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Michel Temer é um golpista

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015


Programa do PMDB é uma ponte para derrubar Dilma

De olho na Presidência, o vice Michel Temer trabalha pelo impeachment de Dilma Rousseff. O pedido de demissão do ministro Eliseu Padilha — muito ligado a Temer — e as conversas do vice com integrantes da oposição e com deputados do PMDB deixaram claro que ele quer o Palácio do Planalto. “A saída do Eliseu acabou com qualquer dúvida”, diz um aliado de Temer.

Parece óbvio, e é. A “Ponte para o futuro” que o PMDB lançou há poucos dias é o programa de governo para uma grande coalizão de partidos. Mas não para o governo de Dilma Rousseff, ou para um governo a ser eleito em 2018. É para o governo que, segundo os inspiradores do documento, virá logo após o impeachment da presidente da República – ou após sua renúncia – e será comandado por Michel Temer.  Aliás,  "Michel Temer tem cara de mordomo de filme de terror", disse um dia  Antônio Carlos Magalhães, ex-governador da Bahia.

 


O programa do PMDB propõe medidas de fácil aceitação pelos partidos da centro-direita para a direita: PSDB, DEM, PPS, SD, PTB, PSD, PR, PP e penduricalhos menos expressivos. Pode ter apoio, quem sabe, até do PSB, ou de sua fração de centro. Não é assimilável pelo PT, pelo PCdoB, pelo PDT, pelo PSol. Talvez a Rede não queira se comprometer com suas medidas de conteúdo neoliberal.

E é isso mesmo que os líderes do PMDB querem: o impeachment ou a renúncia de Dilma, a posse de Temer e a formação de um grande pacto de governabilidade excluindo os partidos de centro-esquerda e de esquerda, e que execute as medidas propostas para superar a crise econômica. Os de esquerda que faça oposição. São minoritários no Congresso, e assim não haverá a crise política que hoje impede o enfrentamento eficaz da crise econômica.  

Essa conspiração vem sendo urdida e executada há meses. Foi preciso convencer uma ala do PSDB de que não é viável a derrubada do governo pelo Tribunal Superior Eleitoral, o que levaria a uma nova eleição – e, na expectativa dos tucanos dessa ala, à eleição de Aécio Neves. Hoje já há um consenso de que o impeachment é a alternativa mais viável, embora ainda difícil. Falta um entendimento acerca de 2018: tucanos querem que Temer se comprometa a não disputar a reeleição.

Ao PMDB, assim como ao PSDB, DEM, PPS e etc, não interessa que o governo possa governar. Interessa que se desgaste cada vez mais, e que tenha suas bases social e parlamentar cada vez menores. Mas parece que Dilma e os que a cercam ou não veem isso, ou fingem não ver. Continuam achando que o impeachment será evitado por acordos fisiológicos e protegendo Eduardo Cunha.  

Os conspiradores avançam, a quinta coluna atua intensamente, e o governo se ilude.

Por Hélio Doyle

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