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UM MUNICÍPIO OPRIMIDO

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018




Xique-Xique é uma cidade baiana que  se encaixa no perfil dos municípios que têm a economia assaz dependente da Administração Pública, o que não é uma boa coisa porque exibe os baixos níveis de circulação de capitais  e o fraco desempenho produtivo da cidade, apesar dos esforços de alguns empreendedores locais.



Somando ao fato de que os empregos na Administração de Xique-Xique são na maioria distribuídos por critérios políticos e eleitorais, isso  vem atestar o alto grau de submissão dos munícipes   a chefes político-partidários, sendo que o respiro de algumas atividades comerciais necessita do beneplácito  do sopro quase sem fôlego da prefeitura, cujo erário mingua perenemente.



Na prática, Xique-Xique está  longe de tornar-se economicamente estabilizada, pois, além da carência política de resultados,  ainda existe parte da população que vive em situação de extrema pobreza, sem perspectiva de emprego, ou de qualquer trabalho mesmo temporário, que venha a  minimizar as necessidades básicas a que tem direito todo cidadão. Mas o que se vê é uma população carente  a depender da ajuda de outros e de  outrem para se alimentar ou  simplesmente  se humilhando atrás de doações de cesta básica, apesar do antigo  Bolsa Família   tenha sido  diagnosticado como remédio de uso contínuo, mas que  atualmente vem rareando.



De maneira geral, o peso da administração pública na economia brasileira tem crescido há mais de uma década. Mas há nesse crescimento uma distorção: boa parte desse aumento decorre muito mais do encarecimento de um setor público ineficiente, balofo e dispendioso do que de uma expansão efetiva dos serviços que  poderiam catalisar o  emprego, a renda,  máxime o  bem-estar da população.  Os municípios mais dependentes não são apenas pobres. São vítimas oprimidas por uma atual ação governamental de baixa qualidade e temerosa em todas as esferas.


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