Bancos têm lucros de 36 Bilhões de Reais, mas negam reajuste salarial aos bancários

terça-feira, 20 de outubro de 2015

 
 
São mais de 12 mil agências paradas em todo o Brasil, só aqui na Bahia foram mais de mil agências que aderiram ao movimento, com uma tendência de crescimento da mobilização em razão da revoltante proposta apresentada pela Fenaban, que sequer repõe a inflação do período, além de não tratar dos demais itens da nossa pauta.

A greve iniciou após quase dois meses de intensas negociações, sem sucesso. Os bancos apresentaram uma proposta de reajuste de apenas 5,5%, quando a inflação do período foi de 9,88%.

A categoria reivindica reajuste salarial de 16%, além de Participação nos Lucros e Resultado (PLR), vale-alimentação e refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá. Além disso, a pauta dos bancários inclui investimentos em segurança, ampliação das contratações, fins das demissões, substituição dos terceirizados, combate ao assédio moral e o fim das metas abusivas.

Mesmo em meio à crise na economia brasileira, causada pelo PSDB,  os bancos foram o setor que não deixou de crescer este ano. Enquanto a indústria e o comércio, por exemplo, registraram recuo no primeiro semestre, o lucro dos bancos bateu recordes. Somados, os ganhos dos quatro maiores bancos cresceram mais de 40% no primeiro semestre, na comparação com os primeiros seis meses de 2014.

"Não há crise para o setor financeiro. Os bancos lucraram R$ 36 bilhões somente no primeiro semestre", salienta Augusto Vasconcelos, Presidente do Sindicato dos Bancários na Bahia. E completa: "Só com recursos arrecadados com tarifas cobradas de clientes, os bancos pagam toda a folha salarial e ainda sobra. De modo que eles podem atender a nossa pauta que visa melhorar as condições de trabalho e atendimento à população. É inadmissível que eles não apresentem uma proposta digna para os seus funcionários, penalizando a população".

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