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Horário Eleitoral

segunda-feira, 21 de julho de 2014

                                    O Horário Eleitoral  será decisivo na campanha 2014


Não sejamos ingênuos de menosprezar o tempo de rádio e  tevê. Ele é fundamental para que os candidatos estabeleçam um canal de comunicação direto com o eleitor, fugindo à mediação, quase sempre tendenciosa, dos veículos de mídia tradicionais.

As regras da democracia brasileira associam o tempo de rádio e tevê ao tamanho das bancadas parlamentares das legendas que apoiam determinado candidato. Somente a partir de 2010 o PT passa a ter mais tempo que seus adversários. Em 2002 e 2006, o PSDB despontava como campeão absoluto em tempo de televisão.

O histórico prova que a propaganda não é o fator determinante para o eleitor se decidir. Ele avalia o melhor candidato a partir de uma visão pragmática, inspirada sobretudo na situação econômica à sua volta. Mas ele não pensa apenas no passado. Ele também quer saber quem pode lhe oferecer a plataforma mais sólida e mais segura na qual ele possa ancorar seus sonhos de um País melhor.

A nossa mídia tem o costume de veicular todo o tipo de preconceito vulgar contra a propaganda eleitoral. Um preconceito de elite que reflete um preconceito contra a própria democracia.

Pesquisas revelaram que, ao contrário de clichês e estereótipos, a maioria da população gosta de assistir ao horário eleitoral, porque não tem acesso a revistas semanais nem se interessa pelos editoriais furibundos dos jornais impressos. O horário eleitoral é, portanto, um meio de informação essencial ao eleitor, sobretudo em cidades menores e no interior.

Por isso mesmo, o horário eleitoral se reveste de uma importância quase revolucionária, por ser um momento singular, em que a classe política se liberta dos grilhões da mídia e se comunica diretamente com o eleitor. É uma relação de liberdade que vale para o bem e para o mal: ajuda tanto o político sincero quanto o hipócrita.

Tudo indica que as eleições de 2014 serão mais politizadas que as anteriores, em função do maior número de pessoas engajadas em debates nas redes sociais. Os candidatos que melhor souberem usar a tevê como instrumento de produção de pautas para os debates nas redes terão vantagem sobre seus adversários.

É bom para o Brasil, e sinal de nossa maturidade democrática, que o candidato preferido da mídia, Aécio Neves, disponha de menos da metade do tempo de tevê que a candidata do PT.
Independente do resultado das eleições, apenas esse fato, o declínio do tempo de tevê disponibilizado às candidaturas da direita política, dos coxinhas, já significa uma vitória democrática do povo brasileiro.
Tijolaço

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