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Renan Calheiros é o novo Eduardo Cunha

segunda-feira, 9 de maio de 2016





A decisão monocrática de Renan Calheiros de desconhecer a decisão do presidente da Câmara de anular o ritual do impeachment, atendendo a pedido do advogado-geral da União que fora engavetado pelo presidente da Câmara afastado e até mesmo de desqualificá-la, chamando-a de brincadeira, além de criar uma grave crise institucional não pode ser levada a sério porque ele é suspeito.


Desde que Cunha foi afastado, Renan assumiu seu lugar na sucessão presidencial, e é, portanto, o maior interessado no prosseguimento e no bom sucesso do impeachment.


Há de se questionar, em primeiro lugar, se o próprio Renan, com seu currículo de ações no STF e acusações na Lava Jato tem condições de assumir a presidência da República em caso de afastamento do futuro suposto presidente Michel Temer.

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Ainda que a sua ficha não seja tão suja quanto a de Cunha, ele responde por várias ações penais no Supremo desde a época em que foi obrigado a renunciar à presidência, para escapar à cassação, no caso Mônica Veloso, quando faltou com a verdade apresentando documentos falsos para justificar pagamentos à jornalista com a qual mantinha um romance paralelo ao casamento.


Ele responde ao inquérito 2593 no qual é acusado de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso no caso dos bois de Alagoas, de 2007 para forjar uma renda com venda de gado para justificar gastos pessoais e com sua ex-amante Monica Veloso.


É também investigado por desviar R$44,8 mil do Senado em verbas indenizatórias, por usar a cota de passagens aéreas do Senado para pagar viagens de três acusados de serem seus “laranjas” e de um

Também está incurso no inquérito 3589, por crime ambiental, acusado pelo MPF de pavimentar ilegalmente uma estrada de 700 metros na estação ecológica Murici que leva a uma fazenda de sua propriedade.

   
Pelo comportamento que demonstrou hoje, por sua vida pregressa e pela folha de serviços não prestados ao país, não há dúvida de que Renan é o novo Cunha.

  
Cabe ao STF tirar mais esse bode da sala da democracia brasileira. 

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