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MUITA CARA DE PAU

quarta-feira, 6 de julho de 2016



Numa de suas primeiras missões internacionais, no Uruguai, o chanceler interino José Serra causou mal-estar ao pedir que os uruguaios não passem a presidência temporária do Mercosul à Venezuela, como preveem as regras do bloco; Serra levou a tiracolo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ambos pediram ao presidente Tabaré Vazquez que não ceda o posto a Nicolás Maduro; o pedido, no entanto, foi negado; “Existe uma posição do Uruguai que compreendemos, que se tem de respeitar as regras”, admitiu FHC; Serra pretendia aplicar a cláusula democrática à Venezuela, quando o próprio Brasil vem sendo contestado pela Unasul por ter levado adiante um golpe parlamentar contra a presidente eleita Dilma Rousseff


O chanceler interino José Serra fracassou numa de suas primeiras missões internacionais, mesmo tendo levado a tiracolo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Ambos foram ao Uruguai com o intento de convencer o presidente do Uruguai, Tabaré Vazquez, a não passar a presidência interina do Mercosul à Venezuela no próximo dia 12, como preveem as regras do bloco.
O pedido, no entanto, causou mal-estar diplomático e foi rechaçado pelos uruguaios. “Existe uma posição do Uruguai que compreendemos, que se tem de respeitar as regras”, admitiu FHC. Em seguida, ele relativizou a posição brasileira. “Não estamos pedindo para não respeitar as regras, mas que se possa discutir, mais adiante, se a Venezuela fez a lição de casa para ingressar no Mercosul”, declarou o ex-presidente.
Curiosamente, Serra pretendia aplicar a cláusula democrática à Venezuela, quando o próprio Brasil vem sendo contestado dentro da própria Unasul por ter levado adiante um golpe parlamentar contra a presidente eleita Dilma Rousseff.
Reação imediata
Essa contradição provocou reações imediatas da Venezuela. Em sua conta no Twitter, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, escreveu: “A República Bolivariana da Venezuela rechaça as insolentes e amorais declarações do chanceler de facto do Brasil.”


Ela insistiu que há no Brasil um golpe de Estado “que vulnera a vontade de milhões de cidadãos que votaram na presidenta Dilma (Rousseff)”, e atacou: “O chanceler de facto José Serra se soma à conspiração da direita internacional contra Venezuela e vulnera princípios básicos que regem as relações internacionais”.


Brasil247

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