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GETÚLIO VARGAS: “SAIO DA VIDA PARA ENTRAR NA HISTÓRIA”

quinta-feira, 23 de agosto de 2018



Naquela noite de 23 de agosto de 1954, Getúlio Vargas, que não pretendia renunciar ao cargo de presidente do Brasil, se reuniu, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, com seus ministros na intenção de encontrar uma solução entre eles. Ao ver que seria impossível contornar a delicadíssima situação política que estava a exigir sua renúncia, sob pena de deposição, Getúlio deu por encerrada a reunião e se retirou para os seus aposentos.

Escreveu uma carta-testamento dirigida à sociedade brasileira e logo depois, na manhã do dia 24 de agosto de 1954, suicidou-se com um tiro no peito.

A morte de Getúlio Vargas causou imensa comoção nacional e no seu velório as pessoas, gente do povo, choraram e até desmaiaram diante da imagem do presidente morto. As cerimônias do funeral foram realizadas no gabinete militar da presidência da república no Rio de Janeiro.

Multidões saíram às ruas. Enfurecidos, manifestantes depredaram a sede da Tribuna da Imprensa, o jornal de Carlos Lacerda, mais furibundo dos adversários de Getúlio. Uma massa humana de 100 mil pessoas, a maioria em pranto incontrolável, desfilou diante do caixão do presidente, velado no próprio Palácio do Catete, sede do governo federal, no Rio. A imprensa noticiou que cerca de 3 mil pessoas presentes ao velório, vítimas de desmaios, mal-estares, crises nervosas e problemas de coração, precisaram ser atendidas pelo serviço médico do palácio.

Nas farmácias, o estoque de calmantes esgotou-se em minutos. O país inteiro quedou em estado de choque. Ninguém esperava por aquele desfecho para a crise que se abatera como uma nuvem negra sobre o governo, apesar de o próprio Getúlio ter dito, dias antes, com todas as letras: “Só morto sairei do Catete”.

A UDN (união democrática nacional) e o governo norte-americano foram responsabilizados pela morte de Vargas, a embaixada dos Estados Unidos foi atacada por populares e o jornalista Carlos Lacerda, líder da campanha contra Vargas, teve que ser protegido pela Aeronáutica até se retirar para a Europa num exílio prudente e voluntário.


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