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HISTÓRIA DE HOMENS BONS

sábado, 14 de abril de 2018




No Brasil, no passado, existia de um lado os cidadãos de bem ou homens bons e do outro lado os outros.

Quem eram cidadãos de bem? É simples a resposta: eram pessoas que tinham dinheiro, títulos, talvez consciência da própria cidadania e  eram aquelas  pessoas que possuíam o direito de voto.

Talvez já se tenha perdido a memória, mas o voto universal é coisa relativamente recente no Brasil. Houve aqui  um tempo colonial em que somente os tais “homens bons” votavam, ou seja, as pessoas de famílias endinheiradas, senhores de engenho, proprietários de escravos e tão somente os homens tinham o direito de votar.

Pulando e cortando para o ano de 1964 e subsequentes da vigência do regime militar, há de se verificar que a repressão serviu diretamente no combate explícito de qualquer movimento popular ou social, e esta repressão é ainda escancaradamente aprovada pelos remanescentes e descendentes dos “homens bons”.

Um prisioneiro ser torturado pela polícia - iniciando-se a sessão de pancadaria unilateral logo nas delegacias -  era um fato corrente, comum, até uns trinta anos atrás, mesmo após a nossa peculiar democratização tupiniquim. Hoje, a tortura passou a ter significado eufêmico, ostentando o pomposo título de “colaboração premiada”.

Com o desenvolvimento dos movimentos sociais e de direitos humanos, as torturas, notórias, explícitas e públicas contra suspeitos de crimes ficaram mais sofisticadas na era da lava jato. A tênue democracia brasileira tende a ser extinta com a sua justiça de quarta instância de maioria facciosa e seletiva.

Ainda teremos mais muitos anos para tornar o Brasil um país civilizado.

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