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A partir de agora, a culpa é do mordomo

quinta-feira, 12 de maio de 2016





O apelido de “mordomo de filme de terror” dado por Antonio Carlos Magalhães, com toda a sua malvadeza, a Michel Temer começará a se justificar para o grande público.

Segundo Moreira Franco – de onde, qualquer um sabe, boa coisa não vem – o usurpador anunciará seus primeiros éditos.

Neles, como disse ontem, parte será explícita, mas boa parte será dissimulada, como seu autor.

Medidas como o saque aos direitos dos aposentados não devem ser anunciadas diretamente, mas construído por subterfúgios que permitirão, afinal, fazer o mal que se quer.

Temer não tem força nem caráter para assumir aquilo a que se comprometeu, como já se viu na molecagem que se fez no (pseudo?) episódio da indicação de “Newtinho” Cardoso para o Ministério da Defesa. Retirado o “bode”, Raul Jungmann “desceu” mais fácil.

À Fiesp, se não for mais outro caprino, dá-se o pastor Marcos Pereira, da Universal, não fará os fará pagar o pato, mas o dízimo. Nada que lhes seja mais gravoso que ter um homem do caráter de Armando Monteiro no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Não falta esperteza ou habilidade de manipulação política a Michel Temer. Ao contrário, estas lhe sobram.

O que lhe falta – e a sua ascensão à Presidência é um atestado – é caráter e sinceridade.

Se a deslealdade, a dissimulação  – o fingimento,mesmo – deram tão certo que o levaram ao lugar ao qual o voto jamais o levaria, porque governar com outro método?

Nenhuma.

Ou melhor, apenas uma falha no roteiro.

É que, agora, todo mundo já sabe que o mordomo será o autor dos crimes, embora, como mordomo, seu papel é servir a outros com um ar distante e aparentemente altivo.

Não haverá suspense, portanto.

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