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Milhares vão à Avenida Paulista para protestar contra Michel Temer

segunda-feira, 12 de setembro de 2016


A Avenida Paulista foi palco, pelo segundo fim de semana consecutivo, de um ato político contra o golpe de estado que afastou, de forma arbitrária, Dilma Rousseff da presidência. No começo da tarde deste domingo (11), centenas de manifestantes concentravam-se no Vão Livre do Masp, carregando bandeiras e cartazes reivindicando novas eleições e com palavras de ordem pelo "Fora Temer".






Iniciativa das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, o protesto reuniu cerca de 60 mil manifestantes, entre lideranças políticas e partidárias, entidades dos movimentos sociais e independentes.

Durante a manifestação, ocorreu um ato político que contou com a presença da Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o Senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e do prefeito, candidato a reeleição na cidade de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP), além de entidades dos movimentos de moradia, juventude, sindical, cultural e estudantil.

Na avaliação do coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guiherme Boulos, a luta contra o golpe se faz presente cotidianamente nas ruas. "Esse ato é mais uma mobilização contra o governo golpista de Michel Temer, pelas Diretas Já e em defesa dos direitos dos Trabalhadores, nos últimos dias ocorreram manifestações quase diárias, demonstrando que há resistência, eles não irão aplicar o programa que querem e consumar o golpe no Brasil goela abaixo", afirma Boulos.


Retiradas de conquistas é combustível para luta


Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), considera que, quanto maior a perda de conquistas sociais, maior a mobilização nas ruas. "A Frente Brasil Popular, em sintonia com a Frente Povo sem Medo, vão dando uma resposta efetiva, manifestações ocorrem em todo país e eu acredito que esse caldo tende a engrossar, sobretudo a luz das medidas que o governo ilegítimo vem adotando, há de fato em curso uma agenda extremamente regressiva, que depõe contra qualquer expectativa de retomada do crescimento econômico".

"O governo faz a opção de apostar em medidas que irão colocar em cheque a Consolidação das Leis de Trabalho, por fim na Previdência Social e implementar uma agenda com vistas a institucionalização do trabalho precário com terceirização irrefreável, bem como a instituição do chamado Negociado sobre o Legislado, todas essas ações causarão um período de retrocesso sem precedentes ao país" alerta Adilson.



"Diretas já para derrubar golpistas" 

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, comentou sobre a recente decisão da sigla em apoiar a bandeira das Diretas Já. "É uma palavra de ordem que unifica todo movimento popular, a esquerda, pois tendo o golpe se consumado é preciso derrubar o governo ilegítimo, e um caminho para isso é a convocação das eleições diretas", destaca Falcão.

Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) declara que, apesar de toda a repressão da polícia militar com os manifestantes, a luta continua. "Seguimos na luta para derrubar o golpe e reivindicar as diretas já, Michel Temer pode até convocar o exército para conter os protestos, vamos em frente em defesa da democracia", ressalta Camila,

Greve Geral 

Edson Carneiro (Índio) , secretário geral da Intersindical, falou a respeito da proposta de greve geral das centrais sindicais, que são contrárias a alta taxa de desemprego e a precarização da Consolidação das Leis do Trabalho, "os bancários estão em greve, na semana que vem entram os Correios, Petroleiros, Químicos, Metalúrgicos e no próximo dia 22 estamos construindo um dia nacional de paralisação, mobilizando um calendário de greve geral, unificando todas as centrais, podendo barrar as reformas, os ataques às conquistas, derrubando o governo e retomando a democracia plena no país", conclui.

Logo após o ato político, o protesto o seguiu na Avenida Paulista sentido a Avenida Brigadeiro Luis Antonio. Em frente à Fiesp, manifestantes gritavam " Golpistas, golpistas", lembrando do apoio estratégico da federação no processo de impeachment.

A manifestação encerrou por volta das 20h, com os shows da cantora Tiê e do Grupo Teatro Mágico, no Parque do Ibirapuera.

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