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Dois desembargadores baianos aposentados são levados debaixo de vara para depor no Ministério Público

terça-feira, 4 de outubro de 2016



Dois ex-desembargadores e três advogados foram alvo de condução coercitiva durante a "Operação Leopoldo", deflagrada na manhã de ontem,  terça-feira (4), com o objetivo de desarticular esquema criminoso envolvendo cobrança de propina em causa sob julgamento no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A informação foi divulgada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Conforme o MP-BA, segundo as investigações, as autoridades judiciais, quando na ativa, teriam cobrado vantagem ilícita para que fosse proferida decisão favorável em causa que tramita no TJ-BA, o que envolveu o pagamento superior a R$ 500 milhões.

Os advogados teriam agido para intermediar a cobrança da propina e garantir o seu pagamento através de contratos de honorários fictícios, conforme o órgão. O MP-BA não divulgou detalhes sobre a causa que tramita no TJ.

Foram realizadas buscas em cinco endereços de Salvador e Lauro de Freitas, cidade localizada na região metropolitana da capital baiana.

Os nomes dos investigados não foram divulgados*. De acordo com o MP-BA, a ação é do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do Ministério Público estadual (Gaeco) e conta com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
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*Notícias de última hora dão conta de que os desembargadores aposentado Clésio Carrilho Rosa e Dayse Lago, do Tribunal de Justiça do Estado, seriam os alvos da Operação “Leopoldo”, deflagrada na manhã desta terça-feira pelo Ministério Público da Bahia (MP), que investiga favorecimento em julgamento de processos no TJ. Um dos três advogados, Marcos Carrilho Rosa, é  filho do desembargador.

Os investigadores apuram um suposto esquema de favorecimento que envolveria uma causa de R$ 500 milhões num processo que ainda tramita no Tribunal de Justiça. Mandados foram cumpridos em cinco endereços de Salvador. Clésio deixou o TJ em 2015, colhido pela aposentadoria compulsória. Dayse Lago deixou o Tribunal um ano antes, também por força de aposentadoria.


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