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É hora de defender nas ruas a democracia ameaçada: Março de 2016 não pode ser Março de 1964

sexta-feira, 4 de março de 2016



Não é hora de atear fogo às vestes.

Os dados estão rolando. Não estamos vivendo um novo 31 de março de 1964.

Não ainda.

A Operação Aletheia – que deveria se chamar Operação Globo – não define nada. Seu mérito maior, se é possível usar essa expressão, é revelar as intenções da Lava Jato e Sergio Moro, sob  as bênçãos dos Marinhos e, por extensão, da plutocracia.

O objetivo jamais foi erradicar a corrupção, mas derrubar o governo e acabar com Lula. (No triunfo supremo do cinismo, Aletheia é uma palavra grega que significa busca da verdade.)

A sequência dos acontecimentos é clara quanto a isso: o vazamento pela PF da alegada delação de Delcídio, o Jornal Nacional de ontem com conteúdo assassino e, na manhã desta sexta, um enxame de policiais fortemente armados para capturar Lula.

Tudo isso às vésperas de uma manifestação pró-impeachment.

A grande questão, agora, é como os defensores da democracia – não estamos falando apenas de petistas – reagirão.

A verdade estará nas ruas.

Caso os antigolpistas reajam como vigor – atenção: não confundir com violência – o golpe será abortado. Caso corra sangue de brasileiros, o que seria uma tragédia, todos sabemos de quem é a culpa: dos mentores da ação desta manhã.

Não é hora de lamentar a apatia suicida com que o governo tratou a Lava Jato. Como o ministro da Justiça recém-saído pôde cruzar os braços diante das barbaridades cometidas por Moro e pela PF?

Como, em nenhum momento, o PT expôs a face real da Lava Jato? Como os governos Lula e Dilma continuaram a dar verbas bilionárias de publicidade para uma empresa com um histórico notável de golpes contra governos populares?

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