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Sérgio Moro e sua incontrolável preferência pela pirotecnia

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016





Moro, ao que parece, se deixou tomar pela vaidade. Cercado por jovens procuradores não menos ansiosos por holofotes, assiste, impassível, a uma guerra de egos






O juiz Sérgio Moro é um cara no mínimo estranho. Quando o marqueteiro João Santana perguntou o que havia contra si na Lava-Jato, Moro usou de ironia para responder: se ele quiser vir aqui antecipar o que sabe sobre a Lava-Jato…. Santana se ofereceu para ir.Moro fez silêncio. Santana viajou a trabalho para o exterior. Ato contínuo, o juiz decreta sua prisão. Por que prender um cara que se dispôs a ir ao seu encontro para prestar esclarecimentos antes mesmo de ser citado? Moro gosta do estardalhaço.

O juiz federal Sérgio Moro é chegado a uma pirotecnia

Foi assim que mandou prender mulher que, em imagem do banco, aparecia em caixa eletrônico. Já era para estar envergonhado e comedido. Mas não consegue: os holofotes ofuscam a autocrítica. Ele hoje substituiu Joaquim Barbosa no fetiche moralista da direita. Mas o primeiro era mais competente. Este, mais estranho.

Quando ganhou o prêmio Faz Diferença oferecido pelo Globo muita gente torceu o nariz. Achou que ali o juiz havia mordido a isca. Inflam egos dos incautos para transforma-los em fantoches, disseram. Deve ter sido exagero. Faz Diferença não faz diferença alguma para quem trabalha de acordo com o léxico profissional. Diferença faz para quem não o faz, explora o estado e o erário. A este, a punição é o que se espera.

Mas Moro, ao que parece, se deixou tomar pela vaidade. Cercado por jovens procuradores não menos ansiosos por holofotes, assiste, impassível, a uma guerra de egos que não se coaduna com a função de representantes da sociedade. E foi assim que um deles acusou Lula de ser dono de imóvel que não está em seu nome e depois convocá-lo a depor via revista. Periga o procurador responder à Procuradoria-Geral da República.

Correio do Brasil

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