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Pizzolato deixa cadeia na Itália para ser extraditado e preso no Brasil

quinta-feira, 22 de outubro de 2015


 

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato deixou a prisão de Modena, no norte da Itália, para ser entregue às autoridades brasileiras.  

O ex-banqueiro, condenado a 12 anos e sete meses de prisão no processo do mensalão, deve embarcar ainda hoje no aeroporto de Malpensa, nos arredores de Milão, rumo a São Paulo. Em seguida, ele será transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.  

Com isso, encerra-se uma novela de mais de um ano e meio, iniciada em fevereiro de 2014, quando Pizzolato foi capturado pela polícia italiana em Maranello, onde estava na casa de parentes. No fim do ano anterior, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia confirmado sua pena no processo do mensalão por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.  

Em seguida, ele fugiu para a Itália com um passaporte falso em nome de um irmão morto e chegou a alugar uma vila com vista para o mar na pitoresca cidade de Porto Venere, no litoral da Ligúria. Em outubro de 2014, Pizzolato chegou a ser solto pela Corte de Apelação de Bolonha, que negou sua extradição.  

No entanto, mais tarde, a Corte de Cassação de Roma e o Ministério da Justiça da Itália confirmaram a expulsão do ex-banqueiro. Seguiram-se uma série de recursos administrativos e na Corte Europeia de Direitos Humanos, sediada em Estrasburgo (França), mas todos rechaçados.  

A defesa alegava que as prisões brasileiras não tinham condições de garantir a integridade do condenado, apelo feito também pelos senadores centro-esquerdistas Luigi Manconi e Cecilia Guerra, mas sem sucesso.  

Em dezembro, Pizzolato ainda deverá responder a um processo por falsidade ideológica na Itália, fato que também era usado como argumento para mantê-lo no país. O ex-banqueiro era o único dos condenados no mensalão a fugir. Também sentenciado a pagar uma multa de mais de R$ 1 milhão, ele desviou quase R$ 3 milhões do Banco do Brasil para as empresas de Marcos Valério, operador do esquema.

(ANSA)

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