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O REI DA COCADA PRETA

domingo, 22 de abril de 2018




Para ficar completa, a Ditadura da Toga, já em vigor há algum tempo, só precisa instalar um DOI-CODI e torturar os presos. E coroar Sergio Moro, o homem mais poderoso do país mesmo como juiz de primeira instância, imperador ou rei  do Brasil. Ele só precisa do título e da coroa, porque os poderes já têm.

Como ninguém, nem mesmo no Supremo Tribunal Federal, tem coragem para contrariá-lo, então nada mais natural do que oficializar o seu poder. Está mais do que evidente que o Juiz do reino  de  Curitiba pode tudo, quer dizer, quase tudo, porque ele não é besta nem maluco para conduzir coercitivamente ou prender, por exemplo, um jornalista da Globo, da Folha, da Veja ou do Estadão.

Por não ter quem puxe a sua orelha, por medo ou conivência, Moro está se achando o rei da cocada preta, com poderes para fazer o que bem entender, o que deixa bastante claro o ambiente de insegurança jurídica.

O senhor Sérgio  Moro manda um recado direto a todo mundo que ousa criticá-lo: "Olhem, posso mandar prender quem eu quiser". E fica por isso mesmo, porque os deuses do Olimpo estão muito altos para se preocuparem com a periferia.

*
Ninguém mais tem dúvidas do projeto político de Moro que, incensado pela mídia, parece ter se convencido, depois de ver pessoas lançando o seu nome à Presidência da República em manifestações de rua, de que tem chances de conquistar o Palácio do Planalto, apesar de Jair Bolsonaro. Em razão disso,  divulgou um vídeo afirmando que tem o apoio da quase totalidade da população, o que evidentemente não é verdade.

Antes, porém, ele pretende deixar registrado seu nome na história como o homem que teve a coragem de prender um ex-presidente da República: Luiz Inácio Lula da Silva. Na verdade, ele teria um lugar garantido na história do país se combatesse efetivamente a corrupção, mas já deixou claro que o combate à corrupção é apenas um pretexto para destruir o petismo e impedir Lula de voltar ao Palácio do Planalto. Parece piada. Mas não é, pois o buraco é mais embaixo.

Obviamente existem dispositivos legais que podem conter os  excessos do corifeu da lava jato curitibana,  mas o difícil será encontrar um tribunal que o enquadre em face do estado letárgico que está a acontecer no Brasil a partir de 2016.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, já disse que não adianta apelar a Deus ou ao diabo. Ainda assim, diante da inércia da Suprema Corte, o jeito mesmo é recorrer a Deus, porque nem a ONU conseguiu conter Moro, o rei da cocada preta paranaense.

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