistente) corrupção passiva, a partir de episódios transcorridos em 2014, quatro anos depois de encerrado seu governo. É igualmente inadmissível indiciar pelo mesmo sposto crime o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, que também não é servidor público.

      Mais grave, injusto e repugnante, no entanto, é o indiciamento de Marisa Letícia Lula da Silva. Trata-se de mesquinha vingança do delegado e de seus parceiros na Lava Jato, a cada dia mais expostos perante a opinião pública nacional e internacional, pelos abusos sistematicamente cometidos.

      Esta mais recente violência da Lava Jato contra Lula e sua família só pode ser entendida por 3 razões:

1.    O desespero dos operadores da Lava Jato, que não conseguiram entregar para a imprensa a mercadoria prometida, ou seja: provas contra Lula nos desvios da Petrobrás. 

2.    Trata-se de mais uma retaliação contra o ex-presidente por ter denunciado os abusos da Lava Jato à Corte Internacional de Direitos Humanos da ONU;

3.    É mais um exemplo da sistemática sintonia entre o calendário da Lava jato e a agenda do golpe, tentando criar um “fato novo” na etapa final do processo de impeachment.

     O povo brasileiro reconhece Lula como o melhor presidente que o país já teve, o que está claro nas pesquisas sobre as eleições de 2018.  O povo está percebendo, a cada dia com mais clareza, os movimentos da mídia, dos partidos adversários do PT e de agentes do estado, que não atuam de forma republicana, para afastar Lula do processo político, por vias tortuosas e autoritárias.

      Têm medo de Lula e têm pavor da força do povo no processo democrático.

Leia, aqui, nota dos advogados de Lula.
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Quer saber se vai passar dos 70 anos? Basta olhar para seus pais

sexta-feira, 26 de agosto de 2016




Trata-se de matemática: se um dos pais viveu até os 70 anos, a chance de o filho chegar a essa idade aumenta em 17% -- o efeito é cumulativo



A  longevidade está muito mais relacionada ao tempo de vida dos pais do que se pode imaginar. De acordo com a pesquisa, a maior já realizada sobre o assunto até então, pessoas cujos pais viveram até os 70 anos ou mais têm maior probabilidade de não desenvolver problemas cardíacos e cânceres quando chegarem à terceira idade. E, portanto, atingirão a mesma faixa etária.  


Para chegar à conclusão, pesquisadores analisaram dados de cerca de 186.000 adultos com idade entre 55 e 73 anos, acompanhados ao longo de oito anos. Durante o estudo, os participantes relataram o tempo de vida dos pais as doenças sofridas por eles.


Os resultados mostraram que se um dos pais viveu até os 70 anos, a chance de o filho chegar a essa idade aumenta 17% — e esse efeito é cumulativo. Ou seja, se o pai ou a mãe viveu até o 100 anos, por exemplo, a probabilidade de o filho chegar pelo menos aos 70 anos sobe para 68%. Além disso, para cada década vivida além dos 70 anos, o risco de o filho desenvolver câncer caiu 7% e doenças cardíacas, 20%.  


Os que têm pais longevos sofrem menos de problemas, como derrame, hipertensão , colesterol alto e fibrilação atrial. Os resultados permaneceram mesmo após serem considerados fatores como tabagismo, consumo de alto, sedentarismo e obesidade.


“Esse é o maior estudo a mostrar o impacto do tempo de vida dos pais na longevidade dos filhos. Nossos resultados são úteis também para pesquisas futuras, nos ajudará a prever a probabilidade de identificar e tratar pacientes a partir desse tipo de risco”, disse Janice Atkins, pesquisadora da Universidade de Exeter, no Reino Unido, e principal autora do estudo.


George Kuchel, coautor do estudo e pesquisador do Centro de Envelhecimento da Universidade de Connecticut, ressalta que o envelhecimento em si já é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como as cardíacas, e essas descobertas destacam a importância do papel dos nossos pais no desenvolvimento dessas condições. “Conforme vamos entendendo melhor esses fatores, mais podemos ajudar a pessoas a envelhecerem bem”, destaca.


A mesma equipe de pesquisadores já havia publicado outro estudo no início deste ano, no periódico científico Aging, mostrando que a prole de pais que viveram bastante tinha maior probabilidade de ser portadora de genes que protegem contra diversas condições como hipertensão, sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 1.
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O Brasil entregou o ouro aos bandidos

quinta-feira, 25 de agosto de 2016




No passado Dom João VI fugiu para o Brasil, forçado pelo francês  Napoleão Bonaparte,  e aqui ele abriu os nossos portos para as nações amigase, desse modo, foi o nosso ouro para a Inglaterra credora de Portugal.

Neste contexto,  já no Século XXI, o libanês Michel Temer, colocado na marra no comando do Brasil, está vendendo o nosso ouro negro da Petrobrás e está trazendo para o Brasil uma escuridão análoga à  entrega do ouro brasileiro por parte dos nossos colonizadores portugueses. Assim,  Temer é um obscurantista, incentivador de propostas de massacre da classe trabalhadora e do povo em geral. Conquistas sociais que custaram lutas de muitas gerações  estão sendo perdidas.

Tenho consciência de que Michel Temer será  um governante mau e, próximo a isto, um sujeito  mal amanhado  além de ser  muito malvado. Temer é traidor, é um verdadeiro usurpador, violento, insensível, desmedido, parcial, amigo da onça, vampiro, mordomo e por aí vai.

Vocês, meus inefáveis queridos amigos e amigas comparem, até para sentir minha inquietação, Fernando Henrique  Cardoso  e  Temer. Ambos são neoliberais, privatistas, à busca do Estado mínimo. Mas, não me recordo de Fernando Henrique Cardoso, quando diretamente exercia o poder,  se aliar com torturadores e assassinos e olhem que o governo desse mau brasileiro foi uma lástima para os brasileiros.

A usurpação social em Fernando Henrique Cardoso era a de que a legislação criada pela oligarquia dominante permitia, seria a "usurpação legal". FHC foi e é um atacadista que com seu famigerado partido o golpista PSDB é  o símbolo da traição, depois desses Judas aparece   o vampiro Michel Temer, que chegou ao Nirvana político brasileiro, na cabeça doentia dele.  Temer não representa o povo nordestino, inclusive, nós barraqueiros do São Francisco talvez teremos de  invocar a proteção do Nêgo DÁgua para desafiar o vampiro Temer.

Em razão do golpe todo mundo já sabe que o mordomo de filme de terror será o presidente ( entre aspas mesmo)   do Brasil , sem nenhum voto.

Inequivocamente foi fáci derrubar a presidenta Dilma ( é presidenta mesmo), por essa corja de vira-latas.



Foi muito fácil  usar  a usurpação legal e qualquer outra que permita maior acúmulo de rendimentos e posses.

Na moral disso tudo,  uma coisa é certíssima: Fernando Henrique  e Michel Temer são dois sem-vergonhas golpistas e o Brasil surpreende, mais uma vez o Mundo por entregar o ouro aos bandidos, sem nenhum luta.
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Enquanto o golpe avança, Zé Serra recebe a americana Shell



Em publicação no Facebook nesta quinta-feira (25), o deputado federal Wadih Damous (PT/RJ) denuncia o avanço da agenda entreguista do governo interino de Michel Temer (PMDB).

"Enquanto Dilma está sendo julgada pelo Senado, o tucano José Serra está no Itamaraty recebendo poderosos da Shell. A agenda foi divulgada hoje no site do ministério. Como já se sabe, a venda o pré-sal brasileiro é ponto central do golpe de estado em curso em nosso país", afirmou.

Abaixo a publicação na íntegra:

Agenda entreguista

Enquanto Dilma está sendo julgada pelo Senado, o tucano José Serra está no Itamaraty recebendo poderosos da Shell. A agenda foi divulgada hoje no site do ministério. Como já se sabe, a venda o pré-sal brasileiro é ponto central do golpe de estado em curso em nosso país. Para isso, querem fazer a sociedade acreditar que a Petrobras necessita de investimento estrangeiro quando, na verdade, existe uma aliança verdadeiramente serviçal com o objetivo de entregar a preço de banana nossa grande riqueza.


Brasil 247
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24 de agosto de 1954: um tiro na República

quarta-feira, 24 de agosto de 2016






Em 1954, o clima político no Brasil era tenso e conflituoso. Havia fortes críticas por parte da imprensa ao governo de Vargas. Os militares também estavam descontentes com medidas consideradas “de esquerda” tomadas por Vargas. A população também estava muito descontente, pois a situação econômica do país era ruim. 


Existia, portanto, grande pressão para que ele renunciasse. Porém, em agosto de 1954, Vargas suicidou-se no Palácio do Catete com um tiro no peito.


O ano de 2016 não é o primeiro em que certas trincheiras de esquerda se associam às da direita para pedir a queda de presidente da República eleita pelo voto popular e sem culpa comprovada por crime algum. Em 1954, também foi assim.


Nas décadas de 1930 e 1940, Getúlio Dornelles Vargas havia sido ditador. Comandou golpe de Estado, aboliu eleições, fechou o Congresso, interditou a Justiça, impôs a censura, flertou com o nazi fascismo, entregou para a Gestapo (em parceria com o STF) a alemã-judia-comunista-grávida Olga Benario, manteve uma polícia que torturou (meu personagem Carlos Marighella apanhou por 21 dias consecutivos em 1936) e matou oposicionistas sem piedade. Devido à tradição de impunidade no Brasil, Getúlio nunca foi julgado pelos crimes que cometeu contra a democracia e os direitos humanos.



Em agosto de 1954, era diferente. Quase quatro anos antes, o gaúcho havia sido sufragado pelos cidadãos. Pela primeira vez, sua condição de presidente da República tinha o respaldo legal e legítimo das urnas.


Na madrugada de 5 de agosto de 1954, o jornalista e opositor Carlos Lacerda sofreu um atentado a bala. Foi ferido em um pé. O major-aviador Rubens Vaz, que atuava como seu guarda-costas voluntário, foi assassinado pelo pistoleiro.


A “Tribuna da Imprensa'', jornal de Lacerda, apontou Getúlio como o mandante. O jornalista integrava a União Democrática Nacional, agremiação de direita, que logo reivindicou a renúncia do presidente.


O Partido Comunista, então proscrito, também acusou Getúlio de ter ordenado a ação em que mataram o major Vaz. “Vargas responsável pelo covarde crime'', estampou em 10 de agosto a primeira página da “Imprensa Popular''. Era o diário de esquerda controlado pelo PCB.


O 24 de agosto, dia do suicídio de Getúlio, amanheceu com a “Tribuna da Imprensa'' noticiando e estimulando o cerco para depor o presidente. E com a “Imprensa Popular'' republicando entrevista de Luiz Carlos Prestes, o líder do PCB, pedindo “para pôr abaixo o governo Vargas''.


É claro que a campanha da direita foi decisiva nos acontecimentos de 1954. A historiografia, porém, costuma minimizar ou omitir a orientação do PCB, da qual o partido viria a se arrepender. Naquela época, os comunistas propunham luta armada para derrubar o presidente consagrado pelo voto dos brasileiros.


Nunca houve prova de que Getúlio tenha encomendado o atentado contra Lacerda. A iniciativa contra Lacerda foi de Gregório Fortunato, chefe da Guarda Pessoal do presidente.


Em 2016, também inexiste prova de que Dilma Rousseff tenha sido autora de crime. O que não impede que forças de esquerda, como fazem as de direita, defendam seu afastamento (mesmo que sob a fórmula de novas eleições). Os 54.501.118 votos para Dilma em 2014 seriam ignorados, como os 3.849.040 pró-Getúlio em 1950.


O levantamento jornalístico  foi publicado pelo blog nos 60 anos da morte de Getúlio Vargas. Atualizei e acrescentei as primeiras páginas da “Tribuna'', e da "Última Hora" agora disponível na Hemeroteca Digital.


Em 1954, quase toda a imprensa pediu a cabeça de Getúlio. Da esquerda à, sobretudo, direita. Getúlio matou-se em 24 de agosto de 1954 para não entregar o poder aos golpistas e, quem sabe, para se livrar dos “amigos” que “sujavam” os bastidores do palácio do Catete.


Deu no que deu.
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Caiado diz que, após derrubar Dilma, abandonará Michel Temer



Não é só a tucanagem que pressiona Michel Temer.

O notório Ronaldo Caiado manda recado através do blog de Josias de Souza:

“O ajuste fiscal do governo está virando uma encenação. E não admito participar de uma mentira. Se não houver uma mudança de rumo, não tenho motivos para me envolver com o projeto.”

Depois do impeachment, vai ser mais difícil unir a vasta fauna da base de Temer.

Como se percebe nas primeiras pesquisas, as eleições municipais terão pouco ou nenhum efeito no quatro político nacional.

O foco é 2018, sempre foi.

A encrenca com Gilmar Mendes – um festival de hipocrisia – pode tanto travar os arreganhos da República de Curitiba – o provável – ou fazê-la mostrar que entendeu e obedece á ordem e deixa tudo de lado para fazer o que é a “encomenda” que recebeu: prender Lula.

Caiado é do DEM, mas ninguém duvida que ele fale pelos tucanos.

Ambos querem que Temer faça a política de terra arrasada e deixe o terreno limpo para eles.

Não ouvi falar, nos últimos 2 mil anos, que o PMDB tivesse vocação suicida.
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53% dos soteropolitanos rejeitam Michel Temer

terça-feira, 23 de agosto de 2016



Pesquisa feita pelo Ibope sobre as intenções de voto para a prefeitura de Salvador (divulgada na noite desta segunda-feira, 22) também ouviu a opinião dos soteropolitanos sobre o presidente interino da República, Michel Temer (PMDB). De acordo com o levantamento, 53% dos eleitores da capital baiana avaliam a gestão do interino como péssima ou ruim.

A gestão de Temer é considerada regular por 28% dos entrevistados. Apenas 8% avaliaram a administração do interino como ótima ou boa.

A consulta está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) e ouviu 602 soteropolitanos entre a ultima quarta-feira (17) e esta segunda-feira (22).

Dos entrevistados, 43% não responderam à questão ou não quiseram opinar. A margem de erro é 4 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança estimado é de 95%.
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Diplomacia asinina do coice



A especialidade do ministério Temer é a destruição. Como um bando de hunos, dedica-se a pilhar o Estado e a implodir tudo o que foi feito com anos de trabalhos duro.

Ciência sem Fronteiras, FIES, Prouni, Minha Casa Minha Vida, SUS, Cultura, etc., tudo está sendo "revisto", reduzido ou simplesmente destruído, de modo a que sobre dinheiro para pagar juros e a conta fisiológica do golpe. No ínterim, dedicam-se também a perseguir os que defendem a democracia ou os que tinham algum laço com o governo anterior. Afinal, os hunos, além de violentos, eram mesquinhos.

Nesse festival macabro de destruição de políticas e programas, há um ministério que tem destaque: o Itamaraty. Chefiado com mão de ferro pelo exuberante Barão da Mooca, o nosso MRE dedica-se com afinco a destruir a política externa altiva e ativa que foi decisiva para superação da nossa vulnerabilidade externa e a elevação do nosso protagonismo internacional.

Quiçá tentando se converter numa espécie de Theodore Roosevelt tupiniquim, em apenas 100 dias nosso chanceler já distribuiu golpes de seu "grande porrete" para tudo quanto é lado.

Agrediu a Nicarágua e El Salvador por questionarem o golpe. Promoveu assaltos verbais contra a Unasul pelo mesmo motivo. Ameaçou o Caribe e a África com fechamentos de embaixadas, ofendendo países amigos que também abriram embaixadas no Brasil. Distribuiu pródigos coices contra o Mercosul e a integração regional, sem esconder seu desprezo por nossos vizinhos e sua intenção de recolocar o Brasil na órbita estratégica dos EUA.

Esse grande diplomata, um talento nato, conseguiu a fantástica proeza de brigar com o pequenino Uruguai, pois foi até Montevidéu tentar comprar o voto dos uruguaios para excluir a Venezuela do Mercosul.

Seus porretaços e coices são complementados com adequados zurros. Assim, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) criticaram a transformação da Controladoria-Geral da União (CGU) em ministério e a troca de comando da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o Barão da Mooca afirmou que: "Isso não tem pé nem cabeça, nem importância. A maioria não sabe sobre o que está falando". A ONU e a OEA não sabem o que estão falando. Mas ele sabe.

Sabe tanto que, na sua visita ao México, ofendeu em público a chanceler mexicana com uma piadinha misógina. Sabe tudo de diplomacia o nosso Roosevelt.

Agora, entretanto, o Roosevelt tupiniquim se superou. Após receber documento oficial da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA pedindo informações sobre o processo do impeachment sem crime, ele afirmou, com grande tato, que o documento é "besta e malfeito" e que "o Brasil não tem que responder nada".

O zurro surpreendeu pelos decibéis e pela ignorância em assuntos comezinhos de política externa.


A Convenção Interamericana sobre Direitos Humanos da OEA, mais conhecida como Pacto de San José, foi promulgada na nossa ordem jurídica interna em 6 de novembro de 1992. Portanto, desde aquela data, ela tem força de lei no país. Além disso, em 1998, mediante a Mensagem nº 1070, enviada ao Congresso em regime urgência, o Brasil passou a reconhecer, como obrigatórias e vinculantes, as sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que é o órgão judicial que protege os direitos previstos na citada convenção. Saliente-se que os Estados que fazem parte da Convenção não são obrigados a reconhecer tais sentenças. Tal reconhecimento é facultativo. Assim, foi o governo tucano ao qual Serra serviu que tomou a decisão de reconhecer, como obrigatórias, tais sentenças.

Se a Corte decidir que houve violação aos direitos protegidos pela Convenção, ela determinará, através de sentença, "que se assegure ao prejudicado o gozo do seu direito ou liberdade violados". Ademais, a Corte poderá exigir dos Estados Partes a reparação das consequências ou o pagamento de indenizações às vítimas.

Portanto, a Corte da OEA pode, sim, pedir explicações ao Brasil. E o Brasil, graças a uma decisão tomada no antigo governo do nosso chanceler, está obrigado a responder. Mais: o Brasil está obrigado a cumprir as sentenças da Corte.

Observe-se que, pelo artigo 48 da Convenção, a solicitação de informações tem de ser enviada ao Governo do Estado, que será o responsável pela resposta.

É inacreditável que a diplomacia brasileira tenha caído tão baixo em tão pouco tempo. Mesmo para o folclórico ministério do governo golpista, trata-se de um recorde de inabilidade e incompetência. Como agravante, Serra agora terá de lidar com a greve dos servidores do MRE, agredidos em seus direitos trabalhistas.

Chamar o documento da Corte da OEA de "besta e malfeito" é o cúmulo da diplomacia asinina do coice.

Malfeita, muito malfeita, foi a sua nomeação para o Itamaraty. Trata-se de um caso clássico de "o homem errado no lugar errado".

E o documento da Corte da OEA não é "besta". Besta é ele.
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Remédio é ministrado para a revitalização do São Francisco

segunda-feira, 22 de agosto de 2016





A Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Público do Ministério Público Federal (MPF) decidiu  criar grupo de trabalho com o objetivo de construir estratégias para a preservação ambiental da Bacia do São Francisco. A criação do grupo de trabalho foi definida no encerramento do 1º Encontro do Comitê da Bacia do São Francisco com membros do MPF.


O grupo de trabalho formado pelos procuradores da República Manoel Gonçalves (AL), Carolina Martins (DF), Fernando Túlio (GO), Polireda de Medeiros (PE), Lívia Tinôco (SE), sob coordenação de Antônio Arthur (MG) e Pablo Barreto (BA), que irão acompanhar a implementação do plano de revitalização do rio São Francisco com foco nas recomendações do Tribunal de Contas da União.

Há uma previsão de verba  para a  revitalização do São Francisco, com  investimentos iniciais de mais de R$ 900 milhões.


Os objetivos estratégicos de atuação do grupo de trabalho contemplam, ainda, a garantia da execução dos instrumentos de gestão de recursos hídricos do rio São Francisco e dos afluentes que integram e alimentam a bacia, além do apoio para a implementação da Fiscalização Preventiva Integrada em todos os estados que compõem a Bacia Hidrográfica. Esse Fundo  é um programa que reúne diversos órgãos públicos na prevenção e combate a degradação ambiental na região do São Francisco.



O Programa foi criado em 2004 no âmbito do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Ministério da Integração Nacional e outros 14 ministérios. Entre os principais parceiros, destacam-se a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a ANA, o Ibama, o ICMBio, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa/MS), Universidades Federais e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBH-SF).

Com prazo de execução de vinte anos, é uma política pública de articulação e integração permanente que envolve a população local e os governos federal, estadual e municipal. A partir de 2004, o Programa de Revitalização do rio São Francisco, foi incluído nos Planejamentos Plurianuais do governo federal para os quadriênios seguintes 2004-2007, 2008-2011 e 2012-2015, tendo assim garantido os recursos para a execução das ações.
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Jogos olímpicos terminam e Temer faz grande desfeita contra o Japão



A Olimpíada Rio 2016, conquistada pelo ex-presidente Lula e preparada pela presidente Dilma Rousseff, chega ao fim com um vexame diplomático protagonizado pelo interino Michel Temer.
Para evitar receber, antes da votação final do impeachment, as mesmas vaias que levou na abertura, que chegaram a 105 decibéis, ele deixou de ir à cerimônia de encerramento, evitando um encontro com o premiê japonês Shinzo Abe.
A desfeita causou mal-estar com a comitiva japonesa. Temer ofereceu um encontro em Brasília, que foi negado pelos japoneses, uma vez que Abe teria apenas 18 horas no Brasil, depois de uma viagem exaustiva. Ele veio porque Tóquio sediará os Jogos de 2020 e, tradicionalmente, o chefe de estado do país anfitrião passa o bastão olímpico ao responsável pela organização dos jogos seguintes.
Temendo novas vaias, Temer enviou apenas uma carta. "Confio que poderemos encontrar-nos proximamente. Teremos sempre a beneficiar-nos do diálogo franco e aberto sobre nossa diversificada agenda bilateral e sobre temas globais de interesse comum", disse Temer, na carta.
O presidente em exercício desejou sucesso na realização dos Jogos Olímpicos de 2020, que serão disputados em Tóquio.
Pela primeira vez na história, uma Olimpíada termina sem a representação de um chefe de estado, mesmo sendo um usurpador.


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Ilha da fantasia sem poesia

domingo, 21 de agosto de 2016



O título me faz lembrar, sem nenhum esforço, das votações polêmicas ensejadas em Brasília quando por lá se derrota, sem hesitação, a vontade do povo brasileiro, a induzir à ideia de que prevalece, prima facie, entre os senadores e deputados o espírito de porco, ou seja, o primário desejo da maioria dos parlamentares de fazer sujeira e se chafurdar oficialmente na lama. Mas isso seria apenas licença poética e de péssima poesia, porquanto me abstenho de homenagear aqui, neste momento, o eufemismo.

O que se infere na análise das declarações, opiniões, votos e abstenções dos parlamentares é a demonstração cabal de que nas duas Casas do Congresso o corporativismo, mesmo com denúncias, ainda prevalece em detrimento da coletividade e dos interesses nacionais.

Repita-se: A predominância dos privilégios da classe política sobre os interesses da população em geral, é traduzida nas peculiaridades das instituições da República e todos reconhecem que em Brasília existe uma aura de pertencimento que rejeita toda e qualquer interferência exógena.

Qualquer cidadão que não seja reconhecido como parte da ecologia do poder - no habitat de senadores, deputados, ministros ou de simples assessores com aquele crachá pendurado no pescoço por uma fita verde-amarela - é um estranho incômodo nas cercanias das instituições públicas sediadas desde a Esplanada dos Ministérios, após as eleições.

O que faz de Brasília um lugar inóspito, sem poesia, jamais será a arquitetura modernista de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, ou o ar desértico, dramático, que só oferece algum alívio na chegada da primavera quando fenomenalmente o cerrado floresce ralo e rasteiro mas com altas indaiás e gabirobeiras e os impressionantes Ipês, que me causam um sublime encanto quando estou muitas quadras distantes do prédio do Congresso.
Entretanto, apesar dos ipês, a aspereza de Brasília é traduzida nas suas asas setentrionais e meridionais ou no arquipélago de edificações simbólicas do corporativismo. Essa configuração insular tem a capacidade de incorporar e acomodar todos seus moradores, candangos, visitantes e frequentadores da Avenida W3 ou do Setor Hoteleiro Norte e Sul.

Brasília representa o ajuste perverso e equilibrado de todos os interesses corporativistas que atrasam a consolidação da democracia e preservam as desigualdades que dividem os brasileiros. Na capital do país, a sociedade composta de trabalhadores é tratada como um corpo estranho.

 Por sua vez, congressistas são contaminados pelo poder que abduz e magnetiza seus privados interesses em um processo que vai se isolando ad infinitum do ecossistema social a tornar Brasília uma Ilha da Fantasia, iliterata, impessoal, sem alma, sem pejo e sem poesia.
Nilson Machado de Azevedo
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OS PERIGOSOS TRAÍRAS NA VIDA E NA POLÍTICA




Seis ex-ministros do governo de Dilma Rousseff (PT) devem votar contra a presidente afastada no processo de impeachment, previsto para começar no próximo dia 25 no Senado.

Com o discurso de que a petista cometeu erros e de fidelidade aos partidos que integram, os senadores apontam, reservadamente, motivações pessoais para a decisão. Entre os seis ex-ministros, quatro são do PMDB – Garibaldi Alves (PMDB-RN), Eduardo Braga (PMDB-AM), Marta Suplicy (PMDB-SP), Edison Lobão (PMDB-MA) – e dois do PSB – Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Eduardo Lopes (PRB-RJ).

De acordo com a Folha de S. Paulo, caso eles votassem a favor de Dilma, ela só precisaria de mais um voto para barrar o impeachment definitivo. O PMDB rompeu com a presidente afastada quando havia indícios de que o impeachment tinha chances reais de ser aprovado pela Câmara dos Deputados.

Já o PSB deixou a base aliada antes da reeleição da petista, quando a legenda lançou a candidatura do ex-governador Eduardo Campos à Presidência. "O que me colocou no Senado foi a representação do povo do Amazonas e ele tem se manifestado claramente e majoritariamente em todas as pesquisas com relação ao afastamento.

Isso não significa que eu não respeite e não tenha consideração pessoal pela presidente", alegou Eduardo Braga, ministro de Minas e Energia de Dilma até abril deste ano. Para Garibaldi Alves, que comandou a Previdência, julgar Dilma é "uma árdua missão”. Marta, ex-petista que comandou a pasta de Cultura, defendeu a saída de Dilma já na primeira votação que o Senado fez no processo.  

Na última votação do processo, 21 senadores ficaram ao lado da presidente, contra 59 que se posicionaram a favor de seu afastamento. Para não sofrer impeachment, ela precisa do apoio (ou ausência) de pelo menos 28 senadores.
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Futebol brasileiro se redescobre e conquista medalha de ouro

sábado, 20 de agosto de 2016




Fim do jejum. No Maracanã, nas cobranças de pênalti e contra a Alemanha, o Brasil garantiu o último título que faltava ao seu futebol. Depois do empate em 1 a 1 no tempo normal, a Seleção derrotou a Alemanha na cobrança de pênaltis e garantiu o ouro inédito. Com o resultado, o Brasil chega a seis medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio 

O JOGO

O primeiro tempo entre Brasil e Alemanha começou equilibrado. A primeira chance foi dos visitantes e o travessão brasileiro foi carrimba. Em bela troca de passes, Brandt finalizou na trave, assustando o goleiro Weverton.

O Brasil respondeu logo depois. Após bela jogada, Neymar tocou para Douglas Santos, que cruzou na medida para Luan, porém, o jogador brasileiro não pegou bem na bola e facilitou o corte de Süle.

Aos 26 minutos, a seleção brasileira conseguiu o seu gol. Em falta próxima ao gol, Neymar cobrou com perfeição, sem chances de defesa para o goleiro Horn.

Atrás do placar, a Alemanha foi para cima e colocou a bola na trave brasileira em mais uma oportunidade. Meyer jogou a bola na área, Bender desviou e a bola tocou no travessão. 

O Brasil seguiu inferior no segundo tempo e levou o empate. Após falha da zaga brasileira, a bola saiu da direita pra o meio e Meyer finalizou, sem chances de defesa para o goleiro Weverton.

Precisando novamente de gols, o Brasil finalmente chutou uma bola no gol alemão. Aos 17 minutos, Renato Augusto arriscou de fora da área e a bola acabou indo para fora, assustando o goleiro Horn. O Brasil evoluia e criou uma bela chance logo depois. Renato Augusto avançou e cruzou para Gabriel Jesus, o atacante errou por pouco, mandando para fora.

A seleção brasileira seguia melhor no jogo. Neymar tentou chamar a responsabilidade e lançou Felipe Anderson, o meia se enrolou e não finalizou. Depois, o camisa 10 chamou a zaga alemã para dançar e arriscou de fora da área, a bola acabou indo para fora. 

Os últimos minutos foram de pressão do Brasil, mas sem muita criatividade, fechada, a Alemanha conseguiu evitar as chances de gol da equipe verde e amarela e o duelo foi para a prorrogação.

Prorrogação

O primeiro tempo da prorrogação foi mais equilibrado com duas chances para cada equipe. O Brasil chegou bem em lance de Neymar, que lançou Luan, porém, o jogador do Grêmio se enrolou na hora de finalizar e perdeu a chance. A oportunidade alemã aconteceu em contra-ataque. Petersen lançou e Brandt apareceu na grande área e tocou por cima do gol.

A segunda etapa começou com outra grande oportunidade do Brasil. Neymar lançou Felipe Anderson, mas o jogador brasileiro chutou mal em cima do goleiro alemão. O restante da prorrogação seguiu sem maiores emoções e decisão foi para os pênaltis.



Penalidades

Nas penalidades, as cobranças eram realizadas com perfeição por ambos os lados. Ginter, Gnabry, Brandt e Süle fizeram para a Alemanha. Marquinhos, Rafinha Alcântara e Luan acertaram para o Brasil. Até que chegou a vez de Petersen cobrar, o artilheiro alemão cobrou e Weverton defendeu. A bola do ouro foi de Neymar, que converteu a cobrança e deu o título olímpico ao Brasil.

FICHA TÉCNICA
Brasil 1 (5) x (4) 1 Alemanha

Data e horário: 20/8, às 17h30
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Auxiliares: Reza Sokhandan e Mahammadreza Mansouri (ambos do Irã)
Cartões amarelos: Zeca e Gabriel (BRA); Selke, Prömel e Sven Bender (ALE)
Gols: Neymar, aos 26'/1ºT (1-0); Meyer, aos 13'/2ºT (2-0)

Brasil: Weverton, Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Gabriel (Felipe Anderson, aos 25'/2ºT), Luan, Gabriel Jesus (Rafinha, aos 5'/1ºP) e Neymar. Técnico: Rogério Micale.

Alemanha: Horn, Toljan, Klostermann, Ginter e Süle; Sven Bender, Meyer, Lars Bender (Prömel, aos 22'/2ºT), Brandt e Gnabry; Selke (Petersen, aos 31'/2ºT). Técnico: Horst Hrubesch.
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