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A MENTIRA TEM DATA

quarta-feira, 20 de julho de 2016




O Instituto Datafolha confirma que cometeu uma "imprecisão", ao divulgar pesquisa, no último domingo, informando que 50% dos brasileiros querem que Michel Temer continue presidente e apenas 3% defendem novas eleições – quando o número real é próximo a 60%; a fraude foi apontada por 247 no último domingo e denunciada pelo jornalista Glenn Greenwald; Folha chegou aos 50% pró-Temer ao excluir da questão "Dilma ou Temer" a hipótese de novas eleições; erro foi reconhecido por Luciana Schong, diretora do Datafolha, que afirmou, no entanto, que as perguntas foram determinadas pela Folha, de Otávio Frias Filho; segundo Greenwald, ao incitar um golpe e manipular informações para que ele se consolide, a mídia brasileira representa uma ameaça à democracia e à liberdade de expressão.

O escândalo da pesquisa Datafolha publicada no último fim de semana, que parece ter sido feita sob medida para manipular a opinião pública, influenciar o voto de senadores no processo de impeachment e favorecer o interino Michel Temer.

Rememorando, a Folha publicou que 50% dos brasileiros defendem a permanência de Temer até 2018 e que apenas 3% defendem novas eleições – quando o número real dos que querem a saída do vice em exercício é próximo a 60%. O erro, apontado por 247 e The Intercept, foi tão gritante que o próprio Datafolha se viu forçado a reconhecê-lo (leia mais aqui).


Na reportagem do The Intercept, os jornalistas Glenn Greenwald e Erick Dau bateram duro no instituto do grupo Folha. "A manchete – que sugere que metade da população deseja a permanência de Temer na Presidência até 2018 – foi reproduzida por grande parte dos veículos de comunicação do país e rapidamente passou a ser considerada uma verdade indiscutível: como um fato decisivo, com potencial para selar o destino de Dilma.
Afinal, se literalmente 50% do país deseja que Temer permaneça na Presidência até 2018, é difícil acreditar que Senadores indecisos contrariem a vontade de metade da população", diz o texto. "Tornou-se evidente que, seja por desonestidade ou incompetência extrema, a Folha cometeu uma fraude jornalística."

Nesta quarta-feira, o Datafolha recebeu dezenas de pedidos de esclarecimento sobre o que chamou de "imprecisão" deste último domingo, mas ainda não emitiu nenhuma nota oficial. Nunca, em sua história, o instituto do grupo empresarial de Otávio Frias Filho teve sua credibilidade tão contestada.


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