Pesquisar este blog




Ignorado na China, Temer antecipou seu retorno ao Brasil

terça-feira, 6 de setembro de 2016


Temer, o primeiro na fileira de baixo, distante dos demais líderes e em posição fácil para ser cortado da foto oficial do G20

O presidente de facto, Michel Temer, desembarcou da frustrada viagem à China, antecipada em mais de três horas após o cancelamento de agendas com chefes de Estado, no encontro do G20. Temer foi tratado friamente pela maioria dos presidentes do grupo, todos eleitos democraticamente por seus povos. A expectativa era de que o avião presidencial pousasse na Base Aérea de Brasília às 14h30 desta terça-feira, mas o avião destinado ao transporte de presidentes da República pousou por volta das 11h. Da base aérea, foi foi direto ao Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-presidência, sem falar com a imprensa.

Esperavam por Michel Temer o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que assumiu interinamente a Presidência da República enquanto o presidente de facto encontrava-se fora do país.

Na China, Temer teve sua experiência inicial como ocupante do Palácio do Planalto, em sua primeira viagem oficial ao exterior, uma vez consolidado no cargo após a deposição da presidenta Dilma Rousseff. Na condição de mandatário ilegítimo, Michel Temer foi o único dirigente a não ter seu nome citado na lista de presença do encontro do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo todos os anos. Em vez de apresentar o nome de Michel Temer, a lista elencou “líder brazileiro” (com grafia errada), mesmo três dias após cassado o mandato de Dilma Rousseff.

No evento, realizado em Hangzhou, capital da província de Zhejiang, na China, Temer foi levado por integrantes do cerimonial a posar, na foto oficial, distante dos demais chefes de Estado e em uma posição na qual pode ser excluído do quadro com um simples corte na fotografia. Iniciada no domingo a reunião terminou nesta segunda-feira. Após o término do encontro, não foi agendada qualquer reunião bilateral posterior, como seria possível, em condições normais.
Esqueceram de Temer
No documento, distribuído aos participantes do 11º Encontro do G20, sediado em Hangzhou, Zhejiang, em 4 e 5 de setembro, os organizadores distribuíram a seguinte lista:
Os seguintes líderes dos países-membros do G20 irão comparecer ao encontro a convite do presidente Xi Jinping:
• Presidente Mauricio Macri, da Argentina; líder brazileiro; presidente François Hollande, da França; presidente Joko Widodo, da Indonésia; presidente Park Geun-hye, da ROK; presidente Enrique Pena Nieto, do México; presidente Vladimir Putin, da Rússia; presidente Jacob Zuma, da África do Sul; presidente Recep Tayyip Erdogan, da Turquia; presidente Barack Obama, dos EUA; primeiro-ministro Malcolm Turnbull, da Austrália; primeiro-ministro Justin Trudeau, do Canadá; chanceler Angela Merkel, da Alemanha; primeiro-ministro Narendra Modi, da Índia; primeiro-ministro Matteo Renzi, da Itália; primeiro-ministro Shinzo Abe, do Japão; primeira-ministra Theresa May, do Reino Unido; presidente Donald Tusk, do Conselho Europeu; presidente Jean-Claud Juncker, da Comissão Europeia; vice-primeiro-ministro da Arábia Saudita, príncipe Muhammad bin Salman Al Saud da Arábia Saudita; presidente Idriss Deby, de Chade; presidente Abdel Fatah al-Sesi, do Egito; presidente Nursultan Nazarbayev, do Casaquistão; presidente Bounnhang Vorachith, de Laos; presidente Macky Sall, de Senegal; primeiro-ministro Lee Hsien Loong, de Cingapura; primeiro-ministro Mariano Rajoy, da Espanha; primeiro-ministro Prayut Chan-ocha, da Tailândia; secretário-geral da ONU Ban Ki-moon; presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim; diretora do FMI, Christine Lagarde; diretor-geral do WTO, Roberto Azevedo; diretor-geral Guy Ryder, da Organização Internacional do Trabalho; presidente Mark Carney, do Financial Stability Board; a secretária-geral Angel Gurria, da OECD.

0 comentários:

Postar um comentário