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O Estado da Bahia poderá ter um rombo de R$ 2,4 bilhões e salários dos funcionários públicos estarão ameaçados

domingo, 29 de maio de 2016





Pelo menos 10 estados brasileiros devem encerrar o exercício financeiro de 2017 com déficit primário, resultado das despesas menos receitas, descontados os juros. Na Bahia, o déficit previsto para 2017 é de R$ 2,4 bilhões, o que fará com que o estado dependa de empréstimos para fazer investimentos e cobrir gastos obrigatórios, havendo dificuldade de pagar os salários dos servidores públicos.

"Temos tomados algumas medidas para mitigar este déficit, como redução de gastos e renegociação de contratos", diz Cláudio Peixoto, chefe de gabinete da secretaria de Planejamento da Bahia. Apesar disso, segundo Peixoto, a gestão tem, até hoje,  conseguido manter o pagamento dos salários dos servidores em dia. "Só não sabemos até quando. O cenário é muito ruim", admite ele em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Para o vice-presidente do Instituto dos Auditores Fiscais da Bahia, Sérgio Furquim, os Estados devem começar a adotar contingenciamentos para reduzir a expectativa negativa.

"Como há pouca margem para aumentar arrecadação e reduzir despesas correntes, o mais provável é que os investimentos sejam comprometidos".

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