Cunha não vai respeitar determinação do Supremo Tribunal Federal

terça-feira, 5 de abril de 2016



O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deverá rejeitar a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que Cunha acate o pedido de impeachment apresentado contra o vice-presidente, Michel Temer, e arquivado por ele em dezembro passado.

A posição foi manifestada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), aliado de Cunha. Segundo ele, o presidente da Câmara se mostrou irritado com a determinação do STF em reunião com peemedebistas nesta terça-feira 5 e sinalizou que não irá cumpri-la.

"Essa decisão do Supremo é um absurdo. Nós vamos ignorar e pronto", disse o deputado do DEM à Folha de S. Paulo. "O Supremo está interferido no Legislativo. Eles que venham aqui mandar a gente cumprir. Se eles querem guerra institucional, é guerra que eles vão ter", acrescentou.

Segundo Marco Aurélio, Cunha deveria ter deixado a decisão para uma comissão de parlamentares, e não tê-la tomado sozinho. O pedido foi apresentado pelo advogado mineiro Mariel Márley Marra, que recorreu ao Supremo depois que Cunha arquivou a peça.

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