Deputado baiano requer convocação do superintendente do Instituto FHC para depor na CPI da Petrobras

quarta-feira, 17 de junho de 2015


 
 
O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) apresentou nesta quarta-feira 17 à CPI da Petrobras dois requerimentos para a convocação e a quebra de sigilo do superintendente do Instituto FHC, Sérgio Fausto. O argumento do petista é de que a comissão deve ser isenta na investigação do esquema de corrupção que atingiu a estatal.

"O presidente do Instituto Lula (Paulo Okamotto) foi convocado porque a entidade recebeu doação da Camargo Corrêa. Se isso é critério para ser investigado na CPI, então que venha o Fausto: o IFHC recebeu da Camargo Correia em 2011, recebeu em 2002, recebeu até da Sabesp, uma empresa pública controlada pelo governo do PSDB de São Paulo", diz Solla.

Os requerimentos 878/2015 e 880/2015 foram apresentados, segundo o petista, "como uma forma de denunciar a postura parcial do presidente da CPI", deputado Hugo Motta (PMDB-PB), que considerou prejudicados requerimentos que convocam envolvidos no esquema desvendado pela Lava-Jato, mas aprovou outros que fogem do objeto da CPI, como o que convoca Okamotto.

"Agora ele tem uma situação igual, idêntica, nas mãos. Se ele prejudicar e não colocar para votar esses requerimentos, prova mais uma vez que usa de dois pesos e duas medidas, comprometendo toda a investigação com a mácula da perseguição política", afirma Jorge Solla.

A convocação de Okamotto ocorreu depois de a imprensa ter publicado reportagens noticiando que a Camargo Corrêa doou R$ 3 milhões para o Instituto Lula. A empreiteira, no entanto, foi uma das 12 empresas que realizaram doações iniciais para a criação do Instituto FHC, em um jantar realizado no Palácio do Alvorada, quando o tucano ainda exercia o cargo de presidente da República.

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