Luiz Fachin, ministro do STF, tornou-se o novo ídolo da direita golpista

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015


Segundo o colunista Paulo Nogueira, a estreia do ministro Luiz Fachin, no STF, agradou imensamente os conservadores:
“Num voto de 100 páginas, alegadamente apoiado na Constituição, o que Fachin fez, numa linha, foi apoiar o golpe”;

“No Twitter, à medida que Fachin proferia seu longo e empolado voto, colunistas de direita iam manifestando sua aprovação entusiasmada às decisões. De Diogo Mainardi a Reinaldo Azevedo, o tom era de festa.

Fachin pode estar se tornando o Joaquim Barbosa de Dilma”.
Fachin rejeitou virtualmente tudo que interessava ao governo modificar no andamento do impeachment tal qual foi moldado por Cunha.

Fachin não acatou sequer a reivindicação de tirar Cunha do comando do processo pela parcialidade. (Isso, na prática, ocorrerá porque, na tarde de hoje mesmo, Janot pediu seu afastamento.)
Também negou o voto secreto para a eleição dos membros da comissão da Câmara que vai conduzir o caso.

É apenas o primeiro voto. Os demais serão dados até sexta. Alguma coisa pode mudar, ou até muita.

Mas é fato que o voto de Fachin foi uma surpresa amarga para Dilma, e uma derrota inegável para ela
Suas ponderações seriam previsíveis em Gilmar. Mas nele não.

Não à toa, Fachin se transformou, nas redes sociais, no novo herói da direita. Desde sua indicação por Dilma ele vinha sendo duramente atacado pelos conservadores.

Diário do Centro do Mundo

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