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GAROA DA TEMPESTADE

quarta-feira, 13 de junho de 2018




Nada nos diverte  quando estamos na capital paulista, para onde, aliás, somente viajamos a  trabalho.  Foi nessa condição que estávamos participando de uma reunião de trabalho  em um  escritório nas imediações da Avenida Paulista quando policiais  atiravam  e explodiam caixas e mais caixas, tubos e mais tubos  de  gás lacrimogênio contra a plebe socialista  que se manifestava bradando, entre outras palavras de ordem,  o lema que ainda não saiu  da moda:  “Banimento  já” ... para Michel Temer.

Por mero instinto de preservação  pouco nos aventuramos a comentar  sobre  política partidária na capital bandeirante,  apesar de  dar coceira na garganta pelo  que se diz e rotineiramente  ouvimos nos bares,  restaurantes,  nas feiras livres, na popular  Rua  25 de março  ou nos oligopólios implantados ao longo da   Rua Oscar Freire.

Os que habitam os Jardins, a  Vila Nova Conceição ou até mesmo o Campo Limpo,  demonstram, sem nenhum pejo, ser inimigos figadais  dos partidos de esquerda. Há um fanatismo exibicionista no ar poluído da antiga “Terra da Garoa”.

Há uma fúria impregnada  contra os movimentos sociais na metrópole do Sudeste! É uma espécie de paranoia coletiva assemelhada aos  megas engarrafamentos nas estradas que levam ao  litoral paulista  em véspera de feriado.

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