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Um dos homens mais ricos do Brasil está preso na penitenciária Bangu 8

sábado, 28 de novembro de 2015



Em 48 horas, a vida de um dos homens mais ricos do Brasil virou de cabeça para baixo André Esteves, presidente do banco BTG Pactual, trocou o luxuoso apartamento de frente para o mar, em Ipanema, por uma cela na penitenciária Bangu 8, onde passou a última noite.
O bilionário de 43 anos estava na Superintendência da Polícia Federal, mas devido à falta de espaço, precisou ser levado para uma unidade prisional. Por possuir curso superior, foi para Bangu 8, que tem 138 presos (capacidade para 154) e é considerada uma das melhores do complexo.
Desde que chegou, o banqueiro permanece em uma cela individual. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, o cardápio dele é o mesmo dos outros presos. O café da manhã tem pão com manteiga e café com leite. O lanche é pão com manteiga ou bolo e guaraná. O almoço e o jantar têm arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne (bovina, de peixe ou de frango), legumes, salada, sobremesa e refresco.
Segundo a revista Forbes, a fortuna de Esteves é avaliada em US$ 2 bilhões (cerca de R$ 7,6 bilhões). Porém, essa cifra era de mais de R$ 9 bilhões, até quarta-feira (25), data em que ele foi preso. O BTG Pactual é hoje o maior banco de investimentos privado do País.
As notícias de que o banqueiro havia sido preso fizeram com que as ações do BTG Pactual despencassem mais de 20%, fazendo a fortuna dele encolher mais de R$ 1 bilhão. O sócio-fundador do banco, Pérsio Arida, assumiu interinamente a presidência da instituição.
Segundo as investigações, Esteves, por meio do BTG Pactual, financiaria um plano para barrar a delação premiada do ex-diretor da internacional da Petrobras Nestor Cerveró. . Em reunião, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), também preso, propôs ao filho do ex-executivo uma mesada de R$ 50 mil, além de uma eventual fuga para a Espanha que incluía até jatinho. 
A conversa foi gravada por Bernardo Cerveró. No diálogo, o senador diz que André Esteves está disposto a colaborar e que está preocupado com um possível envolvimento do banco no escândalo de corrupção. O banqueiro negou que tenha tratado desse assunto com Delcídio, em depoimento ontem. Segundo ele, os dois se encontraram, a pedido do petista, para tratar de assuntos referentes à economia brasileira, como, por exemplo, a recriação da CPMF.


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