Ministério Público quer impedir frigorífico de Miguel Calmon a abater jegues

quarta-feira, 20 de julho de 2016




O Ministério Público expediu uma recomendação aos frigoríficos do município de Miguel Calmon, no Centro-Norte da Bahia, para que suspendam o abate de jegues. Foram notificados os os frigoríficos Piemonte da Chapada e Regional da Chapada Norte, nesta segunda-feira (18), sob pena de responsabilização civil, administrativa e criminal. Até o final deste ano, estava previsto o abate de 2 mil jegues no município.

Eles têm 48 horas após a notificação para comprovar o  “o encaminhamento dos animais para pastagem, com disponibilização de água, alimento, tratamento e abrigo adequados”.

A recomendação foi expedida pelo promotor de Justiça Pablo Antônio Cordeiro de Almeida, que recomendou ainda que os frigoríficos apresentem guias de trânsito dos animais e os exames sanitários relativos aos jegues custodiados nas dependências do frigorífico ou do fazendeiro fornecedor.

Os frigoríficos também vão ter que comprovar, em laudos técnicos, que o manejo dos animais e a planta frigorífica não causa dano ou maus tratos aos jegues. Além de ter que comprovar a habilitação dos funcionários para o manejo dos animais. Os frigoríficos têm 10 dias para apresentar todos os documentos.

Cerca de 300 jegues já foram abatidos no município. A carne é usada para consumo animal e o couro será exportado para a China. Os dois mil animais vão gerar cerca de 200 toneladas de produtos.

O frigorífico Frigoserra, no município de Serrinha, no Nordeste da Bahia, desistiu de realizar o abatimento de jegues, equídeos, mulas, jumentos e outros animais. Em nota, a assessoria do MPE informou que a decisão foi tomada depois de uma recomendação feita pelo órgão. Um dia antes do abatimento ilegal de jegues, a Promotoria tomou conhecimento do caso e foi até o frigorífico. 

Correio da Bahia

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