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Eleição 2014: Lula entrou em campo

terça-feira, 24 de junho de 2014


O ex-presidente Lula entrou de novo em cena, com mais determinação, após a convenção do PSDB, que homologou a candidatura de Aécio Neves à Presidência. Playboy, neto de Tancredo, ex-governador de Minas Gerais e, atualmente, senador da República Aécio, como tem feito, endureceu o discurso contra o PT. Afirmou que um tsunami varreria os petistas do Planalto, onde, ao contrário de São Paulo, governado há 20 anos pelos tucanos, haveria água suficiente para atender a todos os sonhos. 

FHC, tucano-mor, compareceu ao evento. O ex-presidente, como se sabe, finge que acredita em eleições puras, incluindo a reeleição dele próprio, embalada pela compra de votos no Congresso para a aprovação da necessária emenda constitucional. A partir daí, passou a envergar o surrado fardão da ética. O País, segundo ele, não quer mais “os corruptos, os ladrões que ficam empulhando” o Estado. 

Não era preciso mais. Foi o suficiente para Lula dar as respostas que julgou convenientes. Ele entrou em campo e mudou as regras do jogo. Tirou o governo do córner, acuado por dificuldades econômicas, a pressão da mídia e a queda de Dilma nas pesquisas de intenções de votos. Surgiu, então, a possibilidade de realização do segundo turno. 

Um segundo trunfo da presidente é a extensa agenda de programas do governo construída ao longo de quase quatro anos. Eis alguns: Pronatec, Pro-Uni, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, que beneficiam, sobremaneira, as pessoas que vivem no Brasil.. 

Essa agenda terá papel importante no horário da propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio. Esse é o terceiro trunfo de Dilma. Em princípio, ela terá perto de 12 minutos de programa. Isso significa a metade do horário eleitoral ainda a ser oficialmente definido e dividido com outros candidatos. Oficiosamente, os dois maiores adversários da presidente Dilma terão pouco mais de quatro minutos e pouco menos de dois minutos, respectivamente. 

O tempo é pequeno. Longo, porém, para o discurso dos dois. Além do palavrório vazio, não se conhece o programa de governo da oposição.  Isso faz a diferença e  Dilma será reeleita.

CartaCapital

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