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Após desmontar o Ministério da Educação governo interino adia acesso ao FIES

sexta-feira, 1 de julho de 2016





O Ministério da Educação do governo interino anunciou hoje o adiamento, para o dia 15 de julho,  da conclusão das inscrições dos estudantes pré-selecionados para ter acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), cujo prazo começaria nesta sexta-feira, primeiro de julho. A medida, que conturbará a vida de milhares de estudantes, é consequência do desmonte das estruturas do MEC e da demissão de funcionários e técnicos familiarizados com a gestão dos programas.

A justificativa do governo interino foi a de que serão necessários ajustes no sistema por conta da elevação do teto de renda familiar, de 2,5 para 3 salários mínimos, o que não explica tamanho atraso.
Se com o Fies está acontecendo isso, imagine com o Enem, um programa mais complexo, que envolve número muito maior de estudantes e a aplicação de provas em todo o pais, dizem funcionários do MEC, que esta semana fizeram um “trancaço” na porta do ministério em protesto contra o desmonte.

 Inscreveram-se para o FIES 294 mil estudantes para as 75 mil vagas oferecidas pelo governo. O resultado da pré-seleção foi divulgado ontem, embora dentro do prazo mas só depois das 22 horas. A lista dos pré-selecionados pode ser conferida na página do Fies mas ela assegura apenas a expectativa de direito às vagas. A conclusão da inscrição envolve a apresentação de documentos, comprovação de renda e outras providências que foram adiadas para o dia 15.
Quando as aulas começarem, muitos poderão ainda não ter tido a confirmação da seleção nem ter assinado o contrato de financiamento, o que lhes permitiria frequentar a instituição escolhida.

Os não-selecionados, da mesma foram, podem ser informados disso muito tarde, dificultando a busca de alternativas para pagar a faculdade e não perder o semestre. O aviso publicado diz apenas que a conclusão das inscrições começa dia 15 mas não prevê a data de encerramento do processo.  
Os tropeços indicam que a nova gestão, depois de dispensar especialistas e técnicos com a motivação ideológica de sempre (serem ligado ao governo Dilma), está enfrentando dificuldades operacionais com um sistema que é eficiente mas exige ser operado por quem o domina.
Tereza Cruvinel

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