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VIDA DE REI

terça-feira, 29 de julho de 2014

                                                      para eles somos cucarachas ou seja: baratas
Diferentemente de como somos tratados lá fora, estrangeiro aqui é rei. Nunca encontrei um europeu, americano, judeu ou japonês entre mendigos; raros são os que moram nos bairros da periferia da cidade. Quase sempre são de classe média para cima. Nas prisões, temos africanos e latino-americanos. Europeus, americanos, japoneses e judeus são raros. O conhecimento dessa realidade acabou com meu projeto. Nunca mais dei importância a qualquer país além do Brasil. Fiquei enojado dessa gente que se acha melhor do que os outros; ridículos, porque usam o banheiro como todos.

Caso o projeto do PT de reeleger a presidente Dilma dê certo, muitos dos que possuem dinheiro vão pensar em sair do país, como muitos já fizeram. O crescimento econômico continuará pequeno, continuará não havendo oportunidade para especulação e ganhos indevidos. Haverá emprego para todos e a classe C continuará a expandir para os redutos da classe média. A economia continuará distributiva. Os programas como Bolsa Família e Bolsa Escola continuarão a funcionar. Os bancos não terão ajuda para tapar “buracos”; as indústrias usarão seus próprios recursos para gerar lucros; os jornais continuarão atacando o governo sistematicamente.

Azar de quem quiser partir; estes próximos anos prometem ser os mais fantásticos do país. Contestação, movimentos sociais em efervescência, confrontos entre polícia e manifestantes, brigas, discussões e retroalimentação da violência pelos meios de comunicação. A vida estará cheia de significados porque é tempo de afirmação do Brasil. Serão capítulos inéditos e de arrasar.  Quero acompanhar de perto essa movimentação. Como diria o poeta, só os peixes mortos vão rolar a favor da correnteza.


In Memórias de um sobrevivente

 

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