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NA REDE DO ANONIMATO

quinta-feira, 21 de junho de 2018



A internet vai rotineiramente penetrando a natureza humana, para o bem ou para o mal. É surpreendente a descoberta e a quantidade de sociopatas clássicos que existem por aí, tornando-se uma ameaça maior do que se imaginava.

Por esse prisma, acredita-se que a tecnologia não crie tantos sociopatas assim. Mas, sem dúvida, os faz sair das sombras.

Com efeito, a internet pode estar funcionando como uma válvula de escape ante a necessidade do sociopata de praticar o mal, de cometer crimes contra a honra daqueles que lhe despertam a fúria em razão das próprias ideias, da ideologia política, da aparência física, da etnia e até da sexualidade. 

O sociopata a caminho da psicopatia, usa e abusa do anonimato para diminuir a pressão que sofre no seu temeroso e angustiante mundo real. Em consequência, transfere-se para o mundo virtual em forma de anonimato.

Enganam-se, no entanto, os anônimos de todos os gêneros que a sua ação delituosa obtenha sucesso no âmbito da informática. Não obtém!

Na hipótese vertente, as suas identidades são sempre descobertas à medida que, por meios judiciais, sejam requisitados os serviços especializados da Polícia Técnica, visando coibir o anonimato rasteiro, covarde e sórdido cujo agente, imaturamente, continua a pensar que seus atos criminosos estarão impunes. Não estarão!

Assim, os crimes de ódio e intolerância que vêm ocorrendo mais amiúde, com agressões a homossexuais e a nordestinos, entre outras minorias, decorrem da banalização do comportamento sociopata que a internet vem expondo sem estimular os mentalmente enfermos a “sair do armário”, por assim dizer.

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