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Advogado Geral da União demitido por Temer, abre o jogo

sábado, 10 de setembro de 2016


Práticas consideradas ilegais pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e que foram usadas como base para o impeachment de Dilma Rousseff chegaram a ser defendidas pelo próprio governo Temer, o que comprova que a acusação contra Dilma foi apenas um pretexto para afastá-la da presidência; relatórios técnicos elaborados por órgãos do atual governo defendem a regularidade de práticas como as "pedaladas fiscais"; os relatórios foram encaminhados à defesa de Dilma pelo então advogado-geral da União de Temer, Fábio Medina Osório, demitido ontem por ações que estavam desagradando o Planalto; as notas técnicas faziam parte da colaboração do governo Temer com a defesa de Dilma no processo de impeachment, o que havia sido acordado com o então chefe da AGU em junho




Pareceres produzidos por órgãos do governo de Michel Temer defenderam práticas contábeis que foram consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU), entre elas as "pedaladas fiscais", base da denúncia que culminou no impeachment de Dilma Rousseff.

O posicionamento consta em relatórios técnicos encaminhados à defesa de Dilma pelo então advogado-geral da União de Temer, Fábio Medina Osório, demitido ontem por ações que estavam desagradando o Planalto. Em entrevista logo após sua saída da AGU, ele confirmou a tese de Romero Jucá de que o governo Temer quer abafar a Lava Jato.

As notas técnicas produzidas por órgãos da gestão de Temer, quando Dilma estava afastada temporariamente há mais de 40 dias do cargo, faziam parte da colaboração do governo com a defesa da então presidente no processo de impeachment, um acordo que foi assinado entre Fábio Medina Osório, Dilma e o advogado e professor Ricardo Lodi, que auxiliava Dilma na defesa.

O fato foi divulgado em reportagem de Vinicius Sassine, do Globo, que cita: "Parte das notas técnicas produzidas já no governo Temer defende que atos da gestão de Dilma são regulares. Há relatórios neste sentido produzidos por áreas técnicas do Banco Central, do Ministério do Planejamento e do Ministério da Fazenda. Esses pareceres são citados na defesa de Dilma, protocolada no TCU".

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