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O homem deliquente de Cesare Lombroso

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O criminoso, segundo Cesare LOMBROSO, é uma subespécie ou um subtipo humano (entre os seres vivos superiores, porém sem alcançar o nível superior do homo sapiens) que, por uma regressão atávica a fases primitivas, nasceria criminoso, como outros nascem loucos ou doentios. A herança atávica explicaria, a seu ver, a causa dos delitos.

O criminoso seria então um delinquente nato (nascido para o crime), um ser degenerado marcado pela transmissão hereditária do mal. O atavismo (produto da regressão, não da evolução das espécies) do criminoso padece de uma série de estigmas degenerativos, comportamentais, psicológicos, sociais e políticos.

Esses estigmas seriam a atrofia do senso moral, a imprevidência e a vaidade dos grandes criminosos. Assim, os desvios da contextura psíquica e sentimental explicariam no criminoso a ausência do temor da pena, do remorso e mesmo da emoção perante os despojos da vítima. Absorvidos pelas paixões inferiores, nenhuma relutância eles sentem perante a ideia dominante do crime.

O louco moral é aquele indivíduo que tem, aparentemente, íntegra a sua inteligência, mas sofre de profunda falta de senso moral. É um homem perigoso pelo seu terrível egoísmo. É capaz de praticar um morticínio pelo mais ínfimo dos motivos.  Lombroso o diferenciava do alienado definindo-o como um "cretino do senso moral" ou seja, uma pessoa desprovida absolutamente de senso moral.




 

https://criminologiafla.files.wordpress.com/2007/08/vict-lombroso.jpgCesare Cesare Lombroso (1835-1909) foi um homem polifacético; médico, psiquiatra, antropólogo e político, sua extensa obra abarca temas médicos ("Medicina Legal"), psiquiátricos ("Os avanços da Psiquiatria"), psicológicos ("O gênio e a loucura"), demográficos ("Geografia Médica"), criminológicos ("L’Uomo delincuente).

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