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A REVOLTA DOS RICOS E IGNAROS

quinta-feira, 18 de outubro de 2018



Neste segundo turno das eleições de 2018 a maioria dos brasileiros se diz votar na esperança, na fantasia e na promessa tipicamente anárquica. Todos os esforços e comunicações do ora candidato militar, de seus assessores e orientadores,  estiveram até agora voltados para convencer obsessivamente, por todos meios e formas,  o gigantesco contingente  notadamente dos ricos e da  privilegiada classe média do Sul e Sudeste do Brasil.  Conseguiram!
Com os recursos naturais ainda existentes no País, com a potencialidade territorial, com aquilo que já se alcançou – embora aquém do possível, bem aquém – falta ao Brasil, para se tornar de fato uma potência independente, desenvolvida e democrática, o básico: uma população educada, no sentido da alfabetização plena e também da educação no que se refere ao conjunto de valores e conhecimentos agregados.
Aos extremistas de direita, plutocratas, futuros detentores do poder, não interessa oferecer essa educação ao povo. Mas sabem eles   que se a população   sentir na pele o triunfo da barbárie no decorrer do quadriênio, eles extremistas possivelmente serão expurgados pela fúria ou revolta   nas ruas, praças, avenidas e planaltos  do país, em que pese o retorno e a força do Totalitarismo, já na iminência de ser implantado.
As pesquisas denotam, no entanto, que há o apoio da ignara   maioria absoluta dos eleitores, que optou por não separar o joio do trigo. Votou emocionada e irracionalmente e assim pode continuar, sem arrependimentos.
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OS MUNICÍPIOS E A VELHA POLÍTICA NACIONAL

quarta-feira, 17 de outubro de 2018




Para uma gestão municipal eficiente, um dos obstáculos é a manutenção da chamada velha política, onde predominam práticas coronelistas e uma política personificada em figuras. Ao mesmo tempo, quem ocupa cargos na esfera federal detém poder orçamentário, o que pode influenciar diretamente as eleições municipais. Esse é um apoio que o governo precisa para se manter e governar quando acontecem as eleições parlamentares, que definem os 81 senadores e 513 deputados do Congresso Nacional.

Vale lembrar que a trajetória de grandes políticos geralmente não começa em Brasília, mas em municípios e estados, onde as primeiras alianças são estabelecidas. Quando esses mesmos políticos passam a ocupar cargos na esfera federal, continuam favorecendo seus aliados locais por medo das consequências que um rompimento com o modo vigente traria para as próximas eleições para cada partido, segundo a obra “Barões da Federação”, do cientista político Fernando Abrucio. 

Para combater essa realidade pouco adianta – sem diminuir a importância desses mecanismos – criar legislações eleitorais mais rígidas ou burocracias nos processos de prestação de contas de campanhas políticas, se pequenos municípios não têm capacidade de executar ou fiscalizar esses aspectos. Dar um passo para trás e considerar a realidade local dessa parcela da população é fundamental.

A "AJUDA"

A existência da “ajuda” como uma variante da compra de votos. Os moradores da cidade não entendem como compra de votos, mas a Justiça Eleitoral, sim. De 4 em 4 anos, os políticos aparecem e seu dever é ajudar a população com uma carona, um remédio, um refrigerante para a festa dos filhos ou qualquer outra coisa que possa ser revertida em pedido. Quem ajuda mais, tem uma maior credibilidade na cidade, pois cumpre melhor a sua função política. Existem até publicações em páginas de candidatos nas redes sociais dando geladeiras a moradores. Sem ser a “ajuda”, a compra de votos acontece também no dia da eleição.


Nesse contexto de interior do país, a Prefeitura serve principalmente para empregar (ou ajudar) a população. Assim, o período eleitoral carrega uma tensão porque é a chance de manter o emprego ou garantir um no início do próximo mandato. Funciona como uma importante fonte de renda para os moradores. Em uma realidade na qual a visibilidade em carreatas ou comícios é importante, a Prefeitura tem um papel relevante nesse procedimento.


A velha política, portanto,  ainda está profunda e culturalmente enraizada a ponto de uma campanha ser considerada inovadora simplesmente por ser feita dentro da lei e isso  acontece também  no âmbito nacional.

 

POLITIZE!
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FIQUE ATENTO PARA O HORÁRIO DAS PROVAS DO ENEM NOS PRÓXIMOS DIAS 4 e 11 de NOVEMBRO



No primeiro dia do exame (4/11), serão aplicadas as provas de linguagem, ciências humanas e redação. A aplicação terá 5h30 de duração. No segundo dia (11/11), haverá provas de ciências da natureza e matemática. Os estudantes terão cinco horas para resolver as questões.


“No primeiro dia de prova, a carga de leitura é muito grande e tem a prova de redação. Já tem elemento de estresse natural. Vai valer a pena tentar forçar um pouco o horário biológico alguns dias antes”, diz o  professor Marcelo Freire, que acrescenta: “Se o estudante dormir mais cedo ao longo da semana, no sábado não vai ter problema com isso. Não adianta fazer isso na véspera, junto com o nervosismo, que é normal, não vai funcionar”.


A dica pode ser adotada por estudantes de todos os estados, independente de adotarem o horário de verão ou não. Isso porque a aplicação do Enem segue o horário de Brasília, que adota a alteração na hora.

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Os portões abrem às 11h e fecham às 12h, no horário local: BAHIA, Alagoas; Amapá; Ceará; Maranhão; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Pará; Paraíba; Pernambuco; Piauí; Rio Grande do Norte; Sergipe; Tocantins

Os portões serão abertos às 10h e fecham às 11h, no horário local: Amazonas; Rondônia; Roraima.

No Acre, os portões abrem às 9h e fecham às 10h, no horário local.

Os portões serão abertos  às 12h e fecham às 13h, no horário local: Distrito Federal; Espírito Santo; Goiás; Minas Gerais; Paraná; Rio de Janeiro; Rio Grande do Sul; Santa Catarina e São Paulo.


Fonte EBC- Agência Brasil
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MUCUGÊ É MONITORADA POR CÂMERAS

terça-feira, 16 de outubro de 2018



As câmeras de monitoramento já começaram a ajudar no combate a crimes    em algumas cidades do interior da Bahia, a exemplo de   Mucugê na Chapada Diamantina.

Mucugê  é um dos 78 municípios baianos com menos de 10 mil habitantes que decidiu  investir em vigilância como cidade grande. 

Por iniciativa dos próprios moradores, o Conselho Comunitário de Segurança Pública instalou um sistema com 50 câmeras espalhadas nos principais pontos da cidade – das praças às ruas com restaurantes mais movimentados e até no Cemitério Bizantino, criado no século XIX. 

O Festival de Forró da Chapada, realizado no fim de semana passada, foi o primeiro evento monitorado em tempo real, informou o presidente do Conselho, Tácio Matos Neto. De acordo com ele, pelo menos metade das câmeras já está funcionando. O restante deve entrar em operação gradativamente até o fim de novembro. 

Há pouco mais de dois meses, o conselho foi instituído. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 25 mil – todo o valor a partir de doações dos próprios moradores. A ideia, segundo Matos Neto, é fazer com que a sociedade civil também assuma a responsabilidade pela segurança pública. Ele reforça que o conselho não pretende retirar responsabilidades do estado, nem do Judiciário, mas que essa deve ser uma preocupação geral.

Tácio diz que embora as pessoas estejam acostumadas com a tranquilidade da cidade, ocasionalmente, ocorrem alguns crimes. No início do ano, inclusive, durante um festival, houve prisões por tráfico de drogas.  Os equipamentos estão espalhados perto de prédios públicos, de escolas e nas entradas e saídas da cidade.

Em grandes eventos, é comum que o município atraia centenas de visitantes e fique mais vulnerável a delitos. “Mucugê é uma cidade tranquila, mas é difícil manter isso assim, porque as realidades do entorno, da Bahia e do Brasil são diferentes. A criminalidade migra de um espaço para outro, por isso, hoje, temos preocupação com as pessoas que vêm de fora”. 

Policiais terão acesso às imagens em tempo real, diretamente de um celular. As câmeras conseguem gravar até mesmo quando não há nenhuma iluminação.

Eis, como se vê,  um ato de boa administração pública em  Mucugê, sem elevados custos,  que outras cidades do interior baiano deveriam seguir. 




Com informações do Correio da Bahia
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OS VIEIRA LIMA DE FORA DA CÂMARA FEDERAL PELA PRIMEIRA VEZ EM 43 ANOS

segunda-feira, 15 de outubro de 2018




Pela primeira vez  a família Vieira Lima fica longe do poder, desde 1975, quando há 43 anos, o pai de Lúcio e Geddel, Afrísio Vieira Lima, foi eleito para uma cadeira na Câmara pela extinta Arena, partido de apoio aos militares, de acordo com levantamento feito pela coluna de Fausto Macedo, do jornal Estado de São Paulo-Estadão.

O jornal atribui a ausência aos escândalos envolvendo a família em investigações decorrentes da Lava Jato, que culminaram na prisão do de Geddel Vieira Lima a quem é atribuído o bunker de R$ 51 milhões em Salvador.  atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. 

A ação ainda tramita no Supremo Tribunal Federal porque o irmão de Geddel, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), que também é réu, tem prerrogativa de foro, mas não se reelegeu e perderá o privilégio. 

Sob relatoria do ministro Edson Fachin, o processo está na fase de depoimentos de testemunhas.
Afrísio Vieira Lima, já falecido,  se reelegeu até 1990, então já pelo MDB, quando foi substituído pelo filho mais velho, Geddel, eleito deputado federal pela primeira vez naquele ano. O mandato de Geddel terminou em 2010, quando tentou chegar ao governo da Bahia. Lúcio, por sua vez, somava mandatos desde 2010.

Geddel se manteve na presidência do MDB baiano até o impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016, ano em que recebeu convite para comandar a Secretaria de Governo do presidente Michel Temer. Geddel está preso no presídio da Papuda em Brasília.



Com informações do Bahia Noticias

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A SERPENTE DO MIRADOURO

sábado, 13 de outubro de 2018




Para mim, que nas suas margens vivi, não há dúvidas de que o rio São Francisco é um celeiro de lendas. É santo que foge de igreja, é caboclo d´água que vira cabaça para atrair e comer as pessoas, é serpente encantada, mãe d´água, entre tantos outros mistérios que habitam as profundezas do “Velho Chico” e aguçam a imaginação dos barranqueiros.   

Em Xiquexique, na ilha do Miradouro de 12 km de extensão por 6 km de largura, ninguém sabe ao certo onde foi parar a serpente que vivia debaixo do altar-mor da Igreja de Santana.

A construção dessa igrejinha é do início do século XVIII e se deve a um caboclo rico chamado Robério Dias Muribeca, neto de Caramuru e da índia Paraguaçu. Diz uma das versões da lenda que a mãe de Robério virou uma serpente encantada e ele construiu uma igreja na Ilha do Miradouro para acorrentá-la debaixo do altar. Conta-se que de sete em sete anos acontece um estrondo na igreja, deixando-a toda rachada. Os devotos rezam o "Ofício" senão a serpente aparece e sai comendo tudo.

O forro do altar, com a pintura da santa, estava quase desabando quando lá estive,  devido à ação dos cupins e da infiltração. A imagem original de Santana, com uma coroa de ouro, foi roubada há mais de 30 anos. Em outra invasão de vândalos, o piso da sacristia foi arrancado e cavaram um buraco em busca de um possível tesouro que muita gente acredita estar enterrado por ali.

A pequena imagem de Santana em madeira, possivelmente é tão antiga quanto à igreja que conserva o púlpito com bacia de pedra e guarda-copo de madeira, almofadado. As grades da comunhão, em treliça, estavam amontoadas há vários anos na sacristia.

Sobre a origem do nome da ilha, alguns de seus moradores disseram que partiu de “mira ouro”. Do local onde existe a igreja, segundo eles, os nativos tinham o poder de avistar ouro na Serra do Assuruá que enriqueceu muita gente que se aventurava a garimpar pela serra.
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REINALDO BRAGA PERDE REELEIÇÃO PARA DEPUTADO ESTADUAL

segunda-feira, 8 de outubro de 2018



Depois de nove mandatos, ou 36 anos de poder,  o deputado Reinaldo Braga (PR) perdeu a disputa na tentativa de renovar seu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia.

Reinaldo Braga, 78 anos, com seus nove   mandatos é recordista no Brasil como deputado estadual da Bahia. Mas agora ele conheceu  a primeira derrota tendo recebido pouco mais de 40 mil votos.

Nesta eleição de 2018, Reinaldo teve  40.374 votos  e, mesmo assim,  ficou em 74º lugar, não sendo votos suficientes para que o veterano político se reelegesse mais uma vez para uma das 63 vagas de deputado estadual. Em 2014 foi eleito com 53.743 sufrágios.

Reinaldo Braga é pai de Reinaldinho, atual prefeito de Xique-Xique.
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CHEGOU A HORA DE VOTAR

sábado, 6 de outubro de 2018

Quarto maior colégio eleitoral do país, a Bahia escolhe neste domingo presidente, governador, dois senadores, além de 39 deputados federais e 63 deputados estaduais.

Chegou a hora: cerca de 10,4 milhões de eleitores irão às urnas no estado da Bahia amanhã para escolher os próximos presidente, governador, senadores, deputados federais e deputados estaduais. O estado é o quarto principal colegiado eleitoral do país, com 7% do total de eleitores do Brasil, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Nestas eleições, o cidadão deve estar atento a duas mudanças: a primeira é que cada um terá que votar em dois candidatos ao Senado Federal e a segunda é a ordem dos votos.

O primeiro a ser votado será o candidato a deputado federal (quatro dígitos), seguido de deputado estadual (cinco dígitos), senador um (três dígitos), senador dois (três dígitos) um governador (dois dígitos) e, por fim, um presidente da República (dois dígitos).

DOCUMENTOS

Para votar é obrigatório portar um documento oficial com foto ou ter o aplicativo e-título da Justiça Eleitoral no celular. O segundo turno no dia 28 só poderá ocorrer se não houver maioria simples nos cargos de presidente e governador. A votação será das 8h às 17h em todo o país. O voto é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos e facultativo para analfabetos e jovens entre 16 e 18 anos.

A Bahia foi o estado com maior número de cancelamento de títulos eleitorais por falta de recadastramento biométrico obrigatório. No total, foram 586.333 títulos. É possível conferir a situação no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA).

Durante a campanha eleitoral, os seis presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas tiveram a Bahia como palco. Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (Psol) e Marina Silva (Rede) fizeram campanha na capital baiana no mês passado.


Informações Correio
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Em 15 anos, Estatuto do Idoso deu visibilidade ao envelhecimento Negligência e discriminação contra o idoso tornaram-se crimes

segunda-feira, 1 de outubro de 2018



 “Foi a primeira legislação que de fato passa a regular os direitos humanos das pessoas idosas. Eu trabalho na área de envelhecimento há quase 40 anos e, na época, nós éramos um dos países que não tínhamos uma legislação que permitisse penas e sanções administrativas para aqueles que praticassem maus-tratos e violência”, relata Laura Machado, representante da Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria na ONU e membro do conselho do HelpAge Internacional.
Ver uma pessoa com mais de 60 anos ter prioridade na fila do supermercado, de bancos, no ônibus ou em outros locais se tornou mais comum no país. Por vezes ainda desrespeitado, o direito dos idosos de ter prioridade em diferentes serviços, e outras garantias, ficou amplamente conhecido depois do Estatuto do Idoso, que completa 15 anos de vigência nesta segunda-feira (1º de outubro, 2018).
Criado pela Lei 10.741, em 1º de outubro de 2003, quando o Brasil tinha 15 milhões de idosos, o estatuto trouxe, de forma inédita, princípios da proteção integral e da prioridade absoluta às pessoas com mais de 60 anos e regulou direitos específicos para essa população.
A partir do estatuto, pela primeira vez, negligência, discriminação, violência de diferença tipos, inclusive a financeira, e atos de crueldade e opressão contra o idoso foram criminalizados e hoje são passíveis de punição. O estatuto também aumentou o conhecimento e a percepção dos idosos sobre seus direitos.
“O idoso hoje sabe que não pode ser uma voz passiva, que tem direitos assegurados, isso está muito mais disseminado pela população como um todo. E não é só em relação a ter preferência na fila ou ter uma vaga para encostar o carro. Isso melhorou, mas acho que as pessoas se sentem mais empoderadas e cientes dos seus direitos”, diz Alexandre Kalache, epidemiologista especializado em envelhecimento.

Agência Brasil

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NO JORNAL DOS FRIAS O PRECONCEITO E A BABAQUICE SÃO COMUNS

segunda-feira, 24 de setembro de 2018




Com o crescimento acelerado de Fernando Haddad no Nordeste a imprensa paulista mais uma vez  escancara todo o seu  ódio e preconceito ao rotula  os nordestinos.

Para o jornal "Folha de S. Paulo", o nordestino não sabe pronunciar o nome de Haddad, chamando-o de 'Adraike', 'Radarde' ou 'Alade'.


Desrespeitando e mesmo desconhecendo as variantes fonológicas do português brasileiro, o jornal da família Frias mergulha sua linha editorial na obscuridade rasa da ignorância que criminaliza a democracia no Brasil. 
A matéria, assinada pelo jornalista Joao Valadares, é um amontoado de preconceitos e babaquices explícitas de toda a ordem.


Ela começa questionando a descoberta pelo eleitor da região do candidato que é o indicado por Lula, através da fala de um eleitor após ser interpelado - sem contexto - pelo jornal: 
"'Não sei o nome não, mas estou grudado em quem Lula mandar.  

Ele é o filho de Lula, né? Escutei dizer que era', pergunta o aposentado José Paulino Filho, 75, após ser informado pelo repórter que Fernando Haddad (PT) é o substituto do líder petista na disputa à Presidência".


A reportagem segue desqualificando o crescimento de Haddad na região: "em Solidão, Quixaba e Calumbi, três cidades do sertão pernambucano onde, em 2006, Lula teve índice de votação em torno de 90%, Haddad é um número".


E, finalmente, desfila o mais absurdo preconceito linguístico que um jornal de circulação nacional poderia fazer em plena eleição e em plena crise de valores inédita que insiste em dividir o Brasil. Todavia, entre os mais pobres, faixa que representa a base do eleitorado lulista, onde o petista mais cresceu segundo as últimas pesquisas, todos  sabem  quem será o mais  votado e eleito:  FERNANDO HADDAD, quer queira o jornal folha de são paulo, ou não.

Com informações  do Brasil247

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REVISTA "THE ECONOMIST" DA INGLATERRA DETONA BOLSONARO E O CHAMA DE "ÚLTIMA AMEAÇA DA AMÉRICA LATINA”

quinta-feira, 20 de setembro de 2018


Com a sugestiva manchete: “Brasília we have a problem”, parodiando o filme Apollo XIII, a prestigiosa revista britânica publicou editorial detonando o candidato Jair Bolsonaro (PSL).
The Economist adverte os britânicos que o militar reformado seria um presidente desastroso..
A publicação inglesa  descreve “ O COISO” como um parlamentar obscuro cuja principal habilidade demonstrada até aqui é de ofender os outros. Cita algumas declarações, e em especial:  a de que ele diz que preferia ter um filho morto a um filho gay;  que uma deputada federal não  merecia nem ser estuprada porque é feia ,  que as mulheres não merecem ter um salário igual a de homens, além de haver fraquejado por ter uma filha. O caso da ofensa aos negros, chamados de “gordos e preguiçosos” também é lembrado. A publicação diz ainda Bolsonaro é um “populista de extrema - direita” que pode piorar ainda mais as coisas.. Na verdade, "ele é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina”, acentua. The Economist conclui o artigo dizendo que os brasileiros precisam entender que restaurar a democracia e fazer as reformas necessárias não será tarefa fácil ou rápida e tomar cuidado para não cair em promessas de um “político perigoso”.


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RUI COSTA SERÁ REELEITO GOVERNADOR DA BAHIA SINALIZA PESQUISA DO IBOPE

quarta-feira, 19 de setembro de 2018




Ibope/BA: Rui Costa (PT) 60%; José Ronaldo (DEM), 7%, e João Henrique (PRTB), 2%

Novo levantamento feito pelo IBOPE Inteligência a pedido da TV Bahia, mostra o atual governador Rui Costa (PT) à frente com 60% das intenções de voto, apresentando um aumento de 10 pontos percentuais (p.p.) em relação à pesquisa anterior. 


Em patamar distante, Zé Ronaldo (DEM), passa de 8% para 7% das menções, enquanto João Henrique Durval Carneiro, do PRTB, oscila de 3% para 2%. 

Os demais candidatos (Marcos Mendes, do PSOL; Célia Sacramento, da REDE; João Santana, do MDB e Orlando Andrade, do PCO) são citados por até 1% do eleitorado, cada, oscilando dentro da margem de erro da pesquisa (3 p.p.). 

Aqueles que declaram votar em branco ou anular o voto totalizam 17% (eram 22%) e os que não sabem ou optam por não responder somam 10% (eram 12%).

Responda agora: O que impede Fernando Haddad de logo chegar perto ou até igualar este percentual de 60% na Bahia que é o estado com  maior número de eleitores do Nordeste e o quarto maior do Brasil, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro?














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NA BAHIA 700 MIL ELEITORES NÃO PODERÃO VOTAR

terça-feira, 18 de setembro de 2018




Faltam 20 dias para o primeiro turno das Eleições 2018, quando começam a ser escolhidos os novos ocupantes aos cargos de presidente da República, governador(a), senadores, além de deputados estadual e federal. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), 710.636 eleitores baianos tiveram os títulos cancelados e não vão poder exercer o direito de escolha dos próximos governantes.
Ainda segundo o TRE-BA, o motivo é que eleitores de 98 municípios não compareceram ao recadastramento biométrico, que terminou em 31 de janeiro, nem regularizaram a situação eleitoral até o dia 9 de maio. A capital baiana concentra 38% dos cancelamentos, o que corresponde a 270.157 títulos de eleitor.
Entre os 417 municípios baianos que participam das eleições de 2018, o maior colégio eleitoral se concentra na capital, com 1.827.436 de votantes, enquanto o menor é a cidade de Lajedinho, na Chapada Diamantina, com 3.235 eleitores.
A Bahia tem, atualmente, 10.393.170 eleitores aptos a participar das próximas eleições, dos quais 6.834.197 já votam com a biometria ativa.
Do total de títulos ativos no estado, 42.090 pertencem a eleitores que têm alguma deficiência e 318 aos que já votam com nome social, uma das novidades deste ano. Em Salvador, 122 eleitores solicitaram substituição.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que, na Bahia, a maioria do eleitorado é composta por mulheres - são 5.473.207, o que representa 52,7% do total. Já os homens somam 4.917.620, ou seja, 47,3% do eleitorado.
Ainda segundo o TSE, a faixa etária com maior representatividade na Bahia reúne eleitores entre 35 e 39 anos de idade, que somam 1.215.717 baianos (11,7%). Em segundo lugar estão os que têm entre 30 e 34 anos, que representam 11,53% do total no estado.

O TRE-BA também apontou que, neste ano, o estado reúne o maior número de eleitores que já fizeram a biometria: são 6.834.276 títulos, o que corresponde a 65,8% do total de eleitores aptos.
Ainda de acordo com o TRE-BA, em 2016, eram 1.463.674 (13,85%) de biometrizados e, em 2014, apenas 417.820 eleitores (4,10%) votaram com uso da digital. Na capital baiana, 1.827.436 de eleitores realizaram a revisão biométrica.
Neste ano, a votação acontece das 8h às 17h (horário local) em todas as 27 Unidades da Federação e nas seções do exterior. A Bahia vai contar com 124.940 mesários, sendo 15,4% em Salvador.
O estado dispõe de 31 mil seções eleitorais espalhadas pelos 10 mil locais de votação, além de 35 mil urnas eletrônicas. Na capital baiana, são 19 zonas e 4.808 seções.
Na Bahia, 20 municípios ainda não contam com o sistema de biometria e, juntos, somam 296.547 eleitores.
O QUE FAZER
Os eleitores que tiveram o título cancelado devem comparecer a um posto de atendimento do TRE-BA a partir do 5 de novembro e solicitar a regularização da situação. De acordo com o Tribunal, deve ser apresentado, além do título cancelado, um documento de identificação original.
Podem ser apresentados carteira de identidade; carteira de trabalho (CTPS) ou carteira de motorista (CNH); carteira emitida pelos órgãos controladores do exercício profissional, criados por lei federal (ex.: OAB, CREA, CRM etc.); certidão de nascimento ou casamento; passaporte, desde que contenha informação relativa à filiação. Será preciso, ainda, pagar as multas devidas, se houver.
Já quem deseja transferir o local de votação, deve comparecer ao novo cartório eleitoral, munido dos mesmos documentos acima. Além disso, para esses casos, é exigido ter tirado a primeira via do título ou feito a última transferência há mais de 1 ano; morar, estudar ou trabalhar no novo município há pelo menos três meses; e pagar as multas devidas, se houver.

Com informações do Correio da Bahia

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A CARNAÚBA ESTÁ AO SEU REDOR O TEMPO TODO




O ouro não era a única carga preciosa que as caravelas dos portugueses levavam do Brasil no século XVIII. Usada para fazer as velas que iluminavam as casas da nobreza européia, a cera de carnaúba transformou-se, já naquela época, em um dos principais produtos brasileiros de exportação. O consumo aumentou nos séculos seguintes e atingiu o auge nos anos 50, quando saíam das folhas da planta quase 100 000 toneladas de cera, usadas para fazer papel- carbono e graxa para sapatos, impermeabilizar metais e na fabricação dos falecidos discos de vinil.

A partir daí começou a crise, pois a demanda continuou crescendo, mas não havia palmeiras em quantidade suficiente para dar conta do recado. Isso fez com que o produto fosse substituído aos poucos por outros, derivados do petróleo. Embora com menos qualidade, esses eram mais baratos. Assim, muitos empresários abandonaram a cera natural. Nenhum se preocupou em cultivar a palmeira.

“Ainda hoje, ninguém quer plantar a árvore e esperar dez anos, que é o tempo que ela leva para começar a produzir cera”, explicou à SUPER o agrônomo Eugênio Emérito Araújo, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no Piauí. Sempre explorando matas nativas, a produção atual caiu para 18 000 toneladas anuais, quase tudo exportado para os Estados Unidos, Japão e Alemanha, para muitas aplicações .

O Brasil também deixa de ganhar dinheiro com a carnaúba devido aos métodos de extração rudimentares. Cortadas manualmente, as folhas secam ao sol e são batidas para a retirada do pó branco que, derretido, vira uma pasta,comprada pelas indústrias para ser purificada e exportada. Mas, na primeira fase do processo, feita pelos pequenos produtores, perde-se até 40% do material.

Fabricada pela palmeira para se proteger do implacável calor nordestino, a cera da carnaúba é quase invulnerável, graças à estrutura de suas moléculas, formadas pelo alinhamento de até 34 átomos de carbono. “Numa escala de 0 a 10, a sua dureza – isto é, a dificuldade de ser riscada – é 8”, explica Araújo.

A CARNAÚBA AO SEU REDOR:

Beleza pura
A resistência do batom ao calor é obtida acrescentando-se a cera à sua composição. Por isso, mesmo sob alta temperatura, o cosmético mantém a consistência.

Brilho fácil
A aplicação mais comum é no polimento de assoalhos, móveis e carros. Das ceras vegetais e animais, a de carnaúba é a mais resistente e com brilho mais intenso.

Cera high-tech
Por não conduzir energia elétrica, a cera vem sendo usada como isolante em chips. Além disso, ela pode ser aplicada em outras partes do computador, protegendo-as contra a umidade.



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UM BEIJO NO SEU CORAÇÃO

quarta-feira, 12 de setembro de 2018




Não sei se os que me leem neste momento já repararam certas frases, ditos ou expressões que ganharam o Brasil nos últimos anos.

Existe coisa mais ultrapassada, brega mesmo,  do que, ao se despedir, alguém soltar a  meiga expressão “um beijo no seu coração”?  Por mais que me esforce não consigo entender a dimensão de se beijar um coração, a não ser por toracotomia, mesmo assim com fortes possibilidades de uma pericardite por contaminação de saliva. Nem o sentido figurativo como, por exemplo, um beijo no sentimento, ameniza a minha implicância.

Nessa mesma toada das despedidas, o “Tchau, Tchau”, dito dessa maneira dupla, é uma das coisas mais pernósticas e chatas de se ouvir. Talvez seja a versão tupiniquim do clássico “bye, bye”, imortalizado no dito popular dos norte-americanos e que aqui soa como mais uma de “los macaquitos” como insistem em nos achincalhar uns tais "hermanos" sulamericanos.

De matar também, é a forma com que se tratam alguns casais sob a égide de carinho explícito. Embora muito chato, o “Mô” prá lá e o “Mô” prá cá ou, ao invés de “Mô”, o freudiano “Nen” ou variantes com “Beeem”(dito assim, com muito “e”), não chegam nem perto do famoso “Pai” – o marido, e “Mãe” – a esposa e aqui na Bahia o clássico " Mainha" e  "Painho". Isso é de doer e deveria ficar, ao molde das outras, como segredo de alcova ou restrito à santa intimidade do lar, compartilhado, no máximo, com os filhos, mesmo assim sujeito à reprimendas que, grosso modo, seria equivalente a  palitar os dentes à mesa e em  público.

E o  chatíssimo “fui”? Este representa, hoje em dia, muito além do ato de ir embora. Trata-se de uma expressão de descontentamento, intolerância ou a maneira mais taxativa de expressar a palavra final.


E o “tipo assim”? Que dureza! “Eu sou daqueles, tipo assim, que escrevem crônicas, tipo assim, do cotidiano”. Pior que “tipo assim” é a utilização do “enquanto”, sozinho ou associado ao “tipo assim”. “Tipo assim: enquanto cronista eu relaxo um pouco das minhas atividades cirúrgicas. Tipo assim, um momento de relax”. É mole, meus amigos?

“A nível de” personifica o PSDB e os seus letrados seguidores. Começou com ele, “tipo assim” : “O meu governo está a nível do povo”. Ou “A nível da Casa Civil é impossível resolver esse problema”.


O “então” nem se fala. Passou a ser obrigatório para qualquer resposta seja lá qual for a pergunta. –Você já acabou a sua cirurgia? –Então. Hoje eu comecei mais cedo e já terminei. –E aí você vai para o clube? –Então, cara. Está uma bela manhã de sol. Duríssimo de ouvir, além de brega, cafona ou coisas que tais.

E, para terminar, eu me pergunto: O que o povo achou disso tudo? Então, meus amigos,  grande parte do povo achou bacana e começou a falar a nível de seus políticos prediletos, tipo Bolsonaro,  nocauteando, na condição de povo, a língua pátria, tipo assim sem nenhuma piedade.

Pelo visto esse negócio pega.  Acho bom acabar por aqui. Assim sendo, um beijo no  coração de vocês, leitores  do A Voz.

FUI!



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A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL ESTÁ A DEPENDER DE QUEM?

quinta-feira, 6 de setembro de 2018



Analisando o desdobramento da história brasileira, entendo que, apesar de Dom Pedro haver tomado uma atitude de ousadia em dar o brado de Independência, na prática a efetivação não é pontual; precisou e continua a precisar de manutenção diária por toda a vida histórica do nosso país.

Dom Pedro estava em situação privilegiada para declarar independência do Brasil em relação a Portugal, quer em razão da distância e dos meios de comunicação tão precários naquela época, seja por ser filho do rei de Portugal, D. João VI.

Tenho a impressão de que se isso hoje acontecesse, talvez a independência não teria sido da forma romanesca como sói acontecer em 1822.

Apesar de conseguir a Independência, a situação social no Brasil não se alterou. D. Pedro I continuava a governar para os grandes proprietários de terras, traficantes de escravos e comerciantes. A escravidão não foi abolida e o poder prosseguiu centralizado na pessoa do Imperador, excluindo a imensa maioria da população da participação política.

Se analisarmos a história do Brasil contemporâneo, continuamos a presenciar, em 2018, que outros “líderes” continuam lutando para escravizar novamente o povo brasileiro. É por isso que a verdadeira independência do nosso país deveria estar arraigada nos corações de cada um, para que essa independência, proclamada pelo príncipe Dom Pedro, possa se tornar realidade.

À vista disso, não persistem dúvidas de que é por meio do voto popular, consagrado em repúblicas democráticas, que haveremos de colocar nos poderes executivos e legislativos pessoas íntegras que realmente representem os nossos ideais de nação social e civilizada e que lutem pela manutenção de nossa idealizada independência.
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CHOVA OU FAÇA SOL, TODO DIA É DA MULHER

quarta-feira, 5 de setembro de 2018



Já houve uma época, em um passado não muito distante,  que a mulher foi considerada, pelo patriarcado,   figura submissa e inferiorizada por sua fragilidade e condição fisiológica. Porém, usando da inteligência que lhe é inerente, a mulher primando  por liberdade, foi à luta cotidiana, aos estudos formais, foi buscar e galgar melhores condições de vida e o exercício do seu direito à igualdade,   passando a conduzir suas ações, tornando-se bem resolvida, ocupando cargos e funções  relevantes em todos os  setores da sociedade, sem deixar de lado a feminilidade, espontaneidade e criatividade.

O caminho percorrido pela mulher em busca de oportunidade, reconhecimento e igualdade, foi árduo, lento, mas  promissor, ao final. A mulher deixou de ser uma personagem passiva na sociedade familiar e social para ser um agente ativo, defensora de ações e argumentos em defesa da sua independência, igualdade  e cidadania.

De sua vida tribal, sedentária em tempos imemoriais, passa pela Revolução Industrial, Revolução Comunista na Europa, a movimentos feministas nos EUA até desembocar nas terras brasileiras, a mulher muito lutou, mas também muito conquistou na seara pessoal civil, constitucional, social, política  e econômica.

Essa trajetória vitoriosa da mulher contemporânea, se deve principalmente à sua capacidade da valorização do estudo,  de forma a agregar valores pessoais, compartilhando suas experiências, habilidades e, notadamente, por ser ela detentora de um caráter que lhe é inerente:  a sensibilidade.
Assim sendo, todo dia, quer chova ou faça sol,  é DIA DA MULHER, seja em Nova Iorque, em Londres, em Xique-Xique, Salvador ou em Paris ou aqui na minha casa.
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NOTA DA COMISSÃO EXECUTIVA NACIONAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

sábado, 1 de setembro de 2018


CONTRA A CASSAÇÃO POLÍTICA, COM LULA ATÉ O FIM

Diante da violência cometida hoje (31) pelo Tribunal Superior Eleitoral contra os direitos de Lula e do povo que quer elegê-lo presidente da República, o PARTIDO DOS TRABALHADORES afirma que continuará lutando por todos os meios para garantir sua candidatura nas eleições de 7 de outubro.

Vamos apresentar todos os recursos aos tribunais para que sejam reconhecidos os direitos políticos de Lula, previstos na lei e nos tratados internacionais ratificados pelo Brasil. Vamos defender Lula nas ruas, junto com o povo, porque ele é o candidato da esperança.

É mentira que a Lei da Ficha Limpa impediria a candidatura de quem foi condenado em segunda instância, como é a situação injusta de Lula. O artigo 26-C desta Lei diz que a inelegibilidade pode ser suspensa quando houver recurso plausível a ser julgado. E Lula tem recursos tramitando no STJ e no STF contra a sentença arbitrária.

É mentira que Lula não poderia participar da eleição porque está preso. O artigo 16-A da Lei Eleitoral prevê que um candidato sub judice (em fase de julgamento) pode "efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica".

A Justiça Eleitoral reconheceu os direitos previstos nestas duas leis a dezenas de candidatos em eleições recentes. Em 2016, 145 candidatos a prefeito disputaram a eleição sub judice, com registro indeferido, e 98 foram eleitos e governam suas cidades. É só para Lula que a lei não vale?

O Comitê de Direitos Humanos da ONU determinou ao Brasil garantir os direitos políticos de Lula, inclusive o de ser candidato. E o Brasil tem obrigação de cumprir, porque assinou o Protocolo Facultativo do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos.

E o Congresso Nacional aprovou o Decreto Legislativo 311 que reconhece a autoridade do Comitê. O TSE não tem autoridade para negar o que diz um tratado internacional que o Brasil assinou soberanamente.

É falso o argumento de que o TSE teria de decidir sobre o registro de Lula antes do horário eleitoral, como alegou o ministro Barroso. Os prazos foram atropelados com o objetivo de excluir Lula. São arbitrariedades assim que geram insegurança jurídica. Há um sistema legal para os poderosos e um sistema de exceção para o cidadão Lula.

Em uma semana que envergonhará o Judiciário para sempre, a cúpula desse Poder negociou aumento de 16,4% nos salários já indecentes de ministros e juízes, sancionou a criminosa terceirização dos contratos de trabalho e, agora, atacou frontalmente a democracia, os direitos dos eleitores e os direitos do maior líder político do país. É uma cassação política, baseada na mentira e no arbítrio, como se fazia no tempo da ditadura.

A violência praticada hoje expõe o Brasil diante do mundo como um país que não respeita suas próprias leis, que não cumpre seus compromissos internacionais, que manipula o sistema judicial, em cumplicidade com a mídia, para fazer perseguição política. Este sistema de poder, fortemente sustentado pela Rede Globo, levou o país ao atraso e o povo ao sofrimento e trouxe a fome de volta.

A candidatura do companheiro Lula é a resposta do povo brasileiro aos poderosos que usurparam o poder. Lula, e tudo o que ele representa, está acima dos casuísmos, das manobras judiciais, da perseguição dos poderosos.

É com o povo e com Lula que vamos lutar até o fim.

Lula Livre!
Lula Candidato!
Lula Presidente!


COMISSÃO EXECUTIVA NACIONAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES
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BRASIL TEM MAIS DE 208 MILHÕES DE HABITANTES

quarta-feira, 29 de agosto de 2018




O Diário Oficial da União (DOU) traz nesta quarta-feira, 29, a mais nova estimativa da população brasileira feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados, o País já conta com mais de 208 milhões de habitantes, quantidade superior aos 207,6 milhões registrados no ano passado. O número atualizado é de 208.494.900.
Três Estados do Sudeste estão no topo da lista dos mais populosos. São Paulo lidera, com 45.538.936 de habitantes - a capital do Estado tem hoje 12.176.866 de pessoas. Depois, vêm Minas Gerais, com 21.040.662 de habitantes; e Rio de Janeiro, com 17.159.960.
No Nordeste, a Bahia tem a maior população da região, com 14.812.617 de habitantes. 

No Sul, Paraná e Rio Grande do Sul quase empatam no número de pessoas, com 11.348.937 e 11.329.605 de habitantes, respectivamente. 

No Norte, o Estado do Pará é o mais populoso, com 8.513.497 de habitantes; e, no Centro-Oeste, o Estado de Goiás, com 6.921.161 de habitantes.
Entre outros objetivos, a nova estimativa será utilizada para o cálculo das cotas dos fundos de participação de Estados e municípios. Os dados têm data de referência em 1º de julho de 2018 e estão organizados por Estados, Distrito Federal e municípios.
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METADE DA POPULAÇÃO DA BAHIA SE CONCENTRA EM 35 MUNICIPIOS




Metade da população da Bahia está concentrada em apenas 35 das 417 cidades do estado.

1 em cada 5 pessoas vive nas duas maiores cidades: Salvador e Feira de Santana.

Essa é a análise feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que foi divulgada nesta quarta-feira (29).

De acordo com o IBGE, a Bahia é um estado com forte concentração populacional em poucos municípios e uma grande maioria de cidades muito pequenas, com menos de 20 mil moradores cada uma.

O estudo mostra que 50,4% da população estimada para o estado em 2018, ou 7.470.167 dos 14.812.617 baianos, se concentra em apenas 35 municípios (8,4% dos 417 existentes).
E 1 em cada 5 pessoas (23,4% da população ou cerca de 3,6 milhões de baianos) vive nas duas maiores cidades: Salvador e Feira de Santana, as únicas com mais de 500 mil habitantes.


Dos 417 municípios baianos, apenas Luís Eduardo Magalhães, no Oeste do estado, não teve sua população reduzida entre 2017 e 2018: passando de 83.557 habitantes para 84.753, o que equivale a um aumento de 1,43% (mais 1.196 pessoas). Todos os demais sofreram ajustes para se adequar ao novo patamar populacional do estado.


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LIGUE O RÁDIO OU A SUA TV: DIA 31 COMEÇA A CAMPANHA ELEITORAL NA BAHIA

domingo, 26 de agosto de 2018






O governador e candidato à reeleição Rui Costa (PT) terá mais tempo de televisão e rádio do que o principal adversário José Ronaldo (DEM). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), a coligação do petista terá 4 minutos e 13 segundos do horário eleitoral, que começa na próxima sexta-feira (31) e vai até o dia 4 de outubro. Já o democrata terá 2 minutos e 46 segundos.

Rui Costa afirmou que o foco do programa será discutir as demandas do eleitorado. “Vou usar o programa eleitoral da maneira correta, da maneira que o povo exige: apresentando meu trabalho, minhas ideias e propostas para continuar transformando a Bahia, levando desenvolvimento, emprego e renda para os baianos. O foco é discutir as demandas do povo e apresentar soluções do Estado através das políticas públicas e projetos para os próximos quatro anos”, asseverou.

Já Zé Ronaldo disse que usará o horário eleitoral para se apresentar. “O tempo de propaganda no rádio e na televisão será usado para que eu me apresente ao eleitorado. Muitos me conhecem como prefeito de Feira de Santana e sabem do meu histórico de gestor e ficha limpa. Vamos apresentar nossas propostas; mostrar o que pretendemos fazer e debater temas importantes para a Bahia, principalmente com relação à segurança pública, saúde e educação".

O terceiro maior tempo é do candidato do MDB, João Santana, que terá 1 minuto e 23 segundos. Em seguida, Marcos Mendes (PSOL) com 13 segundos. Os postulantes Célia Sacramento (Rede) e João Henrique (PRTB) terão o mesmo tempo de nove segundos. Orlando Andrade (PCO) terá sete segundos.

Na disputa pelo Senado, os candidatos Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD) terão 3 minutos e 17 segundos. Já Jutahy Magalhães Júnior (PSDB) e Irmão Lázaro (PSC) terão 2 minutos e 9 segundos. Marcos Maurício (DC) e Jorge Vianna (MDB) terão 1 minuto e 4 segundos para expor as ideias. Fábio Nogueira (PSOL) vai dispor de 10 segundos – o partido decidiu lançar apenas um postulante à Câmara Alta do Congresso Nacional. Comandante Rangel (PSL), Francisco José (Rede) e Celsinho Cotrim (PRTB) terão 7 segundos, cada. Já Adroaldo dos Santos (PCO) terá seis segundos.
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GETÚLIO VARGAS: “SAIO DA VIDA PARA ENTRAR NA HISTÓRIA”

quinta-feira, 23 de agosto de 2018



Naquela noite de 23 de agosto de 1954, Getúlio Vargas, que não pretendia renunciar ao cargo de presidente do Brasil, se reuniu, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, com seus ministros na intenção de encontrar uma solução entre eles. Ao ver que seria impossível contornar a delicadíssima situação política que estava a exigir sua renúncia, sob pena de deposição, Getúlio deu por encerrada a reunião e se retirou para os seus aposentos.

Escreveu uma carta-testamento dirigida à sociedade brasileira e logo depois, na manhã do dia 24 de agosto de 1954, suicidou-se com um tiro no peito.

A morte de Getúlio Vargas causou imensa comoção nacional e no seu velório as pessoas, gente do povo, choraram e até desmaiaram diante da imagem do presidente morto. As cerimônias do funeral foram realizadas no gabinete militar da presidência da república no Rio de Janeiro.

Multidões saíram às ruas. Enfurecidos, manifestantes depredaram a sede da Tribuna da Imprensa, o jornal de Carlos Lacerda, mais furibundo dos adversários de Getúlio. Uma massa humana de 100 mil pessoas, a maioria em pranto incontrolável, desfilou diante do caixão do presidente, velado no próprio Palácio do Catete, sede do governo federal, no Rio. A imprensa noticiou que cerca de 3 mil pessoas presentes ao velório, vítimas de desmaios, mal-estares, crises nervosas e problemas de coração, precisaram ser atendidas pelo serviço médico do palácio.

Nas farmácias, o estoque de calmantes esgotou-se em minutos. O país inteiro quedou em estado de choque. Ninguém esperava por aquele desfecho para a crise que se abatera como uma nuvem negra sobre o governo, apesar de o próprio Getúlio ter dito, dias antes, com todas as letras: “Só morto sairei do Catete”.

A UDN (união democrática nacional) e o governo norte-americano foram responsabilizados pela morte de Vargas, a embaixada dos Estados Unidos foi atacada por populares e o jornalista Carlos Lacerda, líder da campanha contra Vargas, teve que ser protegido pela Aeronáutica até se retirar para a Europa num exílio prudente e voluntário.


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APESAR DE TANTO TEMPO O POVO NÃO ESQUECEU JUDAS

terça-feira, 21 de agosto de 2018



No Brasil, o exemplo mais contundente do traíra refere-se, talvez,  a Joaquim Silvério dos Reis que durante a conjuração mineira delatou Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e outros inconfidentes, à Coroa Portuguesa, em troca de benefícios próprios. Graças a essa delação, Tiradentes foi enforcado, esquartejado e declarado infame até a 3ª geração. 

Seus pedaços foram expostos, espalhados  e pendurados em estacas pelas estradas de Minas Gerais. Sua casa foi demolida e no seu lugar ergueu-se um "padrão de infâmia". O Império Brasileiro do Século XIX destrui o "padrão" mas não reconheceu o herói. Só com a República o 21 de Abril transforma-se em  dia da independência.

Joaquim Silvério dos Reis é insuperável, no Brasil, como a síntese suprema do traidor, o mais vil de todos os que renegaram amigos e ideias, para mudar de lado. Porém, mais cedo ou mais tarde, a traição cobra o seu preço. Tanto é que todos esses traidores históricos acabaram atirados no próprio lixo da iniquidade, pelo horror e pela canalhice que fizeram.

Na história recente da política brasileira, as traições pontuam ao lado das grandes manifestações de lealdade e fidelidade. Torna-se necessário, portanto, concordar com o Abraham Lincoln quando ele disse que a melhor maneira de testar a confiabilidade de um homem é dando-lhe poder.

Por isso, a confiança e lealdade são palavras mágicas, imprescindíveis para o sucesso de um homem público.

De todos os sentimentos humanos, a traição é o que causa marcas mais profundas. Apesar de tanto tempo, o povo não esqueceu Judas. E nem esquecerá, também, alguns homens públicos, aqueles que até mesmo com a perspectiva de angariar o poder e seus desdobramentos, correm para trair suas próprias palavras, sua própria história e seus próprios amigos. Eles 
não tem doutrina partidária e vivem à mercê da melhor oferta e oportunidade.

Não há dúvida: a traição faz e sempre fará mais mal ao traidor do que ao traído. 


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PRONOME DE TRATAMENTO, ADJETIVOS E INTERJEIÇÕES no PALÁCIO DA JUSTIÇA

sexta-feira, 17 de agosto de 2018





Um Juiz de Direito processou o porteiro do condomínio onde morava por ter sido chamado pelo trabalhador de "você" e de "cara" e que ouviu a expressão "fala sério" após ter feito uma reclamação. Segundo o processo, o apartamento do magistrado foi alagado, ou inundado, por erro do condomínio, mas o funcionário não o tratou com respeito ao falar sobre o caso.

Além do pedido que exigiu o tratamento de "senhor" e "doutor", o magistrado pleiteou que o condomínio fosse condenado a pagar indenização por danos morais de 100 salários mínimos pela inundação no apartamento.

No início do processo obteve uma liminar (decisão provisória) que obrigava os empregados do condomínio a chamá-lo de "doutor" e "senhor".

Entretanto, um outro juiz, de 1ª instância, negou o pedido. Ele entendeu que, apesar de compreender o "inconformismo" do colega, o pleito não tinha sentido porque o termo "doutor" não é pronome de tratamento, mas título acadêmico de quem faz doutorado.

Além disso, sobre o uso de "senhor", o julgador entendeu que não "existe regra legal que imponha obrigação aos empregados do condomínio" de utilizar o termo.

Diz um trecho da sentença: "O empregado que se refere ao autor por 'você' pode estar sendo cortês, posto que 'você' não é pronome depreciativo. [...] Na relação social não há ritual litúrgico a ser obedecido. Por isso, se diz que a alternância de 'você' e 'senhor' traduz-se numa questão sociolinguística, de difícil equação num país como o Brasil. Ao Judiciário não compete decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero", escreveu o juiz que analisou o caso na primeira instância.

Dessa decisão, houve recurso de apelação para o Tribunal de Justiça que rejeitou o pedido. Foi apresentado, então, recurso extraordinário, com a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal porque, conforme o acatado requerimento da defesa do recorrente, a questão é constitucional e se refere ao princípio da dignidade da pessoa humana e ao princípio da igualdade, ambos previstos na Constituição Federal.

Mesmo assim, o STF também negou seguimento ao recurso extraordinário. Entendeu-se, na oportunidade, que para atender o pleito do magistrado, ter-se-ia de reanalisar as provas do processo, o que não seria possível ser feito no âmbito da competência do Supremo Tribunal Federal.
E assim virou jurisprudência e ponto final.

Aos leitores do jornal A VOZ, relembro que no século XVII, Gregório de Matos, famoso literato, poeta e advogado baiano, ao defender um alferes acusado de haver tratado de forma desrespeitosa o Juiz de Igarassu, ao chamá-lo de vós, na então capitania de Pernambuco, o poeta baiano ganhou a causa ao peticionar à Corte Superior, assinalando na sua petição os seguintes versos:

"A El Rei trata-se por vós,
a Deus trata-se por tu,
como trataremos nós
o Juiz de Igarassu:
Tu ou vós, vós ou tu?


Nilson Machado de Azevedo

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