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Chorando de barriga cheia: o “sofrimento” da classe rica e média no Brasil

quinta-feira, 3 de julho de 2014




O problema da nossa classe média é exatamente este: os seus membros pensam que são ricos, que possuem uma riqueza de berço, por isso, aliam-se às ideologias e programas políticos dos privilegiados da nação, demonstrando que não sabem identificar os grupos sociais que são seus aliados e contribuem para satisfazer seus interesses e necessidades sociais concretas.

O PSDB destruiu a classe média brasileira nos anos noventa.

Ao final do governo FHC, a classe média só consumia juros de banco, uma parte estava desempregada e a outra havia caído para os estratos sociais subalternos – conheço até gente que se tornou vendedor ambulante.

Mesmo os membros desta classe dentro da burocracia estatal estavam ameaçados com a destruição do Estado, os programas de demissão voluntária, a redução de quadros do serviço público e a quase eliminação de concursos para preencher cargos estatais.

O PT reergueu a renda da classe média com a valorização real do salário mínimo e do salário dos trabalhadores de modo geral – todas as categorias de trabalhadores tiveram ganhos reais nos anos dois mil, diferente do ocorrido na era FHC.

Juntamente com as políticas de renda mínima, adotadas por qualquer sociedade capitalista civilizada, elevou-se o poder de compra do trabalhador e se fortaleceu o mercado consumidor interno, fatores determinantes para evitar que o Brasil mergulhasse na crise econômica que assolou os centros do capitalismo desde 2008 – quem não se lembra que, na época de FHC, quando a Grécia espirrava lá pras bandas da Europa e o Brasil pegava pneumonia aqui?


Mais que isso, fatores determinantes para manter em crescimento a economia brasileira em patamares modestos, mas sustentáveis. O índice de desemprego está em taxa de pleno emprego: abaixo de 6,0%.

Ampliou-se a oferta de vagas para o serviço público, assim como a exigência de concursos para preencher estas vagas, atitudes que não apenas fortalece o poder do Estado – a quem interessa, numa sociedade capitalista, o enfraquecimento do Estado? – como também concorre para sepultar o modelo de Estado clientelista e patrimonialista que as elites coloniais implantaram no Brasil há séculos.

O Bolsa família é acompanhado de uma política de qualificação das famílias necessitadas, assim como educacional, pois estas família são obrigadas a manter suas crianças e adolescentes nas escolas, e estes são obrigados a tirar boas notas.

Não é à toa que os estudos mostram que os alunos beneficiários de bolsa família estão entre os melhores das escolas públicas. Os estudos mostram, ainda, que a taxa de fecundidade e natalidade caiu entre os beneficiários do programa, além de que as famílias que passam a trabalhar, mesmo que numa ocupação humilde, devolvem por espontaneidade o Bolsa Família, numa demonstração clara do bom caráter da nossa gente pobre, diferente dos nossos ricos, acostumados a fraudar a previdência (Aqui estão os dados: http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/05/169-milhao-de-familias-abrem-mao-do-bolsa-familia/).

Assim como a nossa elite colonial, a maior parte da classe média brasileira é obscurantista e irracional. Já vi proprietários de auto-escola, revendedoras de veículos, donos de consultórios médico e odontológico, pequenos comerciantes etc. falar com ódio visceral do PT e dos programas do governo, por puro obscurantismo implantado na cabeça deles por uma mídia fascista e totalitária.

É um pessoal que vive num estado de ignorância tão elevado que não consegue perceber que se posiciona contra seus próprios interesses. Quero ver se o Aécio ganhar onde esse pessoal vai encontrar gente para manter seu padrão atual de vida, onde vão encontrar consumidores para os seus carros, clientes para tratar, tirar CNH ou comprar produtos nos seus estabelecimentos comerciais.


Gazeta de Alagoas (Título)



1 comentários:

Anônimo disse...

O que é isto Nilson, de que classe social vc é? Vc tá parecendo aquela intelectual petista que esculhamba a classe média.

3/7/14 20:36

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