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Após o fim do prazo estipulado por Moro, Lula não se entrega

sexta-feira, 6 de abril de 2018




Na última quinta-feira (5), o juiz federal Sérgio Moro determinou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresentasse na sede da Polícia Federal em Curitiba até às 17h desta sexta-feira (6), depois de ter sido condenado em 2ª instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e ter seu habeas corpus negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


No entanto, passado o prazo concedido pela Justiça, Lula não se entregou até o momento, mesmo Moro garantindo uma sala especial para o petista para o início do cumprimento da pena, onde ele ficaria separado dos outros presos, devido à “dignidade do cargo ocupado”.


Mas o que pode acontecer a partir de agora? Segundo especialistas, caso o ex-presidente se tranque em casa durante à noite, em uma situação hipotética, a polícia aguardaria a manhã do sábado para entrar na residência. Mesmo assim, ele não sofreria punições, uma vez que seria o (não) cumprimento de um mandado recém-expedido.


Apesar disso, o criminalista Carlos Eduardo Scheid acredita que Lula não vá resistir, já que ele tem a possibilidade até de se apresentar em outra sede da PF, cumprindo a determinação de Sérgio Moro. “O importante é que ele fique sob a custódia do Estado, não importa se é em Curitiba. Se ele quiser se apresentar em São Paulo, bastaria a defesa justificar isso nos autos”, destaca o especialista.


Quem endossou essa probabilidade foi o presidente do PR Rui Falcão, que disse na manhã desta sexta que Lula não iria se entregar em Curitiba, gerando a expectativa de que ele compareça à Polícia Federal em outra cidade do país, ou mesmo em São Bernardo do Campo.


O que poderia gerar problemas judiciais seria uma inesperada resistência  dos aliados a Lula, caso eles realizassem manifestações “impedindo” que Lula chegue até a PF.


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