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O mais notório preso político do mundo, concorre ao Prêmio Nobel da Paz -2019

sexta-feira, 23 de novembro de 2018



 

Depois da perseguição incansável de um juiz que se tornou ministro de seu adversário político, o ex-presidente Lula segue como o mais notório preso politico do mundo, isolado do processo eleitoral e silenciado pelo poder judiciário; o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel segue trabalhando para reunir as assinaturas necessárias e oficializar a candidatura de Lula ao laurel máximo da Academia Sueca; 400 mil pessoas já aderiram a campanha, que deve ser encerrada em 31 de janeiro de 2019

 A campanha internacional para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja contemplado com o Prêmio Nobel da Paz em 2019 está em etapa de formalização. Desde a última semana, o ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel, que recebeu o prêmio em 1980, tem trabalhado para reunir assinaturas de indivíduos que se encaixam nos critérios estipulados pela organização  a fim de oficializar a candidatura. A ideia é que eles assinem um formulário, na página do Comitê Norueguês do Nobel, até 31 de janeiro do ano que vem. Ao todo, 400 mil pessoas aderiram à campanha desde o ano passado.

No Brasil, a candidatura tem o respaldo de milhares de pessoas, incluindo personagens da vida política brasileira que não fizeram parte dos governos petistas ou que não estiveram ao lado de Lula durante toda sua trajetória. É o caso, por exemplo, do economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, ex-ministro de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso (1995-1998; 1999), que assinou o formulário do Comitê Norueguês e enfatizando a política de relações exteriores do governo Lula – especialmente a intermediação feita pelo Brasil no conflito Estados Unidos e Irã.

Durante os dois mandatos de Lula como presidente, de 2003 a 2010, a pobreza caiu 50,64% no Brasil – conforme pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2011, a partir de resultados obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As propostas que cumprirem os requisitos do Comitê serão analisadas no início do ano por uma Comissão especial, composta por cinco acadêmicos, eleitos de três em três anos. Até março, as academias definem uma lista final de cinco nomes (ou grupo de nomes – também chamada de short list), dos quais um será escolhido até o final de setembro. O nome do vencedor é revelado durante a primeira semana de outubro

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