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BRASIL TUPINIQUIM

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018




Já virou um bordão dizer que "é melhor devolver o Brasil aos índios e pedir desculpas". Aliás, temos muito a aprender com os índios, que hoje tem que lutar para se manter nas suas “reservas”, quando deveríamos ter deixado para eles tomarem conta deste país. 


É corriqueiro observar que a grande massa nacional não tem o mínimo de princípios cívicos, de educação de base, só sabe reclamar, mas não cumpre suas obrigações para ter moral para cobrar seus direitos. E esse discurso de que a culpa é só do Estado também já cansou. 


A culpa é sua que não se importa com nada, que diz que política não te interessa, que vende seu voto. 

A culpa é sua que não estuda e não pensa, pelo contrário, engole qualquer porcaria que uma mídia manipuladora coloca no conforto do seu lar e você, um zumbi, sai replicando, sem sequer saber do que fala. A culpa é sua ao reclamar que a escola não educa seu filho - e não educa mesmo - pois isso é tarefa sua.


Então, assuma o papel que lhe cabe e ensine seu filho a pensar, a ter respeito pelas coisas públicas e pelo próximo e pare de achar que ele não se adapta às regras ou que a escola não entende o alcance da inteligência dele. Acredite que essa pode ser só mais uma estratégia que estão colocando na sua cabeça vazia, pois seu filho, simplesmente, é  um mal educado por você mesmo que não sabe respeitar hierarquia, que não sabe nada do que é  um ser social, pois você  é insensível com a boa cultura  e, por isto, não mostra a seu filho as pequenas coisas da ética, a começar dentro de sua casa, do seu próprio lar. 


Talvez você também nem saiba, na sua parvoíce encruada, do que estou falando aqui neste blog. É pelo seu atavismo cultural que até poderia lhe perdoar. Mas não perdoo porque você sempre é avisado, mas faz ouvidos de mercadores. 


Ora, se tivéssemos tantos Einstein por aí, como se quer fazer crer que temos, será que o nosso país estaria fazendo carnaval e um malfadado futebol para os gringos se divertirem às nossas custas? Pense sobre isso ou então repito: É melhor devolver o Brasil para os índios, pelo desastre que os brancos aqui fizeram.
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ACABOU O CARNAVAL, VAMOS ACORDAR

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018






Existe um ditado, lenda, história ou sei lá mais o quê: O ano novo no Brasil começa de verdade somente depois das festanças do carnaval. Isso até tem um pouco de fundamento por que serve para muita gente ter a desculpa esfarrapada principalmente os políticos corruptos e preguiçosos de que nada pode ser feito antes de passar o carnaval.



Na minha opinião, que nada tem de modesta, a cada ano que passa essa festa chamada de carnaval vem perdendo o verdadeiro sentido da brincadeira inocente, da alegria sem interesse, e de ser uma diversão saudável, assim como natal e outras datas que também perderam a sentido principal. O que se pode comprovar nesses eventos e desfiles carnavalescos é apenas bagunça, violência, interesses financeiros e muita gente se encharcando de álcool, drogas, sexo, e claro, fazem questão de estampar na cara e na ponta da língua que só vão se preocupar depois do carnaval.



Acabou, portanto, o feriado mais animado do nosso querido e estranho Brasil.



E se pararmos para pensar, é uma grande verdade. A partir deste momento as pessoas começam a planejar suas vidas, as empresas que não faliram com o golpe de 2016, começam a trabalhar de verdade, os funcionários ou servidores públicos e privados, pré reforma da previdência, deixam a tal “preguiça” de lado e colocam a mão e o pé na fogueira das manifestações e dos protestos. 



Mas em tempos de crise geral, como a que vivemos hoje no “país do carnaval”, teremos que tomar agora algumas atitudes que façam diferença em nossas vidas para sobrevivermos ou dela Vamos nos despedir, antes que o Vampiro “Presidente”, seja proscrito do Brasil.



E aquelas promessas na virada do ano que você fez? Então, já começou a colocá-las em prática? Não? Então o que está esperando? Resgate-as, e comece já o que deveria ter começado há 2 meses.


Não espere a Crise do Vampiro te pegar ou te deixar com medo. Tome atitudes para reverter a situação, acredite mais em você, tenha força de vontade, estude, mostre ao mundo para quê você veio. Não jogue suas promessas e seus objetivos ao vento para que se tornem míseros confetes de carnaval.





O ano de 2018 já começou complicado com as  crises políticas e existenciais decorrentes do golpe de 2016.  Será um ano de batalhas com “possíveis”  eleições e quiçá   inovações. Nem se diga que 2018 terá muitos feriados prolongados o que é ótimo para podermos descansar, pensar refletir e talvez ou mesmo sonhar com um país que lutará bravamente para reconquistar a governabilidade e a Justiça tão rebaixada, tão aviltada. Por isso façamos com que os dias úteis, sejam totalmente úteis para todos nós brasileiros progressistas. 




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COLOCANDO O PÉ NO CHÃO DE SALVADOR

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018






O carnaval de Salvador já não é de Salvador. De acordo com as estatísticas, apenas 22% dos soteropolitanos participam dele e de modo desigual, pois muitos participam da festa sem festejar, ou seja, trabalhando em condições mais que precárias a espremerem-se pelas ruas, vendendo cerveja, petiscos miúdos e enfeites ou ainda catando latas dia e noite para receber alguns trocados das empresas de reciclagem.

Famílias inteiras de trabalhadores autônomos a dormir na rua, sacrificando-se para obter um pequeno aumento de suas rendas com um inseguro comércio. Para isto fazem vigília no tumulto carnavalesco, dormem pelas manhãs na promiscuidade e na sujeira, nas calçadas ou nos escassos gramados, entre bêbados e lixo, ou em barraquinhas improvisadas que tomam as calçadas.

Há o turismo que enche os hotéis, há também os promoters, donos de blocos e de camarotes, há as cervejarias e seus propagandistas. Os trabalhadores qualificados do carnaval têm seu ganho muito suado… quando não levam calote, como acontece frequentemente com músicos contratados pela prefeitura, cujas queixas ecoam por meses na imprensa soteropolitana.

Dos abadás, 80% são vendidos para turistas, para gente de fora, consistindo em mais uma evidência de que o famoso carnaval de Salvador já não é de Salvador.

É a maior e mais descarada das mentiras dizer que o carnaval de Salvador é uma festa popular que é festa do povo para o povo. É coisa nenhuma! Carnaval virou festa para meia dúzia de gatos pingados e cheios da grana que se esgueiram nos camarotes com suas expressões de nojo quando voltam o olhar para a ralé presa ao chão.

Os direitos básicos de quem mora na área carnavalizada são eclipsados, suspensos, suprimidos, apagados ou violentamente restringidos por longo período, como se isso tivesse alguma base ética ou jurídica, como se fosse compatível com a democracia, a liberdade, a decência, como se  fosse coisa normal.  Numa cidade em que a mobilidade urbana  é complicada, o direito de ir e vir dos moradores dessa parte da orla marítima e de outros trechos da urbe soteropolitana, se vê severamente ainda mais limitado por longo tempo. O sono é proscrito para muitos. O sossego fica proibido para quem mora ali. 

Quem não quer ensurdecer que se mude. E se quer paz, dane-se. É carnaval! Quem não deseja ver danificada sua casa, seu prédio ou seu estabelecimento de comércio, providencie tapumes e arque com os gastos, pois o poder público não tem nada com isso.

A criatividade e a beleza, o humor, a crítica, a inteligência, são ainda encontráveis (cada vez menos) no carnaval de Salvador, mas não no espaço que se considera o mais privilegiado dessa folia. Os blocos afros continuam belos, o Ilê Aiyê e  os Filhos de Ghandi ainda encantam. Há graça nas Muquiranas e no "ideológico" Mudança do Garcia.

Muitos foliões passam longas horas a caminhar de um lado para o outro, à espera de que surja a estrela e dê seu show, fazendo-os agitar-se quase mecanicamente. Seja como for, os donos da folia insistem em que o carnaval é o suprassumo da cultura soteropolitana. Também há quem afirme que a sujeira e o barulho “fazem parte” da cultura dessa mesma cultura. Mas o povo de Salvador com certeza não merece o insulto.







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MUDOU O CARNAVAL, MAS NÃO MUDEI

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Reprisa na minha memória um carnaval de apenas três dias quando ao ostentar pela Avenida J.J. Seabra desfilei com uma fantasia confeccionada pelo exclusivo e inimitável alfaiate João Pacheco. A fantasia simbolizava um gavião de terno e gravata que pulava na folia à caça de andorinhas, odaliscas e colombinas.



O Abre Alas, com percussão de triunfante cadência, tinha no seu comando a batucada regida por Silvio Bandeira e o sucesso ritmado de “Balancei a roseira/ a rosa caiu/ rosa tem espinhos/ rosa me traiu" ... que representava um samba muito em voga, incluído no repertório da popularíssima batucada de Silvio.



O Clube Recreativo Sete de Setembro e a Sociedade Beneficente de Operários, concorrentes entre si, esmeravam-se na decoração momesca, ambos a disputar participação do inesquecível maestro e saxofonista Mário Rapadura, bem assim, do inconfundível Hermes que fazia do seu trombone o instrumento das marchinhas idílicas com inigualável competência, além de Pedro Cachaça, exímio baterista e do discreto Manoel Guerreiro, tocador de banjo.



O tríduo momesco espalhava-se pela cidade até a dispersão no periférico cabaré de Lourenço, ao tempo em que as graciosas cabrochas da rua do Perau desfilavam com seu estandarte de coloridas lantejoulas e paetês, recebendo merecidos aplausos do cordão dos marmanjos e dos velhos assanhados que caiam no ráli-gáli, sassaricando na esquina da rua Monsenhor Costa com a praça Dom Máximo até à avenida J.J. Seabra.



O aguadeiro Bonitinho não precisava nem usar "máscara de careta", Galo Cego, vigia do hospital, Queném, Eremita, Marciano, Dionísia e outros vultos populares das ruas, também se esbaldavam no carnaval com as suas fantasias naturais do dia-a-dia, sempre alvos de brincadeiras da indiscreta rapaziada do Momo.



Os entrudos, já em plena decadência, consistiam em jogar foliões na Ipueira, da rampa da praça Getúlio Vargas, permitido pelo rio cheio no mês de fevereiro ou março, havendo riscos de afogamentos, alguns etílicos, embora sem registros fatais, porquanto todos sabiam nadar e comer água indiscriminadamente.



Pelo sim pelo não, mudou o carnaval, mudou Xiquexique, mas não mudei eu, continuo na mesma festa, agora sacudindo o esqueleto no bloco dos Incutidos. 

Nilson Machado de Azevedo

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BREVE TRATADO SOBRE A MENTIRA

domingo, 4 de fevereiro de 2018



Minha avó costumava dizer: "Mentira tem pernas curtas." Esta sentença envolvia um certo sentido filosófico. Era como se o mentiroso fosse fácil de ser apanhado e, claro, ao sê-lo se cobriria de vergonha e  de desonra.

Isso naqueles tempos.

Tempos em que os vocábulos honra, ética, dignidade, decoro, honestidade não eram vulgarizados em rotineiras notícias na imprensa escrita e falada.

Quem possuía aquelas virtudes as preservava, não precisava ficar a apregoá-las ou esforçar-se para parecer que as tinha. Mas, os tempos mudaram muito. Aliás, em alguns aspectos do relacionamento humano, parece que voltamos ao tempo da barbárie. 

Mas, vamos nos ater ao tema da mentira. Hoje, mais do que nunca, ela ganhou status, desfila nos mais refinados ambientes dos Tribunais, em palanques, nos gabinetes dos poderes públicos, nos palácios, notadamente, de Brasília. A mentira já nem liga se tem pernas curtas. Ela está tão desavergonhada, tão sem pudor que mesmo identificada, não se importa de sustentar um sorriso irônico e escarnecedor, troçando de seus desafetos. 

Faz promessas ou juras que não pretende cumprir e até se traveste de verdade, audaciosa e descaradamente. Claro que ela se apoia na impunidade, muitas vezes. Hoje dir-se-ia que há dentro do Brasil uma verdadeira nação da mentira. A mentira criou realmente um poder paralelo, assim como está acontecendo, infelizmente, com a violência.

A força de persuasão de certas mentiras acaba por elidir qualquer possibilidade de a extirparem. Hoje em dia, é tal o seu poder de convicção, que alguns indivíduos se elegem em face da enganação, da mentira. Mentir e mentir sempre, até as penúltimas consequências. 

A mentira tem ainda um lado mais cruel. É quando ela se alia à infâmia, à calúnia e à difamação. Quando se imputa a alguém, sem provas, um fato definido, seja como crime, seja como uma ação imoral, ou ilegal etc. Nestas circunstâncias a mentira é ainda mais desleal e traiçoeira. Algumas vezes se vale da confiança alheia para disseminar intriga ou ódio contra alguém ou alguns.

Relembrando minha avó, ela também costumava dizer que às vezes a cobra morre pelo próprio veneno. Contudo, digo eu, nem sempre isto acontece, pois a mentira, quando muito arraigada, costuma resistir e ressurgir sempre, pelo hábito. A sua peçonha  a realimenta.

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MÃE D'ÁGUA

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018



Quando eu pescava lá para as bandas do Mangue Fundo e da Vila de Utinga, ao Sul  do Lago Ipueira que banha  Xique-Xique, habituava-me a  ver   uma mulher muito bonita que me encantava. Os seus cabelos longos e negros reluziam com o brilho do sol.  A linda criatura, metade peixe metade mulher, emergia das profundezas das águas e vinha   à margem do rio, exatamente no local onde eu costumava encostar minha canoa.
Possuía eu  o exclusivo dom de poder observá-la, sem me enfeitiçar.  Não era pra qualquer um ver a Mãe D’Água, sem se enfeitiçar. Mas eu, incólume, a via quando  ela sentava sobre as pedras e ficava a pentear os cabelos com seu pente de ouro.

Eu já sabia, por ouvir dizer, que a sua beleza faz muitos pescadores se apaixonar e  presenteá-la com perfumes, sabonetes e enfeites para seus cabelos. Muitos pescadores costumam deixar os agrados em cima das pedras nas quais a Mãe D'Água aparece.  Sem que percebamos  ela apanha os presentes e por gratidão ajuda os seus admiradores nas pescarias.
Eu mesmo já fui muito ajudado pela Mãe D’Água nas minhas pescarias. 

Tanto é que acredito, até hoje, na energia e nas forças do mundo invisível. A minha fé  proporcionou-me, durante longo tempo, muitas venturas ou felicidades advindas do Velho Chico, que ainda me traz a um mundo surrealista envolvido pela magia do rio sagrado.


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CRÔNICA DA INVOLUNTÁRIA LINGUA SOLTA

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018



Passei a notar com mais atenção a um  fenômeno, puxado  pela Rede Globo, que até no interior aqui da Bahia estão a achar extremamente chique pronunciar a letra “é” com o som fechado “ê”, imitando os brasileiros do Sudeste e  sulistas de origem italiana, alemã e espanhola.

Isso me fez esboçar uma reflexão, depois de ler reportagens e  alguns  estudos acadêmicos  sobre o tema.
Pois bem.
Quase todo brasileiro aprendeu a pronunciar as vogais do velho ABC assim: A, É, I, Ó, U. 

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Mas hoje em dia, especialmente na Rede Globo e nas vozes da propaganda, e especialmente em São Paulo e periferias, se você não chamar o “é” de “ê” e até mesmo o “ó” de “ô” faz feio, caso não seja  você um intelectual nordestino, reconhecido nacionalmente.
Não contentes com a mudança da letra isolada, para serem coerentes, eles  mudaram também a pronúncia do “é” nas palavras.


Essas pessoas não querem mais dizer “éducação”  e  sim “êducação”. República, com “é” bem aberto que vem das palavras latinas res publica, com o “e” de res bem aberto, só deve ser pronunciada “rêpública”, para ser chique. Mesmo que para isso o fôlego necessário para fazer a aspiração fechada seja maior, deixando a conversação mais cansativa.
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As sucessivas reformas ortográficas da língua portuguesa vêm facilitando essas “chiquezas”. Houve tempo em que “e” aberto tinha quase sempre o acento agudo “ ´ ” para diferenciar do “e” fechado que tinha o acento circunflexo “ ^ “. 

Mas as reformas ortográficas foram abolindo esse chamado acento diferencial. A reforma de 1971 (Lei 5765/71 do General Médici) é a principal responsável pela extinção do acento.
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Recentemente tivemos nova reforma que reduziu mais ainda o uso de acentos diferenciais. O objetivo alegado sempre foi o de simplificar a escrita, nunca o de mudar a pronúncia das palavras.
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Entretanto o que vemos hoje é uma avalanche de ê-falantes no português do Brasil.Tenho  a impressão de que cada repórter, cada locutor, cada propaganda na TV e no rádio vai diariamente para a frente do espelho treinar falar “ês” fechados para não cometerem gafes. E que temos fonoaudiólogas da Globo em todos os estúdios treinando os repórteres a falar “chique” com “ê” fechado.
 ..

A regra é ouvirmos:

Êlêtrônicos (embora ainda não ousem chamar elétrons de êlêtrons).
Êspêcial (embora não possam chamar espécie de êspêcie).
Êlêtricidade, êlêtricista, êlêtrizante, (embora não ousem pronunciar êlêtrico em vez de elétrico).
Cêlular (embora ainda pronunciem normalmente célula).
Nôrmal (embora ainda pronunciem norma com “ó” aberto).
Sêxual (embora não tentem mudar a pronúncia de sexo, de “é” para “ê” por ficar ridículo).
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Acabo de ouvir o repórter pernambucano Gerson Camarotti, da Globo News, tascar um “aprêssar”, chiquérrimo, pena que não se pode falar prêssa, por ficar estranho. na TV Globo, é corriqueiro soltar um “mistêrioso” no ar, palavra que aparentemente se origina de “mistério”. O mesmo Camarotti se refere ao atual governador do Rio de Janeiro como “Pêzão”. Falta chamar o presidiário Sergio Cabral de “Sêrgio”.

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Antigamente, na época de Cid Moreira e Sérgio Chapelin, o Jornal Nacional era anunciado assim: jórnal nacional. Agora o apresentadores  dizem: jôrnal nacional, jôrnal hoje, enfatizando bem o “ô”. Gente fina fala assim.
 Lembro-me que um jovem repórter fez uma matéria em um sítio de quilombolas para um programa de esportes de uma emissora de TV do Sudeste. Ele perguntava aos quilombolas: você já ouviu falar de Pêlé?  

Ouvindo isso, fiz uma retrospectiva mental tentando lembrar-me  se em algum lugar do Brasil ou do exterior, nas TVs e nos rádios, eu já ouvira alguém pronunciar o famosíssimo nome de Pelé com o primeiro “é” fechado. Nunca. Sempre o que se escuta é Pélé.
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Na língua portuguesa – na verdade em todas as línguas românicas - há o fenômeno histórico chamado metafonia. Na formação de plurais (olho -  ólhos; corpo -  córpos; ôvo  - óvos; porto - pórtos, etc).
Em conjugações verbais (dêver: eu dêvo, tu déves, ele déve, nós dévemos, vós dêveis, eles dévem), etc.  Em alemão há o fenômeno do Umlaut que é similar ao da metafonia. Alguns plurais se formam acrescentando um ä  que corresponde ao som da letra “é”, aberta.

No Brasil parece que fazemos uso mais equilibrado dos dois sons. Sempre tivemos bolsões de ê-falantes, especialmente no estado de São Paulo e nos estados do Sul, em regiões de forte imigração italiana, alemã e de língua espanhola (fronteiras com países falantes do espanhol). Mas eles eram minoria e bem delimitados.
...

O problema parece ter começado com as fonoaudiólogas da Globo e parece ter realmente se avultado quando a “elite” brasileira força a se  descobrir como melhor que o resto da população do país. Arvoram-se mais rica, mais bonita, mais europeia. ( A Europa acima do bem e do mal).


Esses arrogantes e ingratos   desprezam até as suas raízes nordestinas,  embora sejam eles filhos e  netos de nordestinos. E aí tão somente a psicanalise da linha freudiana para explicar.

...
Para arrematar, lembro-me, ainda, que o então candidato paulista Geraldo Alckmin, querendo os votos dos milhões de nordestinos que têm domicílio eleitoral no estado de São Paulo, colocou no ar uma ridícula  propaganda que emitia  uma voz nordestina falando, totalmente estereotipada, com todos os sons abertos, os “t” e os “d” sempre linguodentais, e essa voz ao falar PT dizia Pé-Tê.  Ora, ninguém no Brasil fala PT assim. Desconheço quem pronuncie no Brasil a letra “p” como “pé”.  Mas achei isso uma prova sensacional da politização fascista dessa questão linguística, sempre em involução.


Parece que os bregas do Sul/Sudeste do Brasil estão conseguindo fazer uma metafonia ao contrário: agora tudo que é aberto vai se tornar fechado.






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COMEÇOU A TEMPORADA CHIQUE

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018


Como no Big Brother, existe uma maneira muito simples de a gente parecer mais interessante do que de fato é diante de uma multidão. Basta criar uma conta no Facebook e manifestar desprezo por qualquer coisa que seja popular. Como o Big Brother ou o próprio facebook.

Neste mês de janeiro, quando as inserções do Big Brother, do Grande Irmão da Globo passam a ser mais frequentes na tevê, o movimento de pudores eletrônicos ganha um tom de campanha política com Lula, sem Lula ou sempre com Lula.

Depois que inventaram as correntes de Facebook, a substituir o pré-histórico jogo da velha, ficou muito fácil manifestar nossos bons gostos e engajamentos pela internet.

 Basta compartilhar as fotos com as inscrições "Odeio BBB", "Fora Kim Jung-Un”,  "Meu sofá da sala não é sentina", "Morte ao Paredão" ou "Tirem o Nilson Azevedo daqui do pedaço".

 Pega muito bem.

Se houvesse um guia prático do internauta moderno (sim, porque existem os internautas da velha guarda, uns que se deixarem mandam até a íntegra da missa aos domingos), a ojeriza aos reality shows seria a regra número 1.

 Mas não só.

 Para parecer um cara muito legal na internet e na vida, é preciso também:


Bater em Anitta, Pablo Vittar, Ludimilla e  Michel Teló, (ou TeLLó?). Sem dó. Como se fossem   toda massa operária  do PT a dançar funk carioca pelos estados do Nordeste.


Ter sempre no  mural do quarto ou das alcovas algum auto-retrato pintado de Frida Khalo  e desenhos estilizados de Tarantino, de Almodóvar, de Che Guevara e daqueles quatro rapazes de Liverpool atravessando a faixa de pedestres em Abbey Road. Não é preciso esclarecer a conexão entre eles.


De vez em quando, diga como anda sua vida acadêmica com a extinção do FIES e comemore em letras garrafais quando chegar a formatura. Não se esqueça de dizer que A-M-A a profissão escolhida. No Facebook não existe gente frustrada no campo profissional.

Conte sempre coisas fofas vividas em ambiente familiar, ainda que te digam que o que se vive entre quatro paredes deva ficar entre quatro paredes.

Vai a Paris, Roma, Berlim, Nova York ou vai para Xique-Xique ? Avise todo mundo pedindo dicas desses lugares para os amigos. Chegando lá ou em Xique-Xique não espere a volta para postar impressões e fotos.


Não importa que o Parque Nacional do Xingu fique em Mato Grosso: seja sempre contra qualquer intervenção humana no Pará ou no Paraná. Se não colar, lembre-se também que no País da corrupção não temos salvação.


Coloque na sua página a lista de artistas brasileiros que devem constar das suas preferências musicais: João Gilberto (aquele do "vai, minha tristeeeeeza…"), Chico Buarque ("estava à toa na vida, o meu amor me chamou..."), Caetano Veloso ("a que será que se destina a cajuína cristalina em Teresina..."). Mantenha certa distância  de Raul Seixas (tiozão demais, coisa de hippie doido).


Compartilhe diariamente sua indignação com a política nacional. Lembre todos os dias que o governo não presta e que Brasília seria muito melhor se, no lugar do Congresso, funcionasse um estacionamento.

E não se esqueça de elogiar a revista Veja e de referir-se ao ex-presidente Lula como o ”Nordestino Apedeuta" que será vilipendiado,  escorraçado, condenado e preso no próximo dia 24 de janeiro.


Feito isso, você espantará qualquer fantasma da breguice e do lugar-comum que contamina este país que a gente gosta de chamar de atrasado, terceiro-mundista.

Mas o Brasil é muito chique, minha gente!

Ninguém vai dar a mínima, mas o importante é ficar bem com a gente mesmo. Ou viver cada minuto como se fosse o último. E dormir com a consciência tranquila. Ou qualquer outro clichê que sirva.






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O BRASIL SE DESTACA

terça-feira, 9 de janeiro de 2018


O circo brasil vem sendo armado há muito tempo. O que acontece hoje é o sequenciamento da miopia e hipocrisia do Brasil Colônia, habilmente manipulado no Brasil República. Num jogo de poderosos, houve, historicamente, o acordo tácito entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais para que os resultados das urnas favorecessem essas regiões e, para tanto, bastaria manter o Nordeste numa condição de docilidade.

Acertou-se que, no Nordeste, as lideranças regionais seriam senhoriais – praticamente hereditárias -  com obrigação de manterem apoio irrestrito dos eleitores e, para tanto, estariam livres do uso sistemático da mentira, por meio e renovadas promessas de dias melhores ao povo nordestino. Assim, o Nordeste foi transformado em curral eleitoral, em um “zumbi cívico”, cuja finalidade é permanecer miserável, mergulhado na crença que um dia tudo vai melhorar.

Assim como a Oligarquia internacional transformou o Brasil num “zumbi econômico”, o Sudeste transformou o Nordeste em seu “zumbi cívico” particular. O que se vê é uma “República de Bananas” que, por sua vez, leva a uma “República de Ladrões”, uma republiqueta, imagem de um país miúdo. O crime espalha-se por todas as camadas da sociedade, comprovando o culto à rapinagem.

 A rapinagem emporcalha tudo, artes, ciências e profissões liberais. É o nivelamento por baixo, decadência geral. Surgem bandidos nas classes altas, empresários sonegadores, banqueiros ladrões, executivos corruptos e administradores propineiros. Por todos os lados aparecem lobistas e criminosos na política, engrossando o time do “rouba,  mas faz”.

A deterioração é geral.

Multiplicam-se criminosos que perambulam pelas ruas e pela Internet os estelionatários de classe média, traficantes engomadinhos, bandidos de classe C, punguistas miseráveis, além dos contraventores e criminosos do “colarinho branco”.

É visível por todos os lados que os brasileiros estão ficando desempregados, inadimplentes, vítimas da bandidagem que assola as ruas, que arrasa os filhos e as famílias, enquanto as autoridades brigam entre si na disputa de espaço para saquearem o Brasil.


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CRÔNICA DA PAULICÉIA ALUCINADA

domingo, 7 de janeiro de 2018


Se você já perdeu tempo tentando debater política com reacionários, verá que eles assistem os jornais da Globo ou outras mídias de massa burguesóide, leem a Veja, o Estadão e a Folha e acreditam que com isso serão especialistas em política. Do mesmo modo acreditam que jogo de futebol faz deles técnicos ou que assistir missa os faz santos.

O parco conhecimento político que apresentam é de pura presepada, uma papagaiada sem sólida base argumentativa, uma vez que têm preguiça de ler em face da própria demência intelectual, quando por hipo-insuficiência de massa cinzenta, intitulam de "TEXTÃO" escritos com mais de dez linhas.

Quando você os contrapõe, eles radicalizam ainda mais e dizem que todos os filiados ou simpatizantes do Partido dos Trabalhadores são corruptos e ladrões. Acham que todo progressista, todo revolucionário é um comunista que quer tirar o abundoso dinheiro de São Paulo, que eles ainda chamam “Locomotiva do Brasil”, para entregar aos nordestinos que hereticamente matraqueiam de “vagabundos do Bolsa Família".

São esses exotismos tabajaras da vasta planície de Piratininga que ouço, frequentemente, nos meus deslocamentos por São Paulo (a trabalho) e essa é a razão desses comentários que aqui faço.

********página 2********

Os “reaças” não têm ideia do que estão falando. Geralmente repetem coisas ditas por espertos do tipo Arnaldo Jabor, Olavo Carvalho, Merval Pereira, Gerson Camarotti, Cristiane Lobo, Miriam Leitão, Eliane Castanhede, Andréia Sadi, do presidiário Paulo Maluf, João Dória e outros fascistóides
da mesma jaez.

Acreditam que os movimentos sociais e anticapitalistas querem roubar as suas liberdades, tirar tudo aquilo que podem comprar, mas não sabem (e se sabem não compreendem) o conceito e a origem do capitalismo.
Acham que o Partido dos Trabalhadores é comunista e que comunista é sinônimo de bandido. Pasmem!

Recomendo que se você for nordestino, votou em Lula ou em Dilma, defende o PT e estiver em São Paulo, tenha cuidado e fique de olho nas mãos e nos gestos dos elementos conhecidos como “manos” e “meus”, exceção, talvez, para os da rua 25 de março, da Praça da Sé ou para os que sobrevivem de biscates na esquina da Ipiranga com a Avenida São João.

********página 3*********

Por falar em São Paulo, outro dia peguei um taxi nas imediações da Avenida Paulista, para o Aeroporto de Congonhas visando retornar para Salvador, após um dia estafante em um escritório na Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Costumo, rotineiramente, fazer esse trajeto sempre de taxi e posso, portanto, afirmar que muitos taxistas de São Paulo demonstram ser, contraditoriamente, os proletários mais reacionários que povoam a rica e poluída Capital Bandeirante.

Transportam passageiros engravatados dos Jardins para os aeroportos de Congonhas e Guarulhos e reproduzem o mesmo besteirol elitista da classe média, do antipetismo varejista que em São Paulo se transformou em obsessão generalizada.

********página 4********

É aí que esses taxistas paulistanos, imitadores dos ricos da Paulicéia, estão a usar da mesma retórica limitada do “Já votei no PT e estou decepcionado" e “Lula é ladrão”. Tentam convencer os passageiros “sem gravatas” de que qualquer candidato é bom desde que não seja petista.

Convenhamos! Isso é de extrema estupidez, de exacerbada paranoia e sem-vergonhice coletivas que, lamentavelmente, ainda tomam conta de São Paulo a confirmar, na íntegra e em capítulos, as “Leis da Imitação” de Gabriel Tarde.

Mas nada aqui se perde e tudo aqui se transforma, porque tenho pessoas que amo de verdade e amigos que prezo também de verdade que adoram e residem em São Paulo e passeiam pelo Parque Ibirapuera, graças a Deus e a São José de Anchieta!

Nilson Machado de Azevedo
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PF acha malas de dinheiro em suposto apartamento de Geddel

terça-feira, 5 de setembro de 2017


A Polícia Federal encontrou na manhã desta terça-feira (5) um apartamento em Salvador (BA) com milhares de notas de R$ 50 e R$ 100 armazenadas em malas e caixas de papelão. A PF classificou o local como suposto “bunker” de Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Michel Temer, para guardar dinheiro em espécie.

A descoberta foi feita durante a Operação Tesouro Perdido, decorrente da Operação Cui Bono, deflagrada na manhã de hoje para cumprir mandados de busca e apreensão emitidos pela 10ª Vara Federal de Brasília.

Segundo a PF, após investigações decorrentes das últimas fases da Cui Bono, os agentes chegaram “a um endereço em Salvador (BA) que seria, supostamente, utilizado por Geddel Vieira Lima como “bunker” para armazenar dinheiro em espécie”.

“Durante as buscas foi encontrada grande quantia de dinheiro em espécie. Os valores apreendidos serão transportados a um banco onde será contabilizado e depositado em conta judicial”, esclareceu a PF em nota

Fonte: R7
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Seca: Xique-Xique já chega aos 6 meses sem chuva; moradores sofrem na região

A seca continua e 193 municípios estão em situação de emergência. Quase 4 milhões de baianos sofrem com a falta de chuva. 


No município de Xique-Xique, no Oeste Baiano, no Vale do São Francisco, não chove há cerca de 6 meses. A maior lagoa de região está praticamente seca e milhares de peixes morreram. Para as autoridades ambientais a seca completa da lagoa parecia ser uma questão de tempo. Por duas vezes pescadores junto ao IBAMA uniram forças e retiraram da lagoa cerca de 50 mil peixes que foram soltos às margens do rio São Francisco. O problema é que a maioria se afogou na lama e hoje está apodrecendo no solo rachado pelo sol. 

“Nós pecamos, a prefeitura pecou, o Estado pecou e, principalmente, o IBAMA, mas ainda existe tempo para a gente corrigir essas coisas”, afirmou  Wanderley Pinheiro, analista ambiental de Itabuna. 

A seca fez com que os pescadores abandonassem suas atividades. 

“Uma quantidade de aproximadamente duas mil pessoas recebem impacto direto, pois os mesmos dependem dessa lagoa pra questão da pesca, eles dependem pra criação de animais e pequenas áreas agrícolas. Nós projetamos fazer canais aqui dentro, pra pelo menos perenizar a água quando ela estiver perdendo sua capacidade hídrica”, disse o secretário do meio ambiente, Roberto Rivelino. 
Cerca de vários meses não chove em Xique-Xique, mas segundo o geógrafo, Railton Barbosa, essa não é a única causa para a seca no local.

“Nós estamos aqui no intuito da lagoa, as queimadas aqui são constantes, o desmatamento também, a extração de areia, a pesca predatória, tudo isso contribuiu aqui com a seca da Lagoa de Itaparica. Associado com a estiagem, a extração irregular de água no subsolo e tudo isso provoca a seca muito rápido deste local”, completou Railton Barbosa. 


A previsão não é absolutamente nada animadora para os ribeirinhos. A chuva na região deverá vir apenas na segunda quinzena de outubro.


Fonte: G1.gloo.com
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Xique-Xique: Promotoria diz que prefeito faz tipo ‘Renan Calheiros’ em caso de concursados e pede afastamento do gestor

sexta-feira, 23 de junho de 2017


A Promotoria de Justiça de Xique-Xique, no centro norte, acusa o prefeito da cidade, Reinaldo Braga Filho, de fazer o tipo “Renan Calheiros” no caso dos concursados da prefeitura que esperam ser admitidos. O fato ocorre porque o gestor se recusa a cumprir uma decisão judicial, de 11 de maio passado, que o obriga a contratação dos concursados. À época, o juiz da Vara Cível de Xique-Xique, Fernando Antônio Sales Abreu, determinou a recondução dos concursados e imputou multa diária de R$ 5 mil em caso de desobediência (lembre aqui).  

A soma das multas já chega a R$ 190 mil, contando até esta quarta-feira (22). Por conta da resistência em cumprir a decisão, a Promotoria de Xique-Xique, através do promotor Ailson de Almeida Marques, pede agora que a Justiça aumente a multa para R$ 10 mil diários, além do afastamento do prefeito. Ao todo, 58 pessoas esperam pela volta ao trabalho, para cargos como enfermeiro, psicólogo, auxiliar operacional, agente administrativo, técnico em enfermagem, assistente social, professor, entre outros. 

A Promotoria também pede que o caso seja endereçado ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) por conta do ato que pode ser configurado como improbidade administrativa [ato ilegal à administração pública]. Após serem aprovados e terem o nome divulgado no Diário Oficial do Município em dezembro passado (ver aqui), os aprovados foram demitidos por Braga Filho um dia após o gestor tomar posse na prefeitura. O prefeito tinha argumentado que os servidores tinham sido admitidos para atender aliados da gestão passada e que a nova gestão não tinha orçamento suficiente para mantê-los contratados.


Fonte: Bahia Notícias
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Homem morre em confronto com a CIPE/Semiárido no povoado de 'Buriti' em Gentio do Ouro

sexta-feira, 14 de abril de 2017




Durante a noite desta quarta-feira (12), por volta das 18hs policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado  -  (CIPE/SA) foram até o povoado de “Buriti”, no município de Gentio de Ouro, para averiguar uma uma denúncia sobre um indivíduo, que estaria em posse de uma arma de fogo fazendo ameaças aos moradores locais e seus familiares. Ao chegar ao local, a guarnição se deparou com o homem de iniciais, R.O.R o qual reagiu a abordagem da polícia, efetuando dois disparos contra a guarnição que revidou a injusta agressão vindo a atingi-lo de imediato. Após ser alvejado, o meliante foi conduzido até o Hospital Julieta Viana do município de Xique-Xique, onde recebeu atendimento, porém, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.


Com o indivíduo foi encontrado 1 (um) revólver cal. 32, marca Rossi, oxidado, com numeração raspada, além de 2 (duas) munições intactas e 2 (duas) deflagradas. Todo o material foi recolhido e encaminhado até a Delegacia Territorial de Polícia Civil 14º Coorpin desta sede da U.O.E, onde foi realizado todos os procedimentos legais da Ocorrência.



Informações: CIPE/Semiárido
Adaptação textual: Rawan Machado







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Jovem de 27 anos morre em acidente de moto em João Dourado/BA

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Por volta das 13hs da tarde deste último domingo (09), ocorreu um grave acidente de moto que vitimou a pessoa de Pedro de Oliveira Silva, 27 anos. De acordo com informações preliminares, Pedro conduzia sua motocicleta que acabou colidindo contra um carro que estava estacionado. O acidente ocorreu nas proximidades da comunidade de “Paraquedas”, zona rural, do município de João Dourado. O corpo de Silva foi encaminhado para IML – Instituto Médico Legal onde passará por exames de necropsia.

Por: Rawan Machado
Foto: Central Notícia 
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ONU aceita recurso do ex-presidente Lula sobre as violações de suas garantias no Brasil

quarta-feira, 26 de outubro de 2016



A defesa do ex-presidente Lula informa em nota nesta quarta-feira 26 que "o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos informou que o comunicado individual feito em julho em defesa do ex-presidente passou por um primeiro juízo de admissibilidade e foi registrado perante aquele órgão".

Além disso, o governo brasileiro foi intimado a apresentar 'informações ou observações relevantes à questão da admissibilidade da comunicação' no prazo de dois meses". O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, lembra que, na peça protocolada em Genebra, "foram listadas violações ao Pacto de Direitos Políticos e Civis, adotado pela ONU, praticadas pelo juiz Sergio Moro e pelos procuradores da Operação Lava-Jato contra Lula".

"Avançamos mais um passo na proteção das garantias fundamentais do ex-Presidente com o registro de nosso comunicado pela ONU", afirma o advogado. "É especialmente importante saber que, a partir de agora, a ONU estará acompanhando formalmente as grosseiras violações que estão sendo praticadas diariamente contra Lula no Brasil", diz ele.

Leia a íntegra do comunicado:

Nota

Na qualidade de advogados do ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva recebemos hoje (26/10/2016) documento emitido pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, informando que o comunicado individual feito em 28/07/2016 em favor de Lula passou por um primeiro juízo de admissibilidade e foi registrado perante aquele órgão. O mesmo comunicado informa que o governo brasileiro foi intimado também nesta data para apresentar "informações ou observações relevantes à questão da admissibilidade da comunicação" no prazo de dois meses.

Na peça protocolada em julho, foram listadas diversas violações ao Pacto de Direitos Políticos e Civis, adotado pela ONU, praticadas pelo juiz Sergio Moro e pelos procuradores da Operação Lava-Jato contra Lula.

Tal Pacto assegura, dentre outras coisas: (a) proteção contra prisão ou detenção arbitrária (Artigo 9º); (b) direito de ser presumido inocente até que se prove a culpa na forma da lei (Artigo 14); (c) proteção contra interferências arbitrárias ou ilegais na privacidade, família, lar ou correspondência e contra ofensas ilegais à honra e à reputação (Artigo 17); e, ainda, (d) do direito a um tribunal independente e imparcial (Artigo 14).

A ação pede ao Conselho que se pronuncie sobre as arbitrariedades praticadas pelo Juiz Sergio Moro contra Lula, seus familiares, colaboradores e advogados. As evidências apresentadas na ação se reportam, dentre outras coisas: (i) à privação da liberdade por cerca de 6 horas imposta a Lula em 4 de março de 2016, por meio de uma condução coercitiva sem qualquer previsão legal; (ii) ao vazamento de materiais confidenciais para a imprensa e à divulgação de ligações interceptadas; (iii) a diversas medidas cautelares autorizadas injustificadamente; e, ainda, (iv) ao fato de Moro haver assumido em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, em 29/03/2016, o papel de acusador, imputando crime a Lula por doze vezes, além de antecipar juízo de valor sobre assunto pendente de julgamento.

A ação cita precedentes da Comissão de Direitos Humanos da ONU e de outras Cortes Internacionais, os quais mostram que, de acordo com a lei internacional, o Juiz Moro, por já haver cometido uma série de ações ilegais contra Lula, seus familiares, colaboradores e advogados, perdeu de forma irreparável sua imparcialidade para julgar o ex-Presidente.

Avançamos mais um passo na proteção das garantias fundamentais do ex-Presidente com o registro de nosso comunicado pela ONU. A data é emblemática porque justamente hoje nos encontramos em Boston, para discutir o fenômeno do lawfare com especialistas da Universidade de Havard. É especialmente importante saber que, a partir de agora, a ONU estará acompanhando formalmente as grosseiras violações que estão sendo praticadas diariamente contra Lula no Brasil.

Brasil 247
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Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministra Carmem Lúcia, não aceita reunião com Michel Temer



Para alguém que se oferecia como “pacificador” e “salvação do mercado”, Temer se revelou um sujeito incapaz de conter a guerra de gangues dentro de seu governo e de chamar duas pessoas para um café.

É o campeão dos sinais trocados. Organiza um banquete para deputados votarem a favor de uma PEC que limita gastos públicos, mas não tem autoridade para reunir o presidente do Senado e a do STF para uma conversa breve.

Carmen Lúcia recusou o encontro que Michel marcou para esta quarta porque não quer encontrar Renan Calheiros. Pode ser que fique para sexta. Pode ser.

É uma nova humilhação para Temer.

Depois do bate boca público, Renan e Carmen estão batendo o pé para garantir que os poderes que representam não sejam aviltados. Como se isso fosse possível depois do golpe.

Ao abrir a sessão do Conselho Nacional de Justiça, CNJ, Carmen disse que “onde um juiz for destratado, eu também sou. Qualquer um de nós, juízes, é”. Pediu “respeito integral”.

É um pouco tarde, depois do papel que o Supremo vem desempenhando e diante de alguém como Gilmar Mendes, que vive enxovalhando a categoria — mas Gilmar pode tudo.

Renan não deixou barato e falou que a ministra fez “exatamente como ele”. “Faltou uma reprimenda ao juiz de primeira instância, que usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal”, apontou.

Tivesse o convite partido de alguém com legitimidade, não haveria recusa. Mas vem de um governante fraco.

O caos está instalado. Mônica Bergamo informa que PSDB, PT e outros partidos discutem a possibilidade do bando não sobreviver à delação premiada da Odebrecht, que atingiria Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, Moreira Franco e o ex-interino. E ainda tem um Cunha rindo no horizonte.

É o clássico dead man walking. Alguém que não vale a companhia nem para dividir um pão de queijo. É mais que decorativo. Dispensável é a palavra certa.


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Nordestinos são ofendidos mais uma vez


Nesta terça-feira (25), uma  atriz chamada Alexia Dechamps causou polêmica em audiência pública em Brasília na Câmara dos Deputados, para decidirem se proibem ou não a vaquejada no Brasil.

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Segundo informações da colunista Fabíola Reipert, do site 'R7', a modelo Maria Paula Maia, de Maceió (Al), estava no local e ficou indignada com a falta de respeito de Alexia com os nordestinos que estavam no local.

A tal da  atriz disse para eles: "Calem a boca que nós já pagamos o Bolsa Família de vocês".

Alexia participava da audiência pública saindo em defesa dos animais, pois na vaquejada, que é uma atividade cultural do Nordeste, eles sofrem bastante, porém acabou sendo critica pela forma como tratou as outras pessoas no local.
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Com 359 votos Câmara aprova em 2º turno a PEC 241

terça-feira, 25 de outubro de 2016



A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira, 25, em segundo turno, o texto principal da Proposta de Emenda à Constituição que limita por 20 anos os gastos públicos, indexando-os à inflação. PEC 241 foi aprovada com 359 votos a favor, 116 votos contra e 2 abstenções. Deputados votam no momento os destaques ao texto. 

O texto estabelece que, pelos próximos 20 anos, as despesas da Executivo, Legislativo e Judiciário só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior. A partir do décimo ano, o presidente da República poderá propor uma nova base de cálculo ao Congresso.

Ao longo de toda a sessão, a oposição apresentou uma série de requerimentos. Parlamentares apresentaram um pedido com 330 mil assinaturas contra a aprovação da PEC. Da galeria do plenário, manifestantes gritavam a todo instante palavras de ordem contra a PEC, como "Ou para essa PEC ou para o Brasil".

Depois de mais de sete horas de discussão e obstrução da oposição, o plenário da Câmara dos Deputados a Emenda foi aprovada.  O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os aliados do governo esperam concluir a apreciação da PEC na Casa em novembro.
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Morre Carlos Alberto, o Capitão da seleção brasileira tricampeâ em 1970


Capitão do tricampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, o ex-lateral Carlos Alberto Torres morreu aos 72 anos nesta terça-feira. O ex-jogador, que atualmente trabalhava como comentarista da Sportv, sofreu um infarto fulminante. O velório será na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Carlos Alberto Torres fez sua última participação na emissora no último domingo durante o programa "Troca de Passes". Ele estava em sua casa no Rio de Janeiro quando sofreu o infarto. Segundo a TV Globo, Torres estava acompanhado do amigo e comentarista Ricardo Rocha quando começou a se sentir mal, chegou a ser encaminhado para o hospital, mas não resistiu.

Além de comentarista, Torres também era membro do Comitê de Reformas da CBF, grupo que estuda reformas em Código de Ética, Estatuto, Licenciamento e Registro, Calendário e Futebol Feminino. O grupo se reunia a cada dois meses para debater o assunto.
Carlos Alberto Torres marcou época no futebol brasileiro não só por sua passagem na seleção, mas também pela carreira trilhada em clubes do país, como Santos, Botafogo e Fluminense. Foi tricampeão carioca pelo time tricolor (1964, 1975 e 1976) e pentacampeão paulista na equipe santista (1965, 1967, 1968, 1969 e 1973). 

Ao pendurar as chuteiras em 1982, quando atuava pelo New York Cosmos, Carlos Alberto Torres iniciou a carreira de treinador com o título brasileiro de 1983 com o Flamengo. Passou por diversos clubes até o trabalho no Paysandu em 2005, o seu último na profissão.
Mas a cena que ficará imortalizada em sua vida no futebol é a da Copa do Mundo de 1970, quando levantou a taça Jules Rimet ao término da campanha histórica. Foram seis vitórias em seis jogos de um time que reuniu Pelé, Tostão, Jairzinho, Gerson e Rivelino
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