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Bahia: Lampião e Antonio Conselheiro no Raso da Catarina

domingo, 4 de janeiro de 2015





Açude do Cocorobó no Raso da Catarina

 
Pouca gente sabe disso, mas Lampião, o famoso capitão Virgulino Ferreira, também conhecido como o "Rei do Cangaço", viveu no Raso da Catarina um pedaço de sua história: segundo os guias da região, Dadá, a viúva do cangaceiro Corisco, braço direito de Lampião, teria revelado antes de morrer que Lampião enterrou por ali muitas armas e tesouros.

A região do Raso da Catarina situa-se na porção mais seca do território baiano, classificada como zona de transição entre os climas árido e semiárido, onde as temperaturas variam dos 15 aos 43 graus centígrados. São cinco mil quilômetros quadrados de área, delimitada pelos municípios de Paulo Afonso, Jeremoabo, Canudos e Macururé e por muitas rochas e cânions que, esculpidos pela ação do tempo e da erosão, formam imensos obeliscos.

Desde 1983, o Raso da Catarina abriga uma reserva ecológica que é administrada pelo Ibama. Mas, muito antes disso, o local serviu de abrigo para o bando de Lampião, o Rei do Cangaço. Habilidoso estrategista, Lampião recorreu ao Raso para escapar das volantes, a polícia que caçava cangaceiros.

Raso da Catarina
 
Os fatos históricos da região são marcados por revoltas sangrentas com grandes personagens da vida nordestina. Além de Lampião e seu bando, a região ficou marcada pelos conflitos de Canudos, com Antônio, o Conselheiro, pregador religioso que com sua filosofia reuniu uma população de sertanejos sofridos, gerando no regime republicano da época uma perigosa resistência ao governo, o que resultou no confronto entre soldados e conselheiristas.

A consequência desse confronto foi uma carnificina que marcou a história do Brasil, com a morte de, aproximadamente, trinta mil pessoas, entre os anos de 1893 e 1897. Hoje, o açude de Cocorobó submergiu grande parte das relíquias dessa época.


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