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Ao protestar contra o governo interino, trabalhadores sem terra ocupam fábrica de celulose no extremo Sul da Bahia

segunda-feira, 13 de junho de 2016




Um grupo de 1.400 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou na madrugada desta segunda-­feira (13) a fábrica da Suzano Papel e Celulose no município de Mucuri, extremo sul da Bahia. O movimento informou que as atividades da indústria, uma das maiores de celulose do País, foram interrompidas por tempo indeterminado, informa o MST.

Além de defender a reforma agrária, a manifestação critica a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário e tem como alvo o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB), chamado de "ilegítimo e golpista". "Não aceitamos as ações deste governo ilegítimo e golpista que se configuram num ataque às conquistas sociais da classe trabalhadora", disse Paulo César de Souza, membro da direção nacional do MST à Folha de S. Paulo.

A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas do MST. Na Bahia, também estão ocupadas as oito sedes regionais do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e três da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba).

A ocupação da Suzano acontece semanas depois de a empresa assinar com o governo da Bahia um protocolo de intenções para ampliação da fábrica, num investimento de R$ 700 milhões.

O projeto inclui a ampliação e modernização de setores já existentes e a implantação de uma nova linha de produção para papel tipo tissue, usado na produção do papel higiênico.

Souza, do MST, afirmou que a ampliação da fábrica vai agravar os impactos ambientais e sociais da cultura do eucalipto na região. "Será um ataque ao meio ambiente".
Bahia 247

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