O antológico nazismo paulista

terça-feira, 6 de setembro de 2016






Não me alegra quando estou na capital paulista, onde somente vou a  trabalho. Por conseguinte, estava participando de uma reunião num escritório nas proximidades da Avenida Paulista quando policiais paulistanos  atiravam  caixas e mais caixas de  gás lacrimogênio nas pessoas que se manifestavam gritando a palavra da moda atual:  Fora Temer! Os vapores do lacrimogênio espalhavam-se pelo ar já poluído da capital paulista e  chegavam  até o ambiente em que nós trabalhávamos.



Até mesmo por instinto de preservação da minha integridade física  pouco me aventuro a comentar  sobre  política em São Paulo,  apesar de coçar a minha garganta pelo que ouço nos bares,  restaurantes, feiras e nas sofisticadas lojas da rua Oscar Freire.



É muita cretinice desses "manos" de toda  espécie.



Os que habitam os Jardins, Vila Nova Conceição e até mesmo o bairro de Campo Limpo,  são violentos quando o assunto envolve o Partido dos Trabalhadores. Virou um fanatismo exibicionista,  de conotações imitativas.



Nessas condições não posso evitar de lembrar, aqui no A Voz,  do nazismo na Alemanha que conseguiu fazer a maioria do povo alemão odiar judeus e comunistas, com argumentos simples e inconsistentes.



Em São Paulo há um ódio impregnado na maioria do povo paulista contra o PT! É uma espécie de esquizofrenia coletiva, a mesma dos seus megas engarrafamentos em véspera de feriadões.




Esse fenômeno, justamente pelo ódio nazista no maior Estado do Brasil  já ocorreu no passado, São Paulo sempre se colocou acima do restante do país, porém, não pode creditar seu orgulho ferido de vezeiros derrotados, ao PT! De igual modo, o argumento mais utilizado por muitos paulistas, por essa reação contra o PT, é a corrupção, mas se de fato esse fosse o argumento, por quê reelegeriam, com 60% dos votos,  um governador financiado pelas empresas rés do processo de corrupção do metrô paulistano?




Portanto, sabemos que esse ódio não se sustenta nesse inconsistente argumento, mas temos que descobrir algum diálogo, quase impossível, com os paulistas o quanto antes, pois no nazismo alemão, quem pagou pelo sentimento de ódio foi o povo inocente.

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